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Ter, Out

Multa foi aplicada pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), do Ministério da Ciência e Tecnologia. Caso foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) em 2011.

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi multada em R$ 10 mil por ter utilizado cães da raça beagle em pesquisas do curso de odontologia. A multa foi aplicada pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), do Ministério da Ciência e Tecnologia. A decisão é de segunda-feira (2).

A situação de maus-tratos contra os animais foi denunciada ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) em 2011 por meio de um abaixo-assinado com cerca de seis mil assinaturas.

Na época, o MP-PR declarou que os animais eram mantidos em condições precárias de higiene e utilizados em experimentos odontológicos dolorosos, sem anestesia adequada.

A promotoria ainda declarou que a situação de maus-tratos aos animais é visível e que no local onde os cães ficavam havia medicamentos vencidos, e agulhas e seringas contaminadas eram reutilizadas. Na época, o MP-PR ainda declarou que os cães eram sacrificados com overdose de anestésico e as carcaças eram incineradas.

No mesmo mês, a Justiça determinou a suspensão dos experimentos realizados com cães. Em julho de 2012, uma decisão judicial determinou que seis cães da raça beagle e três vira-latas fossem libertados do canil da universidade.

O pró-reitor de Pesquisa da UEM Clóvis Jobim, informou que a universidade ainda deve analisar essa decisão cabe recurso, e disse que o curso de odontologia não usa mais cães em pesquisa.

O pró-reitor informou que ainda existem pesquisas com cães na universidade, mas no departamento de Zootecnia, com o uso de animais de outras instituições parceiras da universidade.

Até 2011, beagles eram utilizados em experimentos do curso de odontologia na UEM — Foto: Reprodução/RPC
https://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2019/09/04/uem-e-multada-em-r-10-mil-por-ter-utilizado-caes-da-raca-beagle-em-pesquisas-do-curso-de-odontologia.ghtml

Medida era espécie de alerta para cobrar melhoras condições na unidade.
Principal pedido era o aumento de vagas em alas além do pronto-socorro.

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM) suspendeu a "interdição ética" do pronto-atendimento do Hospital Universitário de Maringá, no norte do Paraná, após vistoria realizada nesta quinta-feira (2).

A medida era uma espécie de alerta para cobrar melhores condições de trabalho e de atendimento no local, e foi baixada em dezembro de 2015, com prazo estipulado de 180 dias para readequação.

Entre os pedidos, estavam melhorias em outras alas, como a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o centro cirúrgico, para evitar que pacientes fiquem em macas pelos corredores do PA (o que ainda ocorre, em menor escala).

Além disso, o aumento no número de leitos também foi solicitado - o que, segundo a direção do hospital, já foi providenciado. No fim do ano passado, eram 123; agora, são 150, diz o HU.

Os conselheiros que visitaram o hospital, nesta quinta-feira, consideraram que houve melhora e, portanto, a interdição ética poderia cair. A suspensão, contudo, ainda depende de aprovação em plenária a ser feita no dia 6 de julho.

Outros cem novos leitos estão em construção, de acordo com o superintendente do HU, Maurício Chaves Junior. As obras devem terminar no fim de 2017.

"Aí sim [com a conclusão das obras], nós estaríamos com a capacidade de 250 leitos no hospital e aqueles pacientes que estão no pronto-socorro, aguardando internamento, terão os leitos de retaguarda disponíveis", diz Chaves.

O HU também vai ganhar mais 138 servidores, conforme a direção. Entre eles, 23 são médicos. Eles já foram convocados e têm 30 dias para se apresentar ao hospital.

http://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2016/06/conselho-suspende-interdicao-etica-do-hospital-universitario-de-maringa.html

 

 

 

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