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Seg, Set

Decisão da Estadual de Maringá ocorreu nessa segunda-feira (09). Conselho considerou que acatar a minuta da Lei Geral das Universidades feriria a autonomia universitária. Governo, por outro lado, tem dito que objetivo é criar um parâmetro de trabalho.

O COU, Conselho Universitário da Universidade Estadual de Maringá, rejeitou a minuta da LGU, a Lei Geral das Universidades. Após mais de duas horas de debates, os professores participantes do grupo disseram não tanto à iniciativa do Governo do Paraná quanto às propostas feitas por uma comissão criada dentro da UEM. Foi durante reunião nessa segunda-feira (09).

A LGU é uma proposta do Governo estadual. Segundo o Executivo, é para criar parâmetros de atuação de todas as instituições de ensino superior públicas. Entre outras medidas, busca definir o número de professores, e espera resultados para liberar verbas. Como ainda é uma minuta, a segunda até agora, o projeto pode sofrer modificações.

Para a UEM, a LGU fere a autonomia universitária, porque interfere em decisões administrativas e pode atrapalhar o funcionamento da instituição. Após rejeitar a minuta, a UEM deve enviar uma proposta de autonomia universitária, criada em 2017 na universidade, explicou o reitor da estadual de Maringá, professor Julio Damasceno.

A minuta vem sendo discutida desde o primeiro semestre deste ano. A iniciativa é uma política de gestão do governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD). No Paraná, todas as instituições debateram o assunto. UENP, Uespar Apucarana e UEL rejeitaram também a proposta.Apesar dessas negativas, a Seti, Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, informou que a LGU continua a ser discutida. Agora, os técnicos da Seti devem receber as decisões e as propostas de cada universidade estadual. A partir delas, um texto final será feito. Depois, a iniciativa será enviada à Casa Civil. Por fim, o projeto será levado à Assembleia Legislativa do Paraná.

No planejamento da Seti, a proposta da LGU deve ser encaminhada à Casa Civil até o início de outubro.

https://www.cbnmaringa.com.br/noticia/uem-nao-aceita-lgu-mas-proposta-segue-na-seti

Um evento com dois convidados está marcado para a segunda-feira (09). A ação é gratuita.

Divulgação/EBC

O Conselho da Juventude de Maringá realiza uma mesa cujo tema é “Juventude e Saúde Mental: caminhos para prevenção do suicídio”. A ação ocorre na semana que vem, na segunda-feira (09), no bloco H12, sala 14, da Universidade Estadual de Maringá. A conversa começa às 18h30, e a entrada é gratuita.

Os convidados são Paulo Navasconi, psicólogo e membro do coletivo Yalodê Badá. Ele é pesquisador na área de psicologia e suicídio, e Regina Aparecida de Paula, professora da rede municipal, bacharel em direito e presidente da ONG Decida Viver, voltada à prevenção do suicídio.

Apesar de ser organizada pelo Conselho Municipal da Juventude, a ação é aberta para qualquer pessoa interessada. As inscrições são feitas no local.

Este mês é chamado de Setembro Amarelo devido às ações realizadas para discutir e prevenir o suicídio em todo o Brasil.

https://www.cbnmaringa.com.br/noticia/conselho-da-juventude-realiza-acao-devido-ao-setembro-amarelo

Divulgação/UEM

Agência nacional anunciou o corte de mais de 5 mil em todo o Brasil. É a terceira decisão que atinge a instituição em relação aos bolsas em 2019.

A Universidade Estadual de Maringá estima que 20 bolsas devam ser cortadas até o fim deste mês. São aquelas financiadas pela Capes, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. A fundação, ligada ao Ministério da Educação, anunciou o corte de cinco mil bolsas nessa segunda-feira (02) devido a dificuldades orçamentárias. A UEM foi notificada na manhã desta terça-feira (03).

A universidade estima o corte porque nenhuma bolsa de fato foi retirada ainda. O que deve acontecer é que as bolsas que forem liberadas por conta do término das pesquisas vigentes na pós-graduação não serão repassadas.

Esta é a segunda decisão da Capes envolvendo cortes. A primeira, no primeiro semestre do ano, tirou 12 bolsas de pós- graduação da UEM. A fundação também anunciou que cortaria outras 25 ao longo do ano devido ao conceito baixo de alguns programas.

No mês passado, o CNPq, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, cortou seis bolsas da universidade: três de iniciação científica e três no doutorado em física. Em todo o Brasil foram 4.500 cortes de bolsas do CNPq, e a justificativa foi orçamentária.

Atualmente a UEM tem 56 programas de pós-graduação, entre mestrado e doutorado – e oferta em torno de 700 bolsas (número que varia).

Os valores pagos são R$ 400 para iniciação científica, R$ 1.500 para mestrado e R$ 2.200 para doutorado.

O Diretor de Pesquisa da UEM, professor Luiz Cótica, disse que ainda tudo é muito nebuloso quanto à decisão. Mas a estimativa é que neste mês a instituição deixe de ofertar 20 bolsas.

Corte de bolsas não é o mesmo que corte de vagas. A questão é que, para muitos pesquisadores, não ter auxilio inviabiliza o trabalho. E aí a universidade teme perder projetos por falta de interesse dos novos cientistas.

https://www.cbnmaringa.com.br/noticia/uem-estima-que-20-bolsas-devam-ser-atingidas-com-nova-decisao-da-capes

Imagem Ilustrativa/PMM

As carpas sobreviventes da contaminação que ocorreu no Parque do Japão de Maringá no mês de junho devem retornar ao lago principal na próxima semana, segundo informações da prefeitura divulgadas nesta terça-feira (3). Mas a transferência do lago improvisado só será realizada após a realização de um novo teste de PH da água, previsto para ocorrer na segunda-feira (9) que vem. Segundo nota enviada à CBN, o lago principal está sendo abastecido e deve estar cheio no sábado (7).

As obras iniciaram há três meses após a morte de mais de 500 carpas. A suspeita é que o lago foi contaminado por soda cáustica. Para resolver o problema, um lago improvisado foi escavado na parte superior do parque até que o lago principal fosse limpo e recebesse a instalação de filtros para evitar futuras contaminações. Os filtros químicos e biológicos foram instalados e exploram recursos naturais, como pedra brita e carvão.

As obras foram executadas pela Semusp (Secretaria de Serviços Públicos de Maringá) com orientações de professores da UEM (Universidade Estadual de Maringá). Agora, a expectativa é que as carpas sobreviventes da contaminação retornem ao lago principal para que o lago improvisado também seja limpo. Depois, o novo lago também será aberto para visitação ao público. 

https://www.cbnmaringa.com.br/noticia/carpas-sobreviventes-retornam-ao-lago-principal-na-proxima-semana

Em setembro, demanda começou a ser discutida em uma comissão especial.  A UEM é a única instituição pública de ensino superior que não tem cota racial no Paraná. 

Em agosto de 2018, o então reitor Mauro Baesso recebeu o pedido de cotas raciais (Foto: ASC/UEM)

No dia 24 de agosto de 2018, membros do coletivo negro Yalodê-Badá e do Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afro-brasileiros, o Neiab, entregaram o pedido para a implementação de cotas raciais. A solicitação e um abaixo-assinado com mais de três mil assinaturas foram protocolados na reitoria da Universidade Estadual de Maringá. Em setembro, o pedido chegou à Câmara de Graduação, que criou uma comissão específica com sete pessoas para avaliar o pedido. O grupo foi formado por seis professores e uma aluna.

O pedido solicitou 20% do total de vagas dos vestibulares para pessoas negras. Mas, segundo apurou a CBN, diferentemente do que foi proposto pelo movimento negro no ano passado, a comissão preferiu criar o sistema de cotas raciais dentro do sistema de cotas sociais: reservando um percentual. A CBN não obteve informação relativa ao percentual de vagas que seria.

A reportagem procurou a presidência da comissão de relatores, que preferiu não se manifestar, dizendo que é melhor aguardar o assunto ser discutido publicamente na Câmara de Graduação.

Agora, um ano após o início da tramitação do pedido na UEM, um grupo de professores foi criado para apoiar as cotas

Ao longo dos últimos meses, recebemos poucas informações, disse o psicólogo Paulo Vitor, do coletivo Yalodê-Badá.

SONORA

Por esse motivo, a criação do grupo pró cotas raciais é bem-vinda, afirmou a bióloga Aline Amenencia, também do coletivo. O que ela quer, agora, é que mais professores façam parte dessa iniciativa.

SONORA

A luta do movimento negro para criar cotas na UEM é antiga, e desde 2015 tem ganhado força.

Em 2008, a universidade aprovou as cotas sociais, um sistema que reserva vagas para estudantes de escolas públicas com um limite de renda estipulado. Na ocasião, as cotas raciais foram rejeitadas.

A UEM é a única instituição pública de ensino superior que não tem cota racial no Paraná.

Em julho, a OAB/Maringá deu parecer favorável à criação desse sistema na instituição. 

https://www.cbnmaringa.com.br/noticia/pedido-para-criacao-de-cotas-raciais-foi-protocolado-ha-um-ano

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