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O Programa de Pós-Graduação em Agroecologia da UEM (Universidade Estadual de Maringá) inicia nesta segunda-feira (26) o projeto Defesa na Roça. A proposta é que os estudantes façam a defesa das dissertações no local onde foram realizadas as pesquisas.

“Queremos inverter a lógica corrente que define a instituição como ambiente exclusivo de defesas de dissertações e teses”, explica o professor José Ozinaldo Alves de Sena, coordenador do Programa.

O professor destaca que o Mestrado é na modalidade Profissional e tem como público-alvo agricultores familiares. “São pessoas produzem em base ecológica ou dedicam-se à produção orgânica”, explica.

Segundo o pesquisador, a Agroecologia é uma ciência transversal, interdisciplinar, e que tem por essência a defesa da sustentabilidade e produção de saúde e vida no campo e na cidade.

“A formação dos nossos pós-graduandos reflete essa realidade e diversidade”, ressalta. Este modelo de defesa valoriza também os atores que apoiam e participam da produção científica, que em grande maioria terminam como invisíveis ou anônimos.

A primeira defesa na roça será realizada nesta segunda-feira no município de Japurá, a partir das 9 horas. Everson Negrisolli realizou sua pesquisa com feijoeiro em base ecológica na propriedade dos pais e irmãos.

A dissertação Resposta do Feijoeiro phaseolus vulgaris, Variedade IAC “Imperador” em Sistema de Cultivo em Base Ecológica, a Adubos Orgânico e Mineral foi orientada por José Ozinaldo, e contará com a avaliação de Maria Marcelina Millan Rupp (UEM), Alessandra Aparecida Silva (PROFAGROEC) e Marcelo Gonçalves Balan (UNINGÁ).

Terça-feira terá defesa na roça em Astorga

A segunda apresentação do projeto defesa na roça será na terça-veira (27/3), a partir das 14 horas, na Cooperativa Agroindustrial Nova Produtiva, no município de Astorga. É o local de trabalho do pós-graduando Luis Clóvis de Oliveira.

A pesquisa Densidade Populacional de Pratylenchus brachyurus em Soja, Cultivada com Fertilizante Organomineral foi realizada em parceria com a Embrapa Soja, de Londrina, e contou com a co-orientação do pesquisador Waldir Pereira Dias e dos professores José Ozinaldo Alves de Sena e Kátia Regina Freitas Schwan-Estrada, ambos da pós em Agroecologia da UEM.

Integram a banca de defesa os pesquisadores Antonio Saraiva Muniz (UEM), José Ozinaldo Alves de Sena (UEM), Maraia Marcelina Millan Rupp (UEM) e Waldir Pereira Dias (Embrapa Soja).

As defesas são abertas à comunidade externa e contarão com a presença de autoridades do município, diretoria e técnicos da cooperativa, familiares e amigos dos pós-graduandos.

https://maringapost.com.br/cidade/2018/03/25/apresentacao-de-dissertacoes-de-mestrado-em-agroecologia-da-uem-sera-realizada-em-propriedades-rurais-projeto-defesa-na-roca-comeca-nesta-segunda/

Exposição sobre coluna vertebral fica aberta no Mudi, da UEM, até maio / Divulgação

A iniciativa partiu da sugestão da aluna de pós-graduação em Anatomia Humana da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Lilian Catarim. “Conversávamos sobre como os problemas de coluna estão aumentando e, pensando nisso, avaliamos que é muito mais fácil prevenir do que tratar”, disse a professora doutora Carmem Barbosa, responsável pela exposição “Coluna Vertebral: o pilar que sustenta o corpo”.

O trabalho garante aos visitantes do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), que fica no campus da UEM, informações detalhadas e orientações sobre a coluna vertebral. A exposição foi aberta esta semana e fica aberta ao público até o começo de maio, mas é preciso fazer um agendamento prévio para participar.

É que além de conhecer mais sobre a coluna dos humanos, os visitantes também podem aproveitar e fazer uma avaliação individual e gratuita com profissionais especializados.

Orientação profissional e gratuita sobre coluna

A exposição foi idealizada para garantir uma atividade diferente ao público. “Não é apenas mostrar, mas garantir uma ação interativa, avaliativa e também de orientação”, explicou Carmem.

Durante as visitas, o público conhece uma coluna saudável e os possíveis desvios e problemas mais comuns, para efeito comparação.

Depois, as pessoas são convidadas a participar de atividades interativas com mochilas e, até mesmo, com uma barriga falsa. Na exposição, também há exibição de vídeos sobre cuidados com a postura em atividades cotidianas.

Ao final, há uma avaliação de postura e da forma de pisar do visitante.

Se for constatado algum problema, os profissionais fazem a orientação e, se necessário, fazem o direcionamento para o tratamento especializado. A avaliação só está disponível para os visitantes com mais de 18 anos de idade.

“Temos uma parceria com a Clínica da Coluna e isso pode ajudar bastante num possível tratamento”, destacou a professora.

 

Interatividade visa a aproximar comunidade

A organizadora, Carmem Barbosa, afirmou que o objetivo da interatividade da exposição é aproximar os moradores da cidade dos trabalhos desenvolvidos na instituição.

“A UEM é uma das universidades mais bem ranqueadas quando falamos de pesquisa, mas muito do que é feito não é acessível para a comunidade externa. É importante popularizar o conhecimento”, afirmou.

“Estamos atendendo muitas pessoas da terceira idade, o que é muito importante. Também esperamos a visitação de escolas e colégios para que os estudantes entendam a importância do cuidado com a postura.”

Serviço

Para participar é preciso fazer um agendamento prévio pelos telefones 3011-4930 ou 3011-6008. O horário de funcionamento do Mudi é das 8h30 às 11h, e entre 13h30 e 16h, de segunda à sexta-feira. Às quartas, também é possível agendar a visita no período noturno, entre 19h e 22h.

https://maringapost.com.br/cidade/2018/03/22/como-esta-a-sua-coluna-exposicao-em-maringa-detalha-o-pilar-que-sustenta-o-corpo-e-oferece-avaliacao-profissional-gratuita-a-visitantes/

Reitor da UEM, Mauro Baesso, decisão de aderir ao Meta-4 foi tomada no domingo, com aval do Conselho Universitário

A Universidade Estadual de Maringá (UEM), depois de muita resistência e disputas legais, cedeu às pressões e decisões judiciais e nesta quarta-feira (21/3) finalmente encaminhará para o governo do Paraná os dossiês que faltam para aderir ao Sistema Integrado de Administração e Finanças (SIAF) e de Gestão de Recursos Humanos Meta-4.

Só faltava a UEM. A disputa iniciou já em 2016, quando o governo decidiu implantar os novos sistemas integrados, e a gota d’água que, agora, fez a água transbordar às barreiras construídas pela comunidade universidade em nome da defesa da autonomia universitária foram as decisões judiciais que impuseram multas diárias pessoais ao reitor Mauro Baesso.

 

Depois das decisões judiciais favoráveis ao governo, no sentido de impor a adesão das universidades estaduais ao Siaf e ao Meta-4, já no final de 2017 algumas delas passaram a encaminhar a documentação necessária. São doze dossiês, sendo que dois deles, os específicos ao Meta-4, correspondem a cerca de 90% das informações.

 

Outras universidades, como a UEM, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) ainda relutaram. Apenas com a implantação definitiva dos sistemas, no início deste ano, quando os pagamentos dos servidores ficaram atrelados ao envio dos documentos, só a UEM permaneceu resistindo.

Os salários atrasaram e, depois de algumas negociações, oito dossiês, especificamente os que alimentam o Siaf, foram enviados e o pagamento foi feito. Ficaram faltando os dois dossiês do Meta-4. Nesses documentos, constam o histórico de carreira dos servidores e professores, como progressões salariais, funções gratificadas e outras remunerações.

Meta-4 faz cruzamentos de dados dos servidores

Os críticos à postura das universidades no sentido de resistir à adesão ao Meta-4 desconfiam que existam irregularidades na evolução da carreira de servidores e professores, que a partir do Meta-4 seriam descobertas. O sistema faz cruzamentos de dados, tendo como parâmetro as legislações pertinentes à administração pública. A UEM afirma que está tudo ceto.

A multa diária de R$ 500 ao reitor Mauro Baesso, aplicada pelo juiz Jailton Juan Carlos Tontini, da 3ª Vara da Fazenda Pública, em Curitiba, não chegou a ser paga. O reitor recorreu, mas não conseguiu a liminar almejada e passou a correr riscos, inclusive, de ser penalizado por descumprimento de ordem judicial com multas dez vezes maiores.

No último domingo (18/3), quando a água chegou no limite do suportável, o reitor, com o aval do Conselho Universitário da instituição, trilhou o único caminho restante: obedecer as ordens judiciais e, então, comunicou o governo que os dossiês do Meta-4 seriam encaminhados nesta quarta-feira.

https://maringapost.com.br/poder/2018/03/20/depois-de-resistir-como-pode-uem-se-ve-obrigada-a-aderir-ao-meta-4-e-reitor-mauro-baesso-informa-que-dossies-serao-enviados-nesta-quarta-feira/

O governador do Paraná candidato à Reeleição Beto Richa durante Debate na TV Bandeirantes. CURITIBA/PR, Brasil 28/08/2014. (Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / Fotoarena )

O governo do Paraná revogou na manhã desta segunda-feira (19/2) o decreto baixado na sexta-feira (16/3) que limitava a carga horária dos professores temporários das instituições estaduais de ensino superior. Novo decreto, assinado pelo governador Beto Richa, manteve as cargas horárias do ano passado.

Duas universidades chegaram a suspender as aulas a partir desta segunda-feira em protesto contra o decreto do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). A Universidade Estadual de Maringá (UEM) manteve o calendário escolar até uma definição das negociações, que ocorreu antes do esperado.

No caso a UEM, os 372 professores temporários dão 15 mil horas-aula por ano e o decreto revogado autorizava apenas 10.035 horas, “número muito inferior ao de 2017 e insuficiente para atender a demanda da instituição”, afirmou o reitor Mauro Baesso.

O secretário estadual de Ensino Superior, Ciência e Tecnologia (Seti), José Carlos Gomes, disse que o decreto revogado já previa a possibilidade de aumentar a carga horária de temporários, mas o recálculo demoraria alguns dias e prejudicaria as universidades.

“O governador decidiu revogar e manter a carga horária do ano passado (2017). Conversei com os reitores e eles disseram que a manutenção da mesma carga atende as necessidades das instituições”, afirmou Gomes. .

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Central do Estado do Paraná (Unicentro), que suspenderam as aulas por tempo indeterminado, devem retomar as aulas normalmente nesta terça-feira (20/3).

https://maringapost.com.br/poder/2018/03/19/governo-recua-e-revoga-decreto-que-reduzia-a-carga-horaria-dos-professores-temporarios-da-uem-e-demais-universidades-estaduais-do-parana/

Resultado da pesquisa ficará aberto ao público no Museu Dinâmico Interdisciplinar (Imagem/Pixabay)

Já imaginou conhecer as abelhas que estão nas áreas de florestas nativas da cidade? A Universidade Estadual de Maringá (UEM) pretende começar em breve o projeto Abelhas sem ferrão no Museu Dinâmico Interdisciplinar: a educação não formal a serviço da preservação ambiental.

Com o projeto, a universidade quer mostrar a importância das abelhas na sociedade e obter mais dados sobre o mundo das colmeias, que ainda é desconhecido.

Para sair do papel, o projeto, aprovado pelo Fundo de Defesa dos Direitos Difusos,  depende da liberação dos recursos do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Dois professores vão fazer parte da iniciativa.

O interesse dos professores são as abelhas sem ferrão. Também chamadas de meliponíneos, um grupo formado por mais de 300 espécies em todo o mundo.

No Brasil, as mais conhecidas são a jataí, arapuã e tiúba. Essas espécies se caracterizam por terem o ferrão atrofiado, o que impossibilita o uso e as torna inofensivas aos seres humanos.

A professora de biologia da UEM, Maria Auxiliadora, vai cuidar da parte das plantas do projeto. “Vamos coletar amostras nos remanescentes de florestas aqui na região de Maringá. No Parque do Ingá, por exemplo, tem muito ‘bichinho’. Vamos ver as plantas que elas visitam, como é o grão de pólen e coletar toda a parte vegetal”, explica.

O professor do departamento de zootecnia, Vagner Arnaut, vai tentar descobrir quais são as espécies de abelhas sem ferrão que existem na cidade.

A professora Yoko Terada, morta em 2000, chegou a desenvolver um projeto semelhante. Ela coletou abelhas e outros insetos, durante anos no campus da UEM e dou toda a coleção, com quase nove mil insetos, para o Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI).

Desse total, quase 60% são abelhas de diferentes espécies. “A gente vai colocar os alunos para coletar abelhas nas plantas que estão florescendo durante todo o ano. De manhã, à tarde, época de seca e chuva. A ideia é ver se são as mesmas espécies que a professora Yoko tinha coletado”, diz Arnaut.

Os insetos capturados servirão apenas de amostragem, para não causar nenhuma interferência ambiental. Além dos professores, alunos da pós graduação em zootecnia e uma professora e outra aluna da graduação de biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) estarão envolvidos no projeto.

Os resultados da pesquisa serão expostos no MUDI, para que a comunidade tenha acesso.

Pesquisas indicam redução de abelhas nativas

Nos últimos anos, estudos científicos comprovaram que as abelhas estão desaparecendo. “Nós vamos ter abelhas por pouco tempo. O pessoal não sabe para o que servem as abelhas, não pensam no que as abelhas fazem pela natureza. O que vai ser da plantas sem as abelhas?”, questiona Maria Auxiliadora.

De acordo com o painel de biodiversidade das Nações Unidas, divulgado em 2016, na Europa 9% das espécies de abelhas e borboletas estão ameaçadas de extinção. Somente a população de abelhas diminui 37%. Por falta de dados, a análise não pode ser feita em outros continentes.

E sem abelhas não vai faltar só mel. Esses insetos funcionam como órgãos sexuais das plantas. Elas transportam o pólen das partes masculinas para as femininas de uma flor. Graças a esse processo é que acontece a reprodução de muitas espécies vegetais.

Pelo menos dois terços da nossa comida vem dos vegetais, que necessariamente precisam das abelhas para se reproduzir.

O morango, por exemplo, precisa de 21 visitas de abelhas para ser grande e saboroso, segundo as Nações Unidas. “As abelhas ajudam na produção de sementes, frutos e são agronômicas. A produção de um pomar de maçã sem abelhas da zero”, acrescenta a professora.

O professor de zootecnia, Vagner Arnaut, destaca que as abelhas em extinção são as nativas. Os insetos manejados por agricultores têm aumentado. Segundo ele, as abelhas sem ferrão, responsáveis pela polinização dos vegetais, correm mais riscos.

“Na cidade passam fumacê e as abelhas sem ferrão são muito sensíveis. Outros motivos são o desmatamento desenfreado, uso incorreto e excessivo de agrotóxicos e a monocultura. Esse tipo de ação, faz com que haja uma perda de diversidade”, explica.

Ministério da Justiça ainda não liberou recurso

O projeto “Abelhas sem ferrão no Museu Dinâmico Interdisciplinar: a educação não formal a serviço da preservação ambiental” foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos, em reunião no dia 5 de dezembro do ano passado.

Segundo a professora Maria Auxiliadora a promessa era que o dinheiro já estivesse disponível em fevereiro, mas até agora nada foi liberado. “Esperamos começar em breve. Vai passando e a gente vai perder o verão. As coletas precisam ser feitas em todas as épocas do ano”, afirma.

https://maringapost.com.br/cidade/2018/03/12/sabia-que-as-abelhas-estao-diminuindo-e-isso-afeta-nossas-vidas-projeto-da-uem-quer-conhecer-melhor-o-inseto-e-informar-melhor-a-populacao/

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