Sidebar

08
Qua, Jul

A mancha alvo (Corynespora cassiicola) é uma das principais doenças que afetam a cultura do pepino, com capacidade para reduzir a produtividade em até 60%. Para efetuar o controle é necessário atenção a aspectos como escolha do híbrido, densidade de plantas, sistema e manejo da irrigação, manejo do ambiente, estado nutricional das plantas e práticas culturais.

Agente causal da ‘mancha alvo’ ou ‘mancha de corinespora’, Corynespora cassiicola ((Berk. & Curtis) Wei, 1950) tem sido relatado em mais de 360 espécies hospedeiras ao redor do mundo. No Brasil, dentro do grupo das hortaliças e frutas, esse patógeno tem ocasionado danos expressivos à cultura do pepino (Cucumis sativus L.) com redução de até 60% da produtividade (Verzignassi et al., 2003). As altas perdas na cultura de pepino partenocárpico estão relacionadas com a baixa eficiência dos fungicidas empregados para o controle da doença, contudo, práticas como, escolha do híbrido (diferentes graus de resistência), densidade de plantas, sistema e manejo da irrigação, manejo do ambiente, estado nutricional das plantas, práticas culturais, entre outras, podem ser relacionadas com o sucesso ou insucesso no controle da doença no campo.

Lesões foliares iniciam-se como pequenas pontuações cloróticas, denominadas ‘Flecks’, que evoluem para manchas de coloração marrom a marrom-escura, com centro claro, de formato circular a irregular, com ausência ou presença de halos (cloróticos, marrom-avermelhado ou marrom-escuro) e presença de áreas com aspecto encharcado, podendo abranger 1,0mm a 20,0mm de diâmetro. Com a evolução da doença, as lesões coalescem, sendo observadas extensas áreas necrosadas e morte de tecidos e planta. Os frutos não são afetados diretamente pela doença, contudo, problemas no desenvolvimento, tais como, frutos deformados e de tamanho reduzido podem ser constatados em ataques severos.

Mancha-alvo em pepino partenocárpico. (A) lesões de iniciais “Fleks” e (B) lesões coalescentes com aspecto encharcado.

A sobrevivência do patógeno pode ocorrer em restos de culturas por até dois anos, na forma saprofítica ou através de estruturas especializadas de resistência chamadas clamidósporos (Oliveira et al.; 2012). Além de restos culturais, hospedeiros alternativos, tais como, plantas daninhas (trapoeraba, assa-peixe e lantana) e culturas comerciais (soja, tomateiro, acerola, mamoeiro, entre outras), quando margeiam áreas de cultivo dessa cucurbitácea podem contribuir como inóculo inicial para o começo da doença no campo.

Em trabalhos realizados no Laboratório de Fitopatologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Vida et al. (2004) (Comunicação pessoal), através do teste de papel de filtro e do teste de transmissão em areia, relataram a presença do patógeno em sementes e a transmissão para plântulas de quatro híbridos de pepino partenocárpico (‘Natsubayashi’, ‘Hokushin’, ‘Tsuyataro’ e ‘Samurai’). Segundo os autores, o nível de contaminação chegou a 35% nas sementes de ‘Tsuyataro’. C. cassiicola encontra-se associado interna e externamente às sementes de pepino. Assim, a transmissão por semente deve ser considerada quando se objetiva o controle da doença.

Quanto ao manejo do ambiente de plantio, a cultura deverá ser posicionada de modo a favorecer o fluxo de ar em seu interior, otimizando a remoção do excesso de umidade e consequentemente desfavorecendo a doença. Outra forma de redução da umidade está relacionada com o espaçamento entre linhas entre plantas, e a condução da haste principal e hastes laterais. Cultivos adensados favorecem ao aumento da umidade relativa e oferta de água livre na superfície foliar, fatores que colaboram para a ocorrência da doença no campo.

Plântula de pepino partenocárpico com a presença de sintomas da mancha alvo.

Na adubação, fertilizantes nitrogenados em excesso favorecem o desenvolvimento de tecidos mais tenros e aumento do ciclo da cultura, o quê pode predispor a cultura ao ataque de C. cassiicola. Além disso, o excesso desse elemento implicará no crescimento extra dos órgãos aéreos, caule, ramos laterais, pecíolos e folhas, o que promoverá menor circulação de ar no interior da cultura, aumento da umidade relativa e temperatura e, por conseguinte, crescimento da severidade da doença.

O controle dessa doença no campo inicia-se com o manejo do ambiente. A doença é favorecida por temperaturas elevadas e alta umidade relativa, presença de água livre na superfície foliar provocada por longos períodos de chuvas ou condições de irrigação inadequadas, associadas a más condições de ventilação/aeração na área de cultivo. A disseminação do patógeno, após início da epidemia, ocorre pela dispersão dos esporos (conídios) produzidos nos sítios de infecção através de ventos e respingos de água. Essa doença tende a ser mais severa em áreas de cultivo protegido (estufas).

No campo, a escolha do híbrido/variedade a ser cultivado, em áreas onde a doença é recorrente, pode representar importante ferramenta para o controle, uma vez que apresentam diferentes graus de resistência/suscetibilidade. Oliveira et al. (2006) e Terramoto et al. (2011) identificaram entre híbridos de pepino partenocárpicos, que o híbrido ‘Tsuyataro’ apresentou maior suscetibilidade, ao passo que, o ‘Natsubayashi’, ‘Taisho’, ‘Nikkey’ e ‘Yoshinari’  mostraram menor suscetibilidade à C. cassiicola.

Uma forma de prevenção de infecções nos primeiros estádios de desenvolvimento da cultura é o tratamento de sementes (uma vez que o patógeno sobrevive e é transportado por sementes) bem como, o tratamento de plântulas ainda em bandejas, com fungicidas sistêmicos, o que contribui para que o potencial de inóculo veiculado por sementes seja satisfatoriamente reduzido, contribuindo assim, para uniformidade do estande e para o atraso do início dos ciclos epidêmicos da doença.

Folha com lesão marrom de formato aircular, característica da mancha alvo.

Os restos culturais constituem outra forma de sobrevivência do patógeno, e o tecido vegetal sintomático fonte de inóculo secundário da doença. A destruição dos restos vegetais ao final do ciclo de cultura, bem como a remoção do tecido vegetal sintomático senescente durante o ciclo de cultivo, contribuem significativamente para a redução do inóculo inicial no ciclo seguinte da cultura e dos ciclos secundários da doença respectivamente. 

Quanto ao controle químico da Mancha-alvo em pepino partenocárpico, resultados de pesquisa recente indicaram a baixa eficiência de fungicidas no tratamento curativo desta doença. Os resultados expressivos têm sido observados em tratamentos protetivos. Oliveira (2008), avaliando a eficiência de diferentes grupos de fungicidas para o controle da doença no híbrido Tsuyataro, observou que a mistura piraclostrobina + epoxiconazole (sem registro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para a cultura) e a azoxistrobina promoveram maior redução da doença, quando aplicados preventivamente. Semelhantemente, Teramoto et al. (2011) identificaram a azoxistrobina como tratamento mais eficiente para o controle da doença em Tsuyataro e Nikkey. Ambos os autores, relataram a baixa eficiência do tiofanato-metílico no controle da doença, sugerindo resistência do patógeno ao princípio ativo, tal como verificado em estudos realizados no Japão em 2004.  

Ricardo Oliveira, João Vida, Dauri Tessmann, UEM; Jefferson Fernandes do Nascimento, UFRR; Paulo F. Maraus e José U. T. Brandão Filho, UEM

Artigo publicado na edição 80 da Cultivar Hortaliças e Frutas

https://www.grupocultivar.com.br/artigos/como-controlar-mancha-alvo-em-pepino

 

18/06/2020 15:05 em Notícias de Maringá

A Universidade Estadual de Maringá (UEM), por meio de 47 voluntários, alunos bolsistas do Programa de Educação Tutorial (PET) do Curso de Informática contratados por meio de um chamamento em parceria com a Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Governo do Estado, auxiliam no atendimento ao programa TechAjuda, criado pela Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), com o objetivo de auxiliar pessoas com dificuldades tecnológicas no período de isolamento social.

O projeto surgiu quando colaboradores da Celepar perceberam a necessidade e dificuldades das pessoas, principalmente idosas, quanto ao uso de celular e internet ao acessar programas sociais oferecidos neste momento de pandemia, como o Cartão Comida Boa, do Governo do Estado, ou o Auxílio Emergencial, do Governo Federal.

“O TechAjuda é uma solução de auxílio e suporte para à população que enfrenta dificuldades com o uso de celular, internet e outras ferramentas tecnológicas que podem ser úteis neste momento de pandemia e isolamento social” explica Luiz Gustavo Dalazen, coordenador do projeto na Celepar.

Os cidadãos podem receber as orientações sobre as soluções tecnológicas por meio do WhatsApp (41) 99124-2342 ou pelo link wa.me/5541991242342.

Os atendimentos serão realizados de segunda a sexta, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 18h.

(Comunicação UEM)

https://radiomaringa.com.br/noticia/740208/universidade-estadual-de-maringa-auxilia-no-atendimento-do-techajuda

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo da Universidade Estadual de Maringá (UEM), no Paraná. São 47 vagas para atuar no combate à pandemia de coronavírus.

Há oportunidades paras as seguintes áreas de atuação: Fonoaudiólogo (1);  Farmacêutico (3); Assistente Social (2); Bioquímico (6); Enfermeiro (20); Fisioterapeuta (6); Nutricionista (2) e Técnico em Laboratório (7).

A remuneração varia entre R$ 2.175,38 a R$ 3.318,79 em jornadas por 30 a 40 horas de trabalho semanais.

As inscrições podem ser feitas até 19 de junho de 2020. A ficha está disponível em http://www.drh.uem.br/concurso/Edital_51_2020_prh_informacoes.htm

Data de publicação nesta página EDITAL 51/2020-PRH – PSS para HUM

16-06-2020 Edital 52/2020-PRH – resultado de pedido de isenção

03-06-2020 Menu do Candidato

03-06-2020 Formulário para inscrição

03-06-2020 Requerimento de isenção do pagamento da taxa de inscrição para prestador de serviço eleitoral ou doador de sangue

03-06-2020 Requerimento de isenção do pagamento da taxa de inscrição para pessoa com deficiência

03-06-2020 Orientação para inscrição

03-06-2020 Instrução Normativa – Procedimentos para Isenção de taxa

 

03-06-2020 Edital 51/2020-PRH – abertura das inscrições 

 

https://www.horabrasil.com.br/129988/uem-pr-abre-47-vagas-em-processo-seletivo/

O governador Carlos Massa Ratinho Junior autorizou a contratação de 435 agentes universitários para compor os quadros técnicos dos hospitais universitários de Londrina, Maringá e Cascavel. Os profissionais vão reforçar o atendimento nas alas destinadas exclusivamente ao tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus.

Gilson Abreu/AEN

Entre os profissionais que serão chamados estão médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, técnico em radiologia, farmacêutico, psicólogo, nutricionista, assistente social e técnico administrativo.

O processo seletivo para a contratação será divulgado nos sites das universidades e os selecionados atuarão nos hospitais por um período de seis meses. No total, o Governo do Estado vai investir cerca de R$ 31 milhões com os novos profissionais.

"Os hospitais universitários são referências nas suas regiões e em todo o Paraná. Anunciamos novos equipamentos, leitos e os profissionais vão completar essas estruturas modernas que vão ficar para as universidades”, afirmou Ratinho Junior. "É um esforço conjunto do Governo do Estado para atender as demandas da população”.

Serão contratados 190 profissionais para o Hospital Universitário da UEL, 128 para o HU da UEM e 117 para o HU da Unioeste. A contratação possibilita a ampliação imediata de 234 leitos de internação hospitalar, 144 leitos de UTIs, além da implantação de alas exclusivas de Pronto Atendimento para pacientes com síndromes gripais e respiratórias.

Investimentos

A Secretaria de Estado da Saúde contratou 108 novos leitos para o Hospital Universitário de Maringá. Dez UTIs e 15 enfermarias já estão ativadas. O investimento realizado foi de R$ 15,3 milhões, sendo R$ 7,8 milhões para custeio para os próximos seis meses e R$ 7,5 milhões em equipamentos. O espaço utilizado para tratamento exclusivo de pacientes da Covid-19 será a ala da clínica para adultos do HU.

O reitor da UEM, Júlio César Damasceno ressaltou o esforço do Governo do Estado nas ações de combate ao coronavírus. "A liberação de recursos para a contratação de pessoal para o Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM) vai permitir a ativação da nova ala do HUM, colocando em funcionamento 108 leitos, dos quais 20 UTIs, que permanecerão reservados ao atendimento aos pacientes da Covid-19, enquanto durar a pandemia”, pontuou.

No Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina (HU-UEL) houve ampliação para 214 novos leitos de UTI e de enfermaria – 114 já foram ativados, sendo 36 UTIs, duas UTIs pediátricas e 76 enfermarias. O investimento foi R$ 3 milhões em equipamentos e R$ 21 milhões para custeio. Uma das novas estruturas temporárias para a Covid-19 é o prédio de cinco mil metros quadrados da nova maternidade do hospital.

Já no Hospital Universitário do Oeste do Paraná, em Cascavel, o número de leitos de UTI passou de 10 para 20. O governador assinou o repasse de R$ 8,4 milhões para a ampliação dos leitos de UTI e de enfermaria, e mais R$ 2 milhões para a compra de equipamentos que darão suporte ao atendimento nestes leitos. Há possibilidade de ampliação de mais 10 leitos de UTI.

"Esses profissionais são essenciais nesse momento de crescimento da pandemia. Agradecemos ao Governo do Estado por fortalecer o HUOP que é referência no tratamento na região Oeste do Paraná”, destacou o reitor da Unioeste, Alexandre Almeida Webber.

O Hospital Regional Universitário dos Campos Gerais recebeu na última quarta-feira (10) mais dez leitos de UTI. No total, a unidade própria do Estado tem 20 leitos de UTI para pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19. Foram repassados R$ 7,8 milhões para viabilizar os espaços.

Leitos

O Paraná tem 660 leitos de UTI e 1.126 leitos de enfermaria exclusivos para atendimento da Covid-19 em todas as macrorregiões do Estado. A Secretaria de Estado da Saúde tem o planejamento de aumentar essa estrutura nas próximas semanas diante do aumento da circulação do vírus no Paraná.

 

 

"A estratégia do Estado em disponibilizar leitos exclusivos e regionalizados para atendimento a casos de coronavírus tem por objetivo diminuir a contaminação nos serviços de saúde, separando estes pacientes dos demais e garantindo atendimento aos casos que demandem internação. A ampliação dos leitos é contínua e gradativa de acordo com a demanda”, ressaltou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

AEN - PR com Redação Bonde

https://www.bonde.com.br/saude/noticias/parana-vai-contratar-435-profissionais-para-hospitais-universitarios-519094.html

15/06/2020 16:34 em Notícias de Maringá

A Reitoria da Universidade Estadual de Maringá (UEM) vem a público prestar alguns esclarecimentos sobre a Lei nº 20.225, sancionada em 26 de maio deste ano, que regulamenta os cargos comissionados e as funções gratificadas nas universidades estaduais paranaenses.

Importante dizer que referida lei garante segurança jurídica às universidades, que até então necessitavam de instrumento legal para regularizar os cargos comissionados e as funções gratificadas. Em contrapartida, a UEM terá de fazer ajustes para se enquadrar na nova legislação, considerando que os números de cargos apresentados são inferiores na comparação com a estrutura que a UEM dispõe em seu modelo atual.

A adequação à lei requer modelos viáveis para as funções existentes hoje na UEM, cabendo esclarecer que não há nenhuma intenção em retirar os secretários e secretárias dos atuais locais de atuação, incluindo aqueles e aquelas que atuam nos programas de pós-graduação stricto senso. Porém, torna-se necessário a redistribuição das funções administrativas praticadas em observância a nova lei, devendo os valores dispensados sofrer impacto por força da mesma.

Por fim, as mudanças na universidade serão encaminhadas dentro daquilo que prevê as resoluções e regimento interno, ouvindo, inclusive, os coordenadores de cursos de pós-graduação. É importante mencionar que a UEM está inserida em um contexto de mudanças originadas no cenário político atual. É uma nova realidade que requer, em algum momento, a retomada da Reforma Administrativa, a qual será discutida dialogicamente no âmbito do Conselho Universitário da instituição.

(Comunicação UEM)

https://radiomaringa.com.br/noticia/737867/uem-emite-nota-de-esclarecimento

Mais Artigos...