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A pesquisa é coordenada por professor do Departamento de Química

A UEM (Universidade Estadual de Maringá) está entre os seis projetos selecionados pelo Instituto Serrapilheira para receber apoio financeiro por, pelo menos, um ano. A pesquisa do Departamento de Química tem como ideia fundamental a utilização da energia química contida na matéria orgânica dissolvida em efluentes industriais ou residenciais, ou até mesmo em rios contaminados, para a produção de um combustível limpo, o hidrogênio.

Com o título Molecular hydrogen from wastewater treatment: a shortcut to a sustainable future e com coordenação do professor Rafael da Silva. O método é baseado em uma rota química complexa para se obter o máximo possível de eficiência energética na conversão de energia. Tal tecnologia pode ter um impacto enorme na sociedade, uma vez que o hidrogênio é o principal reagente utilizado na produção da amônia e de fertilizantes nitrogenados.

“A ideia é atacar diversas questões fundamentais de nossa sociedade com um único processo: descontaminar corpos d’água e produzir, de forma sustentável, o hidrogênio molecular, e por consequência fertilizantes mais baratos, que irão aumentar a produção agrícola mundial. Atualmente, a produção de hidrogênio e de fertilizantes emprega o uso de gás natural, um recurso limitado e que gera como subproduto o dióxido de carbono, um poluente”, afirma Rafael.

O projeto será contemplado com um financiamento de até R$ 100 mil. Após o período de um ano, os pesquisadores serão reavaliados por um painel de revisores a ser constituído e concorrerão a um novo auxílio de até R$ 1 milhão.

Os seis pesquisadores estavam entre os 1.955 inscritos na primeira Chamada Pública do Serrapilheira. Em dezembro de 2017, foram anunciados 65 projetos selecionados, 3,6% do total de candidatos. Conforme informou à época, o Serrapilheira considerou a possibilidade de revisitar projetos não selecionados inicialmente, o que resultou nos seis novos contemplados.