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Dom, Mai

Imagem/Divulgação 

Escolas e universidades de todo o Brasil estão com as aulas suspensas devido à pandemia do novo coronavírus. Em meio a incertezas, há instituições que adotaram atividades online e outras que optaram por antecipar o recesso do meio de ano para o mês de abril.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) publicou uma medida provisória que suspende a obrigatoriedade do cumprimento de 200 dias letivos no ano, porém manteve a carga mínima de 800 horas para a educação básica.

Mas de que forma a paralisação afeta o ano letivo de 2020? Haverá reposição de aulas? As férias de julho estão mantidas? O que acontece com os vestibulares e o Enem? Veja, abaixo, o que se sabe e o que ainda é dúvida:

Onde as aulas presenciais estão suspensas?

Na rede pública estadual, segundo o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), as aulas estão suspensas em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Desses, 11 estão em período de recesso escolar (ou seja, anteciparam as férias do mês de julho).

Segundo a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), cujos dados mais atualizados são do dia 26 de março, apenas os estados do Pará e do Paraná não estavam com as aulas suspensas em toda a rede pública municipal.

Mesmo assim, em ambos os estados, mais da metade dos municípios haviam paralisado suas aulas presenciais (87 de 144 cidades no Pará e 317 de 399 municípios no Paraná).

Na rede federal, que engloba escolas, institutos federais e universidades públicas e particulares, o MEC (Ministério da Educação) diz que cada unidade tem autonomia para decidir sobre a suspensão ou não das aulas.

Já as escolas particulares podem ter as aulas suspensas por decretos de governadores, como é o caso do Paraná e de São Paulo, por exemplo.

Quando voltam as aulas presenciais?

Não há, por enquanto, nenhuma previsão de retomada das aulas.

Em São Paulo, a Secretaria Municipal de Educação decidiu antecipar o recesso escolar de julho para o período entre os dias 23 de março e 9 de abril, com o objetivo de reduzir os riscos de infecção pelo novo coronavírus.

Mas, até o momento, não há nenhuma informação sobre uma possível retomada das aulas após esse período. Ao UOL, a secretaria diz que seguirá as medidas indicadas pela área da saúde e que estuda alternativas caso o período de isolamento seja prolongado.

Mortes por coronavírus no Brasil total de mortes mortes por dia

 

Fonte: Ministério da Saúde

Na rede estadual, os recessos de abril, julho e outubro também foramadiantados. O UOL apurou que a secretaria avalia fazer a adesão de aulas adistância a partir de maio. A pasta ainda estuda parcerias com empresas detelefonia e tecnologia, para garantir o acesso dos estudantes aos aparelhosnecessários para as atividades.

O Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo),sindicato patronal que representa as escolas privadas, orientou as instituições aanteciparem o recesso de julho para o mês de abril.

Benjamin Ribeiro da Silva, presidente do Sieeesp, diz que cerca de 8 mil das 10mil escolas particulares de São Paulo que são ligadas ao sindicato aderiram àmedida.

As escolas e universidades podem oferecer aulas e atividades adistância? Essas aulas podem ser aproveitadas no ano letivo? Sim. A LDB (Lei de Diretrizes e Bases) permite que, em situações emergenciais, os sistemas de ensino estaduais e municipais da educação básica ofereçam atividades a distância. Para isso, é preciso uma autorização da autoridade educacional do estado ou do município.

Para o ensino superior, o MEC publicou portarias em março autorizando o uso de aulas a distância, para cursos que já se encontram em andamento.

As universidades, no entanto, têm autonomia para decidir sobre a adesão ou não do ensino a distância. Um levantamento realizado pela Folha mostra que 60% das universidades federais preferiram suspender o calendário, em vez de adotar a educação a distância.

Haverá necessidade de reposição de aulas quando as atividades presenciais forem retomadas?

É uma possibilidade. Caso as escolas ou redes de ensino não puderem ou optem por não adotar atividades de educação a distância, as atividades precisarão ser repostas.

Segundo o CNE (Conselho Nacional de Educação), eventuais decisões sobre o formato de reposições necessárias devem ser feitas pelos estados e municípios, que podem também decidir sobre a reorganização do calendário escolar.

No caso das universidades, as instituições também têm autonomia para decidir sobre a reorganização do calendário.

As férias de julho estão mantidas?

Depende.

Nas unidades de ensino em que houve antecipação das férias, como em algumas escolas particulares de São Paulo e em toda a rede pública estadual e municipal, não haverá outro recesso no mês de julho.

O Sinpro (Sindicato dos Professores de São Paulo), que representa os docentes da rede particular, diz ser contrário à medida, porque ela pode sujeitar professores com mais de um emprego ao duplo trabalho, sem ter direito a férias reais no ano de 2020.

Nas universidades, ainda não se sabe se as férias de julho estão mantidas. O ano letivo de 2020 pode se encerrar apenas em 2021?

Dependendo do período pelo qual a suspensão das aulas presenciais se estenda, sim. Mas vale lembrar que aulas e outras atividades online podem ser aproveitadas no ano letivo (isto é, dentro das horas de trabalho escolar).

Os vestibulares de inverno estão mantidos?

Algumas instituições que realizam vestibulares na metade do ano optaram por suspender as provas. É o caso, por exemplo, da UEM (Universidade Estadual de Maringá), da UECE (Universidade Estadual do Ceará) e da Acafe (Associação Catarinense das Fundações Educacionais). Segundo as instituições, um novo cronograma com as datas das provas será divulgado em breve.

O Enem está mantido?

Segundo o MEC, sim. O edital do exame foi divulgado na última terça (31) pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), que decidiu manter a realização das provas presenciais para os dias 1º e 8 de novembro deste ano.

Este também será o primeiro ano em que o Enem será realizado em formato digital, nos dias 11 e 18 de outubro. Mas, mesmo na prova digital, os candidatos terão que comparecer ao local de realização do exame, já que não será permitido o uso de computador próprio.

A decisão do Inep por manter o cronograma do Enem foi alvo de críticas por  entidades estudantis, secretários de educação e até do ex-ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), que comandou o MEC na gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB).

https://educacao.uol.com.br/noticias/2020/04/03/ano-letivo-em-2020-o-que-se-sabe-e-o-que-ainda-e-duvida.htm

A proibição do uso dos cães está determinada sob a pena de multa de R$ 1.000 ao dia

Imagem: Danilo Verpa/Folhapress

A UEM (Universidade Estadual de Maringá) está proibida de usar cachorros em seus experimentos no departamento de odontologia. A  determinação foi expedida hoje pelo juiz Fabiano Rodrigo de Souza, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Maringá, e ainda cabe recurso.

A sentença é resultante de uma ação civil pública movida pelo MP-PR (Ministério Público no Paraná) em 2011. A denúncia apontou que a UEM usava cachorros, a maioria da raça beagle, em experimentos operatórios no curso de odontologia.

Para o MP, os cães "eram criados fadados à morte", porque após os procedimentos, os animais "eram eutanasiados com overdose de anestesia e as carcaças não aproveitadas seguiam para incineração". A prática ocorria desde 1980, segundo a acusação.

O magistrado Fabiano Rodrigo de Souza considerou que dar atenção aos direitos dos animais consiste em garantir o equilíbrio ambiental sustentável, o que como consequência, também garantiria os "direitos dos homens".

"Os direitos dos animais, antes de qualquer coisa, também consistem em direitos dos homens, ou seja, direitos destes ao meio ambiente Bolsonaro critica livro didático, mas MEC diz que não será muito diferente "Imprecionante", "kafta" e "paralização": as escorregadas de Weintraub

Quem trata animais como filhos pode sofrer transtornos, diz pesquisador equilibrado, sustentável. Nesse raciocínio, proteger os animais de práticas que lhes cause dor e sofrimento é dispensar atenção ao próprio homem", diz trecho do despacho.

A proibição do uso dos cães está determinada sob a pena de pagamento de multa de R$ 1.000 ao dia por eventual descumprimento.

A UEM está de recesso geral até amanhã, o que ainda impossibilitou a notificação pela Justiça e o posicionamento da instituição sobre sentença por meio da assessoria de imprensa.

Beagles eram os preferidos por serem dóceis

De acordo com a denúncia do MP, os experimentos eram realizados em cachorros com idades entre 1 e 2 anos.

A acusação usou um relatório expedido pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), que apontou a prática de maus-tratos e a criação no canil em ambiente inadequado.

O MP acrescentou que "a própria eutanásia [por anestesia] era irregular, porque não seguia o protocolo correto e, ainda, era feita por leigo (mediante exercício ilegal da profissão), possibilitando sofrimento e dor" e que "do ponto de vista ético, tais experimentos são questionados mundialmente, porque animais sentem dor e sofrimento, bem como por conta da falta de confiabilidade das pesquisas".

Uma testemunha ouvida na investigação justificou a preferência pelos cachorros da raça beagle devido às características do animal: baixa estatura, docilidade e semelhança dentária com humanos. À época, a UEM sustentou que os cachorros eram criados "dentro das normas preconizadas na legislação sanitária". Nas alegações finais apresentadas antes da condenação de hoje, a universidade ainda argumentou que não poderia ser condenada porque desativou o canil em 2012.

https://educacao.uol.com.br/noticias/2020/01/09/pr-justica-proibe-universidade-de-usar-caes-em-experimentos-odontologicos.htm

Ele media cerca de 80 centímetros de altura e 1,5 m de comprimento. Carnívoro, se alimentava de pequenos animais. Bípede, com três dedos no pé, o do meio servia para a locomoção. É o Verspersaurus paranaensis, o primeiro dinossauro encontrado no Paraná - e, até o momento, o único do tipo no Brasil.

Estudos indicam que a espécie viveu há 90 milhões de anos em uma região desértica, no sudoeste brasileiro, durante o período cretáceo. Dezenas de fósseis do animal foram localizados em um sítio, na cidade de Cruzeiro do Oeste (a 530 quilômetros de Curitiba).

A pesquisa foi realiza por meio de parceria entre pesquisadoras de Cruzeiro do Oeste, da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da Universidade de São Paulo (USP), campus de Ribeirão Preto.

Os resultados dos trabalhos e as informações relativas ao Vespersaurus paranaensis foram divulgados à imprensa nesta quarta-feira, 26, em um evento realizado em Maringá (a 426 quilômetros de Curitiba), sede da UEM. A pesquisa também foi publicada como artigo cientifico na revista internacional Scientific Report nesta quarta.

Um grupo de cerca de 10 pesquisadores, entre alunos e professores nas áreas de história, geologia e paleontologia, realizaram as escavações e análises. Tomografias e simulações digitais indicaram o possível modo de vida do Vespersaurus.

Cruzeiro do Oeste, município do interior do Paraná, já era referência em trabalhos paleontológicos. Por lá, já foram encontrados fosseis de lagarto e pteurossauro em um sítio.

Uma das responsáveis pela descoberta do dinossauro paranaense é a historiadora do laboratório de paleontologia de Cruzeiro do Oeste, Neurides de Oliveira Martins. Ela realizava um estudo em um bloco de arenito retirado de um sítio arqueológico da cidade quando localizou itens até então desconhecidos.

"Comecei a encontrar ossos de pterossauro. No entanto, percebi ossos diferentes. Encontrei material da parte pélvica do indivíduo e comecei a fazer estudos sozinha, no laboratório de paleontologia. Comecei a estudar fóssil por fóssil. Uma vértebra, uma vértebra caudal, até perceber que era um pé de dinossauro. Foi uma surpresa grande, mas, se tratando de Cruzeiro do Oeste, a gente pode encontrar de tudo", disse. Na sequência, especialistas da UEM e da USP foram convidados a trabalhar no material.

Segundo os pesquisadores, um dos diferenciais é que esse fóssil indica que o Vespesaurus paranaensis é o mais completo terópode do Brasil: 40% dos ossos do dinossauro foram localizados. O terópode é um tipo de dinossauro que ficava de pé. O mais conhecido deles é o tiranossauro.

"Com o que temos, sabemos que o Vespersaurus era bípede, vivia em uma região desértica, tinha braços pequenos, vértebras altamente perfuradas, com sacos aéreos, dedo central alongado, com base no qual se locomovia. Os dois dedos laterais tinham forma de lamina que serviam para cortar o que ele capturava", explicou Max Langer, pesquisador da USP-Ribeirão Preto, um dos responsáveis pelo trabalho.

Vespersaurus paranaensis

O nome dado ao animal vem de "vesper" (oeste/noite, em latim), "sauros" ( lagarto, em grego) e paranaenses porque foi encontrado no Paraná.

De acordo com os pesquisadores, essa espécie era um tipo raro, com registros apenas na Argentina e em Madagascar.

Nos anos 1970 foram encontrados os primeiros fósseis de animais que viveram há milhões em Cruzeiro do Oeste. Desde os anos 2010, mais pesquisas têm sido realizadas na cidade. Em 2014, uma trabalhou apresentou fósseis de lagarto e um ptesossauro, espécie que tinha asas, um "primo" dos dinossauros.

O local em que o Vespersaurus foi encontrado é uma área de 400 metros quadrados. Os fósseis estavam em um espaço de 25 metros quadrados. Por esse motivo, pesquisadores estão animados com a oportunidade de localizar novos itens que possam contribuir com as pesquisas paleontológicas.

"O campo está aberto a todos os pesquisadores. Não queremos que fique apenas com um grupo específico", afirmou Neurides de Oliveira Martins.

O Vespersaurus paranaensis é a oitava espécie de terópode encontrada no Brasil.

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2019/06/26/vespersaurus-paranaensis-o-primeiro-dinossauro-encontrado-no-parana.htm?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter

Mudanças visam aumentar número de candidatos e reduzir os custos de aplicação. Vestibular de Inverno será no dias 14 e 15 de julho.

 

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) anunciou nesta semana mudanças no seu processo seletivo. A partir do Vestibular de Inverno 2019, as provas serão aplicadas em dois dias em vez de três.

Até o Vestibular de Verão 2018, realizado em dezembro do ano passado, os candidatos participavam de três dias de provas, no período da manhã e com quatro horas de duração cada dia.

Como era

1º dia: 40 questões objetivas de conhecimentos gerais

2º dia: 20 questões de Língua Portuguesa, Literatura e Língua Estrangeira e uma Redação

3º dia: 40 questões sobre disciplinas específicas, conforme o curso escolhido 

Agora, as provas serão aplicadas em dois dias, no período da tarde e com duração de até cinco horas.

Como vai ficar

1º dia: 40 questões objetivas de conhecimentos gerais e uma Redação

2º dia: 10 questões objetivas de Língua Portuguesa, 5 de Literatura, 5 de Língua Estrangeira e 30 de Conhecimentos Específicos (15 de cada matéria)

As provas do Vestibular de Inverno 2019 serão realizadas nos dias 14 e 15 de julho. O período de inscrições será de 8 de abril a 8 de maio. Serão oferecidas 1.492 vagas, sendo 287 para cotistas. O programa das provas já foi divulgado.

Objetivo

Segundo a universidade, as mudanças no vestibular visam aumentar o número de candidatos, reduzir custos com a logística de aplicação das provas e se alinhar com outros vestibulares aplicados no País. No ano passado, a Fuvest também diminui os dias de provas.

Ricardo Dias, vice-reitor da UEM, afirmou que o objetivo das mudanças é “estimular que um maior número de concluintes do ensino médio tenham acesso à universidade pública e que os recursos para a realização dos vestibulares sejam melhor empregados”. 

https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/noticias/uem-diminui-dias-provas-vestibular/344918.html

Provas foram aplicadas para os alunos dos 1º e 2º anos do ensino médio em 25 de novembro de 2019

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) divulgou as notas das duas primeiras etapas do Processo de Avaliação Seriada (PAS) 2018 nesta segunda-feira, 11 de fevereiro. A pontuação será acumulada para as próximas fases da seleção. 

Confira as notas do 1ª etapa PAS UEM

Veja as notas da 2ª etapa PAS UEM 

As provas do PAS foram aplicadas em 25 de novembro, contando com 26.128 candidatos divididos pelas três etapas do processo seletivo. Os participantes responderam perguntas de conhecimentos gerais correspondentes ao seu ano do ensino médio, além da terceira fase ter também questões de conhecimentos específicos aos cursos escolhidos. 

Terceira Etapa do PAS 

O resultado da terceira etapa do PAS foi divulgado em 30 de janeiro. Os aprovados foram convocados para o preenchimento de 752 vagas nas cidades de Maringá, Umuarama, Cidade Gaúcha, Goioerê, Cianorte e Ivaiporã.

No mesmo dia, a UEM divulgou o resultado do Vestibular de Verão, seleção que foi realizada de 9 a 11 de dezembro e teve oferta de 1.518 vagas. 

Mais informações nos editais e pelo site da UEM.

https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/noticias/parana-uem-divulga-notas-duas-primeiras-etapas-pas-2018/344805.html

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