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Sex, Jun

09/05/2020 10:24 em Notícias de Maringá
A decisão aprovada, anteontem (7), em reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP), da UEM (Universidade Estadual de Maringá), define um conjunto de atividades acadêmicas não obrigatórias, a serem ofertadas, de maneira remota e em caráter excepcional, beneficiando, em tempos de pandemia, os estudantes dos cursos de graduação, que hoje somam mais de 13,7 mil.

 

A proposta, aprovada por ampla maioria, assegura liberdade aos departamentos na escolha dos temas a serem abordados por meio de projetos de cursos de extensão, podendo considerar a inclusão de assuntos que tenham correlação temática com programas de disciplinas curriculares, de modo a permitir um futuro aproveitamento de estudos, até um limite de, no máximo, 20% da carga horária do respectivo curso de graduação. No caso de atividades que não tenham correlação direta com programas de disciplinas curriculares, a carga horária cursada poderá ser validada pela coordenação do curso como Atividades Acadêmicas Complementares (AAC).

 

O professor Oduvaldo Câmara Marques Pereira Júnior, relator da matéria aprovada no CEP, destaca que “todas as atividades terão caráter facultativo para os alunos, ou seja, aqueles que tiverem interesse, bem como recursos tecnológicos para participação, poderão realizá-las. Já aqueles alunos que não dispõem das condições tecnológicas de acesso à internet banda larga ou mesmo a um equipamento para participar das atividades, poderão ter acesso aos mesmos conteúdos no momento do retorno às aulas presenciais, uma vez que todas disciplinas curriculares presenciais deverão ser ofertadas regularmente quando deste retorno”.

 

Para o conselheiro Luiz Fernando Lolli, coordenador do curso de Odontologia e parecerista de vistas da proposta vencedora do CEP, o fator preponderante que levou à decisão de ontem foi a garantia de igualdade de condições a todos os estudantes de graduação, dentro dos princípios constitucionais. Ele comenta sobre o levantamento realizado pela Pró-Reitoria de Ensino, que formulou um questionário on-line para docentes e discentes, buscando informações sobre a situação dos mesmos com relação aos meios de acesso às tecnologias digitais da informação e comunicação.  Os resultados do questionário mostraram uma participação média de 70% entre os alunos, dos quais 90% diziam possuir equipamentos e condições de comunicação para realizar atividades não presenciais.

 

Aqueles 10% que declaram não ter condições de acesso representam mais de 900 estudantes que, segundo Lolli, seriam prejudicados caso a UEM mantivesse o calendário letivo com oferta de disciplinas curriculares a distância. “Impor atividades obrigatórias iriam ferir inclusive os preceitos de inclusão, recentemente, reforçados pela UEM ao avançar nas ações afirmativas”, frisa o professor, fazendo referência à aprovação das cotas raciais e consequente elevação das cotas sociais de 20% para 35%.

 

A mesma ideia é reforçada por Pereira Júnior que afirma: “o CEP aprovou uma resolução que abraça toda comunidade acadêmica, de forma igualitária, como determina a Constituição Federal, para este momento excepcional que o país vive em decorrência da pandemia de covid-19”.

 

Ele comenta que antes de ser levada à plenária se deram intensos debates e várias reuniões informativas e deliberativas no âmbito da Câmara de Graduação, Extensão e Educação Básica e Profissional (CGE). Segundo o relator, a resolução aprovada tanto na CGE quanto no CEP é fruto de um trabalho coletivo intenso de, aproximadamente, vinte coordenadores de cursos de graduação da UEM. “Importantes contribuições à resolução em questão também foram feitas por outros conselheiros durante as reuniões do CEP”, acrescenta.

 

Luiz Fernando Lolli também comenta que a oferta de cursos para a formação aos estudantes ganhará agilidade, uma vez que a tramitação das atividades de extensão é muito rápida se comparada com os ritos necessários para alteração  dos projetos políticos pedagógicos para a oferta de disciplinas a distância nas graduações que não preveem esta modalidade. “A ideia é simplificar ainda mais a tramitação para aprovação de novos cursos de extensão durante este período de exceção”, afirma o professor.

 

Forças Unidas

 

A diretora de graduação da UEM, Maria Eunice França Volsi, salienta que a Universidade segue o regramento do Conselho Estadual de Educação que, em 31 de março deste ano,  publicou a deliberação que institui o regime especial para o desenvolvimento das atividades escolares no âmbito do Sistema Estadual de Ensino do Paraná. De acordo com a referida deliberação, cabe às direções das instituições e redes de ensino a decisão de manter a suspensão do calendário escolar durante o período especial ou optar pela continuidade das atividades  no formato não presencial.

 

Lembrando que na UEM a instância que tem a prerrogativa de tomar decisões acerca do calendário acadêmico é o CEP, Maria Eunice  afirma que diante da decisão colegiada, a  Pró-Reitoria de Ensino irá se empenhar no sentido de dar provimento à resolução do Conselho, atendendo a todos os coordenadores de curso que precisarem de apoio ou auxilio. “Nossas diretorias e órgãos suplementares estão a disposição para realizar o trabalho que for necessário nesse momento de crise, afinal é hora de unirmos força para continuar nosso trabalho e atender as necessidades da nossa comunidade acadêmica com responsabilidade e qualidade, que é a marca de nossa instituição”, sentencia a diretora. 

 

Revisão em 60 dias

 

Em virtude do dinamismo epidemiológico da covid-19, a resolução aprovada deverá ser reavaliada pelo CEP no prazo de 60  dias, possibilitando assim a tomada de novas decisões que se julgarem necessárias para o momento.

 

Importante lembrar que a resolução aprovada não se aplica às atividades de pós-graduação stricto sensu ou lato sensu, inclusive Programas de Residência, cursos naturais da modalidade EAD, atividades de pesquisa, atividades de extensão, atividades administrativas e outras que possam ser realizadas à distância.

 

Sobre a regularização do Calendário Acadêmico da UEM, Pereira Junior opina que os ajustes deverão ser feitos a partir do retorno das atividades presenciais, considerando o contexto que se apresentará naquele momento e destacando que essa retomada se dará a partir da revogação, por ato do Governo Estadual, da suspensão das aulas presenciais.

 

(Comunicação UEM)

 

https://radiomaringa.com.br/noticia/709735/uem-aprova-atividades-extracurriculares-para-estudantes-de-graduacao

Em reunião realizada pela Internet, iniciada nesta quinta (7) pela manhã e que adentrou a noite, o CEP (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão) da UEM (Universidade Estadual de Maringá) decidiu, por o mundo vivenciar um "momento de exceção”, suspender as aulas presenciais (tecnicamente chamadas de "calendário letivo”, que é apenas um dos componentes do "calendário acadêmico”). Foi cogitado migrá-las temporariamente para as aulas remotas para graduação, mas esta proposta foi descartada.

Divulgação/ UEM

 

Os conselheiros definiram que a universidade deverá propor atividades acadêmicas não obrigatórias a distância. Na sessão, que durou mais de dez horas, houve apreciação e discussão do Parecer 001/2020 da Câmara de Graduação, Extensão e Educação Básica e Profissional do CEP, do relator Oduvaldo Câmara Marques Pereira Júnior, bem como de dois pareceres de vista referentes ao primeiro documento, respectivamente dos conselheiros Jeselay Hemetério Cordeiro dos Reis Brasil e Luiz Fernando Lolli.

 

As aulas presenciais do 1º semestre de 2020, previstas para terem começado em 6 de abril, nem sequer haviam iniciado, devido ao isolamento social usado como enfrentamento à covid-19. Mesmo sem estar, até então, com realização de aulas presenciais, oficialmente o calendário letivo da UEM seguia em vigor, já que só poderia ser suspenso por deliberação em plenária do CEP, o que acaba de ocorrer. Quanto aos Programas de Pós-Graduação, por ora estes seguem com atividades remotas.

 

A reunião virtual, presidida pelo reitor Julio César Damasceno, chegou a atingir 164 participantes, a maioria conselheiros: 82 votaram a favor da suspensão; 47 foram contrários; e 1 se absteve. Desde abril, a UEM vinha consultando alunos e professores, de forma on-line, para saber se seria ou não viável a eles a promoção do ensino presencial remoto, que resumidamente se trata da oferta de aulas com uso de Internet e demais tecnologias para que os alunos assistam-nas em casa.

 

Outros assuntos

 

Nessa mesma reunião, os conselheiros do CEP também aprovaram o Relatório Institucional Consolidado Sobre os Grupos PET (Programas de Educação Tutorial) da UEM. Igualmente foi aprovado que bancas de defesa de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) possam ocorrer totalmente por videoconferência – ou seja, com todos os membros on-line, separados geograficamente, tirando a obrigatoriedade de alguém estar presencialmente na universidade durante a pandemia.

 

 

As aulas dos cursos ofertados pelo Núcleo de Educação a Distância da UEM seguem normalmente, conforme já noticiado. Quanto ao Vestibular de Inverno 2020, continuam suspensas as datas para inscrição e realização das provas.

 

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa

 

https://www.bonde.com.br/educacao/noticias/uem-suspende-calendario-letivo-da-universidade-516817.html

 

Em reunião realizada pela Internet, iniciada hoje (7) pela manhã e que adentrou a noite, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) decidiu, por o mundo vivenciar um “momento de exceção”, suspender as aulas presenciais (tecnicamente chamadas de “calendário letivo”, que é apenas um dos componentes do “calendário acadêmico”).

 

Foi cogitado migrá-las temporariamente para as aulas remotas para graduação, mas esta proposta foi descartada.

 

Os conselheiros definiram que a universidade deverá propor atividades acadêmicas não obrigatórias a distância.

 

Na sessão, que durou mais de dez horas, houve apreciação e discussão do Parecer 001/2020 da Câmara de Graduação, Extensão e Educação Básica e Profissional (CGE) do CEP, do relator Oduvaldo Câmara Marques Pereira Júnior, bem como de dois pareceres de vista referentes ao primeiro documento, respectivamente dos conselheiros Jeselay Hemetério Cordeiro dos Reis Brasil e Luiz Fernando Lolli.

 

As aulas presenciais do 1º semestre de 2020, previstas para terem começado em 6 de abril, nem sequer haviam iniciado, devido ao isolamento social usado como enfrentamento à covid-19. Mesmo sem estar, até então, com realização de aulas presenciais, oficialmente o calendário letivo da UEM seguia em vigor, já que só poderia ser suspenso por deliberação em plenária do CEP, o que acaba de ocorrer. Quanto aos Programas de Pós-Graduação, por ora estes seguem com atividades remotas.

 

A reunião virtual, presidida pelo reitor Julio César Damasceno, chegou a atingir 164 participantes, a maioria conselheiros: 82 votaram a favor da suspensão; 47 foram contrários; e 1 se absteve. Desde abril, a UEM vinha consultando alunos e professores, de forma on-line, para saber se seria ou não viável a eles a promoção do ensino presencial remoto, que resumidamente se trata da oferta de aulas com uso de Internet e demais tecnologias para que os alunos assistam-nas em casa.

ASC/UEM

 

https://www.ofatomaringa.com.br/blog/ler?link=uem-conselho-de-ensino-e-pesquisa-decide-pela-suspensao-do-calendario-letivo-

Os debates ocorrem às terças-feiras, às 19h, por meio de lives pelo facebook, conduzidas por uma professora mediadora do curso de Serviço Social

O curso tem por objetivo provocar reexões e análises sobre o panorama atual em conjunto com assistentes sociais (Foto: Portal da Cidade Umuarama)

Curso de Serviço Social da Universidade Estadual de Maringá (UEM) promove, nos meses de maio e junho, o evento de extensão: A pandemia do covid-19 e o trabalho dos assistentes sociais. O Curso, que será realizado por meio de lives, tem por objetivo provocar reflexões e análises sobre o panorama atual em conjunto com assistentes sociais da região do Vale do Ivaí, professores e alunos do curso de Serviço Social da UEM, bem como o papel das políticas sociais e o trabalho do assistente social neste contexto. 

Os debates ocorrem às terças-feiras, às 19h, por meio de lives pelo facebook, conduzidas por uma professora mediadora do curso de Serviço Social da Uem e convidados que atuam nas políticas sociais. “Para iniciar esse ciclo de discussões, convidamos a Assistente Social do INSS, Selma Regina Marques Sherpinski, para falar dos desafios do trabalho do assistente social em tempos de pandemia. Outro debate que também já está agendado para o dia 13 de maio, às 19h, será com a Assistente Social e ex-ministra de desenvolvimento social e combate à fome (ODS), Márcia Lopes, com o tema ‘Proteção social em tempos de covid-19: o Sistema Único de Assistência Social (Suas) em questão’.

Outros temas abordados serão o trabalho do assistente social em tempos de pandemia; o papel do Estado durante a pandemia; a estrutura das políticas sociais para o atendimento das necessidades da população; a ética profissional no contexto da pandemia; o aumento da violência doméstica durante a pandemia; e condições de trabalho do assistente social em tempos de pandemia;

Para emissão do certificado, o participante deve preencher o Google Formulário no link .

A agenda do evento está sendo divulgada, semanalmente, na página do facebook do curso.

Fonte: ASC/UEM

https://umuarama.portaldacidade.com/noticias/educacao/curso-de-servico-social-da-uem-promove-evento-de-extensao-com-foco-na-pandemia-2305

Planta daninha conhecida como leiteiro - amendoim-bravo ou café-do-diabo (Euphorbia heterophylla) - é a décima infestante nas lavouras de grãos que adquiriu resistência ao glifosato no Brasil. O fato foi relatado esta semana pela Embrapa Soja (PR) e pela Cocari - Cooperativa Agropecuária e Industrial, na região do Vale do Ivaí (PR). Apesar de restrito a apenas uma área, está preocupando pesquisadores, técnicos e produtores, especialmente pelo impacto econômico que poderá acarretar se casos semelhantes forem encontrados em outras regiões do País. Os dados estão disponíveis no comunicado técnico: Euphorbia heterophylla: um novo caso de resistência ao glifosato no Brasil.

Para se ter uma ideia, os custos de produção em lavouras de soja com plantas daninhas resistentes ao glifosato podem subir de 42% a 222%, em função dos gastos com herbicidas e também por causa da perda de produtividade da soja.

Segundo o pesquisador da Embrapa Fernando Adegas, os valores aumentam, em média, entre 42% e 48%, para as infestações isoladas de buva e de azevém, respectivamente, e até 165%, se houver capim-amargoso resistente.

O cientista calcula que o custo médio, em reais, no Brasil, para o controle de plantas daninhas é de R$120,00, por hectare. Em infestações mistas de espécies daninhas resistentes ao glifosato, o aumento nos custos de controle é maior. Em áreas com infestação de buva e de capim-amargoso, o custo de controle pode chegar a R$ 386,00 por hectare, ou seja, aumento de 222% no custo de produção. Por isso, o pesquisador defende uma ampla discussão sobre a questão da resistência no Brasil. “Além do impacto econômico que já é sentido, o produtor precisa tomar medidas para minimizar ou conviver com essa resistência.”, diz Adegas.

“Em um cenário de infestação de azevém resistente ao glifosato, por exemplo, existe a necessidade do uso de um herbicida alternativo associado ao produto para controle da infestante. Nesse caso, o custo por hectare fica entre R$ 118,60 a R$ 236,70, o que representa um aumento médio de gasto com herbicidas de R$ 57,65 por hectare”, explica.

Em áreas infestadas com capim-amargoso resistente ao glifosato, Adegas diz que a alternativa de controle passa a ser o uso de herbicidas graminicidas, em média, entre duas e quatro aplicações. Com o aumento nas pulverizações, o custo médio para o controle sobe de R$ 120,00 para aproximadamente R$ 318,00. “Isso tem um impacto de 165% a mais no custo de produção”, avalia.

A descoberta da resistência

A primeira suspeita da resistência do leiteiro (Euphorbia heterophylla) foi observada na safra 2018/2019, quando as plantas daninhas sobreviveram, mesmo após aplicações de glifosato, em uma propriedade na região do Vale do Ivaí. A partir de então, a Cocari comunicou à equipe técnica da Embrapa Soja, que iniciou os estudos comprobatórios do caso de resistência.

Adegas explica que em primeiro lugar foi realizada nova aplicação de glifosato na área afetada, com a dose de bula e a tecnologia de aplicação recomendadas, porém as plantas de Euphorbia heterophylla novamente não foram controladas pelo herbicida.

A segunda etapa do trabalho foi a coleta de sementes das plantas sobreviventes no campo para avaliação pela Embrapa. “É importante destacar que seguimos todo o protocolo para relato de casos de resistência de plantas daninhas a herbicidas, proposto pelo Comitê de Resistência da Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas (SBCPD), sendo o caso também comunicado ao Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas (HRAC-Brasil)”, explica Adegas.

Estudos complementares vêm sendo realizados pela Embrapa Soja em parceria com a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e com a Colorado State University, com o objetivo de estudar o mecanismo de resistência dessa população.

Além do trabalho de constatação da resistência, foram realizados também estudos de manejo da espécie, tanto em casa de vegetação quanto no campo, na própria área com suspeita de resistência. “Nesses trabalhos, foram observados a hipótese da existência de resistência múltipla aos inibidores da acetolactato sintase (ALS), que está sendo verificado por intermédio de experimentos complementares”, conta Adegas.

O pesquisador da Embrapa Dionísio Gazziero lembra que a partir da década de 1990, o leiteiro tornou-se resistente também aos herbicidas inibidores da acetolactato sintase (ALS), que era o grupo com o principal mecanismo de ação utilizado para o controle na época. “Isso tornou o controle dessa planta daninha ainda mais difícil e complicado para os sojicultores brasileiros”, lembra. Dados dessa história estão na publicação Impacto econômico da resistência de plantas daninhas a herbicidas no Brasil (Circular Técnica 132) está disponível para consulta.

Planta tem um grande poder de competição

O leiteiro é uma planta daninha anual disseminada nas principais regiões agrícolas brasileiras, especialmente nos sistemas de produção de grãos, onde está incluída a cultura da soja. Adegas relata que antes da introdução da soja geneticamente modificada para resistência ao herbicida glifosato, essa planta daninha era considerada uma das principais infestantes da cultura da soja. “Isso ocorria porque a planta tem reprodução por sementes que apresentam longa viabilidade e alto potencial de germinação, além de rápido crescimento vegetativo, entre outras características que propiciavam um grande poder de competição dessa infestante com as culturas”, explica.

Como driblar o problema de resistência

Adegas recomenda métodos preventivos para minimizar a questão da resistência em plantas daninhas. Entre eles estão: a aquisição de sementes livres de infestantes; a limpeza de máquinas e equipamentos, especialmente as colheitadeiras e a manutenção de beiras de estrada, carreadores e terraços livres de infestantes. Em relação ao controle mecânico são indicadas capinas e roçadas.

No caso de controle químico, o pesquisador lembra que a principal ação é a utilização de herbicidas de diferentes mecanismos de ação, em sistemas de controle distintos. Há ainda os métodos culturais que podem ser aliados dos produtores como a diminuição dos períodos de pousio, o investimento em produção de palhada para cobertura do solo e a utilização de cultivares adaptadas em espaçamento entre linhas, além da rotação de culturas.

Histórico sobre a resistência

A partir da safra 2005/2006, com a introdução da soja transgênica, o manejo das populações de Euphorbia heterophylla foi muito facilitado. “O controle da infestante era realizado basicamente com duas a três aplicações de glifosato na pós-emergência da cultura”, conta Adegas. Esse sistema de manejo, com a utilização quase exclusiva do glifosato no controle químico das infestantes na cultura da soja, tem resultado em forte pressão de seleção de espécies resistentes ao herbicida. Além do leiteiro, há nove daninhas resistentes no Brasil: Amaranthus palmeri, Amaranthus hibrydus, Chloris elata, Conyza bonariensis, Conyza canadensis, Conyza sumatrensis, Digitaria insularis, Eleusine indica e Lolium multiflorum.

Para que não ocorra o problema de resistência em outras regiões do Brasil, os pesquisadores alertam os produtores para que adotem diferentes estratégias antirresistência.

“É muito importante fazer a diversificação de produtos, com grupos de herbicidas de diferentes mecanismos de ação e adotar a rotação de culturas, enfatiza o cientista. Também é preciso ficar atento às plantas daninhas remanescentes após o controle químico para que o produtor identifique se houve falha no controle ou se pode estar havendo resistência de leiteiro na sua lavoura”, destaca.

https://www.segs.com.br/mais/agro/228941-mais-uma-planta-daninha-resiste-ao-glifosato-no-brasil

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