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Qua, Dez

Folha de Londrina
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A Universidade Estadual de Maringá (UEM) está criando novos cursos stricto sensu (mestrado e doutorado), em diversas áreas, visando capacitar ainda mais os profissionais graduados pela Instituição.

Todos já aprovados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), estão sendo criados os mestrados acadêmicos em Engenharia de Produção e em Música; o mestrado profissional de Gestão, Tecnologia e Inovação em Urgência e Emergência; e o doutorado em Arquitetura e Urbanismo. Ligado ao Departamento de Engenharia de Produção (DEP), o mestrado em Engenharia de Produção está sob a coordenação pro-tempore do professor Mauro Ravagnani. No dia 5 de novembro, o conselho acadêmico do curso elegerá, em definitivo, os futuros coordenadores do mestrado.

São candidatos únicos os professores Edwin Cardoza Galdanez, para o cargo de coordenador; e Franciele Fenerichi, para a coordenação-adjunta. Responsável pela elaboração do projeto pedagógico do curso, Edwin diz que a previsão é que a primeira turma selecionada para o mestrado deve iniciar as aulas em março de 2019.

O mestrado em Música, ligado ao Departamento de Música também está aguardando o final da tramitação do processo para que sejam nomeados os coordenadores e o responsável pela secretaria do futuro programa de pós-graduação

Atual coordenador pro-tempore, o professor Marcus Alessi Bittencourt informa que a expectativa é que o edital com os prazos de inscrição, seleção e matrícula seja lançado em janeiro próximo. As aulas devem ter início em março. O mestrado profissional de Gestão, Tecnologia e Inovação em Urgência e Emergência será ligado ao Departamento de Medicina (DMD).

O professor Carlos Edmundo Rodrigues Fontes diz que está aguardando a tramitação do processo no Gabinete da Reitoria, visando a nomeação dos membros do colegiado para que, em seguida, seja lançado o edital para as inscrições e seleção dos candidatos. O doutorado associado em Arquitetura e Urbanismo, que funciona por meio de uma parceria entre a UEM e a Universidade Estadual de Londrina (UEL), está no processo mais adiantado.

Com previsão de abrir as inscrições em novembro para a primeira turma do doutorado, cujas aulas devem ser iniciadas em março de 2019, o curso será o primeiro do Paraná e o terceiro do Sul do Brasil na modalidade. O curso terá área de concentração em Metodologia de Projeto, com as linhas de pesquisa em "Referências Projetuais: História, Modelos e Ideias"; e "Avaliação e Subsídios Para Projeto: Processo e Produto".

Os trabalhos desenvolvidos neste doutorado contribuirão para um campo profissional e acadêmico que é constantemente afetado por novas tecnologias e novos saberes e, portanto, demanda reflexões e experimentos atualizados. Vale dizer que a aprovação do doutorado é decorrência do mestrado, em funcionamento há seis anos, que obteve o conceito 4 na última avaliação quadrienal da Capes, em 2017.

O PPU surgiu de uma proposta conjunta da UEM e da UEL e nasceu doentendimento de que era fundamental promover a evolução constante do conhecimento sobre os modos de perceber, intervir, gerar e habitar edifícios, cidades e paisagens.

E, para isso, a pesquisa científica contribui de modo significativo na medida em que gera conhecimento estruturado e sistemático sobre os espaços edificados, considerando, por exemplo, a avaliação dos impactos da concretização destas ideias e do desempenho das edificações; a mensuração do comportamento humano nestes espaços; e o entendimento do contexto social, cultural, político e econômico da produção dos espaços edificados.

Excelência

Para a professora Gislaine Elizete Beloto, vice-coordenadora geral do PPU, "é o primeiro curso de doutorado em Arquitetura e Urbanismo do estado do Paraná, assim como foi o primeiro mestrado na área instituído em nosso estado em 2012. A partir de agora, constituir-se-á de um programa de pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo em nível de mestrado e doutorado regido sob a forma associativa entre as IES UEM e UEL".

Assim, ambas instituições, por meio do PPU, ampliam suas áreas de influência para todo o estado do Paraná, sul e sudoeste do estado de São Paulo e para o estado do Mato Grosso do Sul, acrescenta Gislaine, que é docente do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UEM.

"A aprovação da Capes para o inicio do doutorado no PPU demonstra a excelência em pesquisa do seu corpo docente ao longo dos incipientes 6 anos de existência. A pesquisa sendo a base da pós-graduação eleva a formação do conhecimento específico de uma área. Com isto, espera-se cumprir a função da instituição pública no quesito desenvolvimento humano e intelectual. Ainda sem data para o processo seletivo, o curso terá início em 2019", conclui Gislaine.

Como se trata de um programa de pós-graduação associado, a coordenação geral fica na Universidade Estadual de Londrina. Quem responde pela função é o professor Sidnei Junior Guadanhim, docente da UEL.

Nota máxima

A criação deste doutorado, pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPU) UEM/UEL, vem coroar as atividades da graduação que, nas últimas semanas, teve seu reconhecimento traduzido no desempenho de algumas avaliações. Além de ser o segundo mais concorrido nos últimos vestibulares da UEM, atrás apenas de Medicina, o curso de Arquitetura e Urbanismo foi um dos sete da instituição que obtiveram o conceito máximo cinco no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) – edição 2017, publicada no último dia 9 de outubro.

Aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC), o exame ocorre em ciclos, avaliando os estudantes quando ingressam na educação superior e quando terminam a graduação. O objetivo do Enade é avaliar o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares dos cursos de graduação de universidades, centros universitários e faculdades de todo o País.

Além disso, o curso atingiu nota máxima cinco no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD). Conforme esclarece a professora Márcia Samed, coordenadora de Planos e Informações da UEM, setor ligado à Assessoria de Planejamento, o IDD é a diferença da nota do aluno obtida no Enade, no último ano da graduação, e a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), quando ele presta o Vestibular.

A coordenadora salienta que nem todos os alunos da UEM fazem o Enem, já que a Universidade tem o seu próprio Vestibular. O que significa dizer que apenas no caso de um mínimo de estudantes terem prestado a prova do Enem é que o MEC considera o IDD somente para estes alunos.

https://www.bonde.com.br/educacao/noticias/uem-tera-tres-novos-mestrados-e-um-doutorado-485871.html