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Qui, Jul

Provas foram aplicadas domingo e nesta segunda-feira e não registraram intercorrências

Divulgação/UEM

Concurso foi realizado na Cidade Canção e outros dez municípios

O índice de abstenção do vestibular de inverno da UEM (Universidade Estadual de Maringá) em sua edição de 2019 foi o menor dos últimos seis anos. A instituições registrou 10,82% de faltantes, o que representa 1.948 pessoas entre 18.009 inscritos. No ano passado, por exemplo, o percentual ficou em 14,01%. As provas foram realizadas domingo (14) e nesta segunda-feira (15) na Cidade Canção e outros dez municípios (Curitiba, Cascavel, Apucarana,Campo Mourão, Goioerê, Paranavaí, Cidade Gaúcha, Cianorte, Umuarama e Ivaiporã).

De acordo com Maria Raquel Marçal Natali, presidente da CVU (Comissão Central do Vestibular), a mudança de horário de aplicação do teste para o período vespertino corroborou para os números. “Foi bastante tranquilo e este horário facilitou para amenizar atrasos, já que de manhã é mais complicado”, destacou. Mesmo com a universidade em greve não foram contabilizadas intercorrências. “A decisão da greve veio próximo a realização das provas, com isso foi mantido o vestibular e a organização para ele.”

O concurso oferece 1.494 vagas em cerca de 70 cursos de graduação, sendo que 20% das oportunidades são reservadas para sistema de cotas sociais. No domingo ocorreram as provas de conhecimentos gerais, com 40 questões objetivas, além da redação, que teve como tema as culturas de alimentação nos dias atuais e suas consequência. Já nesta segunda-feira foram dez questões objetivas de língua portuguesa, cinco de literatura, cinco de língua estrangeira e 30 de conhecimentos específicos, em que as disciplinas seguiram conforme o curso escolhido.

O curso mais concorrido é o de medicina, que registrou 413,7 candidatos disputando cada uma das 13 vagas entre os não cotistas e 266,7 competindo pelas três vagas destinadas aos cotistas. Nos dois dias de provas os vestibulandos tiveram cinco horas para responder as questões, sendo que o término previsto é 19h.

A UEM publicará a lista dos aprovados em 16 de agosto pelo site vestibular.uem.br .

https://www.folhadelondrina.com.br/cidades/uem-tem-menor-abstencao-no-vestibular-de-inverno-dos-ultimos-anos-2952382e.html

Movimento dos servidores públicos busca reposição de perdas salariais; governador convoca coletiva de imprensa

O movimento dos servidores públicos do Paraná em busca de reposição das perdas salariais ganhou a adesão dos professores e servidores técnico-administrativos da UEL (Universidade Estadual de Londrina), que aprovaram a deflagração da greve no campus ao longo desta terça-feira (2). Até então apenas os servidores da UEM (Universidade Estadual de Maringá), Unespar (Universidade Estadual do Paraná), campus de Apucarana, e da Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná) de Jacarezinho, Bandeirantes e Cornélio Procópio haviam decidido pela greve. Logo em seguida, o governador Ratinho Junior (PSD) convocou uma coletiva de imprensa para a manhã desta quarta-feira (3) em Curitiba, cujo tema será o reajuste do funcionalismo.

Na assembleia, professores demonstraram preocupação em terem os dias descontados | Vitor Struck

Na UEL, os docentes decidiram paralisar as atividades imediatamente e aprovaram o envio do pedido de suspensão do calendário letivo ao Cepe (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão), “dando mais garantias legais para que os estudantes possam não ter problemas com o andamentos desiguais de atividades dos docentes”, lembrou o presidente do Sindiprol/Aduel (Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região),  Ronaldo Gaspar.

Já no HU (Hospital Universitário), o início da greve ficou marcado para segunda-feira (8). "Legalmente temos 72 horas para organizar o comando de greve e avisar as autoridades. Precisamos comunicar a Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), o governo, o prefeito, nosso reitor e a superintendente do HU", esclareceu Arnaldo Mello, presidente da Assuel (Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-administrativos da UEL).

No hospital, assim como na Clínica Odontológica da UEL, HV (Hospital Veterinário) e Hospital das Clínicas, somente os serviços essenciais devem ser mantidos. "Pelo HU ser um hospital de alta complexidade, é preciso ter um cuidado muito grande na atenção aos pacientes. Teremos um comando de greve lá. No HV também vamos organizar, pois não podemos colocar a vida dos animais em risco. Na Clínica Odontológica serão realizados somente atendimentos de hemorragia, abscesso e trauma. Os outros atendimentos serão suspensos", reforçou Mello.

Na assembleia, alguns professores também demonstraram preocupação em terem os dias descontados, o que pode virar alvo de ações judiciais. “Esperamos que, caso a nossa greve venha a ser julgada, que os tribunais entendam aquilo que nós e a própria legislação dizemos que a greve é um direito do trabalhador e que o trabalhador não pode ser punido por fazer greve”, afirmou o presidente.

Os servidores apontam que a defasagem salarial dos últimos três anos e meio é de 17,04% sendo 4,94% relativos à inflação do período entre maio de 2018 e abril deste ano. “Se essa proposta for apresentada, a categoria está aberta a debatê-la e inclusive deliberar sobre a continuidade do movimento grevista se o governo abrir também uma mesa de negociações que contemple o restante da nossa defasagem”, avaliou Gaspar.

Enquanto isso, governo, deputados da área da segurança da base aliada e representantes dos policiais civis e militares estiveram reunidos. De acordo com Washington Alves, presidente da AVM (Associação da Vila Militar), o governador Ratinho Junior teria reforçado o compromisso em apresentar uma proposta sobre a data-base até quarta-feira (3).

Nos bastidores, falava-se em uma proposta que seria a de reposição dos quase 5% da inflação deste ano, mas de forma “escalonada” até 2022, que chegou a ser considerada insatisfatória pelos presentes na assembleia. Questionado, o deputado da região de Londrina, Tercílio Turini (PPS/Cidadania), que participou da reunião no Palácio Iguaçu,  comentou que qualquer análise dependeria de formalização.  

“Eu acho que algumas coisas, assim o governo fala de parcelar a data-base deste ano que é 4,94% ai num determinado período que pode ser que dependendo do avanço das receitas possa se discutir, mas não está no papel, acho que o governo vai ter que colocar no papel”, avaliou. 

Já para o líder de Ratinho Junior na Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado Hussein Bakri (PSD), o governo demonstra coerência com o que havia prometido ao formar uma comissão para dialogar e receber as demandas dos servidores “que não versam apenas sobre a data-base”. À FOLHA, Bakri reafirmou que Ratinho irá apresentar um pacote que “envolve, além da data-base, a questão relativa à contratação de profissionais para a segurança pública”, indicou. 

Questionado, Gaspar afirmou que espera unidade entre as categorias. “Nós esperamos que os policiais entendam que a greve é todos os servidores, não façam nenhum acordo à parte porque a reivindicação é conjunta e ela só será atendida na íntegra se todos os servidores se unirem na mesma luta. Os direitos que os policiais têm são os mesmos que nós temos, assim como os do Judiciário e do Legislativo. Lembremos que o governo dá reajuste salarial há três anos para os outros poderes e não dá para o Poder Executivo, justamente servidores que estão mais diretamente envolvidos com as demandas da população, educação, saúde e segurança”, avaliou.            

Além de reivindicarem a reposição, os servidores são contrários à Lei Geral das Universidades e ao projeto de lei complementar 04/2019, que afetariam a autonomia das universidades. "O sindicato acredita que o projeto de Lei Geral das Universidades é inconstitucional porque ela vem ao encontro de um outro interesse do governo que é apresentar um outro projeto de lei que praticamente arrebenta com o serviço público do Estado”, lamentou Gaspar.  A primeira reunião do comando de greve ficou agendada também para a manhã desta quarta-feira. 

https://www.folhadelondrina.com.br/geral/docentes-e-servidores-da-uel-aprovam-greve-2949656e.html

Aldemir de Moraes/Prefeitura de Maringá

A Sema (Secretaria de Meio Ambiente e Bem Estar Animal) instalou cinco aeradores no lago do Parque do Ingá, em Maringá (Noroeste) prevenindo a proliferação de algas que podem comprometer a fauna aquática em período de falta de chuvas. Três equipamentos foram adquiridos com recursos da pasta e outros dois, de medidas compensatórias de empreendimentos.

Os equipamentos foram instalados em posições estratégicas para incorporar oxigênio e quebrar a barreira de estratificação da água, impedindo níveis diferentes de temperatura e oxigênio, deixando os lagos mais homogêneos.

O biólogo da Sema, Rogério, explica que os aeradores contribuem para a manutenção da vida aquática na época de estiagem. “O Lago do Parque do Ingá é abastecido principalmente pelas águas pluviais. A estiagem e redução do vento impedem a movimentação da lâmina de água, prejudicando dessa forma a fauna aquática”, destaca.

Com o objetivo de estratégias de manejo, objetivando a conservação da vegetação nativa, incluindo à do lago da reserva, é atualizado do Plano de Manejo do Parque do Ingá. O Nupélia (Núcleo de Pesquisas em Limnologia Ictiologia e Aquicultura) da UEM (Universidade Estadual de Maringá) realiza as análises dos parâmetros físicos e químicos dos lagos e das comunidades aquáticas.

https://www.folhadelondrina.com.br/cidades/aeradores-preservam-fauna-aquatica-em-periodo-de-estiagem-2949362e.html

Possibilidade de novas descobertas em Cruzeiro do Oeste tem animado comunidade científica envolvida nas pesquisas

Primeiros fósseis foram encontrados em uma estrada municipal nos anos 1970. Atualmente, área é classificada como sítio paleontológico e recebe pesquisadores de várias partes do País | UEM/Divulgação

Cruzeiro do Oeste (Noroeste), a 240 quilômetros de Londrina, atravessa um importante processo de construção de uma nova identidade. Povoada por tribos guaranis e xetás, no século passado, a região passou a receber imigrantes italianos, alemães, poloneses japoneses e sírios, além de mineiros, paulistas e sulistas, todos interessados no plantio do café.

Uma história que se confunde com a de Londrina também por seus personagens. Lord Lovat, assessor da missão inglesa que visava analisar o potencial produtivo da região, também passou pelo local que mais tarde, em novembro de 1954, seria denominado Cruzeiro do Oeste.

 Mas para se reinventar, a pequena cidade, hoje com 22 mil habitantes, duas empresas de grande porte, três hotéis e economia baseada na pecuária e no comércio, busca seu passado distante. Muito distante: 80 milhões de anos atrás, quando a região era um grande deserto. 

Na última semana, pesquisadores anunciaram a descoberta de uma nova espécie de dinossauro batizada de Vespersauros paranaensis. A primeira espécie considerada exclusivamente paranaense faz parte de um grupo enigmático de dinossauros terópodes de pequeno porte do Cretáceo Superior do então continente Gondwana, os Noasaurinae. O nome dado ao animal vem de “vesper” (oeste/noite, em latim), “sauros” (lagarto, em grego).

A história da paleontologia na cidade, no entanto, começou há quase 50 anos, quando o agricultor Alexandre Gustavo Dobruski e seu filho esbarraram em fósseis de pterossauros, um réptil voador pré-histórico. Desacreditados pelos vizinhos, eles estavam convencidos de que as ossadas, descobertas enquanto abriam valetas, remetiam à época dos dinossauros. Assim, os Dobruski enviaram parte do material ao Departamento de História da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), em 1975.

Relatos como este sempre intrigaram a historiadora Neurides Martins, diretora do Museu de Paleontologia da cidade. “As pessoas não acreditavam. Eles passavam ali para levar o leite para a cidade porque moravam a uns 500 metros abaixo do sítio (paleontológico), que na verdade é uma estrada de propriedade da Prefeitura”, explica.

A partir de encontro com ossos “diferentes”, mais leves que os de galinha, a espera por um diagnóstico foi longa. Somente em 2014, após divulgação em revista científica, os achados foram oficializados e nomeados pela ciência. Nasciam a espécie de pterossauro Caiuajara dobruskii, justa homenagem aos agricultores; e Gueragama sulamericana, pequeno lagarto de apenas 18 centímetros de comprimento.

Hoje em dia é possível afirmar que esta “viagem no tempo” encontra-se muito longe do fim, uma vez que a cidade foi coroada com mais uma descoberta. A descoberta do Vespersauros paranaensis vem sendo tratada como de enorme importância para a paleontologia mundial.

CARACTERÍSTICAS

“Era um animal pequeno, com cerca de 1,5 metro de comprimento, bípede com os braços bem reduzidos. Os seus dentes eram em forma de lâmina com as bordas serrilhadas indicando que ele era um carnívoro, então um animal predador”, Explica o ecólogo da USP e mestre em ciências, Max Cardoso Langer, enviado há um ano para colaborar no reconhecimento do fóssil. 

Pelas características analisadas, os pesquisadores acreditam que a relação entre o dinossauro paranaense e os pterossauros voadores não tinha nada de harmoniosa. “As patas tinham um único dedo central de suporte e ao lado dedos cujas garras eram modificadas em lâminas. Ele utilizava esta estrutura para capturar suas presas”, detalha Langer.

E foi justamente o formato dos dedos que possibilitou concluir que tratava-se de uma nova espécie brasileira, a oitava dentre os dinossauros carnívoros conhecidos no País e cuja estrutura da garra se assemelha com a dos Velociraptors. “É de longe a mais bem preservada, a que tem praticamente a metade do esqueleto preservado conhecido”, comemora. 

As suspeitas sobre o formato das garras encontraram respaldo numa descoberta externa, um ponto maiúsculo desta história digna de uma superprodução de Steven Spielberg. Ao encontrar e fotografar uma pegada diferente na região, na década de 1970, o padre italiano e paleontólogo Giussepe Leonardi contribuiria enormemente com os pesquisadores. Foi como se Leonardi tivesse dado voz ao ser que ali viveu e que, se falasse, teria dito “eu estive aqui”. 

Na cerimônia de apresentação, realizada em Maringá, o presidente da Sociedade Brasileira de Paleontologia, Renato Duarte, parabenizou a equipe e ressaltou a importância da descoberta para a ciência brasileira e internacional

A ‘cidade do dinossauro’

Com a nova descoberta, o objetivo da Prefeitura de Cruzeiro do Oeste é firmar ainda mais a vocação da cidade para a paleontologia. Os fósseis, até então expostos no antigo Fórum do município, ganharão um museu apropriado cuja inauguração está marcada para o mês que vem.

A prefeitura também se encarregou de isolar uma área de 400 metros quadrados do sítio arqueológico para a continuação dos estudos. Até agora, apenas 25 metros quadrados foram escavados em uma região de 400 metros quadrados, “então nós não temos ideia do que vamos encontrar pela frente, tenho muito orgulho de contribuir com a sociedade”, comemora Martins.

De acordo com Helena Bertocco, prefeita desde junho do ano passado, o governo estadual já foi comunicado sobre o que está acontecendo na região. Segundo ela, uma rota do turismo ajudaria economicamente os municípios que ficam entre Umuarama e Guaíra. “Como a região noroeste é muito pobre, não tem nada praticamente na área do turismo, existe uma vontade do governador de desenvolver o turismo nestas áreas. Vamos aproveitar os investimentos no aeroporto de Umuarama, a duplicação de rodovias e nos unir aos municípios vizinhos. Tuneiros do Oeste tem uma reserva de perobas, Mariluz, a cachoeira do Paiquerê. Precisamos pensar de forma integrada”, avalia a prefeita.

No ambiente acadêmico, a expectativa também é grande. O professor Edson Fortes, do Departamento de Geologia da UEM, afirmou que dois alunos do mestrado já começaram a desenvolver pesquisas na área detalhando mais estes ambientes, características minerológicas, diferenciando outras áreas, com mapeamento tridimensional. “A última descoberta foi intrigante porque, até então, se acreditava que neste ambiente não poderia haver vida”.

https://www.folhadelondrina.com.br/reportagem/descoberta-de-fossil-de-dinossauro-coloca-noroeste-do-pr-no-mapa-da-paleontologia-2949060e.html

 

Gina Mardones - Grupo Folha

Categoria tem esperança de receber proposta do governo do Estado até a segunda-feira (1º)

Os professores da UEL (Universidade Estadual de Londrina) decidiram adiar a greve que começaria na manhã desta quarta-feira (26), à espera de uma proposta de reposição salarial prometida por Ratinho Júnior (PSD) para a segunda-feira (1º). A aceitação da oferta do governador será votada em outra assembleia marcada para a próxima terça-feira (2). 

À revelia de alguns professores, a UEL não deflagrou a greve. A decisão da categoria foi votada em assembleia convocada pelo Sindiprol/Aduel (Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região), que contempla os professores da UEL, da Unespar (Universidade Estadual do Paraná) de Apucarana e da Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná) em seus campi de Cornélio Procópio, Bandeirantes e Jacarezinho, na manhã desta quarta, no Pinicão (Anfiteatro Cyro Grossi). “Para que o governo não afirme que há intransigência do sindicato e para fortalecermos reuniões com outros sindicatos trouxemos essa proposta de não deflagrar a greve nesta quarta”, disse o presidente da entidade, Ronaldo Gaspar.

Está agendada uma nova assembleia na próxima terça às 14h para informar e discutir a deflagração da greve, condicionada pela apresentação da proposta do governo. Na última segunda-feira (24), o governo se comprometeu a apresentar a proposta de reposição da data-base dos funcionários públicos em até cinco dias. Segundo Gaspar, essa foi a primeira vez que o governo se pronunciou oficialmente sobre a data-base. Até então, não havia aventado qualquer possibilidade de reposição salarial até a reunião com membros do FES (Fórum das Entidades Sindicais do Paraná) nesta semana. "Ainda não sabemos o índice, mas nossa indicação é de reposição de 17% ou no mínimo de 4,94% e uma abertura de negociações sobre o restante da nossa defasagem salarial", disse. 

UEM 

Na contramão, a UEM (Universidade Estadual de Maringá) está com as portas fechadas desde a manhã quarta-feira (26). O Sinteemar (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá) decidiu, em assembleia não esperar a proposta do governo e iniciar a greve imediatamente. O presidente do sindicato maringaense, José Maria Marques, explica que a partir de agora o comando de greve será formado para dar corpo ao movimento. "Quando candidato, o governador dizia que iria fazer uma proposta para os quatro anos. Ao assumir, esqueceu disso. Não admitimos, a UEM fecha as portas até o governo nos atender." 

ENTENDA A GREVE

Proposta pela FES (Fórum das Entidades Sindicais do Paraná), a greve é resultado das negativas de negociações do governo com os sindicatos. Segundo os sindicalistas, foi somente após a paralisação do dia 29 de abril deste ano que o movimento sindical conseguiu apresentar ao governo números da data-base. Foi estabelecida uma comissão para avaliar a reposição com representantes da Sefa (Secretaria da Fazenda) e a FES. Mas, segundo os sindicalistas, o governo protelou a possibilidade de uma proposta concreta dessa comissão e não apresentou os números completos da arrecadação e gastos. 

De acordo com Renato Lima Barbosa, vice-presidente do Sindiprol/Aduel e professor de direito do trabalho, o governo tem que abrir as contas e seguir os princípios de boa fé e transparência. "Sabemos que o governo tem condições [de pagar], mas faz outras opções de gastos."

Barbosa ressalta que está em tramitação na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) um projeto de lei de reajuste anual ao Ministério Público, Tribunal de Contas Estadual e à própria Alep. "Por que esses poderes podem ter reajuste e o quadro geral não?", questiona. Em Londrina na semana passada, o governador Ratinho Júnior (PSD) descartou a reposição de 4% alegando que isso acarretaria em um acréscimo de R$ 1 bilhão, indisponível em caixa. Para isso, seria necessário aumentar impostos. 

Para apresentar a nova proposta de índices de valor de pagamento da data-base na próxima segunda, o governo colocou a condição, em contrapartida, que o movimento grevista fosse suspenso. A assessoria da Casa Civil do Estado argumenta que a greve é o fim da negociação com o governo. 

Segundo a Casa Civil, o governo está avaliando o que os sindicatos apresentam como receita e o que o governo entende como receita para gasto com pessoal. Pelos servidores, era possível repor 4,94% em maio e 1% em outubro e dezembro. Já os números do Estado divergem. O governo argumenta que a conta dos servidores está relacionada à arrecadação sem despesas. "Pedimos tempo para avaliar os números e dar um parecer. Pela lei orçamentária, o gasto com pessoal pode crescer até o patamar de 4%. Isso já é um crescimento vegetativo, com prêmios e anuênios já ultrapassa 4%, se conceder reajuste extrapolará", explica a assessoria. 

A retomada da negociação está condicionada ao fim do movimento grevista. "Se essas manifestações e greves forem paralisadas, o governo retoma a negociação, se não, não vai negociar com os grevistas". Questionada sobre a descentralização da greve, já que a UEM deflagrou, mas a UEL, não, a Casa Civil acredita que a grosso modo "a greve não existe porque nenhum serviço público foi afetado", já que ao final do dia de ontem apenas 3,4% das 1.243 escolas paralisaram totalmente.  

Nesta quarta-feira, no período da manhã, a Secretaria de Educação registrou adesão total à paralisação em 1,2% das 2.143 escolas estaduais e adesão parcial à paralisação em 31% das 2.143 escolas do Paraná. No Núcleo Regional de Londrina, foi registrada paralisação parcial em 28,6% das 122 escolas do Núcleo e paralisação total em apenas umas escola. Já a APP Sindicato acredita em 80% das escolas com paralisação parcial e 30% da categoria parada no Estado. A App realiza um ato às 16h em frente a Sefa. 

(Atualizada às 15h27)

https://www.folhadelondrina.com.br/geral/a-espera-de-ratinho-docentes-da-uel-adiam-greve-uem-decide-parar-2948420e.html

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