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Sáb, Set

Olimpíada de Matemática reuniu mais de 1,5 mil estudantes em 2018 / Reprodução Facebook

Sem a contratação de docentes temporários em regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (Tide), a edição deste ano da Olimpíada de Matemática de Maringá e Região, organizada por professores do Departamento de Matemática da Universidade Estadual de Maringá (UEM), foi cancelada.

A Olimpíada de Matemática ocorre desde 2014 e no ano passado reuniu 1.600 estudantes de escolas públicas e particulares. Em 2019, as provas seriam aplicadas no dia 5 de outubro em Maringá e mais sete cidades: Campo Mourão, Cianorte, Cidade Gaúcha, Goioerê, Jandaia do Sul, Japurá e Paranavaí.

Poderiam se inscrever alunos matriculados a partir do 6º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio.

De acordo com a organização, como os professores são contratados apenas para dar aulas, a execução de projetos de extensão se torna inviável. Segundo o professor do Departamento de Matemática da UEM e organizador geral da olimpíada, Thiago Fanelli Ferraiol, 10 dos 50 professores efetivos ligados ao departamento se aposentaram nos últimos dois anos.

Para suprir a demanda, o Governo do Estado contrata docentes temporários. Até março deste ano, os temporários poderiam ser contratados em regime Tide, em que recebem para se dedicar integralmente à atividades de extensão da universidade. No entanto, o governo proibiu esse tipo de contratação.

Com a redução dos professores efetivos no Departamento de Matemática, os docentes temporários ajudavam na elaboração das questões, na divulgação, preparação de infraestrutura e logística da Olimpíada de Matemática. Além disso, os docentes também aplicavam e corrigiam as provas e organizavam a cerimônia de premiação.

Segundo o organizador geral da olimpíada, Thiago Fanelli Ferraiol, sem o regime Tide a execução dos projetos se torna inviável. De acordo com ele, o Departamento de Matemática tem 40 professores efetivos e cerca de 25 temporários. Apesar das dificuldades, o professor afirma que seria possível realizar a olimpíada. No entanto, por causa da falta de pessoal, os docentes ficariam sobrecarregados.

“Com o corte do regime Tide, os professores são contratados para executar apenas atividades de ensino. Sem o regime Tide, os temporários podem se dedicar a projetos de extensão, mas isso fica inviável por conta da redução salarial e do aumento na carga horária de aula. Muitos deles acabam assumindo outras funções fora da universidade para complementar a renda”, explica Thiago Ferraiol.

Apesar do Tide ser uma problemática recente, o professor diz que a olimpíada sempre foi feita com poucas condições. Na premiação, por exemplo, são entregues 90 medalhas e livros para os estudantes. No ano passado, a organização foi contemplada por um edital da Olimpíada Brasileira de Matemática, mas o recurso não foi suficiente e os professores fizeram vaquinha para completar o dinheiro e comprar os prêmios.

“Condições ideais a gente nunca teve, mas a decisão agora é para se posicionar e dizer que não vamos assumir toda a carga mais”, afirma Thiago Ferraiol. Além da Olimpíada de Matemática, o professor diz que outros projetos de extensão desenvolvidos pelo Departamento de Matemática podem ser reduzidos pela falta de professores que possam se dedicar integralmente aos projetos.

“No projeto Time [Teoria e Investigação em Matemática Elementar], a gente se reúne todos os sábados de manhã para oficinas de Matemática com alunos do ensino básico. Provavelmente, a gente não vai conseguir se reunir todo sábado e vamos diminuir nossa atuação”, diz o professor.

https://maringapost.com.br/cidade/2019/09/04/sem-pagamento-de-tide-para-professores-temporarios-olimpiada-de-matematica-de-maringa-e-regiao-e-cancelada/

Governo do Estado anunciou que a suplementação orçamentária é para compensar recursos retidos com a Drem / Divulgação UEM

Com a Desvinculação de Receitas de Estados e Municípios (Drem), o Governo do Estado retém 30% dos rendimentos próprios da universidades estaduais, como valores arrecadados com taxa de vestibular e serviços prestados ao SUS. Para compensar os recursos retidos, o governo anunciou na segunda-feira (26/8) a liberação de R$ 130 milhões pra as sete universidades estaduais.

Cada instituição apresentou cronograma de repasses de agosto até dezembro para a Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). A Universidade Estadual de Maringá (UEM) solicitou R$ 24,4 milhões para manutenção de atividades de ensino e do Hospital Universitário (HU) nos próximos quatro meses. Apenas para o HU, a universidade pediu R$ 8,8 milhões.

No entanto, a assessoria de imprensa da Seti informou que serão repassados R$ 5.406.491,61 em parcelas até o final do ano para custeio do hospital e o pagamento de bolsistas residentes. Por enquanto, a UEM confirmou que recebeu R$ 1,3 milhão para pagamento de bolsas de residência do Hospital Universitário e R$ 775 mil para residências multiprofissionais.

Segundo o pró-reitor de planejamento da UEM, João Marcelo Crubellate, a suplementação orçamentária liberada para o HU até o final do ano não é suficiente. “Esse valor cobre no máximo a bolsa dos residentes, mas tem o valor da Drem do hospital que é estimada em R$ 7,5 milhões para este ano. O recurso cobre bolsa residente, mas custeio não”.

João Crubellate explica que a instituição mantém atividades com recursos próprios. Segundo ele, com 30% desses recursos retidos, fica difícil manter os serviços. O Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas (Lepac), por exemplo, arrecada recursos com os serviços prestados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e o dinheiro é utilizado para manter as atividades.

“Nosso caminho é pleitear com o Governo do Estado. A Drem incide sobre a arrecadação própria e a arrecadação, seja do ensino ou do HU, a gente não consegue aumentar de uma hora para outra. Precisamos dessa liberação por parte do Estado, se não, de fato, ficamos de mãos atadas”, afirma o pró-reitor de planejamento da UEM.

A Seti informou que não há previsão de quando os recursos destinados à atividades na área de ensino serão liberados. A assessoria de imprensa da pasta também não soube informar a quantia que deve ser liberada. A UEM estima que R$ 7 milhões de recursos próprios da universidade na área de ensino sejam retidos neste ano por causa da Drem.

O pró-reitor de planejamento da UEM diz estar preocupado com a indefinição do Governo do Estado em liberar a suplementação orçamentária para as atividades de ensino. De acordo com Crubellate, os recursos aliviam situação da UEM. “Com a devolução, a gente volta a ter condições, ainda sim com dificuldades, de ter uma vida razoavelmente normal de gestão na universidade”.

Ele afirma que a suplementação orçamentária anunciada cobre apenas custeio e não garante a retomada de obras no campus. A instituição mantém diálogo com lideranças políticas, Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e Governo do Estado para viabilizar recursos e dar continuidade as obras. “A universidade tem a expectativa de inaugurar uma ou duas obras nesse ano e destravar algumas obras para o ano que vem”, diz.

https://maringapost.com.br/cidade/2019/08/29/para-manter-atividades-ate-o-fim-do-ano-uem-pede-r-244-mi-mas-governo-do-estado-libera-apenas-r-54-mi/

A proposta para implantação de cotas raciais na UEM foi apresentada em setembro de 2018 / UEM

Professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) decidiram se reunir para explicar, em diversos órgãos colegiados da instituição, a necessidade da implantação das cotas raciais na UEM. Chamado de “Professores Pró-Cotas Raciais na UEM”, o grupo reúne nove docentes e está aberto para que outros professores participem.

O grupo foi autorizado pela reitoria e vai ter espaço de 15 a 20 minutos nas reuniões dos conselhos interdepartamentais dos centros, Conselho de Pesquisa, Ensino e Extensão (CEP) e Conselho Universitário (COU) para apresentar argumentos que mostrem a necessidade da implantação das cotas raciais na UEM.

“Nossa intenção é contribuir para o debate. Muitas pessoas são contrárias ou não têm opinião sobre as cotas porque não têm informações. Há mais de uma década grandes universidades como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) têm cotas raciais e colheram resultados positivos”, afirma a professora e integrante do grupo, Marivânia Araújo.

No requerimento enviado à reitoria, os professores também pedem uma política mais ampla da atual gestão da UEM para fomentar o debate sobre adoção das cotas. A proposta de criação de cotas raciais na universidade começou a ser discutida oficialmente em setembro do ano passado.

A pedido da Câmara de Graduação do CEP foi criado um grupo para discutir o tema. Segundo Marivânia Araújo, o grupo debateu o assunto e enviou uma proposta de cotas raciais para análise do colegiado da Câmara de Graduação. O pedido ainda precisa ser colocado na pauta de discussão, ou seja, não há prazo ou data específica para que a proposta seja analisada.

O sistema de cotas raciais, que reserva vagas para negros e índios em universidades públicas, foi considerado constitucional por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2012. Entre as sete universidades estaduais do Paraná, apenas a UEM não tem cotas raciais. A universidade tem apenas cotas sociais que, de acordo com a professora Marivânia Araújo, não são suficientes para atender à população negra.

“As cotas sociais não aumentaram o número de negros na universidade e se houve aumento foi ínfimo. O que queremos é uma entrada significativa de negros na universidade. Partimos do princípio de que brancos e negros são tratados e têm oportunidades diferentes na sociedade e essa diferença está marcada pelo preconceito. As cotas raciais não são uma forma de acabar com o racismo, mas de atenuar os efeitos na sociedade”, afirma Marivânia.

A professora explica que o sistema de cotas raciais é uma espécie de reparação histórica. “No final da escravidão não houve uma política de ação afirmativa para a população negra. Isso aconteceu há mais de 100 anos e continua acontecendo. Hoje, são poucas políticas para a população negra e que fazem com que os negros continuem abaixo nos estratos sociais”.

Para Marivânia Araújo, as cotas também fortalecem o princípio da universidade pública. “A universidade pública deve estar aberta ao máximo de pessoas e a maior diversidade possível. A universidade não deve ficar fechada a um grupo exclusivo, mas ser plural. As cotas raciais abrem a possibilidade de promover essa diversidade”.

Os docentes integrantes do grupo são os professores Marivânia  Araújo, Carla Almeida, Hilton Costa, Simone Dourado, Meire Mathias e Zuleika de Paula Bueno (Departamento de Ciênciais Sociais/DCS), Isabel Cristina Rodrigues e Delton Aparecido Felipe e (Departamento de História/DHI) e Josiane Oliveira (Departamento de Administração).

As professoras ou professores que desejarem se somar ao grupo devem entrar em contato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

https://maringapost.com.br/cidade/2019/08/27/professores-criam-grupo-para-defender-implantacao-de-cotas-raciais-na-uem-debate-esta-so-comecando/

Indígena observa os desejos espalhados pelo rompimento da barragem em Brumadinho / Breno Thomé Ortega

As lentes da câmera do estudante de  economia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e fotojornalista, Breno Thomé Ortega, 24 anos, registraram em fotos e vídeo detalhes da tragédia de Brumadinho.

Ao receber a notícia sobre o rompimento da Barragem da Vale, em Brumadinho (MG), que destruiu várias comunidades, matou cerca de 300 pessoas e também o Rio Paraobepa, o estudante decidiu registrar de perto.

Foram sete dias em que o cheiro da morte, espalhado pelo mar de lama, esteve presente na vida deste acadêmico, que deixou as férias de lado para ajudar, com seu trabalho, a população local.

O sofrimento e a dor também dos animais não passaram despercebidos pelas lentes do profissional, que conseguiu eternizar, em imagens, a catástrofe e a solidariedade das pessoas.

O resultado do trabalho vai ser apresentado em breve. Breno Thomé Ortega vai lançar no dia 13 de setembro, no Espaço Coletiva Mostra Cultural de Maringá, um videodocumentário intitulado “Vale uma Aldeia?”.

Ortega apresenta, de maneira expositiva, o impacto do crime ambiental registrado em Brumadinho. Ele também deu ênfase aos indígenas da tribo Pataxó, bastante atingidos, mas que não receberam o devido destaque da mídia e nem a ajuda das autoridades competentes.

No documentário, ele narra, de maneira objetiva, os fatos, com recursos argumentativos, na visão de quem perdeu sua única fonte de sobrevivência: o rio.

Breno Thomé Ortega também prepara uma exposição com as principais fotos que documentam a identidade do povo Pataxó e o impacto sobre seu modo de vida.

A renda obtida com a venda das fotos e a exibição do filme vai ser revertida à Aldeia Pataxó.

https://maringapost.com.br/light/2019/08/26/estudante-de-maringa-faz-videodocumentario-sobre-tragedia-de-brumadinho-vale-uma-aldeia-vai-ser-lancado-em-setembro/

Reunião do CEP nesta quarta-feira (21/8) na UEM / Divulgação/ASC/UEM

O Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão, CEP, da Universidade Estadual de Maringá (UEM) definiu na tarde desta quarta-feira (21/8) como fica o calendário acadêmico da instituição. O primeiro semestre na UEM vai até o dia 6 de setembro e o ano letivo vai terminar só em fevereiro de 2020.

As mudanças no calendário acadêmico foram necessárias porque o funcionamento da instituição ficou paralisado por várias semanas em razão da greve na instituição.

A greve foi iniciada no dia 26 de junho e o retorno das atividades só foi aprovado no dia 13 de agosto, com o início das aulas na segunda-feira (19/8).

O calendário do ano letivo de 2020 será apresentado em oportunidade futura. Veja abaixo como fica o calendário acadêmico do ano letivo de 2019.

6 de setembro – Encerramento do 1º semestre letivo (com avaliações finais nesta última semana).

9 de setembro – Início do 2º semestre letivo.

23 e 24 de dezembro – Recesso acadêmico.

26 de dezembro a 9 de janeiro de 2020 – Recesso geral de fim de ano.

10 de janeiro de 2020 – Retomada, pós-recesso, do 2º semestre letivo de 2019.

1º de fevereiro de 2020 – Encerramento do 2º semestre letivo de 2019.

https://maringapost.com.br/sala3/2019/08/21/primeiro-semestre-na-uem-vai-ate-6-de-setembro-veja-como-ficou-o-calendario/

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