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No dia, a Universidade Estadual de Maringá aprovou o sistema de cotas raciais. O primeiro vestibular com essa ação afirmativa segue com as inscrições abertas.

Cotas raciais na UEM aprovadas: 20 de novembro é uma data históricaFoto: Breno Thomé OrtegaHá um anoCotas raciais na UEM aprovadas: 20 de novembro é uma data históricaEducação por Victor Simião em 20/11/2020 - 15:47

No dia, a Universidade Estadual de Maringá aprovou o sistema de cotas raciais. O primeiro vestibular com essa ação afirmativa segue com as inscrições abertas.

A luta do movimento negro teve um marco histórico em Maringá em 20 de novembro. Nessa data, em 2019, a Universidade Estadual de Maringá aprovou o sistema de cotas raciais. A CBN esteve presente, e lembra como foi. 20 de novembro é o dia da consciência negra.

Em resumo, o embate foi longo - durou aproximadamente um ano, de forma oficial, claro. A partir de 2018, o coletivo negro Yalodê-Badá e o Neiab, Núcleo de Estudos Afro-brasileiros, da UEM protocolaram, junto à reitoria, o pedido de implementação de cotas raciais. Desde então, discussões em comissões, apresentações públicas e o debate na imprensa foram feitos. Em público, tudo seguia protocolo. No bastidor, teve muita movimentação. Campanha envolvendo professores, alunos. O movimento negro sentia que as pessoas ainda não entendiam o racismo estrutural.

Depois de muito embate e choro, o resultado chegou em uma quarta-feira, 20 de novembro. Em meio a um auditório lotado, a UEM aprovou a implementação dessa ação afirmativa.

A decisão foi do CEP, o Conselho de Ensino e Pesquisa, composto por professores de graduação e de pós-graduação. A votação terminou assim: 98 votos favoráveis, quatro contrários e sete abstenções.

No momento de declarar o resultado, o reitor da UEM, professor Julio Damasceno, se emocionou. 

Foi um momento de muita emoção no auditório do bloco C34, onde ocorreu a reunião do CEP. Pessoas favoráveis à implementação se abraçaram e choraram. O psicólogo Paulo Vitor, do coletivo Yalodê-Badá, ainda emocionado, conversou com a CBN.

Ele falou que aquele era o momento de ficar em cima para ver o sistema ser implementado. E disse que ainda não havia caído a ficha de que eles estavam fazendo história.

Na prática ficou assim: 20% das vagas dos vestibulares a partir de 2020 são para cotas raciais. Desse total, 15% levarão em conta não só a cor da pele como critérios socioeconômicos. 5% são livres. O candidato irá se autodeclarar, e uma comissão irá avaliar se o dado é correto.

Ao longo da reunião do CEP, naquela quarta-feira, houve momentos de tensão. Após um professor ter falado que era favorável às cotas, mas que temia evasões futuras e menos ingresso de pessoas não negras, ele foi vaiado.

Para o reitor Julio Damasceno e o vice-reitor, professor Ricardo Dias, sentimento de dever cumprido. Eles haviam prometido na campanha à reitoria, em 2018, que apoiaram a ação afirmativa.

O estudante de letras Bruno Barra foi um dos que se mobilizaram pela aprovação das cotas. Teve desgaste, mas valeu, disse ele. 

Com a decisão, a UEM passou a ter dois sistemas de cotas: a racial e a social.

Embora o número divulgado seja de 20% para o sistema de cotas, há quem entenda de forma diferente. É que esse percentual é sobre os 80% de vagas para o vestibular. A UEM reserva o restante, 20%, para o PAS, o Processo de Avaliação Seriada.

com a implementação das cotas raciais, todas as instituições de ensino superior públicas do Paraná passam a ter alguma ação afirmativa para a população negra.

Dados daquela época apontavam que 20% de alunos eram negros, de um total de 17 mil estudantes. O grupo ERA composto por alunos pretos e pardos. Do restante: 66% são brancos, 6% são amarelos, 0,4% são indígenas, e 8% não se declararam.

O primeiro vestibular com esse sistema de cotas ainda não foi realizado devido à Covid-19. As inscrições estão abertas até o fim deste mês. As provas ocorrem no ano que vem.

A presidente da CVU - Comissão do Vestibular Unificado, Maria Raquel Natali, fala das medidas tomadas para garantir o distanciamento social. Ela também falou sobre as cotas raciais e como será o procedimento de auto declaração e comprovação. O Ensino a Distância também terá vestibular presencial em fevereiro. 

Assista a entrevista

 

 

Foto: Reprodução/Redes sociais

Morreu nesta terça-feira (20), em Maringá, um professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM) em decorrência da Covid-19. Ele tinha 37 anos. 

Segundo informações da Associação dos Docentes da UEM (Aduem), Anderson Antônio da Silva Gualberto era professor do departamento de Agronomia da universidade. 

Ele estava internado na Santa Casa de Maringá há 16 dias e não tinha comorbidades. 

Ainda conforme a Aduem, a informação é de que outros familiares de Gualberto foram infectados pelo novo coronavírus, mas apenas ele apresentou uma forma mais agressiva da doença.

A associação lamentou a morte do professor.

Em 2019 inteiro, 149 alunos pararam de estudar. Neste ano, já são 728. O Ensino Remoto Emergencial foi adotado para o volta às aulas durante a pandemia da Covid-19.

O estudante e funcionário público Osvaldo Manieri Junior, de 26 anos, colou grau na licenciatura em ciências sociais no começo deste ano, antes da pandemia. Aí, com a chegada da Covid-19, decidiu seguir os estudos em busca da outra habilitação: a de bacharel na área. Ele começou o curso de forma remota, mas desistiu. Segundo Manieri Junior, não foi a mesma coisa.

Formalmente, ele não trancou e nem cancelou o curso. Entretanto até este dia 20 de outubro de 2020 , 728 alunos da Universidade Estadual de Maringá haviam trancado a matrícula. 543 após o dia 16 de agosto, o primeiro do chamado ERE, o Ensino Remoto Emergencial. [ouça no áudio acima]

A medida foi aprovada após muito debate na UEM. As aulas ocorrem de forma online - com um percentual podendo ser gravado. Foi uma maneira de dar início ao ano letivo em meio à Covid-19.

No comparativo com o ano passado, são quatro vezes mais trancamentos de matrículas. Em 2019 todo foram 149, indicando que uma das principais causas em 2020 seja essa forma de aula.

A próprio UEM já disse que ERE não é a melhor maneira, mas o que é possível. Computadores, celulares e chips internet com foram disponibilizados a alunos para auxiliar neste momento.

Atualmente, a universidade tem 14 mil alunos de graduação. As matrículas trancadas representam 5% do total.

A instituição tomou algumas medidas para não prejudicar quem quisesse trancar os estudos. Uma delas foi a de que o ano trancado não irá contar na soma final de tempo máximo de graduação, explica o diretor de assuntos acadêmicos da Universidade Estadual de Maringá, professor Carlos Humberto Martins

Divulgação: Semana da Conscientização Tributária

Até sexta-feira (30), acontece a 1ª Semana da Conscientização Tributária, promovida pela Secretaria Estadual da Fazenda e a Universidade Estadual de Maringá (UEM). O evento tem o objetivo de promover a conscientização sobre a importância da arrecadação e a destinação dos valores arrecadados, além de discutir a função social dos tributos.

Durante a semana estão programados debates, palestras e apresentações artísticas que trazem informações sobre arrecadação, destinação, impactos e a importância da conscientização.

 

O evento tem como público-alvo toda a sociedade, pois apresenta a importância da reflexão sobre a função social do tributo e seu papel na construção de um estado de igualdade social.

 

O evento, gratuito e aberto à população, integra o Calendário Oficial de Eventos do Estado do Paraná e é o primeiro desde a sanção da lei 19862/2019, que instituiu a Semana Estadual de Conscientização sobre a Carga Tributária.

 

O evento será transmitido todos os dias pelo Youtube do MUDI, da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

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