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Seg, Set

Agricultores familiares paranaenses se organizam para comercializar seus produtos de forma diferente e atender o mercado neste período de restrição de mobilidade por causa da pandemia de Covid-19.  São exemplos, 231 produtores rurais assistidos pelo programa Paraná Mais Orgânico, desenvolvido pelo Governo do Estado. O programa envolve as sete universidades estaduais e o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA). Eles dão orientação e atendimento aos produtores e encaminham a propriedade para a obtenção do selo de certificação, que é emitido pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).

Agora, esses produtores contam com um aplicativo multiplataforma de mensagens instantâneas e chamadas de voz (WhatsApp), como alternativa de atendimento ao mercado de orgânicos. A ideia surgiu com a finalidade de facilitar a comercialização da produção de frutas, verduras e hortaliças no período de fechamento do comércio, em diferentes regiões do território paranaense.

O atendimento é realizado por técnicos que atuam nos núcleos de Certificação Orgânica das universidades estaduais nas cidades de Bandeirantes, Guarapuava, Londrina, Marechal Cândido Rondon, Maringá, Paranaguá, Pinhais e Ponta Grossa.

“Esses profissionais identificam os agricultores mais próximos das localizações sinalizadas pelos consumidores, indicando os pontos para a entrega dos produtos ou mesmo a entrega em domicílio”, esclarece Luiz César Kawano, coordenador da Unidade Gestora do Fundo Paraná na Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

MANTER A RENDA - Na avaliação da zootecnista Elisa Koefender, que atua no Núcleo de Certificação da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em Marechal Cândido Rondon, a iniciativa contribuiu para a manutenção da renda dos agricultores, principalmente no início da pandemia de Covid-19, quando as feiras foram suspensas temporariamente. “Recebemos demandas de pessoas de São Paulo, buscando indicação de agricultores paranaenses para a comercialização de produtos orgânicos no Estado vizinho”, afirma.

ENTREGAS - O produtor Fábio Marcel, beneficiário do Paraná Mais Orgânico e responsável pela propriedade rural Colinas de Sião Frutos da Agrofloresta, no município de Ibaiti, no norte pioneiro, explica que alguns de seus produtos, como café, mel e óleo de girassol, são enviados para um ponto de entrega em Curitiba, enquanto outros alimentos in natura podem ser entregues diretamente ao consumidor de cidades da região.

“As entregas seguem as recomendações das autoridades sanitárias, como o uso de máscaras pelos profissionais e a higienização de embalagens com álcool gel”, enfatiza.

O engenheiro agrônomo Eduardo Javier Marone, que atua no Núcleo de Certificação Orgânica do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA), em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, destaca que a capital conta com vários pontos de entrega disponíveis. “Esses locais funcionam como grupos de cestas, onde os consumidores podem entrar em contato e solicitar a entrega das mercadorias, mediante o pagamento antecipado”, salienta.

CONSUMIDORES - Alice Karine Vriesman, engenheira agrônoma do Núcleo de Certificação Orgânica da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), comenta sobre a importância de organização dos consumidores para efetuar compras coletivas.

“Nem sempre é viável para os agricultores fazer entrega direta na residência de um único consumidor, mas se houver um grupo de moradores de um condomínio, por exemplo, fica muito mais fácil”, recomenda a engenheira, destacando que muitos desses produtores são organizados em associações e cooperativas rurais.

RESPONSABILIDADE AMBIENTAL - Atuando na atividade de horticultura, no Assentamento Guanabara, no município de Imbaú, nos Campos Gerais, a agricultora Sirlene Morais, da propriedade rural Grupo Resistência Camponesa, reconhece o papel do Paraná Mais Orgânico no processo de conscientização das pessoas para uma produção agrícola com responsabilidade ambiental. “É importante incentivar uma mentalidade agroecológica, pensando além da produção do alimento, desde como produzir até a forma de organização social de agricultores e consumidores”, adverte.

MAPEAMENTO - Em apoio aos agricultores, comerciantes e consumidores de produtos orgânicos certificados, o programa Paraná Mais Orgânico disponibilizou um mapa geográfico onde é possível localizar grupos de consumo responsável e cestas solidárias no Estado. O intuito é fortalecer o desenvolvimento agrário regional sustentável e o escoamento de produtos orgânicos de forma direta ao consumidor, estabelecendo uma relação de proximidade entre quem produz e quem consome, além de estimular o comércio justo.

Essa ação contribui, ainda, para a garantia da segurança alimentar e nutricional em todas as regiões do Paraná. O mapa pode ser acessado na página da Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Clique AQUI.

ATENDIMENTO - Os números para atendimento nos núcleos de Certificação Orgânica, via aplicativo de mensagens, estão disponíveis na página do programa Paraná Mais Orgânico, no site da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior AQUI, e na relação abaixo:

Londrina | Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Contato: (43) 99959-5705 - Lucas Bio

Maringá | Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Contato: (44) 99831-3731 - Wellington Fernandes

Ponta Grossa | Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)

Contato: (42) 99836-3631 - Alice Vriesman

Marechal Cândido Rondon | Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)

Contato: (45) 99997-0458 - Elisa Koefender

Guarapuava | Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro)

Contato: (42) 98427-0453 - Taís Vieira.

Bandeirantes | Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp)

Contato: (43) 98823-0088 - Daniani Souza

Paranaguá | Universidade Estadual do Paraná (Unespar)

Contato: (41) 99550-4944 - Wanderley Hermenegildo

Pinhais | Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA)

Contato: (41) 99650-4591 - Eduardo Marone

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Programa busca consolidar o Paraná na produção orgânica

O programa Paraná mais Orgânico é uma política pública que beneficia agricultores familiares produtores de alimentos, que seguem técnicas de manejo orgânico. O programa tem como objetivo contribuir para a consolidação do Paraná na produção orgânica, possibilitar serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural que estimulem a adoção de inovações tecnológicas baseadas na agricultura orgânica, e apoiar processos de comercialização da produção orgânica.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Paraná responde por 18,06% dos produtores de orgânicos certificados do Brasil. São 3937 unidades de produção. Esse número classifica o Estado com a maior quantidade de propriedades rurais certificadas, em todo o País.

O Paraná Mais Orgânico é desenvolvido por núcleos de Certificação Orgânica, localizados nas sete universidades estaduais paranaenses e no CPRA, vinculado ao Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. O programa conta com recursos financeiros do Fundo Paraná, gerido pela Superintendência da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e apoio do Tecpar.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior confirmou nesta sexta-feira (24) a contratação de 108 novos leitos para o Hospital Universitário de Maringá. O investimento é de R$ 15,3 milhões, sendo R$ 7,8 milhões para custeio para os próximos seis meses e R$ 7,5 milhões em equipamentos, mobília e insumos médicos.

O espaço utilizado para tratamento exclusivo de pacientes da Covid-19 durante a pandemia será a ala da clínica para adultos do HU, que foi erguida para ampliar o atendimento cirúrgico. O projeto original foi finalizado no final de 2018 e contou com recursos de R$ 18 milhões do Governo do Estado. Com os 108 novos leitos, a capacidade do hospital vai praticamente dobrar.

O governador destacou que a contratação tem caráter emergencial para atender pessoas infectadas pelo novo coronavírus, mas que a estrutura e os equipamentos ficarão de maneira definitiva no hospital, atendendo uma demanda de todos os municípios do Noroeste, onde residem cerca de 2 milhões de pessoas.

Ratinho Junior também disse que os novos leitos atendem a estratégia do governo estadual de ampliar o atendimento regionalizado e personalizado para pacientes da Covid-19 nesse primeiro momento, e cuidados específicos e perto da casa das pessoas no pós-pandemia.

“Desde o início dessa crise de saúde pública fizemos um planejamento de contratações para montar uma grande rede. Esse desenho das novas UTIs tem nos dado uma visão da necessidade de cada região. Agora estamos estruturando esses espaços”, afirmou Ratinho Junior. “Não estamos apenas querendo atender as pessoas, mas atender bem, com qualidade, salvando o máximo de vidas para quem precisar de tratamento em estágio mais avançado da doença”.

Ele também destacou que a nova ala do Hospital Universitário de Maringá não tem caráter de hospital de campanha e que nos próximos dias serão contratados servidores por chamamento público para começar a dar vida a esse novo espaço da unidade.

Ratinho Junior explicou que a ideia é que esse processo seja feito de maneira escalonada, conforme o avanço do número de casos. “São investimentos que vão ficar como ativos para Maringá, para a UEM e para todos os municípios da região. Num segundo momento vamos sentar com os diretores de todos os HUs do para fazer um planejamento orçamentário de contratações definitivas”, acrescentou.

ESTRUTURAÇÃO - Os 20 novos leitos de UTI já estão totalmente aptos para uso. Parte dos monitores, ventiladores e respiradores foi repassada pelo governo federal e parte pela Secretaria da Saúde. “Viemos fazer a autorização de recursos para que essas licitações e as atas de registro de preço possam ser cumpridas para adquirir ainda mais equipamentos. É um hospital que une assistência e academia. Vamos atender com carinho e respeito pacientes que pegarem do coronavírus”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

Ele também citou um reforço de leitos de UTI no Noroeste e em regiões próximas, como a ampliação da estrutura do Hospital Municipal de Maringá e do Hospital Metropolitano de Sarandi, além de novos leitos em Paranavaí, Goioerê, Colorado, Campo Mourão, Laranjeiras do Sul, Umuarama, Apucarana, Cianorte, Jacarezinho, Arapongas e Assis Chateaubriand.

Beto Preto disse que todo o Estado está sendo atendido. “Já ampliamos mais de 500 leitos com a estratégia nas estruturas existentes e esse esforço com os hospitais universitários da rede estadual e os três hospitais regionais de Guarapuava, Ivaiporã e Telêmaco Borba será fundamental no combate da Covid-19”, complementou.

NOVA ALA - Segundo a superintendente do HU, Elisabete Kobaiashi, o uso do espaço da clínica de adultos foi solicitado pelo Governo do Estado em janeiro. Desde então o hospital vem realizando adequações e novas instalações. “Corremos contra o tempo, finalizamos a infraestrutura do espaço e agora estamos equipando e mobiliando. Há, inclusive, possibilidade de transformar as enfermarias em novos leitos de UTI. Estamos acompanhando a evolução da doença”, afirmou.

Segundo a médica, o novo espaço vai concentrar os pacientes da Covid-19 de Maringá e região. “Criamos um serviço de triagem com uma barraca na entrada do hospital, para separar pacientes com sintomas respiratórios do pronto-socorro geral. Também formatamos uma unidade de atendimento diferenciada com 4 UTIs e novas enfermarias, nesse primeiro momento. Agora essa estrutura totalmente nova dará mais segurança para os pacientes e profissionais, porque é um lugar mais adequado para suprir a necessidade da região”, acrescentou.

UEM - Júlio Damasceno, reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), destacou que a capacidade atual do Hospital Universitário é de 120 a 130 leitos. Ele também frisou o papel de integração e ciência proposto pelas universidades em situações de emergência em saúde pública. “Temos um hospital cujo pronto-socorro é de porta aberta, com muito fluxo, e precisávamos expandir. Vamos dobrar o número de leitos, e isso vai impactar em toda a região”, destacou.

“Como somos formadores, teremos mais capacidade para formar médicos, enfermeiros, farmacêuticos, e todos aqueles ligados direta e indiretamente”, disse o reitor. “O coronavírus mostrou como é importante o preparo e a história de desenvolvimento das universidades. Não se fazem medicamentos e protocolos de tratamento sem uma rede. Sem isso estaríamos a mercê do acaso”.

Damasceno também citou que foi criada uma rede de pesquisa na UEM para emergência epidemiológica. Esse grupo de profissionais de diversas áreas não tem caráter permanente, mas neste momento estará focado na Covid-19. “Temos técnicos de modelagem matemática e estatística trabalhando para apoiar os nossos gestores nas decisões”.

Segundo o reitor, as áreas de biotecnologia e biologia tentam encontrar outras saídas. “O HU também está habilitado em uma rede nacional para testar medicamentos, para estudos clínicos. Além de testes in vitro”, afirmou Damasceno. “Também criamos um convênio com a prefeitura de Maringá para testagem mais ampla da população, para determinar o comportamento de contaminação e antever as respostas”.

O Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas (Lepac), da UEM, também passará a realizar testes RT-PCR para detectar casos de Covid-19. A universidade e a prefeitura de Maringá fizeram uma parceira para comprar os reagentes necessários para os primeiros mil testes.

UNIÃO - A Associação Comercial de Maringá (ACIM) e o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) também aportaram R$ 1,5 milhão para comprar monitores, respiradores, oxímetros, aparelhos de manutenção vital e suporte para equipamentos de UTI. O investimento global das instituições é de R$ 3 milhões, somando esforços aportados em outras estruturas da saúde.

“É momento de união. O governador é uma liderança que agrega esforços. Essa ala já foi inaugurada duas vezes, com placa de inauguração, mas nunca funcionou porque faltavam equipamentos e servidores”, disse o prefeito de Maringá, Ulisses Maia.

PRESENÇAS - Participaram do anúncio o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona; o superintendente de Esportes, Hélio Wirbiski; os deputados estaduais Evandro Araújo, Soldado Adriano José, Homero Marchese e Dr. Batista; o deputado federal Ricardo Barros; prefeitos de cidades vizinhas e vereadores de Maringá.

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Isolamento social é o melhor modelo de prevenção, diz governador

O governador Ratinho Junior afirmou em Maringá que o isolamento social é a melhor medida de prevenção contra a propagação do novo coronavírus. Ele também citou a transparência na divulgação dos dados epidemiológicos do Estado, o que colocou o Paraná entre os estados do País melhor avaliados pela entidade Open Knowledge, que avalia o controle social e os dados dos governos com relação à pandemia.

“A recomendação ainda é pelo isolamento social, não podemos abrir mão disso. É uma orientação do Governo do Estado, mas também da consciência das pessoas. Não estamos vivendo um momento normal. É uma mudança de hábito, evitar sair de casa para o que não é necessário”, afirmou Ratinho Junior.

Segundo ele, o Governo está fazendo uma medição diária da situação da infecção. “Estamos entre os estados que mais fazem testes na população. Isso tem nos dado um mapeamento um pouco mais preciso da contaminação no Paraná. A única solução para o enfrentamento é o isolamento social”.

O governador afirmou ainda que o Estado já estabeleceu grupos de trabalho com representantes de academias, shoppings e igrejas para criar protocolos e metodologias para a reabertura. Representantes do Ministério Público também foram convidados a participar dessas discussões para estabelecer critérios unificados para todo o Paraná.

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Estudantes e profissionais da área da saúde estão disponíveis 24 horas por dia para tirar as dúvidas dos paranaenses sobre o novo coronavírus. Centrais de atendimento foram instaladas pelo Governo do Estado em sete regiões para esclarecer a população sobre a pandemia da Covid-19, orientar sobre os cuidados necessários e também fazer uma espécie de triagem para quem tem os sintomas da doença. 

Em Curitiba, o trabalho é coordenado pela Ouvidoria Geral de Saúde do Paraná, da Secretaria de Estado da Saúde. Desde o primeiro caso confirmado de Covid-19, em 12 de março, o órgão já atendeu mais de 7 mil ligações, de todo o Estado. No Interior, o atendimento é feito pelas universidades estaduais desde o fim do mês passado.

ESTUDANTES - A Ouvidoria de Saúde ganhou um reforço de 30 estudantes dos últimos períodos de medicina, que se revezam em quatro turnos para tirar as dúvidas que chegam pelos telefones 0800 644 44 14 ou (41) 99117-3500 (só recebe), pelo Whatsapp (41) 3330-4414 ou pelo site www.saude.pr.gov.br, no link da Ouvidoria.

“Nós atendemos desde pessoas que têm dúvidas sobre seu quadro clínico, até aquelas que querem informações sobre as medidas adotadas pelo Estado e as orientações do Ministério da Saúde”, explica o ouvidor-geral de Saúde do Paraná, Yohhan Garcia de Souza.

“As pessoas são orientadas corretamente quando buscar o pronto-atendimento ou quando os sintomas podem ser de outras síndromes respiratórias. Desta forma, são menos pessoas saindo na rua ou indo à Unidade de Saúde, o que pode colocar elas ou os outros em risco”, ressalta.

Estudante do último ano de medicina da Universidade Positivo, Laura Bolleta Marques está entre os bolsistas selecionados para tirar as dúvidas da população. Ela conta que além de contribuir com informações corretas sobre o novo coronavírus, a experiência também está sendo um aprendizado no momento em que as aulas estão suspensas.

“Podemos aplicar o conhecimento que temos da sala de aula para embasar tecnicamente as respostas. Em grande parte do atendimento as pessoas querem informações sobre o ciclo viral ou quais medicamentos tomar”, conta Laura.

“Quanto aos sintomas, nossa orientação é lavar as mãos e fazer o isolamento quando são parecidos com outras síndromes gripais. Em casos de febre que durem mais de 24 horas ou dificuldades grandes para respirar é que orientamos a procurar um serviço hospitalar”, diz.

De acordo com ela, o trabalho também é importante para tranquilizar a população. “Às vezes recebemos ligações em que a pessoa diz que não sabe se o que está sentindo são sintomas de ansiedade ou da Covid-19. Por isso é importante ter esses canais para prestar o melhor atendimento possível, que tranquilize quem está do outro lado da linha”, ressalta.

Quer saber quais são as principais dúvidas tiradas pelas equipes das centrais? Clique AQUI

INTERIOR – As Universidades Estaduais de Londrina (UEL), de Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG), do Centro-Oeste (Unicentro), do Oeste do Paraná (Unioeste) e do Norte do Paraná (UENP) também montaram centrais de atendimento para orientar a população. Professores e alunos atuam em conjunto com as prefeituras e Regionais de Saúde.

No total, foram selecionados 114 atendentes por meio de uma chamada pública aberta em parceria pela Superintendência Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a Secretaria de Estado da Saúde, a Fundação Araucária e as universidades estaduais. A ação faz parte do edital que prevê um investimento de R$ 8 milhões em ações de prevenção e combate ao coronavírus.

CAMPOS GERAIS – Na UEPG, o serviço iniciou na quarta-feira (1), no número 0800 200 4300. A ação acontece em parceria com a Prefeitura de Ponta Grossa e a Fundação Municipal de Saúde. Os estudantes passaram por um treinamento, para alinhar a linguagem e receber orientações sobre as estratégias de atendimento.

“Estamos unidos para trazer as informações mais corretas possíveis para nossa comunidade. Também está sendo um aprendizado para nós”, aponta a secretária municipal de Saúde de Ponta Grossa, Ângela Conceição Oliveira Pompeu.

CENTRO – Em Guarapuava, na região central do Estado, três professores e 12 estudantes do quarto e do quinto anos do curso de Enfermagem da Unicentro começaram no dia 2 de abril os atendimentos em um call center, que vai operar como um complemento à Central de Atendimento para essoas com dúvidas ou sintomas do novo coronavírus instalada pela Prefeitura, que funciona pelo número 0800 642 0019.

O call center foi montado na unidade-escola de Enfermagem, no campus Cedeteg da Unicentro. Para isso, a direção do campus disponibilizou cinco ramais na unidade-escola para atender as ligações.

“Eles atuam de segunda a domingo, fazendo ligações ou retornando os telefonemas de pessoas de Guarapuava que ligaram para a central da prefeitura”, explica a coordenadora institucional do projeto de extensão, professora Alexandra Madureira, do Departamento de Enfermagem. “A partir da listagem do 0800, eles entram em contato para saber se os sintomas passaram, como é que a pessoa está ou para fazer uma nova avaliação. Conforme a situação, eles encaminham para atendimento”, diz.

NORTE PIONEIRO – No Norte Pioneiro do Estado, a UENP iniciou, no começo do mês, uma Central de Informações sobre a doença covid-19. A equipe da UENP é formada por 12 alunos do curso de Enfermagem da instituição, além de três professores orientadores. Os atendimentos são realizados das 8h às 17h de segunda a sexta-feira. A central atende pelo número 0800 645 1525.

A pró-reitora de Extensão e Cultura da Universidade, Simone Cristina Castanho Sabaini de Melo, destaca a importância da ação para o enfrentamento da doença como medida preventiva para a contenção da propagação da covid-19 na região.

“Esta ação remota de atendimento à comunidade contribui para o enfrentamento da covid-19, por meio da orientação às pessoas com dúvidas ou mesmo na triagem de pacientes com suspeita de contaminação para que seja feito o encaminhamento adequado”, diz.

NOROESTE – A Universidade Estadual de Maringá (UEM) criou uma plataforma digital com uma rede de atendimento remoto que tira dúvidas sobre a Covid-19. O portal de Evidências Científicas pode ser acessado pelo link www.cpr.uem.br/index.php/covid-19-evidencias e traz textos de estudantes e professores falando sobre a prevenção, cuidados e combate à pandemia, com informações de artigos científicos ou das orientações da Secretaria da Saúde.

NORTE – Cerca de 20 bolsistas e voluntários participam do projeto UEL pela Vida, contra o Coronavírus, que leva informações e apoio à população por meio de call center. Uma equipe de cinco profissionais e estudantes da área de saúde faz o atendimento pelo número 0800 400 1234.

Os extensionistas trabalham em turnos, com retaguarda da equipe da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina. O Disque Corona funciona das 7 às 22 horas (de segunda a sexta-feira) e das 8 às 17 horas (nos finais de semana).

OESTE – Para atender à região Oeste, a Unioeste instalou duas linhas telefônicas, uma na cidade de Cascavel, que funciona no 0800 200 4501, e outra em Foz do Iguaçu, pelo número 0800 200 4502.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:

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O Programa de Apoio Institucional para Ações de Prevenção e Cuidados diante da Pandemia do Novo Coronavírus, lançado pela Fundação Araucária e pela Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, já selecionou 510 bolsistas para atuar no Estado. Foram abertas 1.064 vagas e o investimento soma R$ 8 milhões.

São profissionais de saúde, estudantes de diferentes cursos da área e coordenadores de projetos das sete universidades estaduais e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Eles foram selecionados por meio de um edital, que já está na terceira chamada.

Trata-se de um importante reforço para atendimentos em call centers, para atuação nas divisas do Estado, nas Regionais de Saúde do Paraná, no Laboratório Central do Estado (Lacen), no Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) e no Departamento Penitenciário do Estado (Depen). As atividades de extensão têm a supervisão da Secretaria de Estado da Saúde.

BOLSISTAS – Dos bolsistas já selecionados, 114 atuam nas centrais de informações – atendimento telefônico e por meios digitais à população, esclarecendo dúvidas e dando orientações relacionadas à prevenção, cuidados e combate à pandemia do novo coronavírus no Estado.

Na atenção às divisas rodoviárias do Estado, são 23 enfermeiros, 25 técnicos de enfermagem e 23 acadêmicos de enfermagem, com ações voltadas ao monitoramento da entrada e da saída de pessoas. O monitoramento é feito nos postos de atendimento da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

Junto às Regionais de Saúde – ação extensionista de atendimento à população em unidades de saúde, hospitais e outros estabelecimentos da área – são 130 enfermeiros, 108 técnicos de enfermagem e 22 médicos.

No Laboratório Central do Estado (Lacen/PR) e no Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Paraná (CIEVS/PR), 17 bolsistas trabalham no apoio a demandas destas unidades, com a coordenação da Universidade Federal do Paraná (UFPR). No Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) são mais 18 bolsistas. A supervisão de todos os trabalhos das sete universidades estaduais e da UFPR é feita por 30 coordenadores de projetos.

INSCRIÇÕES - As inscrições para participar do programa estão abertas até 13 de abril por este link e o envio da documentação é todo online. O critério de escolha dos bolsistas será por ordem cronológica de inscrição. Para acessar o edital completo, clique AQUI.

ITAIPU - O Governo do Estado também vai firmar um convênio com a Itaipu Binacional para ampliar a contratação de estudantes da área da saúde. O governo e a Itaipu vão disponibilizar, cada um, R$ 4 milhões para contratação direta de 733 bolsistas em caráter emergencial, que serão chamados em um novo edital. Leia matéria completa AQUI.

Atuação das universidades por Regional de saúde

1ª Paranaguá – UEPG

2º Curitiba e RMC – UEPG

3ª Ponta Grossa – UEPG

4ª Irati – Unicentro

6ª União da Vitória- Unicentro

5ª Guarapuava – Unicentro

7ª Pato Branco Unioeste

8ª Francisco Beltrão- Unioeste

9ª Foz do Iguaçu – Unioeste

10ª Cascavel – Unioeste

11ª Campo Mourão- Unespar

12ª Umuarama – UEM

13ª Cianorte – UEM

14ª Paranavaí – Unespar

15ª Maringá – UEM

16ª Apucarana – UEL

17ª Londrina – UEL

18ª Cornélio Procópio – UENP

19ª Jacarezinho – UENP

20ª Toledo – Unioeste

21ª Telêmaco Borba – UEPG

22ª Ivaiporã - UEM

http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=106475&tit=Mais-de-500-bolsistas-reforcam-o-combate-ao-coronavirus-no-Estado

 

O Governo do Estado lançou nos últimos três dias mais uma série de medidas para conter os avanços do novo coronavírus (Covid-19) no Paraná e acelerar a resposta da administração pública diante dos reflexos econômicos da pandemia. Entre as iniciativas estão acelerar a entrega de novos hospitais, estimular o apoio aos caminhoneiros e diminuir os preços dos medicamentos.

Elas se somam a inúmeras outras medidas adotadas desde o começo do ano e intensificadas nas últimas semanas diante do aumento de casos da doença.

MEDIDAS DE GOVERNO

Reuniões estratégicas

Os governadores do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) se reuniram na quinta-feira (2) para debater questões de saúde e impactos econômicos provocados pela pandemia. Em carta encaminhada para a União, os governadores do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo mostraram preocupação com a abrupta queda de arrecadação. Eles pediram a recomposição de perdas de outras receitas além do Fundo de Participação dos Estados (FPE) ou Fundo de Participação dos Municípios (FPM); a suspensão dos pagamentos de dívida com a União também por 12 meses; e outras medidas.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior também se reuniu com um grupo de infectologistas de alguns dos principais hospitais de referência de Curitiba. O encontro serviu para analisar o momento atual de enfrentamento ao coronavírus no Paraná e alinhar estratégias para as próximas semanas. A ideia é tornar periódica a reunião com especialistas, com projeção de diversos cenários e perspectivas.

A administração estadual e a Compagas estão buscando junto à Petrobras um acordo comercial para reduzir os impactos da crise.

Novos hospitais

O Governo do Estado vai agilizar a conclusão de três hospitais regionais como forma de ampliar a força-tarefa para o enfrentamento ao coronavírus. Os complexos de Telêmaco Borba (Campos Gerais), Guarapuava (Centro) e Ivaiporã (Vale do Ivaí) serão entregues antes do prazo estipulado inicialmente, que era dezembro. Ao mesmo tempo, o Paraná prepara 317 novos leitos de UTI em todas as regiões.

Universidades com testes

Cinco instituições estaduais de ensino superior deram início ao processo de credenciamento junto ao Sistema Nacional de Laboratórios de Saúde Pública (Sislab) para realização de exames para identificação do coronavírus. Juntas, as universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG), do Centro-Oeste (Unicentro) e do Oeste do Paraná (Unioeste) terão capacidade instalada de avaliar até 700 amostras por dia. É um reforço importante para o mapeamento dos casos no Estado.

Com potencial humano e de infraestrutura, as instituições estaduais de ensino superior também têm atuado intensamente na pesquisa da Covid-19. Segundo dados da Web Of Science, divulgados pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo), a Universidade Estadual de Londrina (UEL) está entre as três universidades brasileiras com o maior número de publicações sobre o coronavírus do Brasil.

Remédios mais baratos

Dois decretos assinados nesta semana promoveram mudanças tributárias no setor de medicamentos. Os objetivos são diminuir o volume de impostos no começo da cadeia de distribuição, o que viabiliza redução dos preços nas farmácias (varejo), e ajustar regras de recolhimento dos impostos.

4,1 mil testes no Lacen

O Laboratório Central do Estado (Lacen-PR), em São José dos Pinhais, atingiu a marca de 4,1 mil testes de Covid-19. São 600 por dia desde que a estrutura foi reforçada. O boletim epidemiológico originado a partir das constatações dos testes baliza as políticas públicas de saúde do Governo, como o isolamento social, e serve como um termômetro da circulação viral. O governador Carlos Massa Ratinho Junior esteve no local na quarta-feira (1º).

Apoio aos caminhoneiros

O Governo do Estado disponibilizou na página do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) uma lista de estabelecimentos comerciais em funcionamento no entorno das principais rodovias. São postos de combustíveis, restaurantes e borracharias que atendem caminhoneiros e condutores que, mesmo neste período de pandemia, seguem viagem pelos corredores de transporte de carga que cruzam o Estado.

Confecção de máscaras

O Governo do Estado começou a distribuir as primeiras máscaras cirúrgicas produzida pelo Complexo do Hospital do Trabalhador (CHT), a Polícia Militar do Paraná (PM-PR) e a Defesa Civil. O lote inicial (mil peças) ajudou a abastecer os profissionais dos hospitais que formam o complexo: o Hospital do Trabalhador, o Centro Hospitalar de Reabilitação (CHR), o Centro de Atendimento Integral ao Fissurado Lábio Palatal (Caif), o Centro Regional de Especialidades Kennedy, que está sendo transformado em Ambulatório Médico de Especialidades (AME).

Doação na segurança

A Polícia Civil doou 1,4 mil embalagens provenientes de frascos de álcool em gel irregulares apreendidos na Capital e na Região Metropolitana de Curitiba para a Universidade Federal do Paraná (UFPR). O material servirá para envasar o produto que está sendo produzido por professores e estudantes universitários.

Produção de álcool em gel

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) iniciou na sexta-feira (03) a distribuição do álcool antisséptico que passou a produzir para o Governo do Estado. A primeira remessa, com mil litros do produto, foi transportada pela Coordenadoria Estadual da Defesa Civil para a Secretaria da Saúde.

MEDIDAS DA SAÚDE

Sentinelas

A Secretaria da Saúde implantou 13 novas unidades sentinelas. Há 63 em todo o Estado se somadas as unidades de síndromes gripais e as de síndromes respiratórias agudas graves. Esse monitoramento semanal com a coleta de material genético em pessoas de todas as regiões do Paraná permite quadro detalhado da circulação viral.

Mais laboratórios habilitados

A Secretaria de Estado da Saúde habilitou mais quatro laboratórios para ajudar o Lacen na validação dos testes de casos suspeitos do novo coronavírus. Três são privados – Hermes Pardini (MG), Fleury (SP) e Rede D'Or (RJ) –, e um é público, o do Hospital de Clínicas do Paraná. Eles se juntam a outros quatro já integrados à rede estadual: Genoprimer e Unimed, em Curitiba; Sabin, em Brasília, e Dasa, em São Paulo.

MEDIDAS DA SOCIEDADE CIVIL

R$ 2,5 milhões no Litoral

A comunidade portuária que atua nos portos do Paraná vai comprar equipamentos e insumos médicos para ajudar no tratamento de pacientes da Covid-19 no Litoral. São R$ 2,5 milhões arrecadados para equipar o Hospital Regional, referência no atendimento de moradores dos sete municípios da região. A doação vem de 30 empresas, sindicatos, cooperativas e outros órgãos. 

Parceria com a Renault

A Renault do Brasil e sua rede de concessionárias farão, gratuitamente, a recuperação e manutenção de ambulâncias do Siate. O serviço do Corpo de Bombeiros, que é voltado ao atendimento de traumas de emergência, também poderá ser destacado para o deslocamento de pacientes emergenciais da Covid-19. A montadora fará a recuperação de 11 veículos que estão fora de operação, além da manutenção de outras 23 ambulâncias.

QUADRO GERAL

Boas notícias

Conheça algumas histórias dos paranaenses que se recuperaram da doença. Mesmo com a atenção do mundo voltada para os casos mais extremados, a maior parte dos diagnósticos para a Covid-19 não evolui para quadros mais graves. Os relatos mostram como os sintomas podem variar para cada paciente. Eles deixaram um alerta importante: enfrentar a doença é barra pesada. E reforçaram a necessidade de isolamento social.

Bolsistas em ação

O Paraná contratou mais de mil profissionais com bolsas temporárias para atuar no combate ao novo coronavírus. Eles já começaram a atuar sob supervisão da Secretaria da Saúde auxiliando no atendimento em centrais de informações, nas divisas rodoviárias, nas unidades de saúde, hospitais e outros estabelecimentos da área, junto ao Lacen e ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs). Nesse texto, eles relatam a emoção de participar dessa luta coletiva.

A Superintendência Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a Secretaria da Saúde e a Fundação Araucária lançaram na sexta-feira (3) mais um edital.

Raio-x

Até quinta-feira (2), quando o Estado passou a marca de 250 casos confirmados, um balanço da Secretaria de Estado da Saúde apontou que a faixa etária entre 20 e 59 anos é a mais impactada pela doença. O levantamento mostra ainda que, desde a divulgação do primeiro boletim, os homens se posicionam como mais atingidos do que as mulheres, ainda que a diferença seja bem estreita.

OUTRAS MEDIDAS

AQUI, sobre o pacto econômico de R$ 1 bilhão, cadastro de voluntários e garantias de emprego nas terceirizadas.

AQUI, sobre o pacote social de R$ 400 milhões, uso de aeronaves no transporte de exames e suspensão de cobranças de dívidas com a União.

AQUI, sobre laboratórios credenciados e calamidade pública.

AQUI, sobre redução de jornada dos servidores, licença especial e distribuição de merendas.

AQUI, sobre suspensão de aulas.

http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=106467&tit=Governo-adota-mais-medidas-para-combate-ao-coronavirus-e-reducao-de-impactos

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