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Foto: Sinteemar

Os servidores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) decidiram cruzar os braços e aderir a mobilização geral dos servidores do Paraná na próxima segunda-feira (29). A paralisação foi aprovada após assembleia do Sinteemar (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá) na noite de terça-feira (23). A motivação é a mesma das demais categorias: a defasagem de 16,24% dos salários devido a falta de reajuste inflacionário desde 2016 e a afirmação do governador Ratinho Júnior de que os servidores não terão reajuste salarial em 2019.

O presidente do Sinteemar, José Maria Marques critica o governador Ratinho Junior (PSD) que, segundo ele, não cumpriu a promessa de campanha eleitoral, que era reunir as entidades sindicais e fazer um planejamento de reajuste para os próximos quatro anos. “O que a gente quer é que o governo cumpra com a palavra dele durante a campanha ou a política dele vai ser a mesma do Beto Richa? Se a política desse governo vai ser a mesma, os trabalhadores vão mostrar que estão mobilizados”, declarou.

Segundo o Sinteemar, dois ônibus com servidores devem sair de Maringá com sentido para Curitiba. A manifestação dos servidores acontece na Praça Nossa Senhora de Salete, em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo, e da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

Em nota, a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior garantiu que “a UEM mantém o calendário acadêmico” e que “a paralisação é uma decisão sindical que a universidade respeita. Bem como a decisão pessoal de cada servidor em aderir. No entanto, o calendário acadêmico será mantido.”

Professores

A paralisação dos professores está marcada para ocorrer no dia 29 de abril, data que marca o confronto entre professores e policiais militares na Praça Nossa Senhora da Salete, em frente à Assembleia Legislativa e o Palácio Iguaçu, em 2015. “Vamos fazer essa paralisação esperando respostas do governo estadual. É um governo novo que tem que responder pelo presente e também pelo passado”, disse a professora Marlei Fernandes, vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

Agentes penitenciários

A categoria se reuniu na última semana em frente ao Palácio Iguaçu e pediram melhores condições de trabalho nos presídios paranaenses e o reajuste salarial. Na assembleia foi definido a paralisação no dia 29 de abril. Os servidores entoaram o grito “se o governo não pagar, o sistema vai parar” durante o ato.

De acordo com o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), desde 2010, o número de presos nas penitenciárias do Paraná subiu de 14 mil para 21 mil, enquanto o número de agentes caiu. Das 4.131 vagas na carreira de agentes, atualmente, apenas 3.098 estão ocupadas. Além disso, para atender a demanda, há a necessidade de mais 6.400 vagas na carreira de agente penitenciário, segundo estimativas do próprio Departamento Penitenciário do Paraná (Depen).

https://paranaportal.uol.com.br/politica/servidores-da-uem-definem-paralisacao-no-dia-29-de-abril/