Sidebar

16
Sáb, Jan

A luta do movimento negro teve um marco histórico em Maringá em 20 de novembro. Nessa data, em 2019, a Universidade Estadual de Maringá aprovou o sistema de cotas raciais. A reportagem esteve presente, e lembra como foi. 20 de novembro é o dia da consciência negra.

Em resumo, o embate foi longo – durou aproximadamente um ano, de forma oficial, claro. A partir de 2018, o coletivo negro Yalodê-Badá e o Neiab, Núcleo de Estudos Afro-brasileiros, da UEM protocolaram, junto à reitoria, o pedido de implementação de cotas raciais. Desde então, discussões em comissões, apresentações públicas e o debate na imprensa foram feitos. Em público, tudo seguia protocolo.

No QS Latin America University Rankings 2021, com total de 410 universidades de 20 países latinos, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) sobe de 6ª posição em 2020 para, agora, a de 5ª melhor universidade estadual do Brasil. Isto vai ao encontro da avaliação oficial que norteia o ensino superior brasileiro, ou seja, do Ministério da Educação (MEC), que confirma que a UEM é a 5ª melhor universidade estadual do país.

Voltando ao ranking de 2021 da consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS), divulgado ontem, 11, e com dados relativos a 2018, a UEM ocupa a 23ª colocação dentre as 94 brasileiras (no ano anterior, estava na 25ª). A UEM também está entre as 96 melhores universidades da América Latina (as posições anteriores foram: 92ª em 2020, 99ª em 2019 e 104ª em 2018).

São ranqueadas tanto universidades públicas quanto privadas. “A UEM melhorou em relação à média das instituições de ensino superior do Brasil e caiu ligeiramente em relação à América Latina, acompanhando o movimento de queda da região”, analisa o professor e pesquisador Bruno Montanari Razza, chefe da Divisão de Planos e Informações da Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (PLD) da UEM.

O QS, um dos rankings mais respeitados do mundo, tem como critérios de avaliação: reputação acadêmica; reputação entre empregadores; proporção docente/estudante; quantidade de professores doutores; rede de pesquisa internacional; citações em artigos científicos; publicações docentes; e impacto on-line. Razza destaca que a UEM melhorou na reputação acadêmica, na proporção de docente/estudante e nas citações em artigos científicos.

Das universidades paranaenses avaliadas, apenas três estão listadas dentro do time das cem melhores universidades da América Latina, de acordo com o QS Latin America University Rankings 2021: a UEM, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR). A UEM e a UEL estão empatadas.

 

 

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química (PEQ) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) desenvolveu o "Biocurativo constituído de Biofilme de Sericina contendo Sulfadiazina de Prata para o tratamento de queimaduras", como pesquisa de doutorado de Ana Paula Sone, com a orientação do professor Marcelino Luiz Gimenes. O produto encontra-se em fase de concessão de patente pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), desde 2019.

O Biocurativo de Sericina, que conta com a parceria do pesquisador Camilo Freddy Mendonza Morejon, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), contém propriedades terapêuticas para o tratamento de queimaduras de primeiro, segundo e terceiro grau. O produto apresenta flexibilidade no tamanho, podendo ser aplicado em superfícies com feridas de diversas extensões.

Sone explica que o biofilme possui em sua estrutura a sulfadiazina de prata, principal responsável pelo princípio ativo no biocurativo, cujos atributos conferem ao produto propriedades farmacológicas diferenciadas quanto à qualidade estética do produto, comprovada pela manutenção da cor do biofilme durante o tratamento. Ainda segundo Sone, o biocurativo possui propriedades mecânicas compatíveis ao tratamento de queimaduras e também há propriedades farmacológicas com maior tempo de atuação, favoráveis ao tratamento.

"Em todos os casos estudados, o biofilme de sericina dotado de princípio ativo para o tratamento de queimaduras possui maior funcionalidade e maior desempenho que os fármacos convencionais”, esclarece Sone.

Outros diferenciais do biocurativo é que ele possui propriedade de barreira para evitar a proliferação e controle de micro-organismos; capacidade de manutenção da umidade e hidratação da ferida que contribui com o processo de regeneração das peles lecionadas por queimaduras; e ainda contém capacidade de diminuição dos traumas gerados no tecido ou na pele lecionada, no processo de manutenção ou troca do biocurativo.

Dessa pesquisa originou o "Processo para a produção de Biofilme de Sericina para bandagens", que também encontra-se em fase de concessão de patente.

A invenção apresenta um novo processo visando a produção de biofilme de sericina para bandagens ou curativos permitindo o tratamento diferenciado de queimaduras. O processo utiliza de matéria prima proveniente dos resíduos da indústria de fio de seda, no fluxo do processo, nas condições operacionais e no arranjo diferenciado do processo que propicia a produção de biofilme de sericina para ser utilizado em bandagens ou curativos.

O câmpus regional de Goioerê da Universidade Estadual de Maringá (UEM) tem o curso de Engenharia Têxtil mais antigo do País e será o primeiro do Paraná a formar físicos médicos, profissionais aptos a exercer uma das profissões do futuro.

 

Essa habilitação com nome e sobrenome conhecidos pela população interage com a medicina e com os setores específicos da área, como radioterapia para oncologia, além de propor ensino técnico para manipular novas tecnologias (robótica e laser) e equipamentos para diagnósticos e cirurgias.

 

O Bacharelado de Física Médica é um presente de 30 anos para o câmpus e está incorporado na diretriz estadual de regionalização da saúde, do ensino e da pesquisa, com a valorização e modernização de polos microrregionais como este no município de 29 mil habitantes.

 

A expectativa para o 18º curso dessa carreira do País é atender um mercado de medicina cada vez mais tecnológico, formar profissionais para atender um déficit de três mil vagas apenas no Brasil e atrair estudantes de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e São Paulo – os dois primeiros não contam com essa graduação.

 

“O Paraná tem um corpo universitário muito forte, regionalizado, e precisávamos integrar ele cada vez mais ao dia a dia das empresas, da inovação e dos municípios. É o que se chama de Tríplice Hélice, Governo-Universidades-Empresas. Essa união aumenta as chances de inserção dos jovens no mercado de trabalho, facilita o acesso da pesquisa à prática e fortalece o desenvolvimento de municípios do Interior”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

 

As inscrições estão abertas até o dia 11 de novembro, com início das aulas previsto para julho de 2021. A primeira turma terá 40 vagas – 32 pelo vestibular e oito pelo Processo de Avaliação Seriada (PAS) – e os cursos serão ministrados nos períodos vespertino e noturno. A graduação passou por todos os 12 órgãos internos da UEM, sendo aprovado de maneira definitiva no dia 21 de dezembro de 2019.

 

O projeto pedagógico prevê a graduação em quatro anos (ou máximo de sete anos), sendo 24 meses de física básica e aplicada (vetores e geometria; álgebra linear; cálculo; eletricidade aplicada; mecânica clássica; termodinâmica; eletromagnetismo); seis meses de química, anatomia, biologia e matérias correlatas; 12 meses da física médica propriamente dita, com suas especificidades (medicina nuclear; dosimetria e radioproteção; radiodiagnóstico); e seis meses de estágio em hospitais e unidades médicas.

 

“Alguns estudos mostram que cerca de 70% dos jovens que saem para os grandes centros em busca de formação não retornam para o seu lugar de origem. Estamos ofertando formação local, que é uma garantia de um novo e promissor processo de transformação regional, e uma novidade pedagógica”, explica Aldo Bona, superintendente estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. “O câmpus da UEM em Goioerê está se desenvolvendo de forma especializada, o que gera ganhos imensos para o ensino superior público do Estado”.

 

A Física Médica de Goioerê ocupa um vácuo educacional do País. São apenas 17 cursos similares no Brasil, o mais antigo surgiu em 2000, sendo seis em São Paulo, quatro no Rio Grande do Sul, dois no Rio de Janeiro, dois em Minas Gerais, um em Brasília, um em Goiás e um em Sergipe. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima em quatro mil físicos médicos a necessidade de ocupação no sistema de saúde brasileiro, mas estimativas de professores da UEM indicam que só existem mil profissionais com formação nessa área.

 

“Goioerê entra na rota desses profissionais, desse caminho de alto nível de inovação tecnológica. O objetivo do curso é oferecer uma formação sólida tanto na forma teórica como na aplicada, além de incentivar a utilização de novos recursos e novas tecnologias”, afirma Julio Damasceno, reitor da UEM. “A ideia final é melhorar o trabalho na saúde. É uma profissão que trabalha com diagnóstico, bases científicas e que tem revolucionado a medicina”.

 

FÍSICA MÉDICA – A graduação de Física Médica vai usar toda a infraestrutura de laboratórios do câmpus de Goioerê, sendo um deles credenciado na Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) para trabalhar com fontes nucleares (como o Césio) desde 2017.

 

Os demais são os laboratórios de física das reações, aplicação da física moderna, química e biologia, todos no prédio central do câmpus, paralelo ao de engenharia têxtil, como se passado glorioso e futuro promissor convivessem juntos no mesmo espaço. Estarão à disposição dos alunos mais de 15 salas de aula com projetor e ar-condicionado.

 

A estrutura completa do câmpus de 90 mil metros quadrados conta com alguns equipamentos como duas fontes de radiação para uso no ensino, equipamentos de raio-X odontológicos com câmeras, difratômetro de raios-X (para fazer “nanofotografias” de materiais), experimentos didáticos para determinar a razão carga versus massa, geradores de Van Der Graaff, microscópicos, fornos, balanças analíticas, um telescópio de 20 polegadas e um sistema simulado que imita o conceito do acelerador utilizado nas radioterapias.

 

A ideia do curso nasceu na UEM mais ou menos na época do curso de Medicina, mas foi guardada na gaveta porque a Física tinha interesse na verticalização, com Mestrado e Doutorado, e a Medicina na criação de raízes o Noroeste do Paraná. Para sair do papel os professores do câmpus apostaram no processo de substituição do curso de Licenciatura em Ciências, aproveitando a estrutura pedagógica, esses laboratórios e os 20 professores da graduação que perdeu o seu timing porque a exigência atual nessa área envolve formação específica em Biologia, Química ou Física. No passado houve um hiato no qual a formação para licenciatura nessa área era unificada.

 

“A Física Médica de Goioerê passou por um processo de amadurecimento de 30 anos. É um curso muito importante porque conecta as duas áreas, a física e a medicina. A nossa estrutura pedagógica e de laboratórios é robusta por causa da Licenciatura de Ciências, conseguimos formatar um curso que será avaliado com sucesso pelo Ministério da Educação um ano depois da formatura da primeira turma”, afirmou Gilson Croscato, diretor do câmpus regional de Goioerê. “Para o município é um ganho imenso. Existe a possibilidade de atrair mais tecnologia, mais profissionais técnicos e potencializar a saúde pública”.

 

Atualmente a maioria dos profissionais de Física Médica tem apenas uma especialização na área, além da graduação em Física (geralmente) ou Medicina. Esse novo curso em Goioerê formará o físico médico sem essa vinculação com outra âncora, e com mais dois anos o (a) graduando (a) terá espaço para realizar também a licenciatura em Física, atendendo uma grande carência de professores dessa área do País. O estudante ainda poderá fazer as duas graduações ao mesmo tempo na reta final.

 

PROFISSIONAL – Segundo a Associação Brasileira de Física Médica (ABFM), esse é ramo da Física que compreende a aplicação dos conceitos, leis, modelos, agentes e métodos para prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, desempenhando função na assistência médica, na pesquisa biomédica e na otimização da proteção radiológica. O profissional dessa área tem revolucionado o diagnóstico médico e os critérios de utilização dos agentes físicos empregados na Medicina.

 

O físico médico é um bacharel apto a atuar em hospitais e clínicas. Um dos exemplos de mercado de trabalho é a radioterapia contra os vários tipos de tumores. Ele é o profissional que faz o planejamento dos materiais a partir da prescrição médica para esse tratamento, segundo indicação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também é o físico que manuseia as fontes radioativas da medicina nuclear, especialidade médica que emprega materiais radioativos com finalidades diagnósticas e terapêuticas.

 

Outras áreas de atuação são a supervisão de áreas que precisam de radioproteção, atuação em radiodiagnóstico (num trabalho muito próximo do técnico em radiologia), pesquisa aplicada em física na ciência e no campo das imagens médicas da tomografia, por exemplo.

 

O Guia do Estudante da Editora Abril, bíblia dos indecisos, aponta salário entre R$ 2 mil e R$ 8 mil para profissionais dessa área, apesar de a média não estar totalmente estabelecida no mercado por conta da novidade.

 

“É um profissional multidisciplinar que trabalha junto à radioterapia, medicina nuclear e radiodiagnóstico, seja para tratamento, prevenção ou estudos de caso. A medicina avança cada vez mais em todo o mundo com equipamentos modernos, o que pressupõe profissionais aptos a trabalhar e pesquisar áreas específicas”, afirma Ronaldo Celso Viscovini, coordenador-adjunto do curso de Física do câmpus e um dos professores da Física Médica. “É um sonho que esperamos que floresça e dê bons frutos. Tem muito mercado, muitas possibilidades, é muito completo”.

 

Enquanto o curso não começa, a UEM já começou a estabelecer parcerias com a Santa Casa de Misericórdia de Goioerê, que acabou de receber os primeiros dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de sua história, o Ceonc de Cascavel e a Uopeccan de Umuarama, nas macrorregionais de Saúde Oeste e Noroeste, uma área com quatro milhões de habitantes. Um dos objetivos é atrair profissionais de diversos municípios de um raio de mil quilômetros entre Santa Catarina e o Mato Grosso do Sul e mantê-los em atuação no Interior do Paraná.

 

“Queremos fazer com que os futuros profissionais fiquem aqui, não precisem se deslocar, e que o curso ajude a fortalecer a microrregião na pesquisa e o desenvolvimento de novos negócios. Nesse ponto há um casamento da física médica e da educação em ensino superior. Nos aproximamos da área de saúde dos municípios da região, estamos discutindo novas parcerias e ampliando a oferta”, acrescenta Croscato. “É um curso que vai se desenvolver aos poucos e atrair cada vez mais interessados”.

 

CÂMPUS – O câmpus de Goioerê foi inaugurado em 1991 e conta com 63 servidores. A unidade tem dois blocos, mas espaço para vinte. O curso de Física Médica será o quarto do município, ao lado de Física (licenciatura), Engenharia Têxtil e Engenharia de Produção. A licenciatura em Física, base da nova formação proposta no câmpus, já tem dez anos de experiência.

 

A unidade de Goioerê conta investimentos do Estado para modernizar ainda mais a sua estrutura nos próximos anos. Já foram liberados R$ 92 mil para aquisição de 24 novos computadores e estão em processo de convênio em torno de R$ 2,5 milhões para o próximo ano, com apoio de emendas parlamentares, para terminar as obras de um bloco inacabado, ao lado da cantina, e construir um novo prédio, além de adquirir novos equipamentos.

 

A lista de desejos específicos para melhorar ainda mais a Física Médica conta com uma dúzia de fontes nucleares, inclusive uma mais potente, novos detectores de radiação (cintiladores e geigers), um Espalhador Compton, aparelhos de raio-X odontológicos, um microtomógrafo e um acelerador do tipo Tandem para produzir os próprios radioisótopos, imitando a realidade que os alunos vão encontrar na vida real.

 

“Temos tudo o que precisamos para começar e o indicativo de investimentos nos próximos anos, o que vai melhorar ainda mais o câmpus. Estamos trabalhando em parceria com o Governo do Estado para promover o desenvolvimento do ensino e da pesquisa nessa região do Paraná”, afirma o diretor regional do câmpus de Goioerê.

 

INSCRIÇÕES - As inscrições estão abertas até o dia 11 de novembro.

As provas serão nos dias 21 e 22 de março.

Link para inscrição: http://www.cvu.uem.br/

 

Box 1

UEM é uma das melhores universidades do mundo

 

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) ficou novamente entre as melhores do mundo no World University Rankings (CWUR) 2020/2021, divulgado em junho. No cenário brasileiro, em que a Universidade de São Paulo (USP) lidera a classificação e a UEM aparece na 32ª posição entre as 57 instituições citadas. O ranking classifica as duas mil melhores instituições de ensino superior entre 20 mil selecionadas e é considerado o maior da academia.

 

A UEM também subiu uma posição no cenário brasileiro no Webometrcis, da Espanha, ficando na 26ª colocação entre as instituições de ensino superior do País. No mesmo levantamento, a UEM alcançou a 1.181ª colocação entre as melhores instituições de ensino superior do mundo – 18 posições superiores em relação ao ranking anterior, de 2017, quando ocupava a 1.199ª colocação mundial.

 

O Webometrics é um sistema de classificação de universidades em todo o mundo com base em um indicador composto que leva em conta tanto o volume do conteúdo da instituição na web (número de páginas e arquivos), a visibilidade e o impacto destas publicações.

 

A UEM é uma universidade com características regionais. Abrange 109 municípios do Noroeste do Paraná e mantém atividades de ensino, pesquisa e extensão em Loanda, Cruzeiro do Oeste, Guaíra, Porto Rico, Cianorte, Cidade Gaúcha, Goioerê, Diamante do Norte, Umuarama e no distrito de Iguatemi. São 80 cursos de graduação, presenciais e na modalidade educação a distância.

 

Box 2

Engenharia Têxtil tem tradição no câmpus de Goioerê

 

A graduação de Engenharia Têxtil do câmpus de Goioerê é o mais antigo do País em funcionamento, inaugurado em 1992, com mais de 400 engenheiros já formados.

 

A motivação do curso nasceu na própria comunidade de Goioerê diante do crescimento das atividades têxteis da região, que conta com malharias, fiações de algodão e tinturarias. O município já foi a maior produtora de algodão do Brasil e em 1991 o Paraná, sozinho, respondia por mais de 50% da produção nacional.

 

Tudo acontece no DET (Departamento de Engenharia Têxtil), espaço que ocupa um bloco inteiro e conta com salas de aulas e laboratórios de tratamento e controle de qualidade, desenvolvimento de tingimentos, correção de receita, estampas, testes de encolhimento e resistência, e teares/tecelagem. Parte dos equipamentos foi doado por herdeiros da Döhler (malharia de Joinville) e da Hering (malharia de Blumenau) que estudaram na instituição.

 

A pandemia do coronavírus também é testemunha dessa história porque foram feitas, nesse período sem aulas presenciais, cinco mil máscaras de tecido. Todas foram doadas para a comunidade local, defesa civil municipal e a Associação de Coletores de Materiais Recicláveis de Goioerê (ATA). O câmpus ainda recebeu um estudo de materiais indicados e não indicados para proteção contra a Covid-19, dedicado principalmente ao TNT (tecido não tecido), um dos mais eficazes contra a proliferação do vírus.

 

Dois desafios internacionais mobilizam alunos da área da engenharia elétrica e computação da Universidade Estadual de Maringá (UEM): o IEEEXtreme e Desafio Internacional Red Bull Basement, que ainda está acontecendo e precisa de votos para escolher boas ideias para melhorar a vida das pessoas pelo mundo.

Os alunos da Disciplina de Inovação, ministrada pela professora do Departamento de Informática da UEM, Linnyer Ruiz Aylon, estão participando da Red Bull Basement, com a proposição de um programa para facilitar a vida dos estudantes, professores e técnicos. Na verdade, o desafio propõe que estudantes enviem suas ideias para a comunidade acadêmica em vídeos de um minuto (em inglês ou legendados). Essas propostas podem virar realidade com o apoio dos organizadores.

Os concorrentes pensaram em uma solução para algo, gravaram um vídeo de 60 segundos e inscreveram em uma plataforma. Agora, esses vídeos estão em votação do público. Em seguida, a Redbull vai dar vida à ideia vencedora. Um time por país será classificado e terá acesso a um espaço de trabalho, três dias imersivos de workshops, mentorias, palestras e muito mais, que ajudarão no desenvolvimento do Pitch Final, quando será anunciada a “Melhor Ideia de 2020”.

 

“Precisamos de votos. Estudantes universitários de todo o mundo discutiram maneiras inovadoras de criar mudanças positivas. Agora, as ideias aguardam seus votos. Confira os vídeos e vote naquele que você quer ver ganhando vida”, disse a professora Linnyer.

 

Programação – O Ramo Estudantil do IEEE/UEM participou da competição mundial de programação IEEEXtreme, no sábado (24). A UEM competiu com duas equipes de alunos do curso graduação em Engenharia Elétrica, tendo como técnica a professora Linnyer Ruiz Aylon.

IEEEXtreme é um desafio global em que equipes de alunos membros, supervisionados por um membro do IEEE , competem entre si para resolver um conjunto de problemas de programação em um período de 24 horas. As atividades ocorreram durante todo o sábado, das 0 às 24 horas. 4.557 equipes de todo o mundo concorreram.

A UEM foi representada pela equipe BradLuanUEM: Luan Crozatti e Gabriel Brandao; e 2leo1rod4UEM, Leonichel Jose Guimaraes, Leonardo Armelin  e Rodolfo Saraiva. A professora Linnyer atuou como proctor. “Este é um membro do IEEE de grau de associação superior, um profissional, que, além de exercer o papel de técnico, deve auxiliar no bem-estar da equipe, prevendo descanso, nutrição e exercícios adequados, uma vez que a competição dura 24 horas contínuas”, explica a professora, que é líder do MannaTeam e presidente da Sociedade Brasileira de Microeletrônica (SBMicro).

 

Durante a competição, as equipes recebem os enunciados dos problemas que foram formulados por programadores especialistas. Estes são categorizados como fáceis, moderados, difíceis, avançados e extremos para permitir que alunos de todos os níveis de experiência participem.

 

“O concurso é uma experiência incrível de formação do cidadão 5.0, porque prioriza o trabalho cooperativo em equipe, fortalece o perfil de liderança, populariza o conhecimento, promove a propulsão e a resiliência, além de contribuir com a internacionalização. Uma experiência importante para a formação integral do profissional”, completa a professora.

 

Os vencedores são determinados estritamente com base na pontuação geral que vão ganhando ao cumprir os desafios. A UEM ficou em 19° lugar, com a equipe 2Leo1Rod4UEM, e 21° lugar com BradLuanUEM, entre os competidores do Brasil. Entre os competidores mundiais, a 2Leo ficou em 963° lugar e a BradLuanUEM, em 1163°.

 

Os vencedores da competição foram os integrantes da equipe da Sumaya University for Technology, da Jordânia, que pertence ao IEEE 8 (África, Europa e Oriente Médio). Eles receberão uma viagem com despesas pagas para uma conferência IEEE da escolha deles, em qualquer lugar do mundo.  O valor máximo deste prêmio é de U$ 10.000.

 

A competição de programação IEEEXtreme é organizada pelo Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos, por meio do Comitê de Atividades Estudantis.

Mais Artigos...

Subcategorias

Matérias publicadas no jornal O Diário do Norte do Paraná.

Matérias publicadas no jornal Hoje Maringá. 

Matérias publicadas no jornal Umuarama Ilustrado. 

Matérias publicadas no jornal Tribuna de Cianorte. 

Matérias publicadas no jornal Gazeta do Povo. 

Matérias publicadas no jornal eletrônico Paraná On-line. 

Matérias publicadas no jornal Folha de Londrina. 

Matérias publicadas no jornal Folha de São Paulo

Matérias publicadas no jornal O Globo.

Matérias publicadas no jornal Gazeta Maringá

Matérias publicadas no Portal UOL

Matérias publicas em sites diversos

Matérias publicadas no jornal Folha de Maringá

Matérias publicadas no site da CBN

Matérias publicadas no Portal G1.

Matérias publicadas no jornal Gazeta do Noroeste

Matérias publicadas no Portal R7.

Matérias publicadas no You Tube

Matérias publicadas no jornal Dia-a-dia Mandaguari

Matérias publicadas no jornal Massa News

::cck::1::/cck::
::description::::/description::
Página 1 de 4