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Sáb, Set

Os acadêmicos que necessitam de dispositivos de transmissão de dados ou equipamentos para acesso às aulas remotas deverão formalizar o pedido até segunda-feira (10/8) / Foto: Divulgação

Alunos da Universidade Estadual de Maringá (UEM) que não têm acesso às tecnologias digitais da informação e comunicação podem se inscrever até segunda-feira (10/8) para requerer o empréstimo de equipamentos ou a concessão de dispositivo de transmissão de dados em banda larga.

 

A medida é uma ação desenvolvida pela Universidade para atender aos acadêmicos em situação de vulnerabilidade econômica na retomada do calendário acadêmico, a partir de 17 de agosto, com aulas remotas.

 

Além de estar regularmente matriculado em um dos cursos de graduação presencial da UEM, assim como em disciplinas que serão ofertadas remotamente, o aluno precisa ter renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio para ter direito ao benefício, após se candidatar no edital.

 

A inscrição é online e poderá ser feita até segunda-feira (10/8). Para se inscrever é necessário preencher o formulário do Google Forms “Inscrição Inclusão Digital”, utilizando, exclusivamente, o e-mail institucional da UEM.

 

Além de preencher os campos, é necessário anexar, no próprio formulário, cópias do RG, CPF e comprovante de matrícula do acadêmico e do quadro de composição familiar, devidamente preenchido, assinado e digitalizado. Assim como as declarações exigidas. O modelo do quadro e das declarações estão disponíveis nos anexos do Edital 01/2020-PEN/PRH-DCT.

 

 

Mediante agendamento prévio, a Universidade  vai disponibilizar equipamentos no câmpus sede e nas secretarias dos câmpus regionais para efetuar a inscrição. Os agendamentos serão aceitos só até sexta-feira (7/8), com horários diferenciados em cada câmpus. A UEM reforça que o uso de máscara será obrigatório durante a permanência no câmpus e que o atendimento será realizado conforme as regras sanitárias.

 

O resultado da solicitação, com as inscrições homologadas, será publicado na quarta-feira (12/8). O documento estará disponível para consulta no site da instituição.

 

Na retirada do equipamento ou dispositivo de transmissão de dados em banda larga, o aluno que teve sua inscrição homologada deverá entregar os originais assinados das declarações e formulário de inscrição, assim como cópias dos documentos comprobatórios de renda familiar especificados no Edital.

 

Apenas os alunos aprovados por meio do sistema de Cotas Sociais, nos anos de 2020 e 2019, e que tiveram acesso ao Auxílio Alimentação, em 2019, não precisam apresentar a documentação referente à renda.

 

 

Para outras informações consulte o Edital ou encaminhe suas dúvidas para o seguinte e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Informações adicionais também podem ser obtidas pelo fone (44) 3011-4480, de segunda a sexta-feira, das 8h30h às 12h30.

 

Agendamento para atendimento presencial nos câmpus da UEM

 

O agendamento prévio para quem vai fazer inscrição dentro de um dos câmpus da UEM deve ser feito via telefone. Confira os contatos e horários de atendimento

Câmpus sede: (44) 3011-4480, no período das 8h30 às 12h30.
Câmpus de Ivaiporã: (43) 3472-5950, das 13h30 às 17h30.
Câmpus de Cidade Gaúcha: (44) 3675-8260 ou (44) 99928-7285, das 7h30 às 11h30.
Câmpus de Cianorte: (44) 3619-4000, das 8h às 12h.
Câmpus de Goioerê: (44) 3521-8700, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h.
Câmpus de Umuarama: (44) 3621-9401, (44) 3621-9301 (44) 3621-9316 ou (44) 99738-2688, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h.

 

https://maringapost.com.br/cidade/2020/08/06/uem-abre-inscricao-para-emprestimo-de-equipamentos-eletronicos-para-aulas-remotas/

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) deve publicar nesta sexta-feira (31/7) o edital que autoriza o empréstimo de smartphones aos alunos da instituição.

Os smartphones emprestados serão de responsabilidade do aluno/ Foto: Divulgação

0s aparelhos vão ser destinados aos estudantes que não têm internet ou equipamento técnico para assistir às aulas remotas, aprovadas pelo Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP).

 

Segundo o Diretor de Assuntos Acadêmicos (DAA), Carlos Humberto Martins, para se candidatar ao edital dos smartphones o aluno deve seguir uma série de requisitos. É necessário ter uma renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio, estar regularmente matriculado na instituição, além de seguir o cronograma das disciplinas quevão ser oferecidas de modo remoto.

 

Além dos aparelhos, Martins ressalta que todos os smartphones vão ter um chip com acesso à internet banda larga para quem ainda não tem acesso. Sobre a possível operadora dos aparelhos, o diretor do DAA falou que ainda não tem uma escolha mas que deve ser uma das quatro grandes operadoras do mercado.

“Vale ressaltar que esses alunos vão assinar um termo de depósito, isso significa que eles ficam responsáveis por esses equipamentos, tanto pela guarda quanto pelo bom uso dos aparelhos”, destaca

 

A respeito da quantidade de aparelhos ofertadas pelo edital, Martins diz que não é possível dizer ao certo, já que a instituição vai buscar suprir a falta de internet ou de aparelhos técnicos a todos aqueles que se inscreverem.

 

O ensino remoto emergencial (ERE), começa no dia 17 de agosto para os alunos da graduação da universidade. Segundo o diretor do DAA, antes dessa data todos os alunos que precisam do aparelhos já devem ter recebido os smartphones.

 

Recentemente, um levantamento feito com cerca de 7 mil alunos da instituição revelou que menos de 200 não têm um aparelho para assistir às aulas ou têm dificuldades para acessar à internet. Este número pode ser maior, visto que a universidade tem uma média de 15 mil estudantes só nos cursos de graduação presencial.

 

O ano letivo de 2020, que estava previsto para começar em abril de 2020, ainda não teve início devido à pandemia do novo coronavírus. A aprovação para retornar às aulas de forma remota teve debates acalorados.

 

Por um lado, alguns estudantes não queriam a aprovação do ERE, chegando até mesmo a fazerem manifestações contra o ensino remoto, já por outro, um grupo de alunos e professores lançaram uma campanha na internet favorável ao ensino remoto.

 

Durante a reunião do CEP, em que professores e alunos debatiam a retomada do calendário acadêmico, uma professora chegou a ofender um aluno chamando ele de “bicha”. Veja mais desse caso clicando aqui.

https://maringapost.com.br/cidade/2020/07/29/edital-para-emprestar-smartphones-aos-alunos-da-uem-sai-nesta-semana-veja-quem-tem-direito-aos-celulares/

Reitor abriu espaço para manifestação dos conselheiros na reunião do CEP na quinta-feira (23/7) / UEM

 

Em nova reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), na quinta-feira (23/7), conselheiros se manifestaram em defesa do aluno de Educação Física, Krigor de Camargo Faeda, vítima de um comentário de teor homofóbico por parte da professora, Satiko Nanya, na quarta-feira (22/7), durante uma reunião do conselho.

 

Segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa da UEM, o reitor Júlio César Damasceno abriu espaço para manifestações dos conselheiros e reiterou o posicionamento da reitoria contra atos homofóbicos.

 

De acordo com a assessoria, o reitor disse que a instituição se mobiliza “para tomar providências dentro dos parâmetros do regimento da UEM” e que “atos como esse precisam ser responsabilizados”. O Maringá Post solicitou o vídeo da reunião, mas até o momento não obteve retorno.

 

A assessoria de imprensa da UEM informou que cartas em defesa do acadêmico foram lidas durante a reunião. Os textos foram assinados por vários professores com representatividade em núcleos de pesquisa voltados para questões afirmativas. Uma das cartas de repúdio ao ato homofóbico foi divulgada pelo Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afro-Brasileiros (Neiab) da UEM.

“Homofobia além de ser considerada um crime, não atinge somente população LGBTQI+ e suas intersecções, mas também outras pessoas que de alguma maneira buscam existir fora dos padrões estabelecidos como norma. Considerando que a universidade, entre outras coisas, é um espaço de produção de conhecimento e formação de profissionais para o mercado de trabalho é urgente que todas as pessoas que convivem nesse espaço respeitem as diferenças, a convivência na pluralidade e a dignidade como demanda diversos dispositivos jurídicos que temos em nosso país”, diz um trecho da carta.

 

A Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Maringá (Sesduem) também se manifestou e afirmou que “repudia qualquer ato ou intenção que expresse a homofobia e o preconceito, seja no ambiente universitário ou fora dele”. A Sesduem disse ser inaceitável, que dentro de universidades, em um conselho que discute sobre educação, que ainda existam práticas de intolerância, preconceito e ódio contra pessoas LGBTQIA+.

 

Procurada pelo Maringá Post na manhã de sexta-feira (24/7), a assessoria de imprensa da UEM informou que as investigações estão em andamento, conforme informou em nota na quinta-feira. No comunicado, a reitoria disse que “está tomando as providências cabíveis para averiguar a eventual infração e irregularidade funcional cometida pela conselheira”.

 

Durante reunião do CEP na quarta-feira (22/7), o microfone da professora do Departamento de Biotecnologia, Genética e Biologia Celular da UEM, Satiko Nanya, estava aberto e todos os participantes ouviram a ofensa. “Ai, essa bicha…vou te contar”, disse a professora durante a fala do aluno de Educação Física, Krigor de Camargo Faeda, representante dos estudantes no conselho.

 

Ainda durante a reunião, membros do conselho pediram que a professora Satiko Nanya se retratasse. No pedido de desculpas, ela disse que estava cansada com as discussões e que a situação não iria se repetir. “Não sou homofóbica, pelo contrário, eu respeito muito e gosto muito das pessoas por elas serem inteligentes. Me perdoem, por favor, foi uma coisa que aconteceu. Me perdoem”, disse a professora durante a retratação.

 

https://maringapost.com.br/cidade/2020/07/24/em-nova-reuniao-do-cep-reitor-da-uem-diz-que-instituicao-vai-tomar-providencias-sobre-fala-homofobica-de-professora/

Conselheiros voltam a se reunir nesta quinta-feira (23/7) para analisar outros pontos que devem ser incluídos na proposta / UEM

 

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) aprovou, na quarta-feira (22/7), depois de mais de cinco horas de debate, o retorno às aulas na instituição por meio do ensino remoto emergencial. Foram 108 votos favoráveis, 31 contrários e três abstenções.

 

Os conselheiros votaram a favor da proposta previamente discutida na Câmara de Graduação do CEP, com relato do professor José Ricardo Penteado Falco. Durante a reunião também foi analisado o parecer do professor Thiago Fanelli Ferraiol, que na reunião anterior havia feito o pedido de vistas.

 

Com a aprovação da proposta, o calendário acadêmico será readequado e o início das atividades de graduação será por meio do ensino remoto emergencial, com a utilização de recursos digitais para a operacionalização das disciplinas presenciais, sem a necessidade de alteração dos projetos pedagógicos dos cursos.

Os conselheiros voltam a se reunir nesta quinta-feira (23/7), a partir das 14h, para debater pontos que devem ser incluídos na proposta vencedora. No relatório original, o início das aulas remotas na graduação está previsto para 3 de agosto. A suspensão das atividades acadêmicas presenciais segue até 31 de dezembro deste ano ou até que seja possível a retomada.

No entanto, somente após a nova reunião desta quinta-feira haverá uma posição final sobre o calendário acadêmico.

 

A retomada das atividades acadêmicas por meio do ensino remoto é um assunto complexo e divide a universidade. Na semana passada, durante a primeira reunião do CEP na quarta-feira (15/7), estudantes protestaram contra a implementação das aulas remotas nos cursos de graduação.

 

De outro lado, professores e alunos da UEM começaram na quinta-feira (16/7) um movimento nas redes sociais em apoio ao ensino remoto.

 

https://maringapost.com.br/cidade/2020/07/23/cep-aprova-inicio-do-ano-letivo-com-aulas-remotas-emergenciais-na-uem/

Estudante é vítima de ato homofóbico durante live de conselho da UEM/ Foto: Reprodução Youtube

Depois de mais de cinco horas de reunião, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) aprovou, na quarta-feira (22/7), a volta às aulas de maneira remota. Durante a reunião, em que professores e alunos debatiam a retomada do calendário acadêmico, uma professora ofendeu um aluno chamando ele de “bicha”.

 

O microfone da professora do Departamento de Biotecnologia, Genética e Biologia Celular da UEM, Satiko Nanya, estava aberto e todos os participantes ouviram a ofensa. “Ai, essa bicha…vou te contar”, disse a professora durante a fala do aluno de Educação Física, Krigor de Camargo Faeda, representante dos estudantes no CEP.

 

Logo após a fala com teor homofóbico da professora, o assunto repercutiu nas redes sociais. Diversos Centros Acadêmicos da UEM se pronunciaram por meio de uma nota de repúdio contra a homofobia sofrida pelo aluno.

 

“Nós, discentes da UEM, não admitimos que atos como esse continuem acontecendo. A universidade no Brasil é elitista e, justamente por isso, carregada de racismo, LGBTQfobia, misoginia e tantos outros preconceitos e discriminações contra aquilo que subverte a lógica branca, masculina e heteronormativa”, diz um trecho da nota de repúdio publicada pelos Centros Acadêmicos.

 

Ainda durante a reunião do CEP, membros do conselho pediram que a professora Satiko Nanya se retratasse. No pedido de desculpas, ela disse que estava cansada com as discussões e que a situação não iria se repetir. “Não sou homofóbica, pelo contrário, eu respeito muito e gosto muito das pessoas por elas serem inteligentes. Me perdoem, por favor, foi uma coisa que aconteceu. Me perdoem”, disse a professora durante a retratação.

 

Advogado diz que fala pode ser classificada como prática de homotransfobia

Segundo o advogado David Novaes Fiori a atitude da professora foi homofóbica e se enquadra como prática de homotransfobia. Como ainda não existe uma lei específica direcionada às condutas homofóbicas e transfóbicas, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu em 2019 que práticas como essas podem ser equiparadas aos crimes de racismo, previstos na Lei 7.716/1989. A pena é de reclusão de um a seis meses ou multa.

 

Por meio de nota, a Universidade Estadual de Maringá informou que “está tomando as providências cabíveis para averiguar a eventual infração e irregularidade funcional cometida pela conselheira do Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP)”.

 

A professora do Departamento de Biotecnologia, Genética e Biologia Celular da UEM, Satiko Nanya, preferiu não conceder entrevista. Por meio da assessoria de imprensa da UEM, a professora disse estar abalada e que respeita a “opção sexual” das pessoas. A professora disse lamentar o episódio e pediu desculpas novamente.

Maringá Post tentou contato com o aluno do curso de Educação Física, Krigor de Camargo Faeda, mas não obteve retorno até o fechamento da reportagem.

 

https://maringapost.com.br/cidade/2020/07/23/professora-da-uem-chama-aluno-de-bicha-durante-reuniao-de-cep-veja-o-video/

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