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Qua, Ago

Foto foi rabiscada com a frase "lésbica foi um mal exemplo"

Foto da vereadora Marielle Franco é alvo de vandalismo na UEM (Reprodução/Facebook/Neiab/UEM)

Foto da vereadora Marielle Franco é alvo de vandalismo na UEM (Reprodução/Facebook/Neiab/UEM)

Uma exposição intitulada "As várias formas de genocídio da mulher negra – Com Homenagem a Marielle Franco”, montada na Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá (UEM), na região Norte do Paraná, foi alvo de vandalismo. Uma foto onde aparece o rosto da vereadora carioca foi rabiscada com uma frase preconceituosa.

Exposição mulheres negras

Na foto, é possível ver escrito em vermelho a frase "lésbica foi um mal exemplo". No local há câmeras de segurança e o Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afro Brasileiros (Neiab), que promove a exposição, promete identificar e levar o responsável as autoridades. 

Pelo facebook, o Neiab disse que há “mensagens depreciativas, ou seja, exalando racismo e LGBTfobia”. A exposição teve início no dia 23 de julho e fica aberta ao público até 30 de julho. Ao todo, 21 fotos de mulheres negras assassinadas foram expostas.

Marielle Franco foi assassinada em março de 2018, no Rio de Janeiro, quando voltava de um evento junto com o motorista Anderson Gomes. Até o momento, duas pessoas foram presas pela Polícia Civil suspeitas de participar do crime.

https://pr.ricmais.com.br/dia-a-dia/noticias/marielle-franco-foto-sofre-vandalismo-em-exposicao-no-parana

 

*Com informações do repórter Fábio Guillen, da RICTV Maringá e R7 Alunas da Universidade Estadual de Maringá protestaram na manhã desta quarta-feira (28) pela decisão da reitoria em não afastar um dos professores acusados de abuso sexual na instituição. O repórter Fábio Guillen, da RICTV Maringá, foi até o local conferir as reivindicações:   Alguns cartazes foram produzidos pelos alunos e armam que dar em cima das alunas não é normal. Outro diz que “meio” assédio não existe. As primeiras denúncias de assédio sexual e moral na universidade surgiram em 2014. Com o grande uxo de denúncias, um processo administrativo contra dois professores foi aberto em outubro de 2016. Nele, professores do Departamento de História são investigados por suspeita de assédio sexual. No início de março, durante uma colação de grau, estudantes do curso protestaram com cartazes denunciando mais uma vez os abusos. Algumas faixas continham os dizeres: “Lugar de professor abusador é na rua” em outro “Dar em cima das alunas não é normal, é assédio”, demonstrando a indignação das alunas. Os professores investigados foram punidos nesta terça-feira (27) com repreensão e suspensão por assédio sexual, conforme portaria. Um dos docentes sofreu uma falta disciplinar de natureza leve e outro suspensão de 90 dias, sem remuneração. O reitor da UEM, Mauro Baesso, e responsável pela denição das sanções, acatou parcialmente o relatório nal. Na portaria arma-se que o reitor entendeu que as sanções sugeridas “não guardam proporcionalidade com as natureza foram comprovadas todas as condutas apontadas no relatório. A assessoria de imprensa da Universidade Estadual de Maringá foi procurada, mas ainda não havia se manifestado até a publicação dessa matéria. Leia também: Trio bate carro depois de fugir da delegacia de Nova Esperança Jovens são perseguidos por BMW e capotam carro no Contorno Norte Dono de lava car é morto e suspeita é disputa por território na RMC .

https://noticias.r7.com/ric-mais/alunas-protestam-contra-decisao-de-universidade-em-nao-afastar-professor-28032018

 

Estudantes ergueram faixas contra assédio de professores em colação de grau; para advogado de um dos acusados, protesto quer pressionar reitoria

Alunas protestam durante colação de grau em Maringá

Durante a colação de grau dos estudantes do curso de história da Universidade Estadual de Maringá (UEM), no norte do Paraná, cartazes com frases de protestos erguidos por alunas chamaram a atenção do público presente em uma colação de grau, na sexta-feira (9), para um problema grave, porém, ainda velado em instituições de ensino: o assédio de professores contra alunos.

 

Diante de professores, diretores e familiares, alunas do curso e de outras disciplinas seguravam faixas com os dizeres: “Lugar de professor abusador é na rua” e “Dar em cima de alunas não é normal, é assédio”. “Nossos pais estavam ali e ficaram chocados. Foi muito importante para nossas famílias ficarem sabendo”, diz Ana*, estudante de história.

Um em cada cinco brasileiros já sofreu assédio sexual

Segundo ela, os familiares pediram respeito aos filhos durante a manifestação. “Temos medo de retaliação e vergonha, mas encontramos na colação nossa oportunidade de dar um grito contra o assédio”, afirma.

Apesar disso, ainda é grande o número de alunos que prefere não aderir a manifestações como essas.

Denúncias de assédio

As primeiras denúncias surgiram em 2014. “Começamos a perceber comportamentos estranhos em alguns professores”, afirma Ana. “No fim do ano, uma das colegas contou que um professor ofereceu a ela uma oportunidade trabalhar com ele em um projeto e sugeriu que se encontrassem em um motel para conversar.”

 

"Muitas piadas começavam na sala de aula, como: 'se você vier com shorts mais curto, a prova pode ser mais fácil'", lembra Juliana, nome fictício, 23

Naquele ano, Ana afirma que por serem novos na turma não tinham noção do que se classificava como assédio. “Muitas piadas começavam na sala de aula, como: 'se você vier com shorts mais curto, a prova pode ser mais fácil'”, lembra Juliana*, 23 anos. “Também eram prometidas bolsas de estudos em troca de favores sexuais”, diz ela. Além disso, as alunas afirmam que os supostos professores assediadores estabeleciam contato por meio de conversas em redes sociais.

A diferença entre flerte e assédio sexual

Segundo outro relato, um dos professores acusados chegou a ir em uma festa organizada por alunos e, após oferecer carona para a estudante, teria a assediado. “No meu caso, minhas colegas ajudaram a perceber que quando íamos apresentar seminário, esse professor se sentava na frente e lançava olhares provocativos sobre mim. Me sentia desconfortável”, lembra Ana.

Com o passar do tempo, os relatos foram encaminhados à Ouvidoria da Universidade Estadual de Maringá. “Demos apoio e incentivamos as meninas a procurarem os caminhos pa

 

De acordo com a UEM, em 2016, foi montada uma Comissão Processante para apurar as denúncias. Em dezembro, o relatório final  chegou às mãos do reitor.

São quatro volumes com aproximadamente 70 páginas.

Questionada pelo R7, a instituição afirmou que o processo administrativo envolve honra dos envolvidos e por isso a Procuradoria Jurídica da universidade sugeriu tramitação reservada.

Por que a mulher brasileira ainda sofre tanto assédio sexual?

“No caso do processo administrativo que investiga fatos relativos à denúncia de assédio por professores, a PJU recomendou, para resguardar direitos, que o processo mantenha tramitação reservada até o esgotamento da via recursal no âmbito administrativo”, afirmou em nota.

Após a divulgação do parecer pelo reitor Mauro Luciano Baesso, que pode acolher integralmente, parcialmente ou não acolher as denúncias, ainda cabe recurso.

Outro lado

Como a sentença ainda não foi proferida, um dos professores acusados afirmou que não poderia se pronunciar. Mas, segundo o advogado Bruno Gimenes, que faz a defesa do acusado, “o que se chama de assédio é, na verdade, um apelido que se dá aos fatos que narraram”.

“O que se chama de assédio é, na verdade, um apelido que se dá aos fatos que narraram”

Bruno Gimenes, advogado de um dos professores

Segundo ele, o processo se refere a dois depoimentos: um suposto convite para orientações acadêmicas em um motel e outro convite para sair envolvendo uma aluna e sua mãe. No primeiro caso, Gimenes diz que havia uma conversa online entre aluno e professor, na qual a aluna expressou “certas intimidades e houve um galanteio”.

De acordo com o advogado, para caracterizar assédio, teria que ter uma espécie de extorsão. “Porém, toda a conversa foi consentida.” Na outra acusação, segundo o advogado, o aluno que testemunhou está sendo investigado por falso testemunho. “Ele é um desafeto do professor”, diz Gimenes.

“Essas pessoas que andam fazendo protesto querem pressionar o reitor para obter um posicionamento favorável. Por trás disso, há um conflito político. De um lado, os professores acusados, e de outro, alunas, que estão sendo usadas”, diz ele.

A universidade informou ao R7 que a Procuradoria Jurídica prepara o parecer que deve ser anunciado pelo reitor em até dois dias.

* Para proteger a identidade, vítimas tiveram nomes alterados pela reportagem

https://noticias.r7.com/alunas-protestam-contra-assedio-de-professores-em-maringa-14032018

Servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e da Universidade Estadual de Maringá (UEM), ambas no norte do Paraná, podem ficar sem salário de janeiro porque as instituições não aderiram ao sistema Meta4, segundo o Governo do Paraná. O novo sistema gerencia a folha de pagamento dos órgãos públicos do Estado, mas as universidades mostram resistência por acreditarem que irão perder autonomia. Cerca de 10 mil pessoas serão afetadas. As reitorias das universidades não vão se manifestar sobre o assunto neste momento, segundo assessorias. Leia também: Confira a lista de aprovados no vestibular da UEL Governo anuncia R$ 406 milhões para ensino médio em tempo integral Inscrições para o ProUni começam dia 6 de fevereiro.

https://noticias.r7.com/ric-mais/servidores-de-universidades-podem-ficar-sem-salarios-no-norte-do-parana-24012018

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