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    24-10-2024
    A Universidade Estadual de Maringá (UEM) é a melhor universidade estadual da região Sul e está entre as cinco melhores do Brasil pelo segundo ano consecutivo. A avaliação é do Ranking Universitário Folha (RUF) 2024, publicado nesta segunda-feira (21) pela Folha de S.Paulo.

    Conforme o ranqueamento, a UEM recebeu 83,35 pontos – de 100 possíveis na avaliação geral – e está entre as 24 melhores universidades do país. Dentre as 39 universidades estaduais ranqueadas, apenas as estaduais paulistas e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) ficam à frente da UEM. Ao todo, o ranking analisou 204 Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e privadas, oriundas dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal.

    De acordo com o reitor da UEM, Leandro Vanalli, o bom resultado da instituição no RUF 2024 reflete o esforço diário da comunidade acadêmica. “Todas as conquistas que alcançamos, como o desempenho neste ranking, são fruto do trabalho intenso de nossos docentes, agentes universitários e estudantes para a consolidação de nossas ações de ensino, pesquisa e extensão”, afirmou.

    Assim como em 2023, a UEM figura em segundo lugar entre todas as instituições paranaenses, atrás somente da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e lidera no sistema estadual de ensino – também foram ranqueadas as universidades estaduais de Londrina (UEL), de Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná (Unioeste), do Centro-Oeste (Unicentro), do Norte do Paraná (Uenp) e do Paraná (Unespar). A publicação analisou, ao todo, 17 instituições públicas e privadas do estado.

    Em relação a 2023, a UEM registrou avanços na pontuação em três dos cinco indicadores avaliados pelo RUF – Ensino, Mercado e Inovação. “Mais do que a posição de destaque no ranking, nos orgulha perceber a evolução da Universidade em diferentes indicadores, que auxiliam a gestão na tomada de decisão. Com o apoio da comunidade e do governo estadual, seguiremos trabalhando para impactar vidas e transformar cada vez mais realidades em nossa região, no Paraná e no Brasil todo”, acrescentou o reitor.

    Com o crescimento nos índices, a UEM passou a ser considerada a instituição com melhor Ensino entre todas as universidades do Paraná, sejam federais, estaduais ou privadas. A análise do RUF neste quesito leva em conta fatores como a proporção de doutores e a qualidade do corpo docente, bem como a nota dos estudantes concluintes em avaliações específicas.

    Para o pró-reitor de Ensino (PEN), Marcos Vinicius Francisco, a conquista da UEM é relevante e a evolução deve ser contínua. “Os rankings, de uma maneira geral, têm captado a riqueza e a pujança do trabalho desenvolvido em nossa instituição, nos seus diferentes setores”, apontou. “Se, por um lado, estamos no caminho certo, por outro, precisaremos continuar na tarefa de dialogar para aperfeiçoar nossos processos de ensino e aprendizagem”, concluiu.

    Cursos de graduação também são bem avaliados
    O RUF 2024 também avaliou as instituições quanto à qualidade de cursos de graduação específicos. A UEM, que oferta 35 dos 40 cursos analisados, teve destaque em diferentes áreas do conhecimento. Ao todo, a Universidade conta com oito graduações entre as 20 melhores do Brasil nas respectivas áreas.

    O melhor posicionamento foi do curso de Agronomia da UEM, eleito o oitavo melhor do país. Também destacaram-se as graduações em Odontologia (10º), Engenharia Química (11º), Zootecnia (11º), Educação Física (17º), Matemática (17º), Ciências Contábeis (19º) e Medicina Veterinária (19º).

    Outros 12 cursos ofertados pela Universidade foram avaliados entre os 30 melhores do Brasil – Arquitetura e Urbanismo, Artes Visuais, Ciência da Computação, Design, Ciências Econômicas, Engenharia Ambiental, Engenharia de Produção, Farmácia, Física, Geografia, Psicologia e Serviço Social.

    Ranking Universitário Folha 2024
    Publicado pela Folha de S.Paulo desde 2012 – com uma pausa entre 2020 e 2022 -, o RUF é um dos principais rankings do ensino superior brasileiro.

    Segundo os organizadores, a avaliação anual leva em conta dados nacionais e internacionais sobre as universidades brasileiras, bem como resultados de pesquisas do Datafolha. A nota geral de cada universidade é obtida por meio dos indicadores Pesquisa, Ensino, Inovação, Internacionalização e Mercado. Mais informações sobre o ranking e a metodologia utilizada podem ser encontradas no site do RUF 2024.

    Em 2024, foram avaliadas, ao todo, 112 universidades públicas brasileiras – 68 federais, 39 estaduais e cinco municipais – e 92 instituições privadas. A Universidade de São Paulo (USP) aparece, novamente, na liderança, seguida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O top-3 é o mesmo da edição de 2023.

    Classificada pelo RUF entre as 24 melhores universidades do Brasil, a UEM também tem obtido resultados relevantes em rankings internacionais. No início do mês, a Universidade também foi eleita a melhor estadual do Paraná pelo QS World University Ranking: Latin America & The Caribbean 2025, organizado pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS). A publicação também ranqueou a UEM como a 82ª melhor IES da América do Sul.

    uem-estuda-uso-de-composto-na-propolis-para-tratamento-de-cancer-de-mama
    24-10-2024
    Um projeto desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá (UEM), apoiado pelo Programa de Pesquisa Universal (Básica e Aplicada) da Fundação Araucária, estuda o uso de um composto de origem natural encontrado na própolis brasileira para o tratamento de câncer de mama.

    O composto avaliado é o artepillin C, isolado em laboratório, já analisado em outras pesquisas que mostraram atividade anticâncer em linhagens celulares de câncer de próstata, fígado, cólon, pulmão, renal, oral, cervical, gástrico e na leucemia, com resultados promissores.

    A coordenadora do projeto e professora do Departamento de Análises Clínicas e Biomedicina (DAB) da UEM, Vânia Ramos Sela da Silva, explica que estudos científicos mostram que o artepillin C apresenta importantes efeitos benéficos como ação antioxidante e anti-inflamatória, e por isso o seu efeito anticâncer também tem sido investigado.

    “Há poucos estudos sobre os efeitos do artepillin C em câncer de mama. Em nossa pesquisa usamos um modelo de cultura de células 3D, que é o modelo in vitro muito importante a ser utilizado nas pesquisas envolvendo o câncer, pois consegue representar maiores semelhanças com o tumor no organismo”, diz.

    Ela destaca que outras substâncias naturais e seus derivados são utilizados atualmente como agentes quimioterápicos. Além disso, alguns compostos naturais podem ajudar no tratamento de quimioterapia e radioterapia limitando os efeitos mais severos da terapia anticancerígena.

    “O artepillin C tem demonstrado promissora atividade em vários tipos de câncer e o nosso estudo tem mostrado atividade anticâncer deste composto também em células de câncer de mama. No entanto, estes resultados são ainda preliminares, e para ser usado efetivamente no tratamento para o câncer ele precisa passar por estudos clínicos, que serão essenciais para comprovar sua ação no organismo”, enfatiza Vânia.

    Sendo o câncer de mama o tipo mais comum da doença entre as mulheres em todo o mundo, sem considerar o câncer de pele não melanoma, é um importante problema de saúde pública que, segundo a coordenadora do projeto, requer a busca de novas estratégias de tratamento. “Por ser uma doença com tratamento limitado, com muitos efeitos adversos, e que nem sempre se obtém êxito, é de extrema importância a busca por novas estratégias que possam ser possíveis opções terapêuticas ou adjuvantes no seu tratamento”, afirma.

    PESQUISA EM BENEFÍCIO DA SOCIEDADE

    A Fundação Araucária já fomentou 78 projetos relacionados à temática do câncer em vários de seus programas. Os recursos investidos nas últimas edições do Programa Institucional de Pesquisa Universal (Básica e Aplicada), que fomentou o projeto sobre o uso do artepillin C no tratamento do câncer de mama, vêm aumentado consideravelmente.

    Em 2021 foram destinados ao programa R$ 8 milhões, e na última chamada, lançada este ano, estão sendo investidos R$ 30 milhões pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e pela Fundação Araucária.

    “Este investimento é essencial para que as instituições de ciência e tecnologia do Paraná continuem a desempenhar um papel de protagonismo no cenário científico nacional, gerando conhecimento e inovação que impulsionam diretamente o desenvolvimento do nosso estado e refletem em benefícios para a população”, afirmou a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação Araucária, Fátima Padoan.

    Com informações da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Seti

    museu-da-uem-promove-1-simposio-de-meditacao-transcendental-e-aromaterapia
    22-10-2024
    A Universidade Estadual de Maringá (UEM), por meio do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi) e do Projeto de Meditação Transcendental, realiza o 1º Simpósio Nacional de Meditação Transcendental e Aromaterapia: Por um Mundo Melhor (Sinameta). O evento ocorrerá nos dias 8 e 9 de novembro, no auditório do Bloco B-33, no câmpus de Maringá.

    O objetivo do simpósio é fomentar um debate amplo e enriquecedor entre pesquisadores, instrutores, terapeutas, estudantes e a comunidade em geral, além de promover o aperfeiçoamento de conhecimentos, oferecendo oportunidades de capacitação aos participantes. A coordenação do evento é do professor Celso Conegero.

    Os interessados em submeter trabalhos (resumo, pôster e apresentação oral) devem acessar este link. As inscrições para ouvintes devem ser feitas aqui.

    O evento contará com palestras, apresentação de trabalhos selecionados nas áreas de Aromaterapia e Meditação Transcendental, e workshops. A programação completa pode ser acessada no site do Sinameta.

    Para dúvidas, entre em contato pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

    SERVIÇO

    1º Simpósio Nacional de Meditação Transcendental e Aromaterapia

    Quando: 8 e 9 de novembro

    Onde: Bloco B-33, câmpus sede da UEM

    Site do evento: https://simposio.mudiuem.com.br/

    Informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

    uem-se-destaca-no-ranking-de-pesquisas-sobre-biodiversidade-na-america-latina
    21-10-2024
    A Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi classificada entre as principais universidades latino-americanas em produção de pesquisas sobre biodiversidade, segundo um relatório publicado em 15 de outubro pela editora acadêmica Elsevier. O Brasil lidera a lista, com 22 das 30 instituições mencionadas, incluindo apenas duas paranaenses: UEM e Universidade Federal do Paraná (UFPR).

    No ranking, a UEM ocupa a 21ª posição entre as universidades brasileiras e a 28ª entre as latino-americanas. O reitor da UEM, Leandro Vanalli, destacou que esse reconhecimento reflete o empenho da comunidade acadêmica em produzir ciência de impacto, especialmente em um tema crucial para a preservação ambiental. A universidade é reconhecida por grupos de pesquisa como o Nupelia, que têm contribuído significativamente para o avanço do conhecimento científico na área.

    universidades-do-parana-ampliam-pos-graduacao-uem-oferece-design-filosofia-e-mais
    19-10-2024
    A pesquisa científica no Sistema Estadual de Ensino Superior do Paraná ganhou impulso em 2024 com a implantação de nove cursos de pós-graduação nas áreas de ciências ambientais, computação, design, educação em ciências, filosofia, jornalismo, políticas públicas, química e tecnologia educacional.

    São três novas opções de mestrado e seis de doutorado nas universidades estaduais de Maringá (UEM), de Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná (Unioeste), do Centro-Oeste (Unicentro) e do Norte do Paraná (UENP).

    Os cursos foram aprovados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação ligada ao Ministério da Educação (MEC). A instituição atua na avaliação de propostas para novos programas acadêmicos e profissionais de pós-graduação stricto sensu, modalidade voltada para uma formação avançada em áreas específicas do conhecimento, com foco em pesquisa e produção científica. A expectativa é que as novas vagas sejam ofertadas a partir do próximo ano.

    Juntas, as sete universidades vinculadas ao Governo do Paraná somam 211 cursos de mestrado em 63 campos do conhecimento, sendo 167 opções de mestrado acadêmico. Os 44 restantes são cursos de mestrado profissional, uma modalidade voltada para a aplicação de conhecimentos teóricos à prática profissional, além do desenvolvimento de projetos e soluções inovadoras para os desafios do mercado. As instituições estaduais de ensino superior contam, ainda, com um total de 110 cursos de doutorado, que abrangem 54 áreas de pesquisa.

    Com um corpo docente qualificado e linhas de pesquisas que abordam temas relevantes e atuais para a sociedade e a ciência, os programas de pós-graduação das universidades estaduais estão distribuídos em vários câmpus, localizados em mais de 30 cidades, em todas as regiões do território paranaense. Essa capilaridade contribui diretamente para a interiorização do ensino superior no Estado.

    Para o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Nelson Bona, a aprovação de novos programas de pós-graduação nas universidades estaduais demonstra a maturidade da rede de Ensino Superior. “Cada vez mais o quadro de professores tem sido preenchido por profissionais com titulação de doutorado, com boa produção acadêmica”, afirma.

    “Em paralelo, o Governo do Estado está investindo na infraestrutura das nossas universidades, o que aumenta a competitividade nos campos da ciência e tecnologia, contribuindo com a aprovação de novos programas de pós-graduação e ampliando a produção científica”, acrescenta.

    NOVOS CURSOS

    A UEM irá ofertar vagas para cursos de mestrado em Design no câmpus de Cianorte e para os doutorados em Filosofia e em Políticas Públicas em Maringá, no Noroeste do Paraná. Também conquistou aprovação para o Curso de Mestrado Profissional em Processos e Tecnologias Educacionais, em Maringá. Essa pós-graduação será desenvolvida em rede com outras sete universidades, localizadas nos estados do Amazonas, do Ceará, do Maranhão, do Mato Grosso, de Minas Gerais, do Pará e de Pernambuco.

    Em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, a UEPG passa a ofertar o curso de doutorado em Jornalismo, com um ambiente propício para a pesquisa e a produção de conhecimento científico na área da comunicação. A Unioeste oferecerá vagas em dois cursos de doutorado: em Conservação e Manejo de Recursos Naturais, no câmpus de Cascavel, e em Química, no câmpus de Toledo. Atualmente, a estadual do Oeste do Paraná conta com cursos de mestrado nessas duas áreas.

    A Unicentro passa a ofertar o curso de doutorado profissional em Ensino de Ciências Naturais e Matemática, em Guarapuava, no Centro-Sul. Essa nova pós-graduação abrange diferentes linhas de pesquisa, como o desenvolvimento de novas metodologias de ensino, a integração de tecnologias digitais no ensino de ciências e a formação continuada de professores.

    A UENP fecha o conjunto de novos cursos de pós-graduação com um mestrado profissional em Ensino de Computação, cujas vagas serão ofertadas no câmpus de Bandeirantes, no Norte do Estado. O curso será desenvolvido em rede, com mais 16 instituições de 15 estados brasileiros: Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.

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