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Qui, Ago

Campus sede da UEM / Divulgação

Três chapas disputam as eleições para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Estadual de Maringá UEM). A votação vai ser realizada nesta quinta-feira (21/11). As campanhas já movimentam a internet há um tempo e teve um debate quente com trocas de acusações entre as chapas e estudantes, como mostram esta e esta reportagem publicada pelo Maringá Post.

A Chapa 1 – Acelera Uem defende que, por meio da laicidade, da democracia e da ética no ambiente escolar, é possível representar o maior numero de estudantes possível. Tem como coordenador geral o estudante de direito Lucas Canassa. Eles acreditam que a universidade deve ser composta de indivíduos pensantes e não “meros robôs repetidores de chavões”.

Em relação às propostas da Acelera Uem, no quesito segurança, a chapa defende a presença da Polícia Militar, bem como a Guarda Municipal, dentro dos campi da universidade. Para a chapa, também é necessário lutar por melhores questões de iluminação, câmeras de seguranças efetivas e ações para manter a universidade mais ocupadas.

Uma das propostas da Chapa 1 consideradas polêmicas por alguns alunos seria a busca de parcerias público-privadas. Um exemplo dessa parceria pode ser encontrada nas propostas de lazer e cultura, em que os custos de reformas de praças e quadras de convivência poderiam ser bancados por por empresas.

Eles também defendem atuar junto a deputados estaduais da região. Segundo eles, cada ano que passa o Governo Estadual resolve tudo a “canetadas”, o que vem sucateando a instituição.

Membros da Chapa 1- Acelera Uem / Arquivo pessoal

A Chapa 2 – Uem Popular, tem como coordenador geral o estudante de Ciências socais  Gabriel Moraes. A chapa é fundada sob os princípios do Movimento Por Uma Universidade Popular (MUP), com forte influencia na Unidade Popular (UP) chilena. A UP é uma frente democrática anti-imperialista composta por partidos de esquerda radical. Enquanto chapa concorrente ao DCE, a Uem Popular busca a defesa da soberania popular e da emancipação nacional.

A primeira bandeira levantada pela chapa em suas propostas é a da defesa da educação pública, gratuita (100% estatal) e de qualidade. Para isso, a Uem Popular propõem a não aceitação da Lei Geral das Universidades, a extinção da Drem, o fim do contingenciamento de despesas e ampliação dos recursos destinados as Instituições de ensino superior.

Além disso, a Chapa 2 também defende a ampliação de vagas no cursos de graduação e pós-graduação e a recomposição do quadro de docentes e funcionários técnico-administrativos por meio de concurso público.

A chapa 2 também tem uma proposta de uma política de extensão popular. Para executar tal proposta, a chapa 2 pretende criar um cursinho popular e oferecer “aulões” pré-vestibular nos bairros, assim como um projeto de artes. Também está prevista na proposta projetos de extensão de saúde no campo e estimular a função social do esporte por meio de jogos solidários para reformar as quadras do campi.

Membros da Chapa 2- Uem Popular / Arquivo pessoal

A chapa 3 – A Uem Não Vai Embora, surgiu da necessidade, vista pelos membros, de “oxigenar o DCE” em um novo modelo de movimento estudantil. Presente em mais de 30 cursos da universidade e em sete campi, a chapa pretende buscar representar o máximo de estudantes por meio do diálogo, e tem como coordenadora geral a estudante de Ciências Sociais Paula Stephânia.

Para representar a pluralidade de alunos na universidade, uma das bandeiras defendidas pela Chapa 3 é o do acesso à permanência. Para garantir a proposta, A Uem Não Vai Embora pretende lutar por direito a moradia estudantil, seja por meio de uma Casa de Estudantes ou do auxílio moradia, a implementação de cotas raciais, assim como cotas para pessoas transexuais e travestis, e uma política de assistência a saúde mental e desenvolvimento pessoal.

Além dessa proposta, a chapa pretende manter uma atenção especial aos movimentos estudantis. Para isso apresentam as propostas de construir um amplo diálogo com os movimentos sociais internos e externos à universidade.

Também querem estabelecer relações com outras universidades em defesa da educação e contra a Lei Geral da Universidade, que segundo eles provocam o sucateamento da universidade. Além disso, pretendem lutar pela reconstrução do Centro Acadêmico Florestan Fernandes (CAFF) e o Centro Acadêmico de Filosofia (CAFIL), assim como lutar para que outros centros acadêmicos tenham os próprios espaços físicos.

Membros da Chapa 3 – A Uem Não Vai Embora/ Arquivo pessoal

Primeiras medidas em caso de vitória

Chapa 1- Acelera Uem – se vencer, na primeira semana de gestão a chapa fará uma reunião aberta com os alunos, centros acadêmicos (CAs) e demais organizações existentes na universidade. Ao mesmo tempo, levantariam quantos recursos financeiros o Diretório Central dos Estudantes (DCE) possui, e como está a situação do espaço físico do DCE. Além disso, a chapa pretende acompanhar a situação dos conselhos da universidade e ver quantas vagas estão preenchidas.

Chapa 2- Uem Popular – teria como primeira medida tomada a organização interna da gestão. Para isso, a chapa pretende criar comissões próprias para cada eixo das lutas defendidas por eles. Seria uma comissão de combate às opressões, outra comissão voltada a acesso e permanência, uma de articulação política e comunicação, envolvendo os CAs, movimentos e sindicatos, de cultura, esporte e lazer, e comissão própria para as políticas de extensão popular.

Além disso, a chapa pretende convocar uma reunião com o CAs para definir um calendário contendo os objetivos mais imediatos do movimento estudantil para a gestão 2019/2020.

Chapa 3- A Uem Não Vai Embora – pretende fazer uma grande reformulação da estrutura do DCE. De acordo com a chapa, o diretório precisa ser mais institucionalizado, presente nos blocos, abrindo uma frente de dialogo com os estudantes e com os CAs. Tomando essa medida A Uem Não Vai Embora pretende melhorar a relação ao acesso e permanência e desenvolvimento científico-tecnológico.

De acordo com a chapa essa medida vem da necessidade de se sentir mais representado, uma vez que segundo eles as últimas gestões do DCE não construíram um espaço em que todas as vozes fossem ouvidas. Além da restruturação do DCE, a chapa pretende reivindicar frente a reitora a efetiva implementação das cotas raciais e que sejam aplicadas o mais rápido possível.

https://maringapost.com.br/cidade/2019/11/20/tres-chapas-concorrem-a-direcao-do-dce-da-uem-eleicao-e-nesta-quinta-feira/

Estudantes se emocionam com aprovação das cotas raciais na UEM / Breno Thomé Ortega / Instagram @brenoto

O Conselho de Ensino e Pequisa (CEP) aprovou nesta quarta-feira (20/11), Dia da Consciência Negra, a criação de cotas raciais na Universidade Estadual de Maringá. O sistema de cotas raciais passa a valer no Vestibular de Inverno de 2020.

Do total de vagas de cada curso, 20% serão para cotas sociais e 20% para as raciais, dentro desse percentual ¾ das vagas vão para negros de baixa renda e ¼ ficam reservadas para negros sem esse recorte social.  O restante, é para ampla concorrência.

A medida foi aprovada na Câmara de Graduação no incio do mês e foi votada agora por 109 conselheiros, o que inclui coordenadores de cursos de graduação e pós-graduação. Do total, 98 foram favoráveis, quatro foram contrários e sete se abstiveram. Dos 144 conselheiros CEP, 35 não estavam presentes.

O sistema de cotas é visto por diversos professores da universidade como uma forma de buscar igualdade perante à sociedade. No Paraná, a UEM era a única universidade pública estadual sem nenhum tipo de cotas voltadas à inclusão de negros e pardos.

O assunto esteve em pauta no CEP em 2008, porém as cotas raciais foram discutidas e rejeitadas. Na ocasião, foram aprovadas somente as sociais.

“O sentimento é de muita alegria, satisfação e alívio. Sabemos que só temos a vitória quando ela realmente chega. Estava preocupada com a resistência, mas agora fica a certeza de que a nossa universidade vai ser mais inclusiva e com mais diversidade”, afirma Marivânia Conceição de Araújo, uma das fundadoras do Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afrobrasileiros (Neiab).

A luta por cotas raciais na UEM voltou a ganhar força em julho de 2018, quando o Coletivo Yalodê-Badá, o Neiab e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da universidade fazem pressão por esse tipo de cota junta à Reitoria.

Um dos maiores pedidos oficializados contou com mais de 3 mil assinaturas em um abaixo-assinado, que inclui cartas de apoio de movimentos sociais. O requerimento oficial foi entregue em agosto de 2018.

Estudantes e professores favoráveis às cotas raciais comemoram aprovação pelo CEP /Breno Thomé Ortega / Instagram @benoto

A sessão de votação foi aberta pelo reitor, Júlio Damasceno que definiu o dia como histórico. “Não apenas para a história da universidade, mas, sobretudo, para a vida de pessoas, pois as cotas implicam no projeto de famílias”.

O professor também disse que via na aprovação uma forma de reparar as injustiças históricas sofridas pelos negros. Também foi o reitor que com olhos marejados que apresentou o resultado final da aprovação das cotas raciais na universidade.

“Assumimos na campanha o compromisso de trazer o assunto para apreciação e de darmos nosso apoio. Aprovar as cotas raciais no Dia da Consciência Negra é uma grande realização, repleta de significado”, declarou o reitor.

O anuncio foi recebido por uma grande salvas de palmas, principalmente pela comunidade negra presente. Muitos se emocionaram com a decisão.

Dados da Diretoria de Assuntos Acadêmicos (DAA) da UEM sobre os cerca de 17,2 mil estudantes matriculados em cursos de graduação, separados por autodeclaração de cor, mostram que os brancos são a grande maioria.

Brancos – 66,01%

Negros – 20,37% (17,39% de pardos e 2,98% de pretos)

Não declarados – 7,93%

Amarelos – 5,29%

Indígenas – 0,4%

Dados da Comissão de Vestibular Unificado (CVU) da UEM sobre os aprovados nos dois vestibulares mais recentes (aproximadamente 3 mil vagas), separados por autodeclaração de cor, também mostram que os brancos garantem muito mais assentos na universidade.

Vestibular de Verão 2018

Brancos – 74,30%

Negros – 19,21% (16,60% de pardos e 2,61% de pretos)

Amarelos – 6,40%

Indígenas – 0,08%

Vestibular de Inverno 2019

Brancos – 76,49%

Negros – 16,94% (14,95% de pardos e 1,99% de pretos)

Amarelos – 6,57%

Indígenas – 0%

https://maringapost.com.br/cidade/2019/11/20/conselho-de-ensino-e-pesquisa-da-uem-aprova-cotas-raciais-no-dia-da-consciencia-negra/

Sede da antiga Incubadora Tecnológica de Maringá em antigo barracão do IBC / Divulgação

A Incubadora Tecnológica de Maringá (ITM) foi eleita pelo terceiro ano consecutivo como a melhor incubadora do Paraná. A congratulação é concedida pela Rede Paranaense de Incubadoras e Aceleradoras de Empreendimentos Inovadores (Re-Inova).

O reconhecimento foi anunciado nesta segunda-feira (11/11) durante o Fórum Paranaense de Incubadoras e Aceleradoras, realizado na 4ª Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação (Inventum), em Pato Branco (PR).

A Incubadora Tecnológica de Maringá foi criada na Universidade Estadual de Maringá (UEM). A instituição mantém até hoje a parceria e também abriga uma das sedes da ITM no câmpus de Maringá.

Segundo o vice-presidente da Re-Inova, Ricardo Mânica, para chegar ao resultado final foram considerados o número de empreendimentos incubados, de empregos gerados e seus faturamentos, além do total de investimento externo captado e o número de marcas e patentes.

Os representantes maringaenses não participaram da solenidade, mas vão receber o certificado e um voucher de R$ 1 mil para usarem em eventos durante 2020.

O professor da UEM e coordenador estratégico da Incubadora Tecnológica de Maringá, Marcelo Farid Pereira, destaca que esta instituição tem excelente infraestrutura.

A ITM também realiza cursos e treinamentos constantemente e oferece apoio total às empresas incubadas e em parcerias com investidores. “Temos o melhor ambiente para se estruturar negócios de base tecnológica no Estado”, afirma.

https://maringapost.com.br/negocios/2019/11/12/incubadora-tecnologica-de-maringa-e-eleita-a-melhor-do-parana-pelo-3o-ano-consecutivo-pela-re-inova/

Fachada da Reitoria da UEM / Chuniti Kawamura/ANPr

A Chapa 1- Acelera Uem nega envolvimento em qualquer ato de transfobia e racismo durante o primeiro debate para as eleições do DCE, o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM), realizado na quarta-feira (23/10).

Segundo relatos da estudante trans, os deboches e cochichos teriam começado no momento em que o nome da jovem foi anunciado.

No vídeo gravado por um estudante, é possível ver a acadêmica de filosofia, Caroline Ferreira da Silva, andando até o microfone para fazer a pergunta sobre cotas raciais. Durante o começo do vídeo pode-se escutar fortes aplausos e gritos de pessoas ao lado esquerdo do auditório.

Alguns membros da Acelera Uem, que estavam de camiseta azul do lado direito, não batem palmas, e também não fazem “cochichos” e “deboches”.

O vídeo apresentado pelos membros da Chapa 1 não contempla o anuncio do nome social da estudante, que seria o momento exato da denuncia. “O momento que o vídeo se inicia, a aluna ainda nem tinha levantado, e os aplausos da plateia, que se iniciaram logo após a chamada de seu nome estavam ecoando forte.”

A Acelera Uem afirma que esse fato comprova que o vídeo começado segundos depois do nome ter sido anunciado, já que “a estudante nem tinha chegado ao corredor” e, segundo eles, “os aplausos por si só corroboram pra essa afirmação”.

A chapa declara não ter em domínio quaisquer outras imagens relacionadas a este momento do debate, porém afirmam ser os mais interessados no esclarecimento dos fatos.

Segundo a Acelera Uem, se o ato de transfobia ou racismo fosse comprovado de fato, a chapa assumiria a postura de expulsar o membro praticante de tal conduta que eles condenam “radicalmente”.

A chapa também lembra que as acusações são serias e possuem consequências jurídicas, além disso, ressaltam que o ônus da prova é de responsabilidade de quem acusa.

O debate também foi transmitido por uma live da Comissão Eleitoral das eleições do DCE, mas que foi retirada do ar. Em nota, a Chapa Acelera Uem afirma ter solicitado a gravação e foi informa que a Comissão Eleitoral faz uma análise nas imagens.

Integrante da Acelera Uem foi hostilizada

Momentos antes da suposta ação transfóbica no debate, a estudante de direito Carollina Valério, integrante da Acelera Uem, também foi sorteada a fazer uma pergunta.

A estudante disse que encontrou dificuldades em se fazer escutar. No vídeo encaminhado por ela ao Maringá Post, os cochichos de participantes e apoiadores de outras chapas começaram a se intensificar no momento em que fazia a pergunta.

“Enquanto eu caminhava do local em que estava para o microfone, algumas pessoas se manifestaram entre si, achando ruim o fato de eu ter sido sorteada”, conta Carollina, que se sentiu mal com toda a situação.

A estudante ainda afirma que não entendeu a motivação dos murmúrios, já que ela tinha sido sorteada como qualquer outro poderia ter sido.

Para controlar o público, uma integrante da Comissão teve que intervir. “Por mais que esteja havendo divergências políticas é uma mulher que esta aqui presente, então por favor”, fala a integrante para restabelecer a ordem.

“Fiquei grata à membra da Comissão que interveio e reforçou meu direito de falar ali naquele momento, como mulher eleitora, e assim eu pude fazer a minha pergunta”.

O assunto ainda repercutiu nas redes sociais. Nesse tweet encaminhado ao Maringá Post, uma estudante satiriza o ocorrido com a integrante da Chapa 1.

Sobre a crítica a ser uma “mina de direita”, Carollina disse que não se intitula como “uma pessoa “de direita”. “Tenho pensamentos liberais, mas isso não é relevante para o debate, pois são opiniões minhas. Eu mereceria ser ouvida se fosse de direita, de esquerda, centro ou liberal”, disse.

Nota de esclarecimento sobre o ocorrido divulgada pela Acelera Uem

Viemos por meio deste elucidar todas as mentiras, calúnias e injúrias que estão sendo endereçadas a nossa chapa, a partir do ocorrido no debate entre as chapas na última quarta-feira (23/10).

Nós, membros da chapa 1, não cometemos nenhuma das condutas tipificadas na lei 7.716/89. O mínimo que se espera de quem acusa de racismo ou de transfobia (que agora, por decisão do STF se equipara ao racismo), é que prove, de maneira sólida, onde está a conduta racista. Racismo e transfobia não é o que é julgado na subjetividade, mas sim o que a lei define como tal. Fazer uma acusação seríssima dessas, sem apresentar provas, é muito grave, inclusive deslegitima as lutas tão necessárias nos dias de hoje.

Foram-nos atribuídos os adjetivos “racistas” e “transfóbicos”. Os motivos para tais acusações partem da última pergunta realizada no debate, justamente por não concordarem com nossa proposta em relação às cotas raciais. Não obstante, acusaram todos os membros de rir e debochar da autora da pergunta, por ela ser uma mulher trans (matéria publicada no site maringapost.com.br).

Em relação a acusação, causa estranhamento qualquer pessoa que se sinta ofendida, sendo protegida pela lei, não tomar as medidas judiciais cabíveis. Como por exemplo registrar boletim de ocorrência ou fazer um requerimento para a Comissão Eleitoral apurar o fato, bem como que eles disponibilizassem as imagens da “live” feita em seu Instagram, a qual não está mais disponível.

Além disso, poderia abrir um processo disciplinar contra os alunos ofensores. Neste momento, nossa chapa é a mais interessada em descobrir quem são os possíveis responsáveis pelo ato criminoso imputado a nós, já que nossas filmagens não mostram ofensa alguma.

Não obstante, no dia de hoje (29/10) fomos surpreendidos com uma nota de repúdio do Centro Acadêmico de Psicologia – CAPSI, que de maneira equivocada confirmou todos os boatos listados acima sem prova alguma. O post força tanto a barra que tenta transformar condutas que nada tem que ver com racismo ou transfobia, como fazer uma filmagem, em conduta racista. Vale lembrar, que a pessoa que estava realizando as filmagens não cometeu ato algum e não pertence a nossa chapa. Assim, repudiamos o que foi exposto no texto.

Gostaríamos de salientar que o CAPSI não tem o direito de ofender qualquer uma das 80 pessoas inscritas na chapa, pois são pessoas íntegras e inocentes, e devem ter seus direitos e dignidade resguardados.

Desde o início da campanha estamos sofrendo ataques antidemocráticos, entre eles:

– Nossas faixas foram arrancadas de seus lugares em atos de vandalismo, sendo que uma delas continua desaparecida.

-Tweets de membros de outras chapas e apoiadores, acusando-nos de “preconceituosos de merda”,”nojentos”, “escória da humanidade”, “nazistas”, “branquelos racistas”, entre outros;

Todos esses ocorridos foram notificados para a Comissão Eleitoral, porém ainda nenhuma ação foi realizada.

https://maringapost.com.br/cidade/2019/10/31/acelera-uem-nega-atos-de-transfobia-e-racismo-em-debate-das-eleicoes-do-dce-nota-fala-em-ataques-antidemocraticos/

Projeto que reúne estudantes da UEM, Raízes e Asas concorre a uma bolsa de R$ 10 mil da Fundação André e Lucia Maggi / UEM

O projeto Raízes e Asas, que reúne estudantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM), concorre a uma bolsa de R$ 10 mil da Fundação André e Lucia Maggi (Falm). Qualquer pessoa pode ajudar a iniciativa, que ensina Língua Portuguesa para haitianos, a conquistar o incentivo financeiro. Para votar, é necessário localizar o Raízes e Asas no site da fundação (acesse aqui) e clicar no botão votar.

A votação termina na quarta-feira (30/10) e cada pessoa pode votar em duas iniciativas de cada categoria. O projeto da Enactus UEM, uma organização estudantil sem fins lucrativos, concorre na categoria “Germinar” do Desafio Global lançado pela Falm. O objetivo do programa é impulsionar por meio de apoio financeiro, formação e mentorias, grupos de jovens de 12 a 29 anos que realizem projetos de impacto social.

O Desafio Global é divido em duas categorias: Semear para jovens de 13 a 17 anos e Germinar para jovens de 18 a 29 anos. Ao final, os 10 projetos mais votados de cada categoria vão receber o incentivo financeiro. Na categoria Semear, serão distribuídas bolsas de R$ 2 mil e para a categoria Germinar bolsas de R$ 10 mil.

Além do incentivo financeiro, os projetos mais votados participam de uma imersão em Cuiabá (MT) com até três membros da equipe. Iniciativas de vários estados do Brasil participam do Desafio Global da Falm. No Paraná, o edital foi aberto para Maringá e Paranaguá, mas apenas o Raízes e Asas foi inscrito.

O projeto, que ensina Língua Portuguesa para haitianos, surgiu em 2017. No início, as aulas eram presenciais e ficavam restritas aos imigrantes que viviam em Maringá.

Em 18 de maio de 2019, data que os haitianos celebram o Dia da Bandeira do Haiti, símbolo da luta pela independência do país, o Raízes e Asas ganhou uma plataforma online. Agora, as aulas são disponibilizadas de forma gratuita na internet. Para ter acesso aos vídeos é necessário apenas um cadastro inicial no site.

https://maringapost.com.br/cidade/2019/10/28/projeto-que-ensina-portugues-para-haitianos-em-maringa-raizes-e-asas-concorre-a-bolsa-de-r-10-mil/

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