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Seg, Jun

UEM, UEPG e Unioeste amanheceram com os portões fechados. Em Curitiba, 10% das escolas municipais aderiram à paralisação, de acordo com a prefeitura.

MARINGÁ, 9h30: Portões da UEM ficaram fechados na manhã desta sexta-feira (14) — Foto: Solange Riuzim/RPC

Universidades e escolas do Paraná tiveram paralisações parciais nesta sexta-feira (14), em adesão a uma greve nacional contra a reforma da previdência e aos cortes na educação.

As aulas foram suspensas na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em Foz do Iguaçu e Cascavel, na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Em Paranavaí, as atividades no Instituto Federal do Paraná (IFPR) também foram paralisadas.

Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), maior instituição de ensino superior do estado, as atividades estão funcionando normalmente, de acordo com a universidade.

FOZ DO IGUAÇU, 7h30: Faixas contra a reforma da previdência foram instaladas na entrada da Unioeste — Foto: Reprodução/RPC

Escolas

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP-Sindicato), cerca de 60% dos professores das escolas estaduais aderiram à greve, com paralisação total ou parcial em 80% das 2,2 mil escolas do Paraná.

Segundo a Secretaria Estadual de Educação (Seed), 14% das 2.143 das escolas estaduais tiveram paralisação total ou parcial, com 6 mil ausências de funcionários registradas.

Em Curitiba, de acordo com a prefeitura, cerca de 10% das escolas da rede municipal aderiram à paralisação. "Nesta manhã, são 39 escolas e cinco CMEIs com atividades paralisadas, entre as 406 unidades da rede municipal de ensino", informou a prefeitura.

No entanto, de acordo com o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) 92 escolas registraram falta de funcionários e tiveram que suspender as atividades hoje.

Nas redes sociais, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, afirmou que "servidores faltosos serão descontados".

Também foram registradas paralisações em outras cidades. A Secretaria de Educação de Cascavel informou que, até as 10h, 41 das 47 escolas dispensaram os alunos.

Transporte público tem paralisação em cidades do Paraná

Em Foz do Iguaçu, as atividades foram suspensas em 38 escolas municipais e em 32 centros de educação infantil (CMEIs).

https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2019/06/14/greve-paralisa-atividades-em-parte-das-universidades-e-escolas-do-parana.ghtml

Professores da UEL, UEM e IFPR em Paranavaí aderiram a paralisação nacional. Ônibus do transporte público de Londrina e Maringá não funcionaram no início da manhã desta sexta-feira (14).

Manifestantes protestam na região central de Londrina — Foto: Alberto D'Angele/RPC

As Universidades Estaduais de Londrina e Maringá, no norte do Paraná, e o Instituto Federal do Paraná em Paranavaí, na região noroeste, estão funcionando parcialmente nesta sexta-feira (14). Por causa do protesto nacional contra a reforma da previdência, não há aulas nas três universidades.

Há manifestações contrárias a proposta desde o início da manhã em Londrina, Maringá, Paranavaí e Umuarama, no noroeste do estado. Sindicalistas e estudantes realizaram passeatas nas quatro cidades.

Londrina

Logo cedo, por volta das 5h, a garagem da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) foi bloqueada e nenhum ônibus deixou o local. Por volta das 9h30, o serviço foi normalizado e a frota de 430 veículos voltou a circular normalmente.

Os veículos da outra empresa concessionária do serviço, Londrisul, responsável por 15% das linhas, rodaram normalmente, não houve bloqueio na empresa

Mais de 150 mil pessoas usam, por dia, o transporte coletivo em Londrina.

Após o retorno do transporte coletivo, sindicalistas e pessoas ligadas a movimentos sociais fecharam um trecho da Avenida Leste-Oeste, no centro, em protesto. Como o local fica em frente ao Terminal Central, alguns ônibus não conseguiram sair ou entrar para pegar passageiros.

Agências bancárias que ficam na região central também estão fechadas, apenas os serviços de autoatendimento estão funcionando.

Na Universidade Estadual de Londrina (UEL) não há aulas e o Restaurante Universitário não está funcionando. O ambulatório do Hospital de Clínicas funciona parcialmente. Os serviços administrativos não foram afetados pela paralisação.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Municipais, os funcionários públicos não aderiram a paralisação. No entanto, oito servidores não compareceram ao trabalho em uma Unidade Básica de Saúde e não há aulas em três escolas municipais.

Conforme a prefeitura, na unidade de saúde foi suspensa a coleta de sangue.

Maringá

Os ônibus que atendem o transporte público não funcionaram no início da manhã. Por volta das 10h, os 120 veículos que atendem linhas dos bairros voltaram a rodar normalmente. Conforme o sindicato dos trabalhadores, 45 veículos não estavam funcionando no horário.

Manifestantes também realizaram um protesto na região de Maringá, na frente do Terminal Central. O trânsito no local ficou congestionado durante a manifestação.

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) amanheceu com os portões fechados, tanto no campus de Maringá quanto em Umuarama. Não há aulas e o Restaurante Universitário também está fechado.

Os colégios municipais e estaduais estão funcionando normalmente.

Noroeste

Em Paranavaí, um protesto reunindo sindicalistas e estudantes foi realizado por volta das 9h, na Rua Getúlio Vargas. O campus do Instituto Federal do Paraná (IFPR) não funcionou e não há aulas nesta sexta-feira.

Algumas escolas estaduais estão funcionando parcialmente na cidade, há professores que decidiram aderir à paralisação.

Já em Umuarama, além de não ter aulas na UEM, estudantes, sindicalistas e pessoas ligadas a movimentos sociais fizeram um protesto na região central da cidade.

https://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2019/06/14/universidades-do-norte-e-noroeste-do-parana-amanhecem-sem-aulas-em-dia-de-manifestacao.ghtml

Entre as 17, três são do Hospital Universitário (HU). Governo diz que, por enquanto, vai liberar parte do recurso necessário.

A Universidade Estadual de Maringá (UEM), no norte do Paraná, tem 17 obras paradas, três delas ficam no Hospital Universitário (HU). Segundo a universidade, algumas delas estão paradas há dez anos e para retomá-las é necessário R$ 52,5 milhões.

Uma dessas obras abrigaria a Casa do Estudante. O prédio ficou só na estrutura e não há prazo para a conclusão. Algumas estão em fase de acabamento, como o bloco de Ciência Contábeis.

No HU, estão paradas as obras para uma central de resíduos, um centro de operações e o centro de cirúrgico, com previsão de abertura de cinco salas de cirurgia. Conforme a universidade, são necessários R$ 11 milhões para elas serem finalizadas.

Além dos R$ 11 milhões que faltam, as três obras do HU consumiram R$ 10 milhões antes de serem paralisadas. Sem previsão de mais recursos, não há previsão para a conclusão.

“Nas gestões anteriores ficou planejado de fazer as obras em etapas, só que foram feitas várias obras ao mesmo tempo e em fases. Começou pela infraestrutura, fechamentos e acabamentos. Como o recurso acabou, gerou todo esse problema, esse caos”, explicou o prefeito do campus da UEM, Carlos Tamanini

No fim de 2018, a ex-governadora Cida Borgheti liberou R$ 52,5 milhões para a UEM concluir todas as obras paradas. Mas, o atual governo bloqueou a maior parte da verba. Segundo o governo do estado, por enquanto, será liberado dinheiro para três obras.

“O que nós temos feito esse ano é tentar atender as prioridades institucionais de acordo com a possibilidade. Já liberamos R$ 600 mil para a conclusão de laboratório de certificação de orgânicos e mais R$ 3 milhões para a conclusão de duas obras. A demanda total só será atendida a médio e longo prazo conforme a capacidade orçamentária do estado”, explicou Aldo Nelson Bona, diretor-geral da Secretaria Estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

Conforme o governo estadual, serão repassados quase R$ 900 mil para a reforma do Laboratório de Análises Clínicas e R$ 2,2 milhões para finalizar o bloco de ciências contábeis.

https://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2019/05/29/uem-precisa-de-mais-de-r-52-milhoes-para-concluir-17-obras-que-estao-paradas.ghtml

Processo seletivo tem oportunidades de contratação para Maringá, Umuarama, Goioerê e Ivaiporã.

UEM tem inscrições abertas para transferência de alunos de outras instituições — Foto: UEM/Divulgação

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) abriu processo seletivo simplificado (PSS) para contratação de 20 profissionais temporários, com salários que variam entre R$ 1.048,92 a R$ 3.253,72.

De acordo com o edital, as inscrições podem ser feitas no site da universidade a partir do dia 22 de maio.

Há vagas para profissionais com formação em nível fundamental, médio, profissionalizante e superior (veja detalhes abaixo). As taxas de inscrição variam de R$ 20,97 a R$ 65,07, de acordo com a formação exigida.

As vagas são de bioquímico, engenheiro civil, fonoaudiólogo, técnico-administrativo, técnico em eletrônica, técnico de manutenção, técnico em radiologia, auxiliar operacional e oficial de manutenção geral.

Os selecionados trabalharão em Maringá e Ivaiporã, no norte do Paraná; em Cianorte e Umuarama, na região noroeste; e em Goioerê, no centro-oeste do estado.

O prazo de validade do processo seletivo é de dois anos, podendo ser prorrogado por outros dois anos.

Confira as vagas por cidade

Maringá

1 vaga para bioquímico (inscrição R$ 65,07, salário de R$ 3.253,72)

1 vaga para engenheiro civil (inscrição R$ 65,07, salário de R$ 3.253,72)

1 vaga para fonoaudiólogo (inscrição R$ 65,07, salário de R$ 3.253,72)

1 vaga para técnico em eletrônica (inscrição R$ 42,65, salário de R$ 2.132,73)

4 vagas para técnico em radiologia (inscrição R$ 42,65, salário de R$ 2.132,73)

4 vagas para auxiliar operacional de limpeza (inscrição R$ 20,97, salário de R$ 1.048,92)

Ivaiporã

1 vaga para técnico-administrativo (inscrição R$ 27,69, salário de R$ 1.384,56)

1 vaga para auxiliar operacional de limpeza (inscrição R$ 20,97, salário de R$ 1.048,92)

Cianorte

1 vaga para técnico de manutenção - laboratório de prototipagem (inscrição R$ 27,69, salário de R$ 1.384,56)

1 vaga para auxiliar operacional - apoio administrativo (inscrição R$ 20,97, salário de R$ 1.048,92)

1 vaga para auxiliar operacional de limpeza (inscrição R$ 20,97, salário de R$ 1.048,92)

Goioerê

1 vaga para oficial de manutenção geral (inscrição R$ 31,69, salário de R$ 1.584,64)

1 vaga para auxiliar operacional - apoio administrativo (inscrição R$ 20,97, salário de R$ 1.048,92)

Umuarama

1 vaga para auxiliar operacional - agropecuário (inscrição R$ 20,97, salário de R$ 1.048,92)

https://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2019/05/19/uem-abre-selecao-para-vagas-temporarias-com-salarios-de-r-1-mil-a-r-32-mil.ghtml

Alunos e professores da Universidade Federal do Paraná se reuniram na praça Santos Andrade na manhã desta quarta-feira (15). Movimento prevê atos até as 18h.

Manifestantes se reúnem em frente ao prédio histórico da UFPR, no centro de Curitiba — Foto: Reprodução / RPC

Manifestantes se reuniram na manhã desta quarta-feira (15), em Curitiba, em um ato contra o corte de verbas em institutos de educação federais anunciado pelo Ministério da Educação (MEC).

O protesto começou às 8h30 em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na praça Santos Andrade, no Centro da cidade, e às 10h30 os manifestantes se dirigiram à praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico.

O ato foi convocado por estudantes e movimentos sociais e tem na programação atividades e protestos até as 18h.

De acordo com a Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (Apuf-PR) e do Diretório Central de Estudantes, aproximadamente 20 mil pessoas participam do ato. A Polícia Militar (PM) disse que não fez a contagem do número de manifestantes.

Segundo a Secretaria Municipal de Trânsito de Curitiba (Setran), as ruas não estão bloqueadas na região central da cidade.

De acordo com a UFPR, instituição que teve o maior corte de verbas no estado, há setores da universidade funcionando normalmente, com aulas, apesar do ato.

Manifestantes se concentraram na escadaria do prédio histórico da UFPR — Foto: Giuliano Gomes/PR Press

Outras cidades do estado tiveram protesto contra os cortes. Em Maringá, no norte do Paraná, manifestantes se concentraram na entrada do Ginásio de Esportes Chico Neto, ao lado da Universidade Estadual de Maringá (UEM). De acordo com a organização, cerca de 2 mil pessoas participaram do protesto.

Em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, a Universidade Estadual de Ponta Grossa suspendeu as atividades nesta quarta-feira. Professores, funcionários e alunos participaram do ato, que começou no início da manhã com um café solidário. Por volta das 10h, os manifestantes se concentraram no pátio do campus central da universidade para uma aula pública.

Corte de verbas

Em abril, o Ministério da Educação divulgou que todas as universidades e institutos federais teriam corte de recursos. Em maio, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou sobre a suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado.

De acordo com o Ministério da Educação, o corte é de 24,84% das chamadas despesas discricionárias — aquelas consideradas não obrigatórias, que incluem gastos como contas de água, luz, compra de material básico, contratação de terceirizados e realização de pesquisas. O valor total contingenciado, considerando todas as universidades, é de R$ 1,7 bilhões, ou 3,43% do orçamento completo — incluindo despesas obrigatórias.

Em 2019, as verbas discricionárias representam 13,83% do orçamento total das universidades. Os 86,17% restantes são as chamadas verbas obrigatórias, que não serão afetadas. Elas correspondem, por exemplo, aos pagamentos de salários de professores, funcionários e das aposentadorias e pensões.

Segundo o governo federal, a queda na arrecadação obrigou a contenção de recursos. O corte poderá ser reavaliado posteriormente caso a arrecadação volte a subir. O contingenciamento, apenas com despesas não obrigatórias, é um mecanismo para retardar ou deixar de executar parte da peça orçamentária devido à insuficiência de receitas e já ocorreu em outros governos.

Alunos e professores protestaram contra o bloqueio de verbas na educação, em Curitiba — Foto: Giuliano Gomes/PR Press
https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2019/05/15/manifestantes-fazem-ato-no-parana-contra-bloqueio-de-verbas-na-educacao.ghtml

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