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Yalodê-Badá e Neiab apresentam proposta para implantação das cotas raciais na Universidade. A reitoria vai encaminhar o debate para o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão

Na última sexta-feira, dia 6 de julho, em reunião com o reitor da UEM (Universidade Estadual de Maringá), Mauro Baesso, integrantes do Coletivo Negro Yalodê-Badá solicitaram encaminhamentos para a rediscussão das cotas raciais no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP).

Paulo Vitor Palma Navasconi, membro do Yalodê-Badá, falou que o grupo produziu um documento em conjunto com o Neiab (Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afro-brasileiros) que fundamenta o porquê a UEM deve implementar cotas raciais. Além disso, foram coletadas mais de 3 mil assinaturas e cartas de apoio de movimentos sociais de todo o país apoiando a causa. A ideia do grupo é apresentar esse material aos conselheiros do CEP, respaldando o debate.

Destacando que as políticas institucionais da UEM são deliberadas pelos conselhos superiores, o reitor lembra que já houve ampla discussão sobre cotas na Universidade. “Em 2008, o debate foi levado ao CEP que na ocasião entendeu que as cotas sociais atendiam uma parcela mais ampla da população”, disse o reitor.

Baesso concorda que a aprovação de cotas raciais provocou - e ainda provoca - um intenso debate. Mas para ele, a Universidade precisa rediscutir o tema e o momento é propício para isso. “No que depender da Reitoria, faremos todos os encaminhamentos necessários”, frisa.

“A cota racial é uma política pública de reparação para alcançar a população negra. O modelo é utilizado em algumas universidades brasileiras com sucesso”, argumenta Marivânia Conceição Araújo, diretora de Cultura da UEM e coordenadora do Neiab.

Segundo ela, desde que o Neiab foi criado, há 12 anos, o grupo reivindica as cotas raciais na UEM. Foram realizadas várias reuniões e inclusive um evento específico para discutir o tema. A professora destaca ainda que as cotas contribuem para a qualidade acadêmica da Universidade.

Debate no CEP

Quem irá debater a matéria são os novos conselheiros do CEP, empossados no dia 5 de julho. Antes de ir para a plenária, a discussão passa pela Câmara de Graduação do Conselho que tem a primeira reunião para o dia 18 de julho, para escolha do presidente e designação dos relatores para as pautas que já aguardam apreciação. O Coletivo espera poder apresentar o documento já nesse início de mandato dos novos conselheiros fomentando a discussão.