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Cerca de 80 profissionais da educação participam até quarta-feira (27) de curso para integrar o Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar (Sareh), da Secretaria de Estado da Educação do Paraná.

“Um dos desafios é continuar capacitando profissionais para dar apoio às crianças, jovens, adultos e idosos que se encontram sem condições de ir para a escola, e o outro é encontrar formas para abranger toda a rede hospitalar do Paraná”, disse a secretária da Educação, Yvelise Arco-Verde.

De acordo com a secretária, a política pública do Estado prioriza o direito à educação para todos, inclusive das minorias. “As crianças ou adultos hospitalizados não podem ser deixados de lado, assim como os povos indígenas, os quilombolas e os que vivem em ilhas ou em acampamentos”, disse.

O Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar tem como objetivo proporcionar aos educandos a continuidade do processo de escolarização, a inserção ou reinserção em seu ambiente escolar. Implantado em junho de 2007, os atendimentos são realizados em parceria com a Secretaria da Saúde e com a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Os estudantes são atendidos na Associação de Apoio à Criança com Neoplasia (Apacn) e nos hospitais Pequeno Príncipe, de Clínicas, do Trabalhador, Erasto Gaertner, Evangélico, Universitário de Maringá e Universitário Regional do Norte do Paraná, em Londrina.

A diretora do Departamento de Políticas e Programas Educacionais da Secretaria, professora Fátima Ikiko Yokohama, enfatizou a importância da formação do educador que atua no ambiente hospitalar. “Como é uma realidade diferente do dia-a-dia da sala de aula, estamos investindo para subsidiar o trabalho dos professores que acompanham os estudantes nos hospitais”, disse.

Célia Meiri Wiczneski Julio, responsável pelo programa na Secretária da Educação e pedagoga no Hospital do Trabalhador, explicou que a primeira ação é fazer o diagnóstico pedagógico do paciente - todos os dados escolares e as disciplinas em que o aluno tem dificuldade são mapeados.

Para a pedagoga Marisa Destéfani Alves, que atua no Hospital Evangélico, os alunos internados ficam preocupados por não comparecer às aulas. “No Evangélico temos os pacientes de longo período de internação, como os queimados, que recebem suporte pedagógico individualizado”, explicou. “O que mais gratifica é a satisfação e o retorno que a família do paciente transmite aos professores”, disse.