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Qua, Jun

Refugiado sírio é atendido pela ONG Compassiva /ACNUR/Gabo Morales

Refugiados que vivem no Brasil têm escolaridade acima da média brasileira. Levantamento da Agência da ONU para Refugiados (Acnur) apontou que 34% dos 487 refugiados ouvidos pelo estudo concluíram Ensino Superior e 3% cursaram pós-graduação, especialização, mestrado ou doutorado. No entanto, poucos conseguem revalidar o diploma no país.  

Para auxiliar no processo de revalidação do diploma de Ensino Superior de refugiados e venezuelanos que vivem em Maringá, o Instituto Sendas vai fechar uma parceria com a ONG Compassiva, de São Paulo. A ONG é parceira da Acnur e desde o início do projeto, em 2016, viabilizou a revalidação de 34 certificados em todo o Brasil. Outros 132 estão em análise.

Conseguir o reconhecimento do diploma no país é uma jornada onerosa e burocrática. São necessários seis documentos que vão desde o conteúdo programático do curso e informações institucionais da universidade até o currículo de todos os professores que o refugiado teve durante o curso. As taxas também são altas e podem chegar a R$ 7 mil.

“Quando a gente fala de refugiado, não é uma pessoa que se programou para sair do seu país, que teve tempo de organizar toda a documentação e vir para o Brasil. Outro empecilho são os valores. Se para um brasileiro já seriam altos, imagina para um refugiado conseguir fazer o pagamento”, afirma a advogada da ONG Compassiva, Camila Suemi Tardin. 

Com a parceria, o Instituto Sendas em Maringá fica responsável pela triagem da documentação dos refugiados. Se a análise for positiva, o instituto encaminha o pedido para a ONG Compassiva que, com apoio da Acnur, dá início ao processo de revalidação. A ONG de São Paulo escolhe qual universidade pode atender a solicitação do refugiado e arcar com todas as taxas do processo.

Apenas universidades públicas podem revalidar o diploma. No Paraná, uma lei estadual isenta migrantes em situação de vulnerabilidade, solicitantes de refúgio, refugiados e apátridas do pagamento de taxas no processo em universidades estaduais.

Apesar da lei, nem todas as instituições oferecem a revalidação do diploma. Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), por exemplo, o processo está suspenso e aguarda decisão da Câmara de Graduação do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP) para ser retomado. O órgão precisa analisar mudanças feitas na resolução.

“Essa parceria é importante porque são pessoas capacitadas em seus países e que estão com dificuldades para revalidar o diploma e contribuir para o desenvolvimento da cidade e das próprias famílias. As famílias são beneficiadas e podem optar por melhores empregos e a comunidade também se beneficia”, diz o imigrante venezuelano Erick Perez Ortuno, um dos responsáveis pelo Instituto Sendas.

Infográfico da ONG Compassiva mostra o número de processos de revalidação viabilizados pela organização

Como revalidar o diploma?

Para conseguir o reconhecimento do certificado é necessário ter o visto de refúgio emitido pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare). Para os venezuelanos não é necessário ter o visto, o Brasil aplicou a definição ampliada de refúgio estabelecida na Declaração de Cartagena para proteção de cidadãos da Venezuela.

O primeiro mutirão de atendimento para reconhecimento dos certificados em Maringá ocorre nesta quinta-feira (15/8) na Rua Santos Dumont, 1381, na 2º Igreja Presbiteriana Independente de Maringá. O atendimento será em dois períodos, das 9h às 11h e das 14h30 às 16h30. São necessários os seguintes documentos:

Documentos pessoais;

Diploma de graduação;

Histórico;

Conteúdo programático;

Currículo de professores;

Informação institucionais da universidade;

Reportagens da universidade.

Se o refugiado não tiver todos os documentos, ele pode participar do mutirão para receber orientações sobre como pode dar início no processo de revalidação. Para entrar em contato com o Instituto Sendas é necessário enviar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou ligar no telefone (44) 99118-9008.

https://maringapost.com.br/cidade/2019/08/14/instituto-sendas-fecha-parceria-com-ong-compassiva-para-revalidar-diplomas-de-refugiados-e-venezuelanos-em-maringa/

Técnicos e docentes da UEM decidem pela suspensão da greve na instituição / Valdete da Graça

A greve na UEM foi suspensa. A decisão foi tomada em assembleia unificada realizada no começo da tarde desta terça-feira (13/8) no Restaurante Universitário (RU). Também ficou definido que as aulas vão recomeçar na segunda-feira (19/8) na Universidade Estadual de Maringá. Um ofício com este entendimento vai ser entregue à Reitoria.

A discussão foi convocada pelos sindicatos depois do Governo do Paraná protocolar na Assembleia Legislativa uma proposta de reposição de 5,08%, com 2% em janeiro de 2020 e o restante parcelado até 2022, para compensar a data-base de 2018/2019.

A assembleia unificada é composta pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), Associação dos Docentes da UEM (ADUEM), Associação dos Funcionários da UEM (AFUEM) e da Seção Sindical dos Docentes da UEM (SESDUEM).

O presidente do Sinteemar, José Maria Marques, considerou que a paralisação foi vitoriosa. “Saímos de uma data-base zero para uma proposta de parcelamento. Conseguimos retirar o projeto de lei número quatro, que congelava as nossas carreiras pelos próximos 20 anos e o salário dos servidores que ganhavam menos que o mínimo regional foi equiparado a este valor”, ponderou.

Marques também destacou que a decisão tomada em assembleia foi pela suspensão da greve na UEM. Isso significa que a mobilização continua, a assembleia permanente vai continuar aberta, e uma nova paralisação pode ser deflagrada na instituição.

A greve na UEM foi deflagrada no fim do mês de junho. E a primeira proposta apresentada pelo governo foi rejeitada pelos servidores.

Depois, em meio a indefinição sobre a renovação do contrato de 104 professores temporários, o Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP) aprovou, no dia 1 de agosto, a retomada do calendário acadêmico, que estava suspenso desde o início da greve.

Em meio às discussões sobre os contratos dos professores temporários, ressurgiu a discussão sobre a adesão da UEM ao Meta4. Outro ponto que inflama a discussão é a Lei Geral das Universidades (LGU), que tende a chegar à Assembleia Legislativa no segundo semestre.

Segundo o Governo do Estado, o reajuste de 2% vai representar um aumento de R$ 400 milhões na folha de pagamento do Executivo em 2020.

Para a aplicação do índice total do reajuste, de 5,08%, com a aplicação de uma parcela de 2% em janeiro de 2020 e mais duas parcelas, de 1,5% cada, em janeiro de 2021 e em janeiro de 2022, o impacto total sobre a folha do Executivo é calculado em R$ 2,1 bilhões.

https://maringapost.com.br/cidade/2019/08/13/assembleia-suspende-a-greve-na-uem-e-define-que-aulas-vao-recomecar-na-segunda-feira/

O tema da campanha de 2019 é ′Capacite os pais e permita a amamentação agora e no futuro!′ / Vivian Silva/PMM

As ações da Semana Maringaense de Amamentação terminam nesta quarta-feira (7/8), a partir das 14 horas, com a realização do Café com Leite Materno e Mamaço no salão da Obra do Berço, que fica na Avenida Carlos Borges, na zona 5.

“Batizamos de ′Mamaço′ o momento de amamentação conjunta. Em seguida, haverá brincadeiras, sorteios e um coffee break”, explicou a coordenadora do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário de Maringá, Christyna Beatriz Genovez.

O tema da campanha de 2019 é ′Capacite os pais e permita a amamentação agora e no futuro!′. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação dos 6 meses a 2 anos de vida.

“O leite materno é o alimento mais rico em nutrientes e capaz de suprir todas as necessidades da criança. É importante reforçar, incentivar e apoiar a amamentação e aleitamento, a fim de aumentar os índices e consequentemente diminuir a morbidade e mortalidade infantil” ressalta o gerente de Promoção e Prevenção em Saúde da Secretaria de Saúde, Geison Schmidt Soares.

Em Maringá, o sistema de saúde realiza visita em todas as Unidades Básicas de Saúde e residência das mães usuárias do Sistema Único de Saúde para orientação e capacitação.

A ação é organizada pelo Comitê de Aleitamento Materno de Maringá (Coamar), formado pela Prefeitura Municipal de Maringá, por meio da Secretaria de Saúde e Secretaria de Educação, 15ª Regional de Saúde, Universidade Estadual de Maringá, Hospital Universitário de Maringá, Unimed Maringá, Hospital e Maternidade Santa Casa de Maringá, Hospital Paraná, Hospital Maringá, Hospital Bom Samaritano, Hospital São Marcos, Faculdades Uningá e Unicesumar, Baby Nutri, Maternati e Instituto Sendas.

As mulheres interessadas em realizar doação para o Banco de Leite Humano do Hospital Universitário de Maringá podem entrar em contato pelo telefone (44) 3011-9174 para orientações e agendamento da entrega dos materiais para coleta.

https://maringapost.com.br/cidade/2019/08/05/cafe-com-leite-materno-e-mamaco-encerram-semana-de-amamentacao-em-maringa-nesta-quarta/

Além de aderir ao Meta4, universidade teria que reduzir as horas extras em 10% / UEM

A ata da reunião da Comissão de Política Salarial (CPS) condicionou a inserção da folha de pagamento das universidades estaduais no sistema Meta4 para liberar a carga horária de contratação de docentes temporários. Das sete universidades, apenas a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Uenp) e a Universidade Estadual do Paraná (Unespar) adotaram o sistema.

Na deliberação, a CPS afirma que a carga horária fica autorizada desde que cumpridas as condicionantes. Entre as exigências, o documento (acesse aqui) estabelece que a suplementação de recursos para despesas correntes das universidades será condicionada ao cumprimento do cronograma, que ainda será definido pela Secretaria da Administração e da Previdência (SEAP), para inserção das universidades no Meta4.

Além da adesão ao Meta4, a ata estabeleceu outras exigências como redução de horas extras para liberar a carga horária de 18 mil horas para contratação dos docentes temporários da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Nesta quinta-feira (1/8), o Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP) da UEM se reuniu para discutir a retomada do calendário acadêmico, outra condicionante do governo.

A Câmara de Graduação do CEP aprovou por 47 votos favoráveis e 20 contrários o relato do relator para que o calendário acadêmico fosse retomado. “Vamos agora proceder a renovação imediata dos contratos destes professores temporários”, afirmou o reitor Júlio Damasceno.

Durante a reunião do CEP, cartazes em tom de protesto afirmavam que o acordo firmado com o governo poderia “custar a autonomia da folha de salários” por causa do Meta4.

Além da inserção da folha de pagamento da UEM no Meta4, o Governo do Estado também exigiu que fosse reduzido em 10% as horas extras na universidade e no Hospital Universitário. O governo também quer revisar, em conjunto com a Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e com a Seap, os pagamentos que “ensejam dúvidas e questionamentos”.

A ata também afirma que deve ser interrompido imediatamente o pagamento da Gratificação de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (TIDE) para agentes universitários e docentes temporários. A Comissão de Política Salarial estabeleceu teto de R$ 6.766.879,25 para gastos com serviços extraordinários. No primeiro semestre desse ano, a UEM gastou R$ 7,5 milhões em horas extras. A universidade disse que o gasto cobre o déficit de 913 funcionários acumulado desde 2014.

Apesar das exigências estabelecidas na ata da CPS, a assessoria de imprensa da UEM explicou que o único dispositivo com poder legal é o decreto publicado no Diário Oficial do Estado. O documento diz apenas que a prorrogação ou contratação de temporários não será permitida nas universidades que estiverem com calendário acadêmico interrompido.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), José Maria Marques, não é preciso retomar o calendário acadêmico para renovar o contrato dos professores temporários. Segundo ele, como a universidade está em greve, os temporários vão ter que repor as aulas depois.

José Maria Marques diz acreditar que a exigência da retomada do calendário acadêmico é uma forma do Governo do Estado desmobilizar o movimento. “Ele quer acabar com movimento de greve porque até agora não formalizou proposta de data-base na Assembleia, não tem projeto de lei”.

No entanto, com as outras condicionantes da ata da CPS, especialmente o Meta4, José Marques avaliou que o movimento deve ganhar mais força. “O Meta4 é outra discussão. A CPS está colocando os reitores em uma situação difícil. (Os membros da CPS) são burocratas que não sabem onde fica a UEM. Não consigo entender a vinculação da renovação dos contratos com o Meta4″, afirma o presidente do Sinteemar.

Apesar da retomada do calendário acadêmico, o que permite a volta às aulas por parte de docentes e alunos que são contra a paralisação, a instituição continua em greve, com as atividades prejudicadas devido ao fechamento de portões no campus sede, por exemplo.

https://maringapost.com.br/cidade/2019/08/01/adesao-da-uem-ao-meta4-e-condicao-para-renovar-contrato-de-temporarios-calendario-academico-e-retomado-mas-greve-continua/

 

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) divulgou uma nota oficial no final da tarde desta quarta-feira (31/7) para informar que a falha em servidor da instituição não provocou o vazamento de informações de alunos e funcionários da instituição.

O caso foi revelado nesta quarta-feira pelo portal Canaltech. A reportagem mostra que uma brecha na segurança deixou aberto na internet o acesso a dados pessoais de alunos e funcionários, além de documentos internos.

Segundo o Canaltech, a falha em servidor foi descoberta pelo estudante de engenharia de software e pesquisador em segurança Giovanni Zadinello. A brecha, segundo a reportagem, foi localizada em um diretório de provas dos vestibulares da UEM. “Foi a partir daí que o especialista localizou a raiz do servidor vulnerável, com todos os dados disponíveis.”

Ainda de acordo com a reportagem havia um volume grande de informações abertas  “composto por dezenas de pastas que traziam as identificações de diferentes setores da UEM, indo desde departamentos financeiros e de planejamento até a biblioteca central, reitoria, pós-graduação e, no caso mais grave, registros de alunos e cadastros.”

Diante da reportagem, a UEM divulgou uma nota de esclarecimento sobre a falha em servidor, que segue abaixo na íntegra.

Nota de esclarecimento:

“O Núcleo de Processamento de Dados (NPD) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) garante que a falha em um dos servidores da instituição não levou ao acesso de dados pessoais de alunos e funcionários, bem como a informações sensíveis da administração. A constatação se deu após uma cuidadosa análise das entradas registradas no servidor que apresentou, temporariamente, uma falha de segurança.

Informando que o problema foi corrigido logo após ser detectado, o setor ainda esclarece que boa parte dos dados que estavam abertos são informações já disponíveis para consulta pública.

Além disso, a vulnerabilidade daquele servidor não atinge informações sigilosas do vestibular da UEM já a Comissão responsável pelo concurso possui uma rede interna própria, sem alcance externo. As consultas possíveis se restringem a dados estatísticos, provas já realizadas, editais, etc.”

https://maringapost.com.br/cidade/2019/07/31/uem-diz-que-falha-em-servidor-nao-provocou-vazamento-de-informacoes-pessoais-de-alunos-canaltech-revelou-brecha/

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