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Qua, Set

Reynaldo foi junto com os pais, Alfredo e Dolores, e os 11 irmãos. Logo, o menino começou a trabalhar numa pequena gráfica até assumir de fato a

função de gráfico na Cooperativa Agroindustrial da cidade, a Cocamar.

Tempos depois, ele passaria a coordenar o acervo histórico da empresa.

Nascia aí a missão que abraçou por mais de 40 anos, inclusive depois de se aposentar --com especial esmero de digitalizar os milhares de arquivos.

Mas Reynaldo se notabilizaria por outro pioneirismo. Estudioso da arte heráldica, relativa à criação de brasões, ele venceu, no início dos anos 1960, um concurso da prefeitura para a criação do brasão e da bandeira de Maringá, cidade que assumiu como sua.

O talento para o desenho, a pintura e as artes gráficas ficaria marcado em outras cidades do Paraná. Saiu da sua prancheta também dezenas de logotipos encomendados por empresas e instituições, como a Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Por décadas, ele foi o responsável por elaborar manualmente as honrarias dadas pela Câmara de Vereadores.

O design gráfico e artista plástico fez parte da história maringaense. Ele morreu no dia 24 de junho, aos 82 anos, vítima de um câncer. Deixou a mulher, três filhas e os netos.

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/07/mortes-mineiro-criou-o-brasao-e-a-bandeira-de-maringa-pr.shtml

Na véspera da votação do impeachment de Dilma Rousseff (PT) no Senado, o juiz Sergio Moro, que conduz os processos da Lava Jato em primeira instância, em Curitiba (PR), afirmou que o país deve continuar intolerante com esquemas de corrupção em órgãos públicos.

A declaração foi dada na noite de quarta-feira, em Maringá (noroeste do Paraná), durante simpósio para comemorar os 50 anos do curso de direito da UEM (Universidade Estadual de Maringá), onde Moro se graduou.

Em sua palestra, gravada pela RPC, filiada da TV Globo, Moro diz ser momento de apaziguar os ânimos, mas ressaltou a necessidade de manter a luta contra a corrupção no país.

http://www.agora.uol.com.br/brasil/2016/05/1770876-intolerancia-com-a-corrupcao-precisa-continuar-diz-moro.shtml

 

Projeto das universidades Brown e Estadual de Maringá entra no ar hoje

Em 1968, a CIA concluiu que a "agitação" nas universidades brasileiras se devia a "estudantes profissionais", que passavam anos sem se formar graças às baixas exigências acadêmicas.

No mesmo ano, diplomatas americanos testemunhavam o grande entusiasmo do empresariado pelo AI-5, o mais drástico instrumento de exceção da ditadura militar.

Esses relatos são apenas dois exemplos do acervo de 9.872 documentos norte-americanos produzidos entre 1963 e 1977 sobre o Brasil que o projeto inédito "Opening the Archives" (abrindo os arquivos) passa a publicar na internet a partir de hoje.

Resultado de uma parceria entre as universidades Brown (EUA) e Estadual de Maringá (UEM), do Paraná, o projeto digitalizou e indexou material do Departamento de Estado e da CIA. Quase todos estavam acessíveis apenas nos Arquivos Nacionais, na região da capital Washington.

Por enquanto, o site tem cerca de 2.000 documentos. O acervo ficará totalmente disponível até 10 de abril, quando será lançado oficialmente durante simpósio da Brown sobre a ditadura.

"O projeto oferece a possibilidade de uma análise mais detalhada sobre os contatos cotidianos entre os americanos e os brasileiros que assumiram o poder em 1964", disse à Folha o historiador James Green, da Brown.

"Com o livre acesso a essa documentação, será possível fazer um acompanhamento mais exato sobre como Washington apoiou e às vezes criticou as novas políticas dos governos de Castello Branco, Costa e Silva e Médici".

Para fazer a digitalização, 12 pesquisadores americanos e brasileiros passaram três meses em Washington. O custo foi de US$ 75 mil, bancado pelas duas universidades.

Faltam ainda 10 mil documentos. Green estima que a segunda etapa custará US$ 50 mil, mas, por enquanto, não há financiamento.

O endereço da página na internet é: library.brown.edu/openingthearchives

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/158224-site-publica-10-mil-documentos-norte-americanos-sobre-regime.shtml 

A Argentina pode, mais uma vez, ter uma safra frustrada e não superar os 100 milhões de toneladas. Os analistas argentinos dizem que é cedo para uma avaliação precisa, mas o excesso de chuva dificulta o término do plantio de soja e de milho e prejudica a colheita de trigo.

Com isso, a supersafra prevista pode não ocorrer. O mercado externo olha com apreensão esse cenário menos favorável na Argentina porque o país é importante na recomposição dos estoques mundiais, baixos devido à quebra de safra nos Estados Unidos.

Só 65% da área de 19,7 milhões de hectares destinada à soja foi semeada. O excesso de umidade impede as máquinas de ir a campo.

A estimativa de produção era de 55 milhões de toneladas, um volume que o governo acredita que será atingido, mas avaliações de consultores privados preveem até 51 milhões de toneladas.

Na safra passada, prejudicado pela seca, o país produziu 41 milhões de toneladas.

O plantio de milho também está atrasado, atingindo pouco mais de 60% dos 3,4 milhões de hectares que serão destinados ao cereal. Estimada inicialmente em 28 milhões de toneladas, a safra dos argentinos poderá ficar em 25 milhões de toneladas.

A produção argentina de milho é importante para ajudar a repor os estoques mundiais do produto, uma vez que os argentinos são grandes exportadores.

A safra de trigo, que interessa ao Brasil, fica bem abaixo dos 14 milhões do ano passado. Prevista inicialmente em 11 milhões de toneladas, um volume ainda sustentado pelo governo, deverá ficar entre 9,5 milhões e 9,8 milhões de toneladas, segundo estimativas do mercado.

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PARCERIA A Universidade Estadual de Maringá e a Basf assinaram acordo para desenvolvimento de novas tecnologias de interesse comum às duas instituições. A duração do contrato da parceria é de cinco anos.

PESQUISAS A área de atuação será, inicialmente, no desenvolvimento de estudos científicos nos setores de soja, cana-de-açúcar, frutas e vegetais.

RENDA Os produtores europeus tiveram um crescimento de 1% na renda neste ano, segundo o Eurostat. Bélgica e Holanda lideraram as altas, com variações de 30% e 15%, respectivamente.

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FEIJÃO SOBE NO FINAL DE ANO E ELEVA RENDA DE PRODUTOR

O feijão termina o ano com preço e renda favoráveis ao produtor. A leguminosa de qualidade da safra atual vale de R$ 180 a R$ 200 por saca, dependendo da região.

A oferta, no entanto, não é boa e o país vai depender da produção da segunda safra, que começa a ser semeada de janeiro a março.

Diante desse cenário, Vlamir Brandalizze, analista da Brandalizze Consulting, de Curitiba, diz que a pouca oferta de produto faz com que os produtores terminem o ano com "chave de ouro", uma situação que deverá continuar no próximo ano.

A chuva favorece o desenvolvimento das lavouras no Sul, afirma Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da Somar. Ao mesmo tempo, dificulta a colheita.

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PREÇO ESTÁ EM QUEDA NO MERCADO PAULISTA

Bons estoques de carne no atacado e procura menor pelo boi provocaram queda no preço da arroba nos frigoríficos de São Paulo. Segundo a Scot Consultoria, a arroba do animal recuou para R$ 94 ontem, mesmo valor apurado por pesquisa realizada pela Folha.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/vaivem/1202921-chuva-atrapalha-e-safra-de-graos-da-argentina-ficara-abaixo-do-previsto.shtml 

 

Este caderno traz o primeiro ranking de universidades brasileiras, uma iniciativa de avaliação sistemática do ensino superior no país.

Ao longo de oito meses, a Folha levantou dados de publicações acadêmicas e, com o Datafolha, ouviu centenas de cientistas e profissionais de Recursos Humanos para compor o RUF (Ranking Universitário Folha).

Nele estão representadas 191 universidades -que operam com pesquisa, ensino e extensão- mais 41 centros universitários ou faculdades, dedicados sobretudo ao ensino e onde há pouca pesquisa.


Eduardo Knapp/Folhapress
Montagem com cadeiras feita no prédio da Faculdade de Economia e Administração da USP (Universidade de São Paulo)
Montagem com cadeiras feita no prédio da Faculdade de Economia e Administração da USP (Universidade de São Paulo)

A USP figura em primeiro lugar, seguida pelas federais de Minas (UFMG) e do Rio (UFRJ). Entre as instituições não universitárias destacou-se a ESPM, com a melhor formação em publicidade, único curso que a USP não lidera, considerando-se os 20 maiores do país.

Até então, o Brasil dependia de classificações globais ou, no máximo, continentais, que citam poucas instituições brasileiras e desconsideram características nacionais.

A metodologia geral do RUF foi criada pelo grupo liderado pelo cienciometrista (ciência que estuda a produção científica) da USP Rogério Meneghini, em conjunto com a Redação da Folha.

DESTAQUES

Dos quatro aspectos analisados na lista geral do RUF (pesquisa, ensino, reputação no mercado de trabalho e inovação), a USP apenas não é primeira colocada em termos de inovação, indicador que a Unicamp lidera.

Outro resultado que chama a atenção é a boa avaliação das escolas privadas pelas empresas. Entre as 15 instituições mais citadas como melhores por profissionais responsáveis por contratação, seis são pagas. Os cientistas têm visão diferente: só citaram uma particular, a PUC-Rio, entre as melhores.

Entre as dez primeiras universidades na lista geral, cinco estão no Sudeste; três no Sul, uma no Centro-Oeste e uma no Nordeste. A melhor universidade do Norte, a federal do Pará, aparece na 24ª colocação do ranking.

Informações como essas são importantes para orientar políticas públicas, alunos, professores e empregadores, pois mostram as instituições de destaque no país e as que estão com defasagem.

Países como EUA, China, Alemanha, Bulgária, Cazaquistão e Vietnã já fazem rankings nacionais.

O Ministério da Educação brasileiro faz uma avaliação de instituições, chamada de IGC (Índice Geral de Cursos).

A metodologia, porém, não prevê um ranking de instituições de ensino superior, apenas as classifica em grupos. O levantamento do governo considera a nota dos estudantes em uma prova (o Enade); a proporção de docentes com doutorado e as notas dos programas de pós-graduação.

Não havia, até agora, um indicador que abrangesse a visão do mercado de trabalho e a produção científica das instituições.

http://ruf.folha.uol.com.br/noticias/1145119-federais-e-usp-lideram-o-1-ranking-universitario.shtml 

 

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