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Ligados às universidades estaduais, eles são as principais portas de entrada pelo Sistema Único de Saúde

Criados como hospitais ensino, para a formação dos acadêmicos das áreas de saúde, os quatro hospitais universitários das instituições estaduais de ensino superior do Paraná desempenham papel de destaque, prestando serviços gratuitos e de qualidade à população.

Cerca de 392 mil pessoas são atendidas, anualmente, nestas quatro unidades que, seguramente, são a principal porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS) na comunidade onde estão inseridos.

Com 123 leitos e atendimento exclusivo pelo SUS, o HU da Universidade Estadual de Maringá (UEM), por exemplo, recebe a população da macrorregião Noroeste do Paraná, com 115 municípios, onde residem 2 milhões de habitantes.  Em 2018, passaram pelo hospital mais de 60 mil pessoas em áreas como pediatria, cirurgia, ortopedia, ginecologia e obstetrícia. Quando ele foi criado, em 1988, Maringá e região não dispunham de um hospital público para atendimento, o que evidencia, inclusive, sua importância histórica.

A superintendente do hospital, Elisabete Koyabashi, chama a atenção para o fato de que os Hospitais Universitários viveram diferentes formas de inserção no sistema de saúde no Brasil e ganharam maior relevância assistencial a partir da década de 1980, quando os setores filantrópico e privado tiveram uma retração na prestação de serviços ao sistema público de saúde. “Os HUs foram então reconhecidos como estratégicos tanto na formação de profissionais de saúde para a rede quanto nos atendimentos de alta complexidade”, afirma a médica.

Na região dos Campos Gerais, o HU da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) também faz a diferença, a começar pelo volume de internamentos que, nos últimos cinco anos, aumentou 440%. Em números, significa dizer que a unidade, com nove anos de existência, passou de 2,5 mil para 11 mil internamentos neste período, enquanto que o volume de consultas médicas no ambulatório saltou de 31 mil para 72 mil anuais.

 "O HU mudou todo o cenário da saúde dos Campos Gerais. Pacientes que antigamente teriam que ser atendidos em Curitiba ou na região metropolitana, recebem, hoje, tratamento em Ponta Grossa", comemora a diretora geral do hospital, Tatiana Menezes Cordeiro.

Destacando que o HU também é referência em atendimento de traumas, Tatiana Cordeiro explica os acidentes de trânsito respondem por grande parte do número de procedimentos. "Ponta Grossa é o maior entroncamento rodoferroviário do Brasil e, em função disso, o volume de acidentes automobilísticos é imenso. Boa parte dessas vítimas é atendida no serviço de ortopedia e traumatologia do nosso hospital", diz a diretora.

Referência nacional

Em Londrina, o hospital universitário da UEL é o mais antigo em atividade entre os quatro, completando 48 anos de fundação este ano. É também a maior unidade de saúde do interior do Paraná, atuando 100% com o SUS, com oferta de 300 leitos para internações. A unidade abriga o Centro de Tratamento de Queimados, considerado como referência nacional.

O HU da UEL também é referência em outras áreas como, por exemplo, a de Transplante de Medula Óssea, Unidade de Isolamento para Pacientes Portadores de Moléstias Infectocontagiosas e Maternidade para Gestantes de Alto Risco.

Pelo hospital passam pacientes de cerca de 250 municípios paranaenses e de mais de 100 cidades de outros estados. Dados de 2018 revelam a realização de mais de 10 mil cirurgias e de quase 13 mil internações. Somente no Pronto-Socorro foram 25.642 consultas.

Parâmetro em Alta Complexidade

Os números na área de saúde pública do Estado não seriam os mesmos sem a presença do hospital da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) que responde, anualmente, por cerca de 70 mil atendimentos. Inaugurado em maio de 1989, na época com a oferta de 85 leitos, atualmente o HU conta com 243 leitos. É referência em alta complexidade para 119 municípios e o maior prestador de serviço do Sistema Único de Saúde das regiões Oeste e Sudoeste, abrangendo cinco regionais de saúde e uma população de cerca de dois milhões de habitantes.

Parâmetro em alta complexidade nas áreas de trauma-ortopedia, cirurgia vascular e procedimentos em cardiologia intervencionista, cirurgia vascular, cirurgia cardiovascular e neurologia/neurocirurgia, o hospital ocupa um espaço de quase 38 mil metros quadrados, com uma área construída de mais ou menos 27 mil metros quadrados.

Neste espaço funciona uma estrutura que engloba Ambulatórios de Especialidades, Centro Cirúrgico, Centro Obstétrico, Unidades de Tratamento Intensivo e de Cuidados Intermediários, Pronto-Socorro, Diagnóstico por Imagem, Banco de Leite Humano, Centro de Atenção e Pesquisa em Anomalias Craniofaciais e Serviço de Verificação de Óbitos Regional.

Um novo hospital pode integrar esta rede. A partir da implantação, este ano, do curso de Medicina da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) criou-se um movimento em Guarapuava, com apoio de vereadores locais, para que a universidade seja gestora do Hospital Bernardo Ribas Carli, com 600 funcionários e 120 leitos.

Zero Infecções

O HU da UEPG mantém, na UTI Adulto, o projeto Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil, do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com resultados relevantes na redução das infecções associadas à assistência em saúde.

As duas Unidades de Terapia Intensiva do hospital têm mantido, nos últimos seis meses, a taxa zero em infecções de trato urinário. Quanto à pneumonia associada à ventilação mecânica, outra complicação relativamente comum nas UTIs, ambas as unidades atingiram a taxa zero, em janeiro de 2019.

A infecção na corrente sanguínea associada ao uso de cateter vem registrando decréscimos constantes e, em janeiro, foi zerada em uma das unidades do HU.

Na Maternidade, são oito partos por dia e o setor, na concepção da diretora do hospital, revolucionou o atendimento obstétrico em Ponta Grossa e região. O índice de parto natural é digno de países desenvolvidos e a humanização do atendimento obstétrico é referência na região: mais de 70% dos partos realizados no HU da UEPG são partos normais, respeitando tanto os desejos da gestante quanto as indicações médicas para cada caso.

Ampliação da capacidade

O HU da UEM também registra uma atuação importante na área de parto humanizado. Além disso, é referência em atendimentos no Ambulatório de Tratamento de Feridas e Serviço de Informação de Medicamentos, e nos serviços de alta complexidade como transplante de córnea, cirurgia bariátrica e implante coclear.

O hospital praticamente irá dobrar sua capacidade atual quando entrar em funcionamento o prédio da Clínica para Adultos, uma nova ala com mais de oito mil metros quadrados e capacidade para 108 novos leitos hospitalares. A obra, que teve início em 2016, demandou um custo aproximado de R$ 17 milhões em investimentos provenientes do governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde e do Fundo Estadual de Saúde.

O reitor da UEM, Julio Cesar Damasceno, destaca que o processo de expansão do hospital deve continuar com a conclusão de outra obra importante que é o novo centro cirúrgico, cujo projeto engloba onze salas cirúrgicas, central de esterilização, área para atendimento pós-cirúrgico e salas de aula. “Estamos em negociação com "Secretaria de Estado da Saúde para a liberação de recursos para a finalização do centro”, diz o gestor, destacando que serão necessários R$ 7 milhões para finalizar a construção.

Outro hospital que também está aumentando a capacidade de atendimento é o de Ponta Grossa. Atualmente com 168 leitos, a unidade irá acrescentar 20 novos leitos assim que construção da nova ala da Maternidade, em andamento, estiver concluída.

Também em fase de conclusão das obras, o Centro de Hematologia, o primeiro na região de Ponta Grossa a atender pelo SUS, terá dez leitos para internamento, sete cadeiras para infusão de quimioterapia, consultório de hematologista, farmácia para manipulação de quimioterápicos e laboratório especializado em diagnóstico e pesquisa hematológica, além de adequações na agência transfusional para aférese.

A Unioeste está construindo uma nova ala, dedicada exclusivamente ao tratamento de queimados. A obra está praticamente finalizada, faltam alguns retoques finais e a cabine de gerador. A previsão é finalizar no final desse mês.

Formação profissional

Os hospitais de ensino no Brasil são responsáveis pela formação direta de mais de 92.000 profissionais por ano, sendo impactante para a sustentação de vários serviços. Estes profissionais formados dentro dos HUs são aproveitados nas redes pública e privada, trazendo maior competência e qualidade de atendimento.

Além da formação profissional nas Residências Médica, de Enfermagem, de Fisioterapia e Multiprofissionais, os quatro HUs ligados às universidades estaduais também servem de campo de estágio para os alunos de graduação em Medicina, Fisioterapia, Enfermagem, Nutrição, Fonoaudiologia, entre outros.

"Ponta Grossa é um polo educacional e nós somos campo de estágio prático para todos os cursos da área da saúde da UEPG. Também ofertamos vagas às demais instituições da região, em nível superior e técnico", assinala a diretora Tatiana Cordeiro, destacando, que muitos dos especialistas formados pelas residências continuam a atuar no próprio HU.

Vale lembrar ainda que os hospitais universitários têm outra característica de suma importância à sociedade, que é a produção científica, resultado das inúmeras pesquisas em nível de pós-graduação, traduzidas em dissertações de mestrado e teses de doutorado ou de artigos apresentados em congressos.

Eficiência de gestão

Em Maringá, o HU está implementando a gestão de qualidade e a Metodologia Lean, com foco na agilização e efetividade nos atendimentos e processos. A proposta é otimizar os recursos recebidos e favorecer a diminuição de custos. Apesar de ainda ser precoce mensurar os resultados das medidas, especialmente na redução de custos já é possível, segundo a superintendente do hospital, sentir alguns impactos. Elisabete Kobayashi explica que a redução do tempo de permanência do paciente no Pronto-Atendimento e a diminuição do tempo de espera de atendimento e exames são bons indicadores, assim como a agilização de leitos para a internação. São conquistas que o hospital vem acumulando após a implementação do método.

Complexo de Saúde

Os atendimentos realizados pelos HUs vão muito além dos leitos hospitalares. Muitos integram um complexo de saúde que dá suporte e amplia a prestação de serviços. O HU da UEL, por exemplo, conta, além do Centro de Tratamento de Queimados, já citado, com o Hemocentro Regional, o Banco de Leite Humano, a Unidade de Transplante de Medula Óssea, o Banco de Olhos, a Unidade de Quimioterapia, o e a Central de Controle de Intoxicações.

Em Maringá também funciona o Centro de Controle de Intoxicações que dá suporte para o tratamento de quem foi picado por animais peçonhentos ou ingeriu ou inalou veneno, entre eles agrotóxicos usados nas lavouras, com registro de cerca de três mil atendimentos por ano.

Os atendimentos feitos pela Clínica Odontológica, pela Unidade de Psicologia Aplicada, pelo Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas e a Farmácia Ensino também fazem a diferença para a população assistida.

Destaque ainda para o Hemocentro Regional de Maringá, que faz coleta de sangue em 30 municípios, produz e distribui hemocomponentes, como hemácias, plasma e plaquetas, a mais de 30 hospitais.

Banco de Leite Humano

Inúmeros bebês que, por diferentes razões, não podem receber o leite da própria mãe e dele necessitam como fator vital, são beneficiados pelos Bancos de Leite Humano, outro serviço que os HUs prestam.

O de Maringá, por exemplo, capta, processa e distribui, mensalmente, cerca de 300 litros de leite materno para unidades de terapia intensiva de cinco hospitais locais.

Em 2018, o Banco de Leite Humano do HU da Unioeste coletou 3.377 litros, atendendo 215 crianças de zero a dois anos. Também foram registrados 1.822 doadoras de leite humano e distribuiu 2.849 litros de leite.

https://www.diariodoscampos.com.br/noticia/hospitais-universitarios-atendem-cerca-de-400-mil-paranaenses-por-ano

06/06/2019 19:51 em Notícias de Maringá

Que tal, além de ler esta reportagem, ler um livro novinho? Ou, então, vários deles? Os estudantes Caroline Kruse e Eduardo Sbardelotto e tantas outras pessoas já estão fazendo isso, graças à diversidade de obras proporcionadas pela 13ª Feira de Livros e Semana do Livro da Editora da Universidade Estadual de Maringá (Eduem). O evento iniciou hoje (5) e vai até a próxima sexta-feira (7).

São mais de 500 títulos à disposição no estacionamento do Restaurante Universitário (RU) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), em Maringá (PR). Kruse foi eclética: “A evolução do sexo” (John Maynard Smith), “Chordata: Manual para um Curso Prático” (Elizabeth Höfling, Miguel Trefaut Rodrigues, Pedro Luís Bernardo da Rocha, Mônica Toledo-Piza e Ana Maria de Souza), “Dinossauros e outros monstros: uma viagem à pré-história do Brasil” (Luiz Eduardo Anelli), “Estatística Aplicada Usando Excel” (Elvira Maria Alves Nunes e Wesley Marcos de Almeida), “Histórias da Tia Nastácia” (Monteiro Lobato), “Os Elementos: Uma Exploração Visual dos Átomos Conhecidos no Universo” (Theodore Gray) e “Vygotski: A construção de uma Psicologia Marxista” (Silvana Calvo Tuleski).

De quebra, como passou dos R$ 50 em compras pela Eduem, Kruse, que estuda especialização em Biotecnologia na UEM, ganhou um exemplar propício aos estudos: “Biotecnologia microbiana ambiental” (organizado por João Lúcio Azevedo, João Alencar Pamphile, Maria Carolina Quecine-Verdi e Paulo Teixeira Lacava). “Gostei muito da feira, estou feliz com as obras que adquiri! Recomendo que as pessoas venham, prestigiem e comprem. Tem obras importantes”, convida.

Por sua vez, Sbardelotto, mestrando em Engenharia Urbana pela UEM, comprou “A dinâmica da dívida externa brasileira (1964-2014): de devedor externo a credor internacional” (Joaquim Miguel Couto e Odirlei Fernando Dal Moro), “A evolução do pensamento econômico, Volume I: O pensamento econômico da Grécia Antiga à macroeconomia keynesiana” (Rosalina Lima Izepão, Eliane de Araújo, Elisangela Araujo, Joaquim Miguel Couto, Mara Lucy Castilho e Maria de Fátima Garcia), “Aprendendo inteligência: Manual de instruções do cérebro para estudantes em geral” (Pierluigi Piazzi) e “Memórias do invisível: uma reflexão sobre a história no ensino de física e a ética da ciência” (Marcos Cesar Danhoni Neves). Segundo o pós-graduando, estes livros darão a ele uma “leitura de mundo”.

Visite a Feira de Livros

A 13ª Feira de Livros e Semana do Livro da Eduem ocorre de 5 a 7 de junho, das 9h às 21h, no estacionamento do RU da UEM. Há obras de todas as áreas do conhecimento, além de literatura, da Eduem, da Editora da Universidade de São Paulo (Edusp) e da Fundação Editora da Unesp (FEU).

No evento, é oferecido desconto de até 50% sobre o preço de capa. E, ainda, há títulos com valores promocionais, de R$ 5 a R$ 10, e brindes. Para facilitar as compras, há opção de efetuar pagamento com maquininha de cartão.

(Foto: Assessoria UEM)

https://radiomaringa.com.br/noticia/492569/feira-de-livros-da-universidade-estadual-de-maringa-esta-aberta-escolha-ja-suas-proximas-obras

Foto:Divulgação

Proposta de 'Lei Geral das Universidades' faz parte de estudo realizado por uma equipe técnica da Superintendência que busca estabelecer critérios objetivos para a liberação de recursos.

O superintendente da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior Aldo Nelson Bona participou, nesta segunda-feira (3), da reunião da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público para apresentar a proposta de lei que estabelece parâmetros para a gestão de pessoal e repasse de recursos para as universidades estaduais. A proposta será debatida pelos reitores com a comunidade acadêmica e reapresentada no dia 15 de julho. Entre os presentes estava o reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Miguel Sanches Neto.

A proposta faz parte de um estudo realizado por uma equipe técnica da Superintendência que busca estabelecer critérios objetivos sobre a administração didático-científica, patrimonial, de gestão financeira e de pessoal das instituições. A Lei Geral das universidades tem o objetivo de melhorar a qualidade no ensino, por meio dos índices de avaliação nacionais e internacionais, criar mecanismos para a administração eficiente e estabelecer critérios públicos transparentes, respeitando a diversidade de cursos nas universidades.

Para o superintendente Aldo Bona a lei de gestão vai considerar critérios específicos de cada universidade. “O debate sobre os parâmetros que serão utilizados na lei leva em consideração a realidade, a situação histórica e a demanda de cada universidade. Esse assunto é fundamental para que, com clareza de critérios, seja possível proporcionar maior autonomia e previsibilidade financeira para as estaduais”.

A presidente da APIESP e reitora da estadual do Norte do Paraná (UENP), Fátima Padoan, destacou a importância da participação das universidades na elaboração da proposta. “Tivemos uma reunião inicial sobre a proposta de lei que será debatida com a comunidade acadêmica para fortalecer a construção coletiva”.

Também participaram da reunião o reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Sérgio Carlos de Carvalho, da estadual de Maringá (UEM) Júlio César Damasceno, da estadual Centro-Oeste (Unicentro) Osmar Ambrósio de Souza, da estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) Paulo Sérgio Wolf e da Estadual do Paraná (Unespar) Antônio Carlos Aleixo. Também participaram os vices-reitores da Unioeste Moacir Piffer e o vice-reitor da UENP Fabiano Gonçalves Costa.

Governo aposta em critérios de eficiência

Nas últimas semana, o governador Ratinho Junior (PSD) afirmou que uma das ideias é criar uma lei de eficiência em gestão universitária. Ele também garantiu que não haverá cortes nos repasses às universidades. "O que fizemos foi um contingenciamento de recursos para todo o governo, em janeiro. Isso não quer dizer corte. Esse risco de corte não existe”, explicou. “Vamos liberar os recursos necessários em cima daquilo que está programado. De forma alguma queremos prejudicar o trabalho. Estamos organizando esse cronograma de repasses dentro do fluxo de caixa, para que não pese ao Governo e atenda todas as universidades”, garantiu.

Informações da Assessoria de Imprensa.

https://d.arede.info/cotidiano/262138/reitores-discutem-alternativa-ao-contingenciamento

31/05/2019 18:32 em Notícias de Maringá

As publicações científicas das pesquisadoras da Universidade Estadual de Maringá colocaram a UEM em segundo lugar entre as universidades de todo o mundo em um ranking global de diversidade de gênero em pesquisa.

O levantamento foi feito pelo Ranking Leiden que anualmente avalia o desempenho científico das universidades com base na bibliometria, apresentando uma variedade grande de indicadores. Em 2019, pela primeira vez, o instituto calculou a proporção de mulheres entre o número total de autores de trabalhos científicos, considerando as pesquisas publicadas no período de 2014 a 2017.

Na avaliação da UEM entre os 1.288 trabalhos acadêmicos publicados, neste período, em periódicos internacionas, 54,1% eram de autoria feminina, elevando a Universidade para o segundo lugar no ranking.

A primeira classificada foi a Medical University of Lublin, na Polônia com índice de 56%. Mulheres na Ciência Linnyer Beatrys Ruiz Aylon, professora do Departamento de Informática, acredita que há muito a ser comemorado. Ela destaca que as mulheres cientistas têm uma rotina invisível, dividindo o tempo entre os experimentos, as aulas, os cuidados com a família e outras tantos papéis sociais. Embora diga que goste de assumir todas estas funções, Linnyer concorda que fazer ciência é sempre um pouco mais complicado para as mulheres.

“Por tudo isso, considero o ranking espetacular. Ele reflete bem os esforços que temos feito para nos destacarmos na ciência”.

A posição da UEM no levantamento evidentemente faz parte da comemoração da professora, embora diga que a instituição valorize a pesquisa de uma forma geral, independente de gênero. “Importante considerar que a UEM está fora dos grandes centros e neste sentido há muito mais a ser festejado”, diz.

Vale destacar que Linnyer construiu uma carreira acadêmica na área da microeletrônica que, segundo ela mesma, é dominada quase que exclusivamente por homens. Neste cenário ela recebeu, em 2013, o prêmio IEEE Women in Engineering, entregue pelo Institute of Eletrical and Eletronics Engineers.

A láurea foi um reconhecimento por sua contribuição na área de sistemas de computação que está inserida na intersecção da ciência da computação e da microeletrônica e pela representação das mulheres na ciência.

Espaços

O reitor da UEM, Júlio Damasceno, comentou que o Ranking Leiden prestou um grande serviço ao incorporar a métrica de gênero a um levantamento global, colocando em evidência os novos espaços que as mulheres têm ocupado na pesquisa. Ele parabeniza as cientistas da UEM que contribuíram para que a instituição se destacasse no ranking.

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Cloves Cabrera Jobim, também fala da importância da UEM estar classificada como a segunda universidade no mundo em relação ao equilíbrio de gênero em publicações de artigos científicos.

“Além da visibilidade para a Universidade em nível mundial, evidencia não só o quantitativo de mulheres atuando em pesquisas na UEM, mas especialmente as competências das nossas cientistas”, opina o pró-reitor, destacando o crescimento do número de mulheres em cursos de graduação e de pós-graduação em todas as áreas do conhecimento.

Ranking

Na última quarta-feira, a Revista Nature publicou uma matéria sobre o ranking. O texto aponta que os resultados gerais indica que as mulheres são responsáveis ​​por cerca de 30% dos autores de trabalhos acadêmicos em todo o mundo. As universidades européias tiveram, em média, participações de autoras femininas ligeiramente superiores às universidades norte-americanas, e muitas universidades na Ásia ficaram entre as mais baixas.

O ranking analisou a produção de 963 universidades em todo o mundo, tendo usado um algoritmo para atribuir gênero a nomes de autores e determinar quantos eram de homens ou mulheres.

(Foto: Assessoria)

https://radiomaringa.com.br/noticia/489327/uem-e-a-segunda-no-mundo-em-publicacoes-de-trabalhos-cientificos-femininos

Universidades paranaenses oferecem vagas para mestrado e doutorado na área.

Os educadores físicos podem dar continuidade aos estudos, afinal, duas grandes universidades públicas do Paraná têm vagas para cursos de pós-graduação gratuita em Educação Física. Há oportunidades para mestrado e doutorado nas cidades de Londrina e Maringá.

O Programa de Pós-Graduação Associado em Educação Física é oferecido pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). O início das aulas está marcado para o segundo semestre de 2019.

Como funciona a pós-graduação em Educação Física UEL/UEM?

Os cursos de pós-graduação pertencem à modalidade stricto sensu, ou seja, habilita pesquisadores na área de educação física e também prepara profissionais para lecionar em universidades.

Das vagas de mestrado, 11 são oferecidas em Maringá e 7 em Londrina. No que diz respeito as oportunidades para doutorado, 8 estão disponíveis em Maringá e outras 2 em Londrina.

O Departamento de Educação Física trabalha com diferentes linhas de pesquisa. São elas:

- Atividade Física Relacionada à Saúde

- Fatores Psicossociais e Motores Relacionados ao Desempenho Humano

- Trabalho e formação em Educação Física

Para participar do mestrado ou doutorado, o candidato deve escolher uma linha de pesquisa e definir um possível orientador. Também é essencial preencher o formulário de participação, providenciar os documentos exigidos e pagar uma taxa.

Inscrições

O prazo para se inscrever em um dos cursos segue de 27 de maio até 12 de junho de 2019. Os interessados devem efetuar a inscrição em uma das duas instituições participantes, mediante ao preenchimento de um formulário disponível no edital (Anexo 1). A taxa é de R$150,00.

Até o dia 10 de junho, os documentos devem ser encaminhados por correio para o endereço da universidade. Confira abaixo:

Processo seletivo

O processo seletivo será composto pelas seguintes etapas: entrega do anteprojeto de pesquisa e do curriculum vitae. Além disso, também haverá apresentação oral do anteprojeto e entrevista.

A seleção ocorrerá entre os dias 24 e 27 de junho, com divulgação do resultado prevista para 08 de julho. O período letivo terá início no dia 05 de agosto de 2019.

A documentação exigida para fazer pós-graduação gratuita em Educação Física consta no edital, assim como os critérios de avaliação.

Oportunidades em outras áreas

A Universidade Estadual de Londrina (UEL), por meio da PROPPG (Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação), anunciou um total de 287 vagas para mestrado e doutorado no segundo semestre de 2019. A instituição pretende selecionar alunos para 27 programas em diferentes áreas do conhecimento.

Além dos cursos de mestrado e doutorado para educadores físicos, há oportunidades nas áreas de Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Estudos Sociais Aplicados e Tecnologia e Urbanismo. Consulte mais informações neste outro edital.  

https://viacarreira.com/pos-graduacao-gratuita-em-educacao-fisica/

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