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Seg, Set

Estudantes e professores favoráveis às cotas raciais comemoram aprovação pelo CEP /Breno Thomé Ortega / Instagram @benoto

As aulas do ano letivo de 2019 foram retomadas na Universidade Estadual de Maringá (UEM) após o fim do recesso da virada do ano. As atividades do segundo semestre do ano passado terminam no dia 1º de fevereiro. Depois tem férias nos meses de fevereiro e março.

O ano letivo de 2020 começa oficialmente no dia 6 de abril, quando também é prevista a abertura das inscrições para o primeiro vestibular com cotas raciais da história da instituição.

O calendário do ano letivo de 2019 precisou passar por readequação pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP) devido à greve de professores e funcionários, em meados do ano passado.

O ano conturbado na relação dos funcionários e professores com o Governo do Paraná não impediu que o CEP aprovasse em novembro, no Dia da Consciência Negra, a criação do vestibular com cotas raciais.

O assunto esteve em pauta no CEP em 2008, porém as cotas raciais foram discutidas e rejeitadas. Na ocasião, foram aprovadas somente as cotas sociais.

O reitor Júlio Damasceno comemorou a aprovação das cotas raciais. “Assumimos na campanha o compromisso de trazer o assunto para apreciação e de darmos nosso apoio. Aprovar as cotas raciais no Dia da Consciência Negra é uma grande realização, repleta de significado”, declarou.

Para o Vestibular de Inverno de 2020, o primeiro vestibular com cotas raciais da UEM, o edital de inscrições tende a ser publicado no mês de abril, quando terminam as férias na instituição.

A previsão é que do total de vagas de cada curso, 20% sejam destinadas às cotas sociais e 20% para as raciais, dentro desse percentual ¾ das vagas vão para negros de baixa renda e ¼ ficam reservadas para negros sem esse recorte social.

Dados da Diretoria de Assuntos Acadêmicos (DAA) da UEM sobre os cerca de 17,2 mil estudantes matriculados em cursos de graduação, separados por autodeclaração de cor, mostram que os brancos são a grande maioria.

Brancos – 66,01%

Negros – 20,37% (17,39% de pardos e 2,98% de pretos)

Não declarados – 7,93%

Amarelos – 5,29%

Indígenas – 0,4%

Dados da Comissão de Vestibular Unificado (CVU) da UEM sobre os aprovados nos dois vestibulares mais recentes (aproximadamente 3 mil vagas), separados por autodeclaração de cor, também mostram que os brancos garantem muito mais assentos na universidade.

Vestibular de Verão 2018

Brancos – 74,30%

Negros – 19,21% (16,60% de pardos e 2,61% de pretos)

Amarelos – 6,40%

Indígenas – 0,08%

Vestibular de Inverno 2019

Brancos – 76,49%

Negros – 16,94% (14,95% de pardos e 1,99% de pretos)

Amarelos – 6,57%

Indígenas – 0%

https://maringapost.com.br/cidade/2020/01/12/uem-vai-realizar-em-2020-o-primeiro-vestibular-com-cotas-raciais-aulas-recomecam-na-universidade/

Universidade Estadual de Maringá está proibida de utilizar animais em experiências/ Reprodução Facebook

O Departamento de Odontologia da UEM não pode mais utilizar animais em experimentos ou pesquisas. A determinação foi publicada nesta quinta-feira (9/1) em sentença do juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Maringá, Fabiano Rodrigo de Souza.

Conforme a sentença, a Universidade Estadual de Maringá deve “abster-se, por seu Departamento de Odontologia, de utilizar cães ou quaisquer outros animais em procedimentos experimentais que lhes causem lesões físicas, dor, sofrimento ou morte, ainda que anestesiados”.

A decisão também impede a universidade de criar cães de qualquer raça, ou sem raça identifica, e proíbe a instituição de pegar animais de outros locais, como ONGs, para manter presos em lugares inadequados dentro da universidade.

Para cada dia que a UEM descumprir a decisão, vai ser aplicada uma multa no valor de R$ 1 mil. Logo no começo do processo, em decisão liminar, já havia sido arbitrada multa diária de R$ 5 mil pelo descumprimento das determinações.

A denúncia de maus-tratos com animais movida contra a UEM partiu de ONGs de proteção de animais em 2011. Na época, as organizações juntaram cerca de seis mil assinaturas que foram encaminhadas ao Ministério Público, autor da ação judicial.

No começo do processo os promotores informaram que havia 14 cães em posse do Departamento de Odontologia da UEM, dez cachorros da raça beagle e 4 de raça indefinida. No decorrer da ação, metade dos cachorros sumiram, o que levou o MP a propor que os cachorros deixassem de estar em posse da UEM.

A UEM informou que seis dos 14 cachorros foram eutanasiados antes da primeira decisão judicial no processo e que os demais continuavam no biotério. Parte foi levada a ONG “Anjos dos Animais” e, posteriormente, adotada.

Em nota divulgada na manhã desta sexta-feira (10/1) a UEM ressaltou que desde 2011 não há utilização de animais em pesquisa. Veja abaixo a nota na íntegra.

“Em resposta a notícia veiculada na imprensa acerca da determinação expedida pelo juiz Fabiano Rodrigo de Souza, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Maringá, proibindo a UEM de usar cachorros em seus experimentos no departamento de Odontologia, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) esclarece a comunidade que desde o ano de 2011 não utiliza cães em pesquisas.

Em julho de 2012, por determinação judicial, os animais foram transferidos para os cuidados de uma ONG e o canil foi definitivamente desativado”.

Concea aplicou multa de R$ 10 mil

Em setembro de 2019, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) já havia sido multada em R$ 10 mil pelo uso de cães em pesquisas.

A multa foi aplicada pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), do Ministério da Ciência e Tecnologia.

O motivo da multa e da ação é que os cães eram criados em condições precárias de higiene e utilizados em experimentos odontológicos dolorosos, sem anestesia adequada.

No final da vida, os animais eram sacrificados com overdose de anestésico e as carcaças eram incineradas, descrevem as investigações do Ministério Público.

Reportagem atualizada às 11h10 desta sexta-feira (10/1) com a nota oficial divulgada pela UEM. 

https://maringapost.com.br/poder/2020/01/09/justica-proibe-odontologia-da-uem-de-utilizar-caes-e-outros-animais-em-experimentos-ou-pesquisas/

Crianças brincam em creche de Maringá / Ademir de Moraes/ PMM

Pouco mais de 1,7 mil crianças, de uma fila de espera de espera de cerca 4,2 mil crianças de 0 a 3 anos, vão começar o ano de 2020 com uma vaga garantida nas creches de Maringá. Além de assumir a creche da UEM, a administração municipal conseguiu comprar 1.535 vagas para alunos de 0 a 3 anos na rede particular. Cada vaga custa cerca de R$ 1,2 mil ao mês.

Aos alunos é ofertada a alimentação, uniforme, material escolar, higiene, limpeza, cama e banho. Como na rede pública, o atendimento é em turno integral, com 11 horas diárias, de segunda a sexta, das 7 às 18 horas.

Mais vagas foram abertas com a assinatura do convênio entre a Prefeitura de Maringá e a Universidade Estadual de Maringá (UEM). Ao assumir a creche da universidade, mais 174 vagas passam a ser ofertadas em 2020.

O acordo assegurou a gestão da creche “Pertinho da Mamãe”, que passa a se chamar Centro Municipal de Educação Infantil Integrado à UEM.

A assinatura do convênio com a UEM, regulariza a gestão do CMEI junto ao Núcleo Regional de Educação de Maringá. Com a parceria, o quadro de servidores vai ser ampliado. Entre educadores, pessoal administrativo e operacional, cerca de 30 funcionários vão ser cedidos pelo município.

Segundo o reitor da UEM, Julio Cesar Damasceno, a reposição do quadro de servidores pela prefeitura foi fundamental para solucionar o difícil problema da ampliação da capacidade de atendimento da creche. A falta de servidores é um desafio para 2020, segundo o reitor.

A creche na UEM era de uso exclusivo para filhos de servidoras da universidade, mas agora também passa a atender também a comunidade externa. “A partir do ano que vem 50% das vagas serão destinadas as servidoras da UEM e os outros 50% para o atendimento à comunidade da região”, diz a secretária. As inscrições vão ser abertas em fevereiro.

De acordo com o prefeito Ulisses Maia, a proposta para o CEMEI é de aproveitar o potencial da universidade para fazer dele um modelo dentro da rede municipal. ”A partir deste convênio queremos potencializar nossa rede municipal de educação”, destaca Maia.

A fila de espera por vagas em creches motivou a Defensoria Pública de Maringá a criar o “crechômetro”.

https://maringapost.com.br/cidade/2020/01/02/prefeitura-assume-creche-da-uem-compra-vagas-e-vai-atender-17-mil-criancas-de-uma-fila-de-42-mil/

O objetivo é realizar testes sorológicos e obter resultados rápidos e precisos, que facilitam no tratamento da doença. /Divulgação UEM

Um grupo pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) desenvolve um estudo que tem como objetivo facilitar o diagnóstico do vírus da dengue. O projeto foi aprovado há dois anos pela Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná. O financiamento da pesquisa é de R$ 250 mil.

O projeto é desenvolvido por três professores da UEM, dois alunos de mestrado e um aluno de doutorado. O objetivo é realizar testes sorológicos e obter resultados rápidos e precisos, que facilitam no tratamento da doença.

O trabalho é focado no diagnóstico sorológico que é capaz de identificar a presença de anticorpos que são produzidos pelo paciente quando ele está infectado. Os arbovírus, que são vírus transmitidos por mosquitos, também são causadores da chikungunya e zika.

A professora Érika Kioshima é a coordenadora do projeto e explica que o diagnóstico que identifica o anticorpo que o paciente produziu contra o vírus é chamado de ‘reação cruzada’.

De acordo com a professora, a dificuldade de diferenciação entre os sorotipos da dengue, do zika e chikungunya, levou os pesquisadores a desenvolverem esse trabalho.

“Se fossem encontradas as regiões específicas, dependendo dos resultados, poderíamos até pensar em contribuir com uma vacina. Hoje o trabalho está focado no diagnóstico das reações cruzadas entre os arbovírus”, disse.

O diagnóstico para a dengue é somente uma parte do projeto, que tem previsão de mais dois anos de trabalho. No próximo ano, serão feitos testes que irão contribuir nos resultados do projeto.

Érika explica que os resultados são promissores. Segundo ela já foram feitos estudos de bioinformática do genoma dos vírus e ainda a criação e produção da quimera, proteína idealizada a partir de sequências específicas de três proteínas do vírus da dengue.

Segundo a professora, o protótipo se mostrou capaz de identificar as especificidades de cada uma das famílias de vírus.

Os resultados obtidos em escala laboratorial apontam que é possível produzir quantidades razoáveis da quimera para os testes sequenciais. “O grande desafio é eliminar as reações cruzadas no sorodiagnóstico do Zika Vírus”, anuncia a pesquisadora da UEM.

De acordo com o mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde, divulgado terça-feira (17/12), foram registrados no Paraná 3.293 casos confirmados da doença desde 28 de julho de 2019.

Atualmente, 266 municípios apresentam notificações para a dengue, que passam de 16.596 no Paraná. Os municípios com maior número de casos confirmados são: Santa Isabel do Ivaí, com 205 casos, Inajaí, com 71 e Nova Cantu, com 56.

São 11 cidades com epidemia: Paranacity, Nova Cantu , Quinta do Sol, Inajá, Santa Isabel do Ivaí, Ângulo, Colorado, Doutor Camargo, Floraí, Uniflor e Florestópolis.

O número é 2.950% maior quando comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 108 casos no período. Em Maringá, até o começo de dezembro foram confirmados 47 casos de dengue e um de chikungunya.

https://maringapost.com.br/cidade/2019/12/19/teste-que-facilita-o-diagnostico-do-virus-da-dengue-e-desenvolvido-por-pesquisadores-da-uem/

Ministério da Educação divulgou dados de 10 instituições de ensino superior de Maringá / Agência Brasil

Entre as 10 instituições de ensino superior de Maringá avaliadas, três obtiveram conceito 4 no Índice Geral de Cursos (IGC), indicador do Ministério da Educação (MEC) que mede a qualidade da educação em instituições públicas e privadas.

Além da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que entrou para o Top 5 das universidades estaduais brasileiras, o Centro Universitário de Maringá (Unicesumar) e Centro Universitário Ingá (Uningá) têm nota 4.

O IGC classifica as instituições de 1 a 5, onde 1 e 2 são insuficientes e 5 é nota máxima. Em Maringá, as outras sete instituições obtiveram conceito 3, o que significa que estão na média. No Paraná, apenas a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Faculdade de Tecnologia Inspirar e a Faculdade Cristã de Curitiba tiveram nota máxima.

Os dados divulgados pelo MEC na quinta-feira (12/12) são de 2018. O cenário em Maringá vai ao encontro da realidade nacional. Nesta edição, 2.052 instituições tiveram os dados divulgados. A maioria das instituições, 63,6%, obteve nota 3. Na faixa 4 encontram-se 438 (21,3%), na faixa 5, 42 (2%), na faixa 2, são 259 instituições (12,6%) e 7 instituições (0,3%) estão na faixa 1.

O IGC é elaborado com base na nota que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) atribui à cada curso de pós-graduação e na média de cada curso do Conceito Preliminar de Curso (CPC), que é mensurado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O CPC, conceito que avalia o curso, também varia de 1 a 5. Em Maringá, apenas um curso obteve nota máxima. A graduação de Tecnologia em Comércio Exterior da Unicesumar conquistou nota 5. Os outros cursos avaliados obtiveram notas 3 e 4.

Para o cálculo do CPC são considerados: Conceito Enade (desempenho dos estudantes na prova do Enade), Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), corpo docente (informações do Censo Superior sobre o percentual de mestres, doutores e regime de trabalho) e percepção dos estudantes sobre seu processo formativo (informações do Questionário do Estudante do Enade).

IGC das instituições de ensino superior de Maringá

Universidade Estadual de Maringá (UEM): 4

Centro Universitário de Maringá (Unicesumar): 4

Centro Universitário Ingá (Uningá): 4

Centro Universitário Cidade Verde (Unifcv): 3

Centro Universitário Metropolitano de Maringá (Unifamma): 3

Faculdade de Engenharia e Inovação Técnico Profissional (Feitep): 3

Faculdade Eficaz: 3

Faculdade Instituto Superior de Educação do Paraná (Fainsep): 3

Faculdade Maringá: 3

Faculdade Santa Maria da Glória (SMG): 3

https://maringapost.com.br/cidade/2019/12/13/tres-instituicoes-de-ensino-superior-de-maringa-sao-avaliadas-com-nota-4-pelo-mec-apenas-um-curso-obteve-5/

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