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Dom, Abr

Universidade também fez o maior número de depósitos, ou seja, pedidos de patente, em um único ano: 17 em 2020

No quesito de inovação tecnológica, 2020 foi bastante produtivo para a Universidade Estadual de Maringá (UEM): o ano fechou com 15 patentes concedidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), o que é um recorde para a universidade. A UEM também registrou em 2020 o maior número de pedidos de patente, com a marca de 17 solicitações ao Inpi.

Até a primeira quinzena de novembro, 11 patentes já haviam sido concedidas pelo Inpi à UEM no ano de 2020. Para relembrar quais são elas, leia aqui. Após essa reportagem, mais quatro foram concedidas: uma da área da Engenharia Mecânica, uma da Odontologia e duas da Farmácia.

A patente “Composições Farmacêuticas com Derivados de Quinoxalina para Tratamento da Doença de Chagas e Leishmaniose” é de titularidade conjunta entre Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Glaxosmithkline Brasil Ltda (GSK) e UEM. Tem como um dos inventores Celso Vataru Nakamura, professor aposentado do Departamento de Ciências Básicas da Saúde (DBS-UEM) e voluntário dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PCF-UEM) e em Ciências Biológicas (PBC-UEM).

A invenção é um antiparasitário avaliado in vitro em Trypanosoma cruzi (protozoário causador de Chagas) e Leishmania amazonensis (parasita responsável pela leishmaniose); além de ter sido verificado se a substância seria ou não nociva a células de mamíferos. “Os medicamentos disponíveis para Chagas e leishmaniose são extremamente tóxicos, então há necessidade de busca de novos compostos que possam ser utilizados nos tratamentos”, expõe Nakamura. Ainda de acordo com o docente, a patente abre caminho para que sejam realizados testes pré-clínicos e clínicos.

A patente “Processo de Separação e Reciclagem Química de Embalagens Multicamadas” desenvolve uma tecnologia inovadora de reciclagem química do politereftalato de etileno (o popular PET) proveniente de embalagens multicamadas de alimentos, tais como de salgadinhos industrializados, bolachas recheadas e café embalado à vácuo. Por as embalagens desses produtos serem compostas por dois tipos de plástico e alumínio, há dificuldade para reciclá-las de maneira convencional, o que por consequência traz prejuízos ao meio ambiente.

Silvia Luciana Fávaro, chefe-adjunta do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM-UEM) e docente do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica (PEM-UEM), uma das inventoras em conjunto com outros pesquisadores da UEM, explica que o processo utiliza hidrólise básica, ou seja, quebra de moléculas a partir da presença de água e hidróxido de sódio. “Com esta reciclagem, as embalagens multicamadas, que levam muitos anos para se decompor, não seriam mais jogadas em lixões e aterros sanitários. Temos a tecnologia em escala de laboratório e precisamos de investimento para criar esse processo em escala industrial”, declara.

As outras duas patentes concedidas no final de 2020 pelo Inpi à UEM são: “Fármaco Tirosol à Base do Fungo Diaporthe helianthi” e “Resina Dental Livre de Bisfenol-a e de Baixo Conteúdo Lixiviável”. Clique nos respectivos links para conhecer melhor estas invenções.

 

Núcleo de Inovação Tecnológica

O Núcleo de Inovação Tecnológica da Universidade Estadual de Maringá (NIT-UEM) foi criado em 2008, vinculado à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PPG), com a finalidade de gerir a política institucional de inovação e propriedade intelectual.

Fomenta a inserção da UEM no processo de inovação nacional, colaborando para o desenvolvimento sustentável, a geração de riqueza e a melhoria da qualidade de vida da população, com base na inovação. Promove a proteção do conhecimento gerado na UEM e viabiliza a interação dela com o setor produtivo com vistas a propiciar a transferência de tecnologias, contribuindo com o desenvolvimento tecnológico e social do país.

 

 

Foram aplicadas hoje, 21, as provas da 1ª, 2ª e 3ª etapa do Processo de Avaliação Seriada (PAS) e Vestibular EAD da UEM – Universidade Estadual de Maringá. De acordo com o edital, o gabarito do provisório das questões objetivas do PAS UEM e do Vestibular EAD serão publicados no dia 23 de fevereiro.

GABARITO PAS UEM 2020 E VESTIBULAR EAD

A consulta das respostas poderá ser feita no site: www.vestibular.uem.br, às 15 horas.

A UEM aceitará pedidos de reconsideração do gabarito provisório até às 15h do dia 24 de fevereiro de 2021, ou seja, 24 horas após a divulgação do referido gabarito.

O resultado do PAS etapas 1, 2 e 3 será divulgado no dia 07 de maio. Do vestibular EAD, no dia 1° de abril. Cerca de 25 mil candidatos estão inscritos.

SOBRE A UEM

A Universidade Estadual de Maringá – UEM, é uma universidade pública mantida pelo Estado do Paraná e subordinada à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – SETI. O esforço e a qualificação de seu corpo docente tem sido reconhecido por diferentes rankings mundiais, criados para medir a qualidade das universidades a partir de diversos critérios acadêmico-científico.

Com sede na cidade de Maringá onde funciona a sua estrutura administrativa e a maioria de seus cursos de graduação (links) e pós-graduação (links), a UEM também está presente em diversas cidades da região por meio de seus campi e base avançada.

 

Pesquisadores do HU estão participando de estudo para desenvolver remédio contra a Covid-19 — Foto: UEM/Divulgação

Pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá (UEM), no norte do Paraná, estão recrutando voluntários para testar um remédio que está sendo desenvolvido para combater a Covid-19. A instituição faz parte de um estudo internacional

Em Maringá, a pesquisa está sendo feita pelo Hospital Universitário (HU). De acordo com a UEM, a instituição é a única no estado que está participando do estudo.

O médico e pesquisador Edivaldo Vieira de Campos disse que os estudos com remédio, chamado a princípio de VIR-7813, têm como objetivo verificar a segurança e eficácia do medicamento.

"Hoje, as evidências que nós temos robustas são de medicamentos para tratar sintomas que aparecem junto com a Covid-19. O tratamento do vírus, especificamente, ainda não temos algo eficaz", explicou.

O estudo teve início nos Estados Unidos. Em Maringá, o HU está procurando entre oito e dez voluntários para participar da pesquisa. Os voluntários devem se enquadrar nos seguintes critérios:

Ter mais de 18 anos;

Estar com Covid-19 ou apresentar sintomas da doença;

Ter alguma comorbidade, como diabetes, obesidade, insuficiência cardíaca ou outras.

Os voluntários escolhidos serão monitorados por aproximadamente 24 semanas. De acordo com a UEM, o medicamento estudado contém um anticorpo direcionado para combater o novo coronavírus.

Vacina contra a Covid-19 da UFPR induz produção de anticorpos em camundongos, aponta estudo

Interessados em participar da pesquisa devem entrar em contato com o Núcleo de Pesquisas Clínicas do Hospital Universitário pelo telefone (44) 3011-9210, das 8h às 12h.

Desde outubro de 2017, a Fundação Butantan tem como diretor-executivo um egresso da UEM (Universidade Estadual de Maringá), o nova-esperancense Rui Curi. Graduado em Farmácia-Bioquímica pela UEM em 1980, é professor aposentado pela USP (Universidade de São Paulo), onde fez mestrado e doutorado em Fisiologia Humana. Tem cinco pós-doutorados internacionais, é livre-docente e professor titular na USP desde 1998.

A Fundação Butantan, criada em 1989, é o órgão de apoio administrativo às atividades científicas do Instituto Butantan, este vinculado à Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e fundado em 1901, à época como Instituto Serumtherapico. Como diretor-executivo, Curi tem o desafio de gerir os contratos firmados, o que inclui aqueles para a vacinação anticovid-19. "Nosso desafio é produzir e fornecer vacinas e soros para o Ministério da Saúde e, assim, atender a saúde pública brasileira”, frisa Curi.

Pelo menos 90% dos soros contra picadas de animais peçonhentos têm origem no Butantan, que se destaca nacional e internacionalmente na incorporação de tecnologias para uso em saúde humana. O diretor-executivo também exemplifica que "todas as doses de vacina da gripe comum no Brasil são produzidas no Butantan: anualmente, 80 milhões de doses, o que representa 10% da produção mundial dessa vacina”.

Lembranças da UEM - O livre-docente guarda com carinho os momentos vividos na UEM. Incentivado por seus então docentes da Estadual de Maringá, Curi teve contribuição nos estudos precursores sobre o adoçante natural estévia, cujo mercado está estimado em US$ 4 bilhões. "A UEM tem uma massa de pesquisadores muito importante. São muito produtivos, criativos e dedicados! Conheço muitos deles e tenho admiração enorme pelo trabalho que é feito na universidade”, elogia o doutor, que vê na UEM uma instituição de Ensino, Pesquisa e Extensão com grandes contribuições a Maringá, onde está o câmpus sede, bem como ao Paraná e ao Brasil.

Em 2018, enquanto profissional já bastante renomado, Curi recebeu da UEM o título de doutor honoris causa. Atualmente, além de dirigir a Fundação Butantan, ele é diretor técnico do Núcleo de Produção de Imunobiológicos do Centro Bioindustrial do Instituto Butantan. "Tenho muito orgulho de ter estudado na UEM, tenho muita saudade e muito carinho por esta universidade”, finaliza o diretor-executivo da Fundação Butantan.

Pioneirismo na vacinação contra a pandemia - O Instituto Butantan, respeitada organização de pesquisa e amplamente lembrada por seus soros antiofídicos, é o principal produtor de imunobiológicos do Brasil e responsável pela produção nacional da CoronaVac, a única vacina anticovid-19 produzida no país até então, com matéria-prima enviada pelo laboratório chinês Sinovac Life Science, do grupo Sinovac Biotech.

Minutos após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ter autorizado o uso emergencial da CoronaVac, no dia 17 de janeiro, a primeira dose do imunizante foi aplicada, em São Paulo (SP). No dia seguinte, 4,6 milhões de frascos começaram a ser distribuídos para as cinco regiões brasileiras enquanto que 1,4 milhão de doses permaneceu no estado de origem. No dia 20, o HUM-UEM (Hospital Universitário Regional de Maringá) iniciou a imunização dos servidores. Até o momento, o HUM aplicou 774 doses.

De acordo com o consórcio nacional de imprensa, até 28 de janeiro mais de 1,5 milhão de pessoas no Brasil receberam a primeira de duas doses anticovid-19, sendo somadas aplicações da CoronaVac e da segunda vacina aprovada para uso emergencial pela Anvisa – a que é produzida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca, ambas do Reino Unido, em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e importadas do Instituto Sérum, da Índia.

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