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Qua, Jun

Chapa Acelera UEM chegou a ser declarada vencedora, mas decisão do CEEB cancelou o pleito / UEM

Nova eleição para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi marcada para terça-feira (28/1). Apenas a chapa A UEM Não Vai Embora, que participou da eleição anterior, se inscreveu. Alunos da graduação e pós-graduação de todos os campi da UEM podem votar.

No ano passado, a Chapa 1 – Acelera UEM chegou a ser declarada vencedora das eleições do DCE, mas o Conselho de Entidades Estudantis de Base (CEEB) decidiu cancelar o pleito.

A chapa ingressou com ação na Justiça para tomar posse do mandato à frente do DCE e impedir as novas eleições, mas o Judiciário negou o pedido de liminar nesta quarta-feira (22/1).

Na eleição realizada no ano passado, três chapas concorreram ao DCE da UEM. A chapa 1– Acelera UEM obteve 1.157 votos, seguida pela chapa 3 – A UEM Não Vai Embora com 1.019 votos e a chapa 2 – UEM Popular com 461 votos. No entanto, após pedidos de impugnação das chapas 2 e 3, o CEEB decidiu cancelar o pleito.

A expectativa é que o número de votantes seja menor. Além da disputa com chapa única, a universidade está em período de reposição da greve e algumas turmas já encerraram o ano letivo.

A reportagem do Maringá Post não conseguiu entrevistar os representantes das chapas. O espaço permanece aberto às manifestações.

https://maringapost.com.br/cidade/2020/01/23/com-chapa-unica-nova-eleicao-para-o-dce-da-uem-ocorre-na-terca-feira/

A maioria dos aprovados, 25%, tem renda familiar maior que três e até cinco salários mínimos / UEM

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) ganha 3.024 novos alunos aprovados no Processo de Avaliação Seriada (PAS) e nos vestibulares de inverno e verão. Desse total, 60% concluíram o ensino médio integralmente em escolas particulares e a maioria, 25%, tem renda familiar entre três e cinco salários mínimos. Para pelo menos 11%, não será preciso trabalhar durante a graduação.  

Para chegar a esses dados, o Maringá Post reuniu informações dos questionários socioeducacionais dos aprovados nos três processos seletivos, divulgados pela Comissão Central do Vestibular Unificado (CVU). O prazo para matrícula dos aprovados encerrou na terça-feira (21/1) e o perfil dos alunos pode sofrer algumas alterações, já que nem todos vão efetivar a matrícula. 

Entre os 3.024 aprovados, apenas 66, ou seja, 2,1%, se declaram negros. A maioria, 76%, se declara branco e 15% se declararam pardos. As mulheres são maioria entre os novos alunos da UEM e representam 52% dos aprovados. Grande parte dos aprovados, 42%, mora em Maringá e outros 35% em cidades da região noroeste do Paraná.  

Na UEM, 32% dos novos alunos concluíram o ensino médio integralmente na rede pública enquanto 60% são oriundos da educação privada. O cenário é quase o oposto do registrado na Universidade Federal do Paraná (UFPR), por exemplo, em que 59,79% dos aprovados são de escolas públicas

De acordo com a professora do departamento de Ciências Sociais da UEM e coordenadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afro-brasileiros (Neiab), Marivânia Araújo, os dados eram esperados e mostram que alunos da rede privada e alunos da escola pública não partem do mesmo lugar.

“Os alunos de classes mais abastadas já sabem que vão entrar na universidade, são instruídos para isso e fazem sua formação nesse sentido. As avaliações são voltadas para o vestibular, enquanto nas escolas públicas a gente não vê esse processo. Algumas escolas [públicas] nem colocam no horizonte desses alunos o vestibular”, considera a professora. 

Segundo ela, a perspectiva é que as ações afirmativas como as cotas raciais e sociais possam mudar esse quadro ao longo dos anos. A partir do próximo vestibular, a UEM vai ofertar vagas por meio do sistema de cotas raciais, aprovado no ano passado. Até então, a universidade tinha apenas as cotas sociais, voltadas para estudantes de escolas públicas.

Apesar da oferta, Marivânia Araújo afirma que é necessário divulgar as cotas raciais nas escolas, entre professores e alunos, para que as ações afirmativas alcancem um número significativo de candidatos.

“A proposta da universidade é ampliar ainda mais a entrada de alunos das classes populares, partindo do princípio que a universidade é pública e deve estar aberta para todos. Isso significa que nenhum grupo social ou racial deve ser excluído”, afirma a professora. 

https://maringapost.com.br/cidade/2020/01/22/maioria-dos-aprovados-na-uem-e-branca-estudou-em-escola-particular-e-declarou-renda-de-ate-5-salarios-minimos/

Adriano Augusto Domingos Neto conquistou a maior pontuação no vestibular / Divulgação

Adriano Augusto Domingos Neto, 17 anos, conquistou a primeira colocação geral no Vestibular de Verão da UEM. Ele conquistou uma vaga no curso de Medicina, o mais concorrido da universidade.

Morador de Cianorte, o jovem atingiu 542,5 pontos, dos 660 possíveis. Adriano fez o 3º ano do ensino médio em Maringá e se esforçou muito para a conquista.

“A rotina de estudos foi puxada, mas não perdi horas de sono. Estudei nas férias e sempre que tinha tempo livre”, conta.

Os nomes dos 2.272 aprovados no Vestibular de Verão da UEM e no PAS, que é o Processo de Avaliação Seriada, foram divulgados na manhã desta sexta-feira (17/1). Para conferir o resultado, basta acessar este link.

Os aprovados precisam fazer a matrícula até a terça-feira (21/1). O prazo também vale para os 1.494 aprovados no Vestibular de Inverno 2019. As aulas na Universidade Estadual de Maringá começam no dia 6 de abril.

Os melhores no Vestibular de Verão da UEM

O vestibular recebeu 13.118 inscritos e as provas realizadas nos dias 8 e 9 de dezembro de 2019 em onze cidades paranaenses. Veja abaixo as primeiras colocações por centro de ensino.

Adriano Augusto Domingos Neto – 1º lugar geral e 1º lugar em Medicina (Centro de Ciências da Saúde)

Ana Letícia Carneiro de Camargo – 1º lugar em Artes Visuais (Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes)

Eliseu Antonio Kloster Filho – 1º lugar em Engenharia Civil (Centro de Tecnologia)

Gustavo Reche Razente – 1º lugar em Biotecnologia (Centro de Ciências Biológicas)

Henrique Barreto da Costa – 1º lugar em Direito (Centro de Ciências Sociais Aplicadas)

Igor Valente Rabelo Watanabe – 1º lugar em Medicina Veterinária (Centro de Ciências Agrárias)

Izadora Mercial Miranda – 1º lugar em Física (Centro de Ciências Exatas)

Os melhores colocados no PAS

O PAS, voltado exclusivamente a estudantes do ensino médio, recebeu 29.725 inscrições. As provas foram aplicadas em onze cidades do Paraná no dia 24 de novembro. Veja abaixo as primeiras colocações por centro de ensino.

Ana Luiza Borçato Ulian – 1º lugar em Direito (Centro de Ciências Sociais Aplicadas)

Arthur da Silva de Oliveira – 1º lugar em Agronomia (Centro de Ciências Agrárias)

Emanuel de Souza Jordão – 1º lugar em Matemática (Centro de Ciências Exatas)

Felippe Augusto Gabriel – 1º lugar em Comunicação e Multimeios (Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes)

Fernanda Denipoti Mesquita – 1º lugar em Ciências Biológicas (Centro de Ciências Biológicas)

Guilherme Guimarães Astrath – 1º lugar em Engenharia Elétrica (Centro de Tecnologia)

Isis Pereira Medina – 1º lugar geral e 1º lugar em Medicina (Centro de Ciências da Saúde)

https://maringapost.com.br/cidade/2020/01/17/morador-de-cianorte-de-17-anos-conquista-o-primeiro-lugar-no-vestibular-de-verao-da-uem/

Estudantes e professores favoráveis às cotas raciais comemoram aprovação pelo CEP /Breno Thomé Ortega / Instagram @benoto

As aulas do ano letivo de 2019 foram retomadas na Universidade Estadual de Maringá (UEM) após o fim do recesso da virada do ano. As atividades do segundo semestre do ano passado terminam no dia 1º de fevereiro. Depois tem férias nos meses de fevereiro e março.

O ano letivo de 2020 começa oficialmente no dia 6 de abril, quando também é prevista a abertura das inscrições para o primeiro vestibular com cotas raciais da história da instituição.

O calendário do ano letivo de 2019 precisou passar por readequação pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP) devido à greve de professores e funcionários, em meados do ano passado.

O ano conturbado na relação dos funcionários e professores com o Governo do Paraná não impediu que o CEP aprovasse em novembro, no Dia da Consciência Negra, a criação do vestibular com cotas raciais.

O assunto esteve em pauta no CEP em 2008, porém as cotas raciais foram discutidas e rejeitadas. Na ocasião, foram aprovadas somente as cotas sociais.

O reitor Júlio Damasceno comemorou a aprovação das cotas raciais. “Assumimos na campanha o compromisso de trazer o assunto para apreciação e de darmos nosso apoio. Aprovar as cotas raciais no Dia da Consciência Negra é uma grande realização, repleta de significado”, declarou.

Para o Vestibular de Inverno de 2020, o primeiro vestibular com cotas raciais da UEM, o edital de inscrições tende a ser publicado no mês de abril, quando terminam as férias na instituição.

A previsão é que do total de vagas de cada curso, 20% sejam destinadas às cotas sociais e 20% para as raciais, dentro desse percentual ¾ das vagas vão para negros de baixa renda e ¼ ficam reservadas para negros sem esse recorte social.

Dados da Diretoria de Assuntos Acadêmicos (DAA) da UEM sobre os cerca de 17,2 mil estudantes matriculados em cursos de graduação, separados por autodeclaração de cor, mostram que os brancos são a grande maioria.

Brancos – 66,01%

Negros – 20,37% (17,39% de pardos e 2,98% de pretos)

Não declarados – 7,93%

Amarelos – 5,29%

Indígenas – 0,4%

Dados da Comissão de Vestibular Unificado (CVU) da UEM sobre os aprovados nos dois vestibulares mais recentes (aproximadamente 3 mil vagas), separados por autodeclaração de cor, também mostram que os brancos garantem muito mais assentos na universidade.

Vestibular de Verão 2018

Brancos – 74,30%

Negros – 19,21% (16,60% de pardos e 2,61% de pretos)

Amarelos – 6,40%

Indígenas – 0,08%

Vestibular de Inverno 2019

Brancos – 76,49%

Negros – 16,94% (14,95% de pardos e 1,99% de pretos)

Amarelos – 6,57%

Indígenas – 0%

https://maringapost.com.br/cidade/2020/01/12/uem-vai-realizar-em-2020-o-primeiro-vestibular-com-cotas-raciais-aulas-recomecam-na-universidade/

Universidade Estadual de Maringá está proibida de utilizar animais em experiências/ Reprodução Facebook

O Departamento de Odontologia da UEM não pode mais utilizar animais em experimentos ou pesquisas. A determinação foi publicada nesta quinta-feira (9/1) em sentença do juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Maringá, Fabiano Rodrigo de Souza.

Conforme a sentença, a Universidade Estadual de Maringá deve “abster-se, por seu Departamento de Odontologia, de utilizar cães ou quaisquer outros animais em procedimentos experimentais que lhes causem lesões físicas, dor, sofrimento ou morte, ainda que anestesiados”.

A decisão também impede a universidade de criar cães de qualquer raça, ou sem raça identifica, e proíbe a instituição de pegar animais de outros locais, como ONGs, para manter presos em lugares inadequados dentro da universidade.

Para cada dia que a UEM descumprir a decisão, vai ser aplicada uma multa no valor de R$ 1 mil. Logo no começo do processo, em decisão liminar, já havia sido arbitrada multa diária de R$ 5 mil pelo descumprimento das determinações.

A denúncia de maus-tratos com animais movida contra a UEM partiu de ONGs de proteção de animais em 2011. Na época, as organizações juntaram cerca de seis mil assinaturas que foram encaminhadas ao Ministério Público, autor da ação judicial.

No começo do processo os promotores informaram que havia 14 cães em posse do Departamento de Odontologia da UEM, dez cachorros da raça beagle e 4 de raça indefinida. No decorrer da ação, metade dos cachorros sumiram, o que levou o MP a propor que os cachorros deixassem de estar em posse da UEM.

A UEM informou que seis dos 14 cachorros foram eutanasiados antes da primeira decisão judicial no processo e que os demais continuavam no biotério. Parte foi levada a ONG “Anjos dos Animais” e, posteriormente, adotada.

Em nota divulgada na manhã desta sexta-feira (10/1) a UEM ressaltou que desde 2011 não há utilização de animais em pesquisa. Veja abaixo a nota na íntegra.

“Em resposta a notícia veiculada na imprensa acerca da determinação expedida pelo juiz Fabiano Rodrigo de Souza, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Maringá, proibindo a UEM de usar cachorros em seus experimentos no departamento de Odontologia, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) esclarece a comunidade que desde o ano de 2011 não utiliza cães em pesquisas.

Em julho de 2012, por determinação judicial, os animais foram transferidos para os cuidados de uma ONG e o canil foi definitivamente desativado”.

Concea aplicou multa de R$ 10 mil

Em setembro de 2019, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) já havia sido multada em R$ 10 mil pelo uso de cães em pesquisas.

A multa foi aplicada pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), do Ministério da Ciência e Tecnologia.

O motivo da multa e da ação é que os cães eram criados em condições precárias de higiene e utilizados em experimentos odontológicos dolorosos, sem anestesia adequada.

No final da vida, os animais eram sacrificados com overdose de anestésico e as carcaças eram incineradas, descrevem as investigações do Ministério Público.

Reportagem atualizada às 11h10 desta sexta-feira (10/1) com a nota oficial divulgada pela UEM. 

https://maringapost.com.br/poder/2020/01/09/justica-proibe-odontologia-da-uem-de-utilizar-caes-e-outros-animais-em-experimentos-ou-pesquisas/

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