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Sáb, Set

Além de aderir ao Meta4, universidade teria que reduzir as horas extras em 10% / UEM

A ata da reunião da Comissão de Política Salarial (CPS) condicionou a inserção da folha de pagamento das universidades estaduais no sistema Meta4 para liberar a carga horária de contratação de docentes temporários. Das sete universidades, apenas a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Uenp) e a Universidade Estadual do Paraná (Unespar) adotaram o sistema.

Na deliberação, a CPS afirma que a carga horária fica autorizada desde que cumpridas as condicionantes. Entre as exigências, o documento (acesse aqui) estabelece que a suplementação de recursos para despesas correntes das universidades será condicionada ao cumprimento do cronograma, que ainda será definido pela Secretaria da Administração e da Previdência (SEAP), para inserção das universidades no Meta4.

Além da adesão ao Meta4, a ata estabeleceu outras exigências como redução de horas extras para liberar a carga horária de 18 mil horas para contratação dos docentes temporários da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Nesta quinta-feira (1/8), o Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP) da UEM se reuniu para discutir a retomada do calendário acadêmico, outra condicionante do governo.

A Câmara de Graduação do CEP aprovou por 47 votos favoráveis e 20 contrários o relato do relator para que o calendário acadêmico fosse retomado. “Vamos agora proceder a renovação imediata dos contratos destes professores temporários”, afirmou o reitor Júlio Damasceno.

Durante a reunião do CEP, cartazes em tom de protesto afirmavam que o acordo firmado com o governo poderia “custar a autonomia da folha de salários” por causa do Meta4.

Além da inserção da folha de pagamento da UEM no Meta4, o Governo do Estado também exigiu que fosse reduzido em 10% as horas extras na universidade e no Hospital Universitário. O governo também quer revisar, em conjunto com a Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e com a Seap, os pagamentos que “ensejam dúvidas e questionamentos”.

A ata também afirma que deve ser interrompido imediatamente o pagamento da Gratificação de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (TIDE) para agentes universitários e docentes temporários. A Comissão de Política Salarial estabeleceu teto de R$ 6.766.879,25 para gastos com serviços extraordinários. No primeiro semestre desse ano, a UEM gastou R$ 7,5 milhões em horas extras. A universidade disse que o gasto cobre o déficit de 913 funcionários acumulado desde 2014.

Apesar das exigências estabelecidas na ata da CPS, a assessoria de imprensa da UEM explicou que o único dispositivo com poder legal é o decreto publicado no Diário Oficial do Estado. O documento diz apenas que a prorrogação ou contratação de temporários não será permitida nas universidades que estiverem com calendário acadêmico interrompido.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), José Maria Marques, não é preciso retomar o calendário acadêmico para renovar o contrato dos professores temporários. Segundo ele, como a universidade está em greve, os temporários vão ter que repor as aulas depois.

José Maria Marques diz acreditar que a exigência da retomada do calendário acadêmico é uma forma do Governo do Estado desmobilizar o movimento. “Ele quer acabar com movimento de greve porque até agora não formalizou proposta de data-base na Assembleia, não tem projeto de lei”.

No entanto, com as outras condicionantes da ata da CPS, especialmente o Meta4, José Marques avaliou que o movimento deve ganhar mais força. “O Meta4 é outra discussão. A CPS está colocando os reitores em uma situação difícil. (Os membros da CPS) são burocratas que não sabem onde fica a UEM. Não consigo entender a vinculação da renovação dos contratos com o Meta4″, afirma o presidente do Sinteemar.

Apesar da retomada do calendário acadêmico, o que permite a volta às aulas por parte de docentes e alunos que são contra a paralisação, a instituição continua em greve, com as atividades prejudicadas devido ao fechamento de portões no campus sede, por exemplo.

https://maringapost.com.br/cidade/2019/08/01/adesao-da-uem-ao-meta4-e-condicao-para-renovar-contrato-de-temporarios-calendario-academico-e-retomado-mas-greve-continua/

 

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) divulgou uma nota oficial no final da tarde desta quarta-feira (31/7) para informar que a falha em servidor da instituição não provocou o vazamento de informações de alunos e funcionários da instituição.

O caso foi revelado nesta quarta-feira pelo portal Canaltech. A reportagem mostra que uma brecha na segurança deixou aberto na internet o acesso a dados pessoais de alunos e funcionários, além de documentos internos.

Segundo o Canaltech, a falha em servidor foi descoberta pelo estudante de engenharia de software e pesquisador em segurança Giovanni Zadinello. A brecha, segundo a reportagem, foi localizada em um diretório de provas dos vestibulares da UEM. “Foi a partir daí que o especialista localizou a raiz do servidor vulnerável, com todos os dados disponíveis.”

Ainda de acordo com a reportagem havia um volume grande de informações abertas  “composto por dezenas de pastas que traziam as identificações de diferentes setores da UEM, indo desde departamentos financeiros e de planejamento até a biblioteca central, reitoria, pós-graduação e, no caso mais grave, registros de alunos e cadastros.”

Diante da reportagem, a UEM divulgou uma nota de esclarecimento sobre a falha em servidor, que segue abaixo na íntegra.

Nota de esclarecimento:

“O Núcleo de Processamento de Dados (NPD) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) garante que a falha em um dos servidores da instituição não levou ao acesso de dados pessoais de alunos e funcionários, bem como a informações sensíveis da administração. A constatação se deu após uma cuidadosa análise das entradas registradas no servidor que apresentou, temporariamente, uma falha de segurança.

Informando que o problema foi corrigido logo após ser detectado, o setor ainda esclarece que boa parte dos dados que estavam abertos são informações já disponíveis para consulta pública.

Além disso, a vulnerabilidade daquele servidor não atinge informações sigilosas do vestibular da UEM já a Comissão responsável pelo concurso possui uma rede interna própria, sem alcance externo. As consultas possíveis se restringem a dados estatísticos, provas já realizadas, editais, etc.”

https://maringapost.com.br/cidade/2019/07/31/uem-diz-que-falha-em-servidor-nao-provocou-vazamento-de-informacoes-pessoais-de-alunos-canaltech-revelou-brecha/

Prédio da Reitoria da UEM / Divulgação ASC/UEM

O governo do Paraná publicou nesta quarta (31/7) o decreto que autoriza o quantitativo de horas para a contratação de professores temporários até 31 de dezembro de 2019. Para a Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi autorizado o quantitativo de 18 mil horas semanais de trabalho docente. A informação foi divulgada pela universidade.

É o necessário para a renovação dos contratos dos 104 docentes que venceriam no dia 31 de julho e a manutenção de todos os 443 docentes em regime especial (temporários) até o final do ano letivo. Também há perspectivas de contratação de 29 professores.

No decreto, que pode ser acessado neste link, o governo veda a renovação ou prorrogação de contratos e novas contratações de docentes temporários caso a universidade esteja com o calendário acadêmico suspenso.

A Reitoria da UEM convocou o Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP) para reunião nesta quinta-feira (1/8), às 9 horas, no auditório do Bloco C-34, para deliberar sobre a retomada do calendário acadêmico.

https://maringapost.com.br/sala3/2019/07/31/decreto-que-autoriza-renovacao-de-professores-temporarios-na-uem-e-publicado/

 

Os vereadores de Maringá voltam ao trabalho nesta quinta-feira (1/8), quando o termina o recesso parlamentar de julho. Uma das principais discussões é sobre habitação social. A primeira sessão ordinária do segundo semestre de 2019 começa às 9h30 no plenário da Câmara de Maringá.

Entre os sete projetos em votação, dois tratam da nomeação dos campinhos, áreas de lazer nos bairros, instalados ou em fase de obras. Outros dois projetos tratam da mudança de destinação de dois terrenos no município.

A proposta da Prefeitura de Maringá é criar Zonas Especiais para Habitação de Interesse Social (ZEIS), o que vai permitir que os proprietários das áreas transformem os lotes em empreendimentos destinados à habitação popular.

A fila da habitação popular é calculada em 7,2 mil pessoas em Maringá. Em julho, alguns terrenos passaram pelo crivo dos vereadores para que o município possa incentivar a construção de edifícios para habitação social em terrenos espalhados pelo município.

A pauta completa da sessão pode ser acessada no portal da Câmara de Maringá.

Em paralelo à sessão ordinária, a Câmara de Maringá recebe uma palestra sobre o acesso à moradia. Os conflitos fundiários e o acesso à moradia nas cidades serão temas centrais da palestra que o Laboratório de Pesquisa em Habitação e Assentamentos Humanos (LAPHA), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), vai realizar nesta quinta-feira (1/8), a partir das 9 horas, no Plenarinho da Câmara de Maringá.

Segundo Beatriz Fleury e Silva, coordenadora do LAPHA e professora no curso de Arquitetura e Urbanismo da UEM, o destaque nesse evento será a criação do núcleo maringaense do BR Cidades.

“Trata-se de um grupo nacional de mobilização social em prol dos direitos da sociedade como, por exemplo, saúde, educação e moradia. No Paraná, existem apenas outros dois núcleos: Curitiba e Londrina. Representantes vindos da capital apresentarão suas experiências no trabalho de subsidiar a população nesta causa que é também nosso objetivo”, explicou.

Em Maringá, o núcleo do BR Cidades pretende, inicialmente, estimular a população a participar dos debates sobre a atualização do Plano Diretor. De acordo com Beatriz, que também é membro do Conselho Municipal de Planejamento e Gestão Territorial, o objetivo das 50 pessoas que integrarão o grupo é levar o assunto do universo teórico para a prática.

https://maringapost.com.br/cidade/2019/07/31/vereadores-de-maringa-discutem-sobre-terrenos-para-habitacao-social-em-dia-de-volta-ao-trabalho-e-evento-sobre-moradia/

Retomada do calendário foi exigida para renovação do contrato dos professores temporários / UEM

O Conselho de Extensão e Pesquisa (CEP) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) vai discutir na quinta-feira (1/7), às 9h, a retomada do calendário acadêmico que está suspenso por causa da greve dos servidores. A retomada do calendário é uma exigência da Comissão de Política Salarial (CPS) do Governo do Estado para renovar o contrato dos professores temporários.

Na manhã desta terça-feira (30/7), o Comando de Greve se reuniu com o reitor da UEM, Julio César Damasceno, e pediu para que ele aguardasse e não convocasse o CEP neste momento. No entanto, Damasceno decidiu convocar os membros do órgão para resolver a questão ainda nesta semana.

Na segunda-feira (29/7), a CPS autorizou o total de 18 mil horas semanais de trabalho docente para a UEM, o que permite a renovação do contrato de 104 professores que vencem no dia 31 de julho.

A assessoria de imprensa da universidade informou que as 18 mil horas semanais são para os 443 professores temporários que atendem a demanda da instituição. A conta inclui os  104 contratos que precisam ser renovados e mais 29 docentes que devem ser contratados.

O reitor da UEM, Julio César Damasceno, explicou que os professores temporários substituem servidores efetivos que se aposentaram, faleceram ou foram exonerados. Segundo a instituição, há um déficit de 913 funcionários acumulado desde 2014.

“[A liberação das 18 mil horas] é uma notícia muito boa e garante a normalidade das atividades na universidade. No entanto, nós precisamos não só da garantia de carga horária de professores temporários, mas da liberação de professores efetivos para UEM”, afirmou Julio Damasceno.

Sinteemar mantém a greve

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), José Maria Marques, a possível retomada do calendário acadêmico não afeta a greve. “A gente continua com o movimento até que o governo apresente o projeto de lei da data-base na Assembleia. A dificuldade é que, como a instituição é espalhada [em várias cidades], seria difícil identificar se tem algum professor dando aula ou não”.

O presidente do Sinteemar afirmou que o sindicato respeita a decisão de cada servidor em aderir ou não a greve. No entanto, ele disse acreditar que, mesmo se o calendário for retomado, a categoria deve continuar unida. “A categoria está bem consciente dessa questão de manutenção da greve porque a proposta do governo é ruim. Acredito que os docentes não vão voltar a dar aulas, estou acreditando na consciência política dos nossos técnicos e professores”.

A greve na instituição foi aprovada em assembleia unificada realizada no dia 26 de junho. O movimento na universidade também afetou alguns dos serviços do Hospital Universitário.

Comando de Greve pediu para que o reitor da UEM aguardasse para convocar a reunião do CEP / Valdete da Graça

https://maringapost.com.br/cidade/2019/07/30/conselho-de-extensao-e-pesquisa-discute-retomada-do-calendario-academico-da-uem-na-quinta-feira-greve-continua/

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