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Seg, Set

Cinco universidades, incluindo a UEM, deram início ao processo de credenciamento / Divulgação/ Fundação Araucária

O Governo do Estado informou nesta quarta-feira (1/4) que cinco universidades estaduais, incluindo a Universidade Estadual de Maringá (UEM), deram início ao processo de credenciamento junto ao Sistema Nacional de Laboratórios de Saúde Pública (Sislab) para realização de testes de Covid-19.

No texto publicado na Agência de Notícias do Paraná, o governo afirma que as universidades têm capacidade de realizar 700 exames por dia, o que aumenta em quase 120% a atual condição do Estado. Hoje, o Laboratório Central do Estado (Lacen-PR) executa 600 exames por dia.

No entanto, o governo não pretende liberar recursos para compra de materiais, que são caros. “Os kits para os exames e os insumos para a extração de amostras dos materiais coletados ficariam por conta das universidades, municípios ou entidades civis”, diz um trecho do texto.

O Laboratório de Ensino e Pesquisa e Análises Clínicas (Lepac) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) pediu o credenciamento para realização de exames de Covid-19.

O coordenador do Laboratório de Virologia Clínica do Lepac, Dennis Armando Bertolini, explica que os insumos são caros e, por esse motivo, o laboratório ainda não definiu a metodologia de testagem.

De acordo com ele, a UEM pode dar início a realização dos exames, mas para ampliar e manter as testagens a universidade vai precisar de apoio.

“Para um pontapé inicial a universidade tem condições de comprar, isso também depende do volume de testes que faríamos. Depois, precisamos ajuda da comunidade externa, pois são insumos muito caros”, diz.

Segundo Dennis Bertolini, o Lepac pode buscar auxílio junto a Prefeitura de Maringá, que apoia o processo de credenciamento e a entidades da sociedade civil organizada como a Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim).

“Nós não recebemos pagamento pela execução do teste. Os exames são gratuitos, mas precisamos comprar os insumos”, explica.

Para o Maringá Post, o prefeito Ulisses Maia (PDT) informou que o município vai apoiar o Lepac na realização dos exames. “A prefeitura compra, inclusive, os testes”, diz Maia.

https://maringapost.com.br/cidade/2020/04/02/governo-anuncia-que-universidades-estaduais-vao-fazer-testes-de-covid-19-desde-que-tenham-condicoes-de-adquirir-insumos/

Datas de realização do Vestibular de Inverno 2020 foram suspensas / UEM

Em razão da pandemia de Covid-19, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) decidiu suspender as datas previstas para a inscrição e realização das provas do Vestibular de Inverno 2020.

A decisão foi tomada por meio de ato executivo 1/2020, assinado pelo reitor Julio César Damasceno.

De acordo com informações da Comissão Central do Vestibular Unificado (CVU), as inscrições estavam previstas para o período de 6 de abril a 11 de maio. E as provas do vestibular ocorreriam em 12 e 13 de julho.

A presidente da CVU, Maria Raquel Marçal Natali, informa que ainda não há novas datas para as inscrições e provas. Assim que forem definidas em deliberação do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP) da UEM, as mudanças vão ser informadas.

O ato executivo da Reitoria, além de respeitar as recomendações de isolamento domiciliar da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, segue as normas deste decreto estadual e portaria do Gabinete da Reitoria.

A UEM também informou que as aulas presenciais dos cursos de graduação não vão ser iniciadas no dia 6 de abril, conforme previsto no calendário acadêmico da instituição.

A decisão atende à determinação estabelecida em decreto, assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, sobre a paralisação obrigatória das aulas na rede pública e privada de ensino, bem como nas universidades estaduais e entidades conveniadas. 

A decisão tem como objetivo amenizar a proliferação do novo coronavírus. A pró-reitora de Ensino, Alexandra de Oliveira Abdala Cousin, disse que a Câmara de Graduação do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP) tem uma reunião agendada para quarta-feira (1/4) para discutir sobre as alterações do Calendário Acadêmico de 2020.

“As decisões serão levadas, posteriormente, para deliberação em plenária do CEP, que é o órgão competente para definir estas alterações”, destacou a pró-reitora.

Embora não se tenha conhecimento do período de suspensão das aulas, Alexandra Cousin, reitera sobre a necessidade de assegurar o cumprimento da carga horária e número de dias letivos mínimos anuais previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional para todos os cursos e modalidades.

https://maringapost.com.br/cidade/2020/03/31/vestibular-de-inverno-2020-da-uem-que-aconteceria-em-julho-e-suspenso/

Inicialmente, Lepac da UEM tem capacidade para realizar até 90 exames / UEM

O Laboratório de Ensino e Pesquisa e Análises Clínicas (Lepac) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) pediu o credenciamento para realização de exames de Covid-19 ao Laboratório Central do Estado (Lacen). No Paraná, apenas dois laboratórios particulares são habilitados pelo Lacen para realizar o teste.

O coordenador do Laboratório de Virologia Clínica do Lepac, Dennis Armando Bertolini, explica que para conseguir o credenciamento o laboratório precisa definir a metodologia que vai utilizar nas testagens. “Existem algumas [metodologias] prontas, em que a gente pode comprar o kit, e existe a possibilidade de comprarmos só os reagentes do kit e montarmos aqui.”

De acordo com Bertolini, ainda não há nada definido, mas a alternativa mais viável no momento é a compra dos reagentes, já que os kits estão em falta no mercado mundial. Segundo ele, o objetivo é definir a metodologia o mais rápido possível, ainda durante essa semana, e avançar para as outras fases.

O Coordenador do Laboratório de Virologia Clínica afirma que, inicialmente, o Lepac tem capacidade para fazer entre 60 a 90 testes por dia, mas pode aumentar a quantidade  de exames posteriormente. “Nós temos toda a parte de infraestrutura que já está pronta para outras doenças e equipamentos disponíveis para fazermos os testes”, diz.

Dennis Bertolini diz acreditar que se o laboratório for habilitado pelo Lacen, o Lepac pode começar a fazer os testes dentro de 10 a 15 dias após a autorização. No entanto, o prazo pode variar de acordo com a metodologia escolhida. Para compra dos kits, por exemplo, as empresas pedem de 30 a 60 dias de espera.

Integralmente público, o Lepac realiza entre 10 mil e 11 mil exames de média e alta complexidade por mês. O laboratório atende os municípios da 15ª Regional de Saúde e mais de 100 cidades da macro-região noroeste do Paraná. O Lepac realiza exames como tuberculose, HIV, dengue e outros.

O Maringá Post entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, mas até o fechamento da reportagem não obteve retorno.

https://maringapost.com.br/cidade/2020/04/01/lepac-da-uem-pede-credenciamento-para-fazer-testes-de-covid-19/

O álcool líquido 70% será destinado ao consumo interno do Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM)/ Divulgação

Por conta do novo coronavírus, o consumo do álcool líquido 70% aumentou bastante em todas as regiões. Para suprir a demanda de setores importantes, como o Hospital Universitário de Maringá (HUM), o departamento Farmácia Ensino de Manipulação da Universidade Estadual de Maringá (UEM) vai produzir mil litros de álcool líquido 70%.

Desde que tenha os reagentes necessários para a produção, o departamento de Farmácia sempre produziu os próprios materiais de limpeza consumidos pela instituição. Recentemente, a universidade que estava sem material para a produção do álcool, recebeu a doação de 1.000 litros de álcool puro.

A ajuda tão importante para a farmácia de manipulação da UEM veio da Usina Santa Terezinha, localizada no Distrito de Iguatemi. Com a doação da empresa, a produção de álcool líquido 70% que estava parada foi retomada pela instituição nesta quarta-feira (25/3).

“A fabricação do álcool líquido 70% é bem simples. Trabalhando em um bom ritmo produzimos só nesta quarta (25/3) 300 litros de álcool que será destinado ao HU”, conta a responsável pela Farmácia de Manipulação, Marli Miriam de Souza Lima.

Marli explica que para reduzir o álcool 96% até 70% é necessário utilizar um aparelho de vidro chamado alcoômetro. “O aparelho serve para medir a temperatura/densidade do álcool etílico. Controlando essa temperatura eu consigo modificar a densidade da substância, ai por fim, eu corrijo a densidade com água destilada, até chegar em 70%”, explica a responsável pelo projeto.

Segundo pesquisas cientificas, a medida exata do álcool líquido 70% é a única capaz de romper a membrana celular e matar vírus e bactérias. “Essa é a proporção de álcool que tem realmente um efetivo antisséptico. Concentrações superiores não conseguem quebrar a barreira da célula. Se a concentração for menor que 70% não pode ser considerada antisséptico, só desinfetante”, explica Marli.

No que diz respeito a qualidade do álcool produzido pela instituição, todos os produtos feitos pela farmácia de manipulação seguem as Boas Práticas de Manipulação definidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

“O álcool 70% que está sendo preparado na farmácia é feito pelas farmacêuticas responsáveis, nada é feito nos laboratórios de ensino. Pensando que este produto será destisnado ao HUM, a eficácia precisa ser assegurada” explica Marli Miriam.

A Pró-Reitora de Extensão e Cultura, Débora Sant’ana, conta que outras empresas de Maringá também colaboraram com a UEM, doando as embalagens onde vai ser colocado o álcool para distribuição no HUM.

“No geral, a Copos e Brindes doou 3 mil embalagens de 300 ml. A Biofórmula Farmácia de Manipulação doou mais 100 embalagens para álcool. Também recebemos tampas para os frascos de uma empresa que preferiu não se identificar” explica Débora.

A Farmácia de Manipulação da UEM é vinculada ao Departamento de Farmácia, e existe desde 1987. A licença de funcionamento é renovada anualmente pela Vigilância Sanitária.

Todos contra o coronavírus

Nesse momento de pandemia do Covid-19, o HUM está se preparando para o pico da doença, que, segundo especialistas, deve ocorrer no início do mês de abril.

Com planejamento antecipado para a crise, o hospital, juntamente com a Secretaria de Saúde, pede doações de materiais para auxiliar no combate do coronavírus.

Para fazer sua doação, entre em contato em horário comercial pelo (44) 3011-9255. Ou clique aqui para acessar o site da Associação de Amigos do HUM (AAHU).

https://maringapost.com.br/cidade/2020/03/26/uem-volta-a-produzir-alcool-liquido-70-mil-litros-serao-destinados-ao-hospital-universitario/

Imagem ilustrativa / Divulgação UEM

A atuação de pesquisadores tem ajudado a entender as características, o comportamento e formas de propagação do novo coronavírus. Levar esses conhecimentos científico até a população tem se mostrado, em muitos casos, uma estratégia eficiente contra o avanço da doença. Em Maringá, professores doutores da UEM analisam o comportamento do vírus em relação à umidade do ar.

O Maringá Post reproduz abaixo um texto produzido pelos professores doutores Emerson M. Girotto, Jesuí V. Visentainer e Jeane E. L. Visentainer, todos docentes da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

O artigo relaciona a umidade relativa do ar com a proliferação do Corona SARS-CoV-2, o novo coronavírus. Além de argumentos teóricos, os autores dão indicações práticas e de grande utilidade diante da atual pandemia.

Emerson Girotto e Jesuí Visentainer são ligados ao Departamento de Química e Jeane Visentainer ao Departamento de Ciências Básicas da Saúde.

A umidade do ar e o coronavírus SARS-CoV-2

Até o momento (24/03/2020), não há um número significativo de estudos científicos que leve à confirmação, sem sombra de dúvidas, de que as condições climáticas como, temperatura e umidade relativa do ar (UR), afetem a disseminação do novo coronavírus. Porém, estudos científicos anteriores (já publicados), feitos com outros tipos de coronavírus, mostraram que esses tipos de vírus têm sua disseminação dificultada conforme aumenta a UR.

A doença Covid-19 dissemina-se pelo ar por meio de microgotas, principalmente, quando são expelidas por pessoas infectadas quando tossem ou espirram, as quais podem “viajar” por metros antes de caírem ao chão (alguns estudos dizem que até 4,5 metros). Estudos mostraram que quanto maior a umidade, maiores são as chances dessas microgotas se chocarem com outras microgotas de água, presentes no ar, ficando assim mais pesadas e caindo ao solo mais rapidamente. Obviamente, isso diminui a probabilidade de disseminação da doença pelo ar, que é um dos modos de disseminação mais importantes.

Além disso, é sabido que em condições ideais (UR entre 40 e 70%) as mucosas das vias aéreas superiores (nariz principalmente) funcionam melhor, barrando a entrada de poeira e microorganismos, sendo também um ambiente mais confortável e agradável para o ser humano, inclusive para pacientes com infecções respiratórias. Outro aspecto já comprovado é que ao contrário, ambientes de baixa umidade do ar podem comprometer a depuração mucociliar (transporte dos microorganismos em muco por meio do batimento dos cílios que revestem as vias aéreas) e a resposta imunológica inata por células, como macrófagos, que fagocitam e matam esses microrganismos, fatos estes que contribuem para a disseminação viral.

Portanto, há indícios na literatura de que uma umidade relativa acima de 40% seja mais uma arma na tentativa de diminuir a disseminação do novo coronavírus. E podemos conseguir esse ambiente fazendo uso de alguns métodos conhecidos, principalmente aqueles indicados quando estamos em época de estiagem e baixa UR (20-40%). Como exemplo, podemos usar climatizadores/vaporizadores, umidificadores ultrassônicos, ou outros métodos caseiros como bacias com água, toalhas úmidas estendidas ou recipientes de cerâmica porosa (similar a filtros de barro).

Em um estudo recente, pesquisadores mostraram que se pode aumentar a UR de ambientes internos em até 28% usando umidificador ultrassônico, 14% usando bacia com água, 17% usando toalha úmida e 16% usando recipiente de cerâmica porosa (lembrando que esses valores representam GANHO em UR). Porém, os autores alertam que os sistemas mais eficazes com relação à duração do ambiente úmido e tempo de resposta são os umidificadores ultrassônicos e os recipientes de cerâmica porosa (mais detalhes ao final do texto*).

Em suma, é impossível controlarmos as condições climáticas, mas podemos agir pró-ativamente controlando as condições ambientais internas, como em nossa casa, nos hospitais, postos de triagem, farmácias, supermercados, etc., na tentativa de reduzir a disseminação do SARS-CoV-2.

Observações:

1) Nada disso substitui as recomendações de lavar sempre as mãos (por pelo menos 20 segundos), usar álcool-gel 70% e manter a casa sempre limpa. Mantenha também a ventilação da casa para uma boa qualidade do ar.

2) * Umidificador ultrassônico usado no experimento: tipo névoa fria, capacidade de 2 litros; Bacia usada no experimento: capacidade de 22 litros, 13 cm de altura, 60 cm de diâmetro, experimento feito com auxílio de ventilador elétrico para circulação da umidade; Toalha usada no experimento: 100% algodão, 70×135 cm, umedecida usando 2 litros de água, pendurada sem dobras, experimento feito com auxílio de ventilador elétrico para circulação da umidade; Recipiente de cerâmica porosa: construído com telhas de barro, capacidade de 2 litros, experimento feito com auxílio de ventilador elétrico para circulação da umidade. Experimentos feitos em um quarto de alvenaria, fechado, de aproximadamente 12,5 m2 de área e volume de 37,6 m3. Para mais informações, consulte a fonte número 7.

Fontes:

1-Kudo E., et al. Low ambient humidity impairs barrier function and innate resistance against influenza infection. Proc Natl Acad Sci U S A. 2019 May 28;116(22):10905-10910. doi: 10.1073/pnas.1902840116.

2-Wang, J., et al. High temperature and high humidity reduce the transmission of COVID-19, Social Science Research Network (SSRN), published online, March 10, 2020. doi: 10.2139/ssrn.3551767.

3-Jim Waymer. New research suggests heat, humidity could put a damper on coronavirus, Florida Today, published online, March 21, 2020.

4- Guidelines for Indoor Air Quality: Dampness and Mould, World Health Organization, Heseltine E., Rosen J., (editors), 2009.

5-Chan K.H., et al. The Effects of Temperature Adv Virol.

6-Prussim A.J., et al. Survival of the Enveloped Virus Phi6 in Droplets as a Function of Relative Humidity, Absolute Humidity, and Temperature. Appl Environ Microbiol. 2018 May 31;84(12). pii: e00551-18. doi: 10.1128/AEM.00551-18.

7-Barros, M. P., A comparative performance analysis of four air humidification systems under drought conditions in the Brazilian Midwest. Ambient. Constr. 19, June 2019. doi: 10.1590/s1678-86212019000200316.

https://maringapost.com.br/cidade/2020/03/25/artigo-de-professores-doutores-da-uem-analisa-comportamento-do-coronavirus-a-umidade-do-ar/

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