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Sex, Jun

Entre as iniciativas estão acelerar a entrega de novos hospitais, estimular o apoio aos caminhoneiros e diminuir os preços dos medicamentos…

O Governo do Estado lançou nos últimos três dias mais uma série de medidas para conter os avanços do novo coronavírus (Covid-19) no Paraná e acelerar a resposta da administração pública diante dos reflexos econômicos da pandemia. Entre as iniciativas estão acelerar a entrega de novos hospitais, estimular o apoio aos caminhoneiros e diminuir os preços dos medicamentos.

Elas se somam a inúmeras outras medidas adotadas desde o começo do ano e intensificadas nas últimas semanas diante do aumento de casos da doença.

MEDIDAS DE GOVERNO

Reuniões estratégicas

Os governadores do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) se reuniram na quinta-feira (2) para debater questões de saúde e impactos econômicos provocados pela pandemia. Em carta encaminhada para a União, os governadores do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo mostraram preocupação com a abrupta queda de arrecadação. Eles pediram a recomposição de perdas de outras receitas além do Fundo de Participação dos Estados (FPE) ou Fundo de Participação dos Municípios (FPM); a suspensão dos pagamentos de dívida com a União também por 12 meses; e outras medidas.

O governador também se reuniu com um grupo de infectologistas de alguns dos principais hospitais de referência de Curitiba. O encontro serviu para analisar o momento atual de enfrentamento ao coronavírus no Paraná e alinhar estratégias para as próximas semanas. A ideia é tornar periódica a reunião com especialistas, com projeção de diversos cenários e perspectivas.

Novos hospitais

O Governo do Estado vai agilizar a conclusão de três hospitais regionais como forma de ampliar a força-tarefa para o enfrentamento ao coronavírus. Os complexos de Telêmaco Borba (Campos Gerais), Guarapuava (Centro) e Ivaiporã (Vale do Ivaí) serão entregues antes do prazo estipulado inicialmente, que era dezembro. Ao mesmo tempo, o Paraná prepara 317 novos leitos de UTI em todas as regiões.

Universidades com testes

Cinco instituições estaduais de ensino superior deram início ao processo de credenciamento junto ao Sistema Nacional de Laboratórios de Saúde Pública (Sislab) para realização de exames para identificação do coronavírus. Juntas, as universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG), do Centro-Oeste (Unicentro) e do Oeste do Paraná (Unioeste) terão capacidade instalada de avaliar até 700 amostras por dia. É um reforço importante para o mapeamento dos casos no Estado.

Com potencial humano e de infraestrutura, as instituições estaduais de ensino superior também têm atuado intensamente na pesquisa da Covid-19. Segundo dados da Web Of Science, divulgados pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo), a Universidade Estadual de Londrina (UEL) está entre as três universidades brasileiras com o maior número de publicações sobre o coronavírus do Brasil.

Remédios mais baratos

Dois decretos assinados nesta semana promoveram mudanças tributárias no setor de medicamentos. Os objetivos são diminuir o volume de impostos no começo da cadeia de distribuição, o que viabiliza redução dos preços nas farmácias (varejo), e ajustar regras de recolhimento dos impostos.

4,1 mil testes no Lacen

O Laboratório Central do Estado (Lacen-PR), em São José dos Pinhais, atingiu a marca de 4,1 mil testes de Covid-19. São 600 por dia desde que a estrutura foi reforçada. O boletim epidemiológico originado a partir das constatações dos testes baliza as políticas públicas de saúde do Governo, como o isolamento social, e serve como um termômetro da circulação viral. O governador Carlos Massa Ratinho Junior visitou as instalações na quarta-feira (1º).

Apoio aos caminhoneiros

O Governo do Estado disponibilizou na página do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) uma lista de estabelecimentos comerciais em funcionamento no entorno das principais rodovias. São postos de combustíveis, restaurantes e borracharias que atendem caminhoneiros e condutores que, mesmo neste período de pandemia, seguem viagem pelos corredores de transporte de carga que cruzam o Estado.

Confecção de máscaras

O Governo do Estado começou a distribuir as primeiras máscaras cirúrgicas produzida pelo Complexo do Hospital do Trabalhador (CHT), a Polícia Militar do Paraná (PM-PR) e a Defesa Civil. O lote inicial (mil peças) ajudou a abastecer os profissionais dos hospitais que formam o complexo: o Hospital do Trabalhador, o Centro Hospitalar de Reabilitação (CHR), o Centro de Atendimento Integral ao Fissurado Lábio Palatal (Caif), o Centro Regional de Especialidades Kennedy, que está sendo transformado em Ambulatório Médico de Especialidades (AME).

Doação na segurança

A Polícia Civil doou 1,4 mil embalagens provenientes de frascos de álcool em gel irregulares apreendidos na Capital e na Região Metropolitana de Curitiba para a Universidade Federal do Paraná (UFPR). O material servirá para envasar o produto que está sendo produzido por professores e estudantes universitários.

Produção de álcool em gel

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) iniciou na sexta-feira (03) a distribuição do álcool antisséptico que passou a produzir para o Governo do Estado. A primeira remessa, com mil litros do produto, foi transportada pela Coordenadoria Estadual da Defesa Civil para a Secretaria da Saúde.

MEDIDAS DA SAÚDE

Sentinelas

A Secretaria da Saúde implantou 13 novas unidades sentinelas. Há 63 em todo o Estado se somadas as unidades de síndromes gripais e as de síndromes respiratórias agudas graves. Esse monitoramento semanal com a coleta de material genético em pessoas de todas as regiões do Paraná permite quadro detalhado da circulação viral.

Mais laboratórios habilitados

A Secretaria de Estado da Saúde habilitou mais quatro laboratórios para ajudar o Lacen na validação dos testes de casos suspeitos do novo coronavírus. Três são privados – Hermes Pardini (MG), Fleury (SP) e Rede D’Or (RJ) –, e um é público, o do Hospital de Clínicas do Paraná. Eles se juntam a outros quatro já integrados à rede estadual: Genoprimer e Unimed, em Curitiba; Sabin, em Brasília, e Dasa, em São Paulo.

MEDIDAS DA SOCIEDADE CIVIL

R$ 2,5 milhões no Litoral

A comunidade portuária que atua nos portos do Paraná vai comprar equipamentos e insumos médicos para ajudar no tratamento de pacientes da Covid-19 no Litoral. São R$ 2,5 milhões arrecadados para equipar o Hospital Regional, referência no atendimento de moradores dos sete municípios da região. A doação vem de 30 empresas, sindicatos, cooperativas e outros órgãos. 

Parceria com a Renault

A Renault do Brasil e sua rede de concessionárias farão, gratuitamente, a recuperação e manutenção de ambulâncias do Siate. O serviço do Corpo de Bombeiros, que é voltado ao atendimento de traumas de emergência, também poderá ser destacado para o deslocamento de pacientes emergenciais da Covid-19. A montadora fará a recuperação de 11 veículos que estão fora de operação, além da manutenção de outras 23 ambulâncias.

QUADRO GERAL

Boas notícias

Conheça algumas histórias dos paranaenses que se recuperaram da doença. Mesmo com a atenção do mundo voltada para os casos mais extremados, a maior parte dos diagnósticos para a Covid-19 não evolui para quadros mais graves. Os relatos mostram como os sintomas podem variar para cada paciente. Eles deixaram um alerta importante: enfrentar a Covid-19 é barra pesada. E reforçam a necessidade de isolamento social.

Bolsistas em ação

O Paraná contratou mais de mil profissionais com bolsas temporárias para atuar no combate ao novo coronavírus. Eles já começaram a atuar sob supervisão da Secretaria da Saúde auxiliando no atendimento em centrais de informações, nas divisas rodoviárias, nas unidades de saúde, hospitais e outros estabelecimentos da área, junto ao Lacen e ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs). Nesse texto, eles relatam a emoção de participar dessa luta coletiva.

A Superintendência Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a Secretaria da Saúde e a Fundação Araucária lançaram na sexta-feira (3) mais um edital.

Raio-x

Até quinta-feira (2), quando o Estado passou a marca de 250 casos confirmados, um balanço da Secretaria de Estado da Saúde apontou que a faixa etária entre 20 e 59 anos é a mais impactada pela doença. O levantamento mostra ainda que, desde a divulgação do primeiro boletim, os homens se posicionam como mais atingidos do que as mulheres, ainda que a diferença seja bem estreita.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

https://cgn.inf.br/noticia/115573/governo-adota-mais-medidas-para-combate-ao-coronavirus-e-reducao-de-impactos

As aulas presenciais da Universidade Estadual de Maringá, que começariam no dia 6 de abril, próxima segunda-feira, estão suspensas. A medida foi tomada na terça-feira, 31, atendendo a uma determinação do Governo do Paraná. O principal motivo, claro, é coronavírus. O estado já registrou três mortes até esta terça – duas delas em Maringá.  Na cidade também há um decreto municipal que impede aglomeração de pessoas.

As aulas começariam em abril por conta do calendário acadêmico aprovado no segundo semestre de 2019, após um período de greve.

Segundo a pró-reitora de ensino da UEM, professora Alexandra Cousin, existe a possibilidade, sim, da suspensão do calendário 2020, mas isso depende da Câmara de Graduação do CEP (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão).  A discussão quanto a esse tema ocorre nesta quarta, diz ela. [[ouça no áudio acima]

As aulas do EAD (ensino a distância) devem ser mantidas. Esse é o entendimento da pró-reitoria, diz Alexandra (CBN).

https://tribunadaregiao.com.br/noticias/artigo/uem-decide-suspender-inicio-do-ano-letivo

03/04/2020 16:10 em Notícias de Maringá

A falta de álcool gel nos comércios e o aumento de preços do produto, devido a pandemia da Covid-19, têm levado pessoas a recorrer a receitas caseiras para a fabricação do antisséptico.

Percebendo a necessidade de informações significativas, professores e alunos dos cursos da área da saúde, do Programa de Educação Tutorial (PET) Interprofissional Maringá, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), estão estudando e produzindo materiais de cunho informativo, tendo como referência a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Conselho Federal de Química.

O grupo identificou que a produção do álcool gel caseiro pode aumentar o risco de acidentes, provocando incêndios, queimaduras de grau elevado e irritação da pele e mucosas, além de alergias; sem garantia de eliminação do coronavírus.

Roberto Esteves, um dos tutores do PET, alerta que nesse período de falta de produto, há várias pessoas aproveitando da situação para comercializar o álcool gel. “Desconfie de produtos sem rótulos e observe se no rótulo há número de registro do produto e os dados do profissional responsável técnico (nome e registro profissional)”.

O álcool gel industrializado passa por uma rigoroso processo de produção. “Há padrões a serem seguidos de controle de qualidade para padronização e regularidade dos produtos disponibilizados ao consumidor final” explica Esteves.

O registro de produtos para a saúde, cosméticos e saneantes é feito pela Anvisa.

(Comunicação UEM)

https://radiomaringa.com.br/noticia/683283/uem-alerta-que-alcool-gel-caseiro-pode-acarretar-serios-problemas-a-saude

As instituições estão formando redes de pesquisadores para intensificar estes trabalhos. Foto: Reprodução/Agência de Notícias do Paraná

As instituições estão formando redes de pesquisadores para intensificar estes trabalhos.

Com um importante potencial humano e de infraestrutura, as universidades estaduais do Paraná têm atuado intensamente no enfrentamento ao novo coronavírus. Além de pesquisas, que vão desde o monitoramento da evolução da Covid 19 e desenvolvimento de kits para diagnóstico, até ações de atendimento direto à população com equipes multidisciplinares capacitadas para atuarem na linha de frente em instituições de saúde.

Segundo dados da Web Of  Science, divulgados pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo), a Universidade Estadual de Londrina (UEL) está entre as três universidades brasileiras com o maior número de publicações sobre o coronavírus do Brasil.

Em primeiro lugar aparece USP, com 91 estudos publicados, seguida da UNESP com 32 e da UEL com 21. O Brasil, com 217 publicações, é o 17º da lista mundial, que é liderada pelos Estados Unidos (4.400 estudos publicados), seguidos da China (2.523).

 “Os dados mostram a qualidade das nossas instituições estaduais de ensino superior e nossa capacidade de produção de Ciência, Tecnologia e Inovação, que têm contribuído com o desenvolvimento do Paraná”, diz o presidente do Conselho de Pró-reitores de Pesquisa e Pós-graduação da Fundação Araucária e pró-reitor de pesquisa da UEL, Amauri Alcindo Alfieri.

Ele explica que, além das publicações da UEL, originadas de pesquisas sobre o coronavírus animal, há importantes trabalhos sendo desenvolvidos no Hospital Universitário. “Falando da ação mais prática, a UEL e outras universidades têm, inclusive, equipamentos para a produção de kits de diagnóstico que podem contribuir com o Governo.”

Redes de trabalho 

Há várias pesquisas sobre a Covid-19 em andamento, principalmente por ser um vírus novo e de evolução clínica bem diferente do que existia até então. As universidades estaduais estão formando redes de pesquisadores para intensificar estes trabalhos.

O chefe do Departamento de Microbiologia do Centro de Ciências Biológicas da UEL, Galdino Andrade, explica que está sendo criado um grupo com pesquisadores de diversas áreas com diferentes estudos.

Entre eles, com agentes infecciosos de importância médica e ambiental,  detecção, diagnóstico e controle, incluindo a pesquisa e desenvolvimento de novos antimicrobianos (antivirais, antibacterianos, antifúngicos e antiprotozoários). Virologistas estudam a interação vírus RNA/DNA hospedeiro.

“Temos também um  projeto que visa ampliar ações de enfrentamente ao Sars-CoV-2, agente etiológico da doença pelo novo coronavirus”, disse Galdino Andrade.

Na Universidade Estadual de Maringá (UEM) alguns pesquisadores têm atuado, principalmente, no monitoramento da evolução da Covid 19 com base em modelos descritos na literatura. Mas, segundo o chefe do departamento de Análises Clínicas e Biomedicina, Dennis Armando Bertolini, há potencial para a produção científica ter um grande avanço.

“Temos potencial para estudos de epidemiologia básica e aplicada, epidemiologia molecular, desenvolvimento de testes laboratoriais, novas tecnologias para diagnóstico laboratorial, participar de estudos clínicos para novas opções terapêuticas, descobrimento de novos medicamentos, avaliação da resposta imune e estudos da imunopatogênese viral”, firma Bertolini.

“As universidades estão trabalhando arduamente, dia e noite, no enfrentamento a esta pandemia. Temos ativos, pessoal e equipamentos que podem contribuir muito para isso, visto que existem vários pesquisadores que já trabalham nestas linhas”, ressaltou o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da UEM, Clóves Cabreira Jobim.

Desafio e conhecimento 

De acordo com o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, o momento é crítico e requer muita ciência, muita produção de conhecimento. “Ao mesmo tempo em que vivemos um desafio tão grande em escala global, ficamos felizes em saber da força e competência do nosso Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado”, diz ele. “Nossos pesquisadores e instituições mostram alto comprometimento com esta causa, de forma qualificada e reconhecida.”

“Temos acompanhado estas mobilizações e buscamos ao máximo apoiá-las. Faremos isto com muita determinação e reconhecimento aos nossos pesquisadores”, complementou o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa.

Maior parte da produção científica vem de universidades públicas

O superintendente geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, reforça que mais de 90% de toda a produção científica brasileira é feita nas universidades públicas e que as estaduais estão contribuindo muito para o avanço da ciência no país.

“Ganha destaque a UEL, neste momento, e junto com ela é importante destacar a relevância da pesquisa científica feita nas sete universidades estaduais”, diz ele. “Elas são fortes em pesquisa básica e aplicada e contribuem grandemente para o avanço desta área e para que o Brasil ocupe a 13ª posição como país produtor de Ciência.”

Soluções locais

Bona lembra que grande parte das pesquisas é relacionada à solução de problemas locais, regionais. “Nosso esforço tem sido em que, cada vez mais, o compromisso das nossas universidades esteja em pesquisar e encontrar soluções que promovam o desenvolvimento de suas comunidades, de sua região. Que atendam às demandas e interesse da população”, afirma ele.

https://d.arede.info/cotidiano/319408/universidades-intensificam-pesquisas-sobre-o-coronavirus

Crédito da foto: Mallu Andrade/UEM

Inscrições começariam no dia 6 de abril e provas estavam agendadas para julho. Novas datas ainda não foram definidas.A Universidade Estadual de Maringá (UEM), no Paraná, decidiu suspender o cronograma do Vestibular de Inverno 2020. As inscrições estavam previstas para começar na próxima segunda-feira, 6 de abril.

A decisão veio por meio de ato executivo 001/2020, assinado pelo reitor Julio César Damasceno. O motivo da decisão é a pandemia do novo coronavírus (covid-19), que paralizou aulas em todo o país, prejudicando a preparação dos vestibulandos.

As provas estavam marcadas para os dias 12 e 13 de julho. Segundo a Comissão Central do Vestibular Unificado (CVU) da UEM, ainda não há novas datas para as inscrições e provas. Elas serão definidas oportunamente pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP).

UEPG

Outra universidade estadual no Paraná, a de Ponta Grossa (UEPG), também suspendeu o seu Vestibular de Inverno pelo mesmo motivo. Os cronogramas do Vestibular de Verão e do Processo Seletivo Seriado (PSS) 2020 estão mantidos.

https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/noticias/uem-suspende-cronograma-do-vestibular-de-inverno-2020/347702.html

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