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Sex, Nov

Mulher do presidente pode ajudar a vencer resistências contra o governo, segundo pesquisadores 

O papel exato que a nova primeira-dama vai desempenhar ainda é incerto, mas entendedores de primeiro-damismo não hesitam em dizer: Michelle Bolsonaro reúne os adjetivos desejados para a função e pode virar um ativo do governo de seu marido.

Para pesquisadoras do tema ouvidas pela Folha, a mulher de Jair Bolsonaro —alinhada ideologicamente ao parceiro e desinibida sem ser indiscreta— tem a chance de reavivar a função no país e, a depender da performance, gerar ganhos políticos para o marido.

A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, acompanha o presidente em sua posse no Planalto - Danilo Verpa - 1º.jan.2018/Folhapress

Com o aceno à área social, materializado durante a posse com seu discurso em Libras (língua brasileira de sinais), Michelle reitera a vocação histórica do posto que assumiu, de cuidar dos desamparados.

“Ela até agora dá pistas de que dará continuidade a essa tradição, mas não sabemos exatamente como”, diz a historiadora Ivana Guilherme Simili, autora do livro “Mulher e Política: A Trajetória da Primeira-Dama Darcy Vargas”.

A mulher de Getúlio Vargas teve papel decisivo na inclusão da assistência na agenda obrigatória das companheiras de presidentes, acrescenta a também professora da Universidade Estadual de Maringá (PR).

“Darcy criou a Legião Brasileira de Assistência, que trouxe a ideia de trabalho feminino voluntário, em nome das causas sociais”, diz Ivana.

Especializada na relação entre as primeiras-damas e a assistência social, a antropóloga Iraildes Caldas Torres vê risco de retrocesso caso Michelle leve o governo a adotar políticas assistencialistas, com viés mais filantrópico do que de combate à desigualdade.

“É um problema se os projetos ficarem restritos à imagem da primeira-dama, sem um trabalho feito por profissionais de políticas públicas”, afirma a docente da Universidade Federal do Amazonas. “Vai para o âmbito da benemerência, o que é ultrapassado.”

Michelle não foi nomeada para cargo no Planalto. No discurso no parlatório, vocalizado por uma auxiliar enquanto a primeira-dama fazia os gestos da língua para surdos, a terceira esposa de Bolsonaro afirmou querer ampliar o “trabalho de ajuda ao próximo que sempre fez parte” de sua vida. Não entrou em detalhes.

Agradeceu a Deus por “essa grande oportunidade de poder ajudar as pessoas que mais precisam”. E falou que surdos e outras pessoas com deficiência “serão valorizados e terão seus direitos respeitados”.

A ideia de uma primeira-dama de perfil clássico, sem gestos de ruptura ou inovação, dentro de um governo conservador, soa para Ivana descolada dos debates mais contemporâneos sobre feminismo.

“Não dá para falar em feminismo. O modelo dela é o da esposa que acompanha, apoia”, observa, lembrando que Michelle não tem carreira desvinculada da do parceiro.

“Ao beijar o esposo, como se refere a ele, durante o discurso, ela tem um comportamento totalmente tradicional”, completa a socióloga Fátima Pacheco Jordão, estudiosa das relações de gênero.

“Não ficou claro se ela terá um protagonismo. No momento, ela se coloca a reboque do marido, embora busque códigos de comunicação mais amplos, com novos segmentos”, afirma ela, que é fundadora do Instituto Patrícia Galvão, de causas feministas.

Iraildes pensa diferente. A autora do livro “As Primeiras-Damas e a Assistência Social: Relações de Gênero e Poder” diz que Michelle “é uma mulher forte” e isso aparece no pronunciamento feito à nação. “Ela diz a que veio, tem uma personalidade, não é uma pessoa absolutamente comandada por homem.”

A afetividade em público com o presidente da República tem potencial de atrair ainda mais popularidade, na visão de Iraildes. O beijo no palanque, porém, passou da conta, na opinião da professora. “Não era ali o momento. Parlatório é espaço solene”, fala.

A reação dos apoiadores diante da cena, no dia 1º de janeiro, foi oposta: a multidão em Brasília aplaudiu e vibrou com o selinho presidencial.

Segundo acadêmicos, pode vir da espontaneidade e do carisma de Michelle a maior contribuição dela para o marido.

“Ela tem conseguido uma identificação grande com as pessoas”, diz o historiador Jaime Pinsky, em consonância com o que se viu nas redes sociais no dia da posse: até detratores de Bolsonaro deram o braço a torcer e admitiram que Michelle pode ser uma surpresa positiva —sobretudo se estimular, como prometeu, avanços para surdos e outros grupos marginalizados.

“Ela parece aquela vizinha de quem a gente gosta. As mulheres sentem empatia rápida, não a veem como dona de uma beleza tão grande a ponto de ser ameaçadora”, diz ele.

Pinsky, que já escreveu artigos e livros sobre a cultura nacional, argumenta que Michelle agrada mais à classe média do que antecessoras como Marisa Letícia, mulher de Lula (PT), e Ruth Cardoso, casada com Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

“Marisa era associada ao povo. A professora Ruth passava a ideia de uma mulher da elite intelectual”, diz ele. Ruth, no governo de FHC, chegou a ser acusada de fazer “masturbação ideológica” pelo então ministro Sergio Motta.

Já Michelle, diz Pinsky, tenta se apresentar como mais próxima da população feminina de classe média. “Ela exibe uma desenvoltura que nenhuma das duas tinha”, afirma.

Os predicados da nova primeira-dama levam parte dos analistas consultados pela Folha a crer que a imagem pública dela pode eventualmente funcionar como um contraponto a erros e decisões impopulares do governo.

Para virar um trunfo no campo político, antes será necessário consolidar uma imagem favorável, palatável até a críticos. Se isso acontecer, ela poderá ajudar a vencer resistências contra o marido em situações de crise.

“Historicamente, a primeira-dama de um país desempenha esse papel de contemporizar, amenizar, zelar”, diz Ivana.

“É uma figura que contém um potencial de persuasão e de comunicação muito forte no âmbito governamental. Ela se transforma num modelo a ser seguido, como foi Michelle Obama nos Estados Unidos.”

Para Fátima Jordão, no entanto, o poderio da mulher do presidente é limitado. “Na percepção da população, o que pesa mesmo são as medidas práticas do governo”, diz a conselheira do Patrícia Galvão.

“Se as decisões do marido afetarem o bolso e os direitos do povo, não há primeira-dama que salve.”

Algumas primeiras-damas do país

 

Darcy Vargas

(1930-1945 e 1951-1954)

Fixou relação do posto com a assistência social, ao criar a Legião da Caridade e a Legião Brasileira de Assistência

 

Maria Tereza Goulart

(1961-1964)

Primeira-dama mais jovem do país, aos 21 anos, ela era exaltada pela beleza e comparada a Jackie Kennedy

 

Rosane Collor

(1990-1992)

Presidiu a Legião Brasileira de Assistência e deixou o posto após denúncias de corrupção

 

Ruth Cardoso

(1995-2002)

Avessa ao rótulo de primeira-dama, antropóloga criou o Comunidade Solidária e foi uma das mentoras do Bolsa Escola

 

Marisa Letícia

(2003-2010)

Abdicou do trabalho assistencial e encarnou papel de companheira do marido em viagens e recepções

 

Marcela Temer

(2016-2018)

Com passagem breve pelo posto, buscou protagonismo com projeto de assistência a crianças, que resultou tímido

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/01/moldada-ao-primeiro-damismo-michelle-bolsonaro-desponta-como-trunfo.shtml

Reynaldo foi junto com os pais, Alfredo e Dolores, e os 11 irmãos. Logo, o menino começou a trabalhar numa pequena gráfica até assumir de fato a

função de gráfico na Cooperativa Agroindustrial da cidade, a Cocamar.

Tempos depois, ele passaria a coordenar o acervo histórico da empresa.

Nascia aí a missão que abraçou por mais de 40 anos, inclusive depois de se aposentar --com especial esmero de digitalizar os milhares de arquivos.

Mas Reynaldo se notabilizaria por outro pioneirismo. Estudioso da arte heráldica, relativa à criação de brasões, ele venceu, no início dos anos 1960, um concurso da prefeitura para a criação do brasão e da bandeira de Maringá, cidade que assumiu como sua.

O talento para o desenho, a pintura e as artes gráficas ficaria marcado em outras cidades do Paraná. Saiu da sua prancheta também dezenas de logotipos encomendados por empresas e instituições, como a Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Por décadas, ele foi o responsável por elaborar manualmente as honrarias dadas pela Câmara de Vereadores.

O design gráfico e artista plástico fez parte da história maringaense. Ele morreu no dia 24 de junho, aos 82 anos, vítima de um câncer. Deixou a mulher, três filhas e os netos.

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/07/mortes-mineiro-criou-o-brasao-e-a-bandeira-de-maringa-pr.shtml

Na véspera da votação do impeachment de Dilma Rousseff (PT) no Senado, o juiz Sergio Moro, que conduz os processos da Lava Jato em primeira instância, em Curitiba (PR), afirmou que o país deve continuar intolerante com esquemas de corrupção em órgãos públicos.

A declaração foi dada na noite de quarta-feira, em Maringá (noroeste do Paraná), durante simpósio para comemorar os 50 anos do curso de direito da UEM (Universidade Estadual de Maringá), onde Moro se graduou.

Em sua palestra, gravada pela RPC, filiada da TV Globo, Moro diz ser momento de apaziguar os ânimos, mas ressaltou a necessidade de manter a luta contra a corrupção no país.

http://www.agora.uol.com.br/brasil/2016/05/1770876-intolerancia-com-a-corrupcao-precisa-continuar-diz-moro.shtml

 

Projeto das universidades Brown e Estadual de Maringá entra no ar hoje

Em 1968, a CIA concluiu que a "agitação" nas universidades brasileiras se devia a "estudantes profissionais", que passavam anos sem se formar graças às baixas exigências acadêmicas.

No mesmo ano, diplomatas americanos testemunhavam o grande entusiasmo do empresariado pelo AI-5, o mais drástico instrumento de exceção da ditadura militar.

Esses relatos são apenas dois exemplos do acervo de 9.872 documentos norte-americanos produzidos entre 1963 e 1977 sobre o Brasil que o projeto inédito "Opening the Archives" (abrindo os arquivos) passa a publicar na internet a partir de hoje.

Resultado de uma parceria entre as universidades Brown (EUA) e Estadual de Maringá (UEM), do Paraná, o projeto digitalizou e indexou material do Departamento de Estado e da CIA. Quase todos estavam acessíveis apenas nos Arquivos Nacionais, na região da capital Washington.

Por enquanto, o site tem cerca de 2.000 documentos. O acervo ficará totalmente disponível até 10 de abril, quando será lançado oficialmente durante simpósio da Brown sobre a ditadura.

"O projeto oferece a possibilidade de uma análise mais detalhada sobre os contatos cotidianos entre os americanos e os brasileiros que assumiram o poder em 1964", disse à Folha o historiador James Green, da Brown.

"Com o livre acesso a essa documentação, será possível fazer um acompanhamento mais exato sobre como Washington apoiou e às vezes criticou as novas políticas dos governos de Castello Branco, Costa e Silva e Médici".

Para fazer a digitalização, 12 pesquisadores americanos e brasileiros passaram três meses em Washington. O custo foi de US$ 75 mil, bancado pelas duas universidades.

Faltam ainda 10 mil documentos. Green estima que a segunda etapa custará US$ 50 mil, mas, por enquanto, não há financiamento.

O endereço da página na internet é: library.brown.edu/openingthearchives

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/158224-site-publica-10-mil-documentos-norte-americanos-sobre-regime.shtml 

A Argentina pode, mais uma vez, ter uma safra frustrada e não superar os 100 milhões de toneladas. Os analistas argentinos dizem que é cedo para uma avaliação precisa, mas o excesso de chuva dificulta o término do plantio de soja e de milho e prejudica a colheita de trigo.

Com isso, a supersafra prevista pode não ocorrer. O mercado externo olha com apreensão esse cenário menos favorável na Argentina porque o país é importante na recomposição dos estoques mundiais, baixos devido à quebra de safra nos Estados Unidos.

Só 65% da área de 19,7 milhões de hectares destinada à soja foi semeada. O excesso de umidade impede as máquinas de ir a campo.

A estimativa de produção era de 55 milhões de toneladas, um volume que o governo acredita que será atingido, mas avaliações de consultores privados preveem até 51 milhões de toneladas.

Na safra passada, prejudicado pela seca, o país produziu 41 milhões de toneladas.

O plantio de milho também está atrasado, atingindo pouco mais de 60% dos 3,4 milhões de hectares que serão destinados ao cereal. Estimada inicialmente em 28 milhões de toneladas, a safra dos argentinos poderá ficar em 25 milhões de toneladas.

A produção argentina de milho é importante para ajudar a repor os estoques mundiais do produto, uma vez que os argentinos são grandes exportadores.

A safra de trigo, que interessa ao Brasil, fica bem abaixo dos 14 milhões do ano passado. Prevista inicialmente em 11 milhões de toneladas, um volume ainda sustentado pelo governo, deverá ficar entre 9,5 milhões e 9,8 milhões de toneladas, segundo estimativas do mercado.

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PARCERIA A Universidade Estadual de Maringá e a Basf assinaram acordo para desenvolvimento de novas tecnologias de interesse comum às duas instituições. A duração do contrato da parceria é de cinco anos.

PESQUISAS A área de atuação será, inicialmente, no desenvolvimento de estudos científicos nos setores de soja, cana-de-açúcar, frutas e vegetais.

RENDA Os produtores europeus tiveram um crescimento de 1% na renda neste ano, segundo o Eurostat. Bélgica e Holanda lideraram as altas, com variações de 30% e 15%, respectivamente.

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FEIJÃO SOBE NO FINAL DE ANO E ELEVA RENDA DE PRODUTOR

O feijão termina o ano com preço e renda favoráveis ao produtor. A leguminosa de qualidade da safra atual vale de R$ 180 a R$ 200 por saca, dependendo da região.

A oferta, no entanto, não é boa e o país vai depender da produção da segunda safra, que começa a ser semeada de janeiro a março.

Diante desse cenário, Vlamir Brandalizze, analista da Brandalizze Consulting, de Curitiba, diz que a pouca oferta de produto faz com que os produtores terminem o ano com "chave de ouro", uma situação que deverá continuar no próximo ano.

A chuva favorece o desenvolvimento das lavouras no Sul, afirma Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da Somar. Ao mesmo tempo, dificulta a colheita.

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PREÇO ESTÁ EM QUEDA NO MERCADO PAULISTA

Bons estoques de carne no atacado e procura menor pelo boi provocaram queda no preço da arroba nos frigoríficos de São Paulo. Segundo a Scot Consultoria, a arroba do animal recuou para R$ 94 ontem, mesmo valor apurado por pesquisa realizada pela Folha.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/vaivem/1202921-chuva-atrapalha-e-safra-de-graos-da-argentina-ficara-abaixo-do-previsto.shtml 

 

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