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Qua, Out

Os professores das universidades estaduais do Paraná podem entrar em greve a partir do dia 16 do mês que vem. O alerta foi feito ontem pelos sindicatos que representam a categoria, que cobram do governo o cumprimento do acordo de reajuste salarial fechado em maio, mas ainda não concedido.

O aumento reivindicado (31,73%, em quatro parcelas anuais de 7,14%) foi proposto pelo governo estadual no dia 23 de março. “Este foi o compromisso assumido pelo governador Beto Richa e será cumprido”, disse, na época, o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal (foto).

Na reunião que selou o acordo, o governo se comprometeu a encaminhar o projeto de lei do reajuste à Assembleia Legislativa até 1.º de maio. Mas, quase três meses depois do prazo, o documento continua parado na Secretaria da Fazenda.

“Considerando que o governo rompeu o acordo com os docentes e o prazo da proposta, os sindicatos retomam a possibilidade de greve por tempo indeterminado”, diz nota assinada pelos sindicatos dos docentes da Unicentro, Unioeste, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Tempo indeterminado


A “paralisação de advertência” de 24 horas já está confirmada para o dia 16 de agosto. “Se até lá o projeto não for enviado à Assembleia Legislativa, é praticamente certo que o movimento vai evoluir para a greve por tempo indeterminado”, diz a presidente da Seção Sindical dos Docentes da UEPG (Sinduepg), Jeaneth Nunes Stefaniak.

http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/619941/?noticia=PROFESSORES+UNIVERSITARIOS+DO+PR+AMEACAM+GREVE 


A 52ª edição dos Jogos Universitários do Paraná (JUPs) será disputada a partir desta sexta-feira (20/07), em Apucarana, região Norte do Estado, reunindo 918 atletas de 25 instituições estaduais de ensino superior. O desfile de abertura será a partir das 19h30, no ginásio de esportes Lagoão, com a presença do secretário de Estado do Esporte, Evandro Rogério Roman. Até a próxima quarta-feira (25/07), serão disputadas as modalidades de basquete, futsal, handebol, vôlei, atletismo, judô, natação, tênis de mesa e xadrez, no masculino e feminino. A maior delegação dos JUPs é da Universidade Estadual de Londrina (UEL), com 130 atletas. Os londrinenses ficam fora apenas do basquete feminino e do xadrez (feminino e masculino). A Universidade Estadual de Maringá (UEM) participa com a segunda maior delegação, com 113 atletas, seguida da Universidade federal do Paraná (UFPR), de Curitiba, com 112 atletas. 

http://bandab.pron.com.br/esporte/apucarana-sedia-os-jogos-universitarios-do-parana-40732/ 

O governador Beto Richa autorizou a prorrogação de 141 contratos temporários e a abertura de um Processo Seletivo Simplificado (PSS) para contratação de profissionais de saúde para o Hospital Universitário de Maringá, no Norte do Estado.

A medida garante a contratação de médicos, enfermeiros, auxiliares operacionais, entre outros profissionais, pelo período de um ano, e representa uma despesa mensal de R$ 399,4 mil. Os novos contratados suprirão as vagas abertas com o fim de contratos de trabalho que não podem mais ser prorrogados. Os contratos que ainda admitem prorrogação foram estendidos por mais 12 meses.

No prazo de um ano a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior pretende concluir as negociações em torno do regime jurídico do plano de carreira dos agentes universitários e em seguida promover um concurso público para provimento efetivo de cargos de agente universitário, em substituição aos contratos temporários na instituição.

Para o reitor da UEM, Júlio Santiago Prates Filho, a medida tomada pelo governador é muito importante "porque vem normalizar as atividades do hospital universitário, principalmente no que se refere ao atendimento às urgências".

O HU da Universidade Estadual de Maringá presta cerca de 7 mil atendimentos mensais, entre procedimentos ambulatoriais e os que são efetuados no Pronto-Socorro. A instituição atende aos moradores do município de Maringá e da 15ª Regional de Saúde, que abrange uma população de mais de um milhão de habitantes, incluindo habitantes de outras cidades dos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. 

http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/602163/?noticia=GOVERNO+AUTORIZA+CONTRATACOES+PARA+HU+DE+MARINGA 

O Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá abre vagas para o doutorado. O programa, na área de concentração em Enfermagem e o Processo de Cuidado, tem duas linhas de pesquisa: O Cuidado à Saúde nos Diferentes Ciclos da Vida e Gestão do Cuidado em Saúde.

Os interessados devem se inscrever nos dias 19 e 20 de março e pagar uma taxa de R$ 200. Os documentos exigidos devem ser entregues nestes dias. Também deve ser apresentado o atestado de proficiência em língua inglesa, emitido por instituição aceita pelo PSE.

Os inscritos serão selecionados por meio de prova oral/entrevista, análise e avaliação do currículo e do projeto de pesquisa. A prova oral será de 23 a 27 de março.

O resultado será divulgado em 30 de março. Outras informações pelo site www.pse.uem.br

http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/591622/?noticia=UEM+OFERTARA+VAGAS+PARA+DOUTORADO+EM+ENFERMAGEM 

 

Divulgação/UEPG
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Kavigtãnh; Fekanh; Nênvánh; Kaninsãnh; Kamigprag; Kri Tej Vanh. Os nomes e sobrenomes impronunciáveis para o "homem branco" são uma das características do Vestibular dos Povos Indígenas, que, em sua 11ª edição, reúne 329 candidatos na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

O concurso é organizado pela Comissão Universidade para os Índios (CUIA), que congrega as instituições de ensino superior público do Paraná (universidades estaduais e a Universidade Federal do Paraná) e a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI).

Nesta quarta-feira (14), na Central de Salas de Aula, no Campus de Uvaranas, os índios fizeram a prova oral. Os índios passaram por uma entrevista prévia; depois receberam um texto para leitura e posterior indagação por parte dos componentes da banca.

As respostas deveriam ser dadas na língua portuguesa. Para esta quinta-feira (15), a partir das 14 horas, estão programadas as provas objetivas, língua estrangeira (espanhol ou inglês) ou língua indígena (guarani ou kaingang) e redação. Na prova de redação, entre outros quesitos, será avaliada a capacidade de escrever um texto de acordo com a modalidade da norma padrão da língua portuguesa.

O professor José Roberto Vasconcelos Galdino, membro da CUIA e presidente da 11ª edição do Vestibular dos Povos Indígenas, explica que, a cada ano, uma das instituições que compõem a comissão sedia as provas. Cada universidade estadual (UEPG, UEL, UEM, Unicentro, Unioeste, Uenp e Unespar) oferta seis vagas suplementares em seus diversos cursos, para indígenas nativos do Paraná; enquanto a Universidade Federal do Paraná (UFPR) oferece 10 vagas para indígenas de todo território nacional. O candidato escolhe o curso e a universidade em que deseja estudar após a sua aprovação.

A maioria dos candidatos quer obter o diploma de ensino superior para atuação na própria comunidade indígena. Valdecir Mendes Rodrigues, 40 anos, da aldeia Guarani de Laranjinha (Santa Amélia), por exemplo, pretende cursar Agronomia, para aumentar a produtividade do pequeno pedaço de terra da sua comunidade. São 226 pessoas que dividem espaço em 117 alqueires. "Apesar de ser pouca terra, acredito que com mais conhecimento poderei ajudar a aumentar a produção, para subsistência da própria tribo", diz, lembrando que o trabalho na terra faz parte da cultura indígena.

A kaingang Angélica Rodrigues Morais, 19 anos, de São Jerônimo da Serra, quer cursar Medicina, também com o objetivo de atuar junto a sua comunidade. Ela cursou o ensino médio da escola pública e não vê problemas quanto a uma eventual dificuldade para acompanhar os colegas de universidade, muitos oriundos da rede particular de ensino e, teoricamente, com mais condições de acompanhar os conteúdos do curso. "Tudo depende da força de vontade. Se você tem objetivo, você consegue chegar lá", filosofa a candidata.

Edenilson Felix, 24 anos, índio guarani da comunidade de Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras, vive uma situação diferenciada. Ele já foi aprovado no Vestibular dos Povos Indígenas, cursando Pedagogia, na Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Porém, por motivos familiares, teve que abandonar o curso no ano passado. Como não traçou a matrícula, foi considerado desistente. Para prosseguir, teve que fazer novo vestibular. Com formação no Magistério, Edenilson é professor do Estado, lecionando nas séries iniciais da escola da própria comunidade.

A situação de Cintia Amaral, 25 anos, kaingang, da aldeia de Barão de Antonina (próxima a Londrina), também é diferenciada. Ela quer mudar de curso e de universidade. Aprovada há dois anos em Educação Física, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), agora ela quer fazer Pedagogia na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Segundo ela, a mudança se deve ao apoio maior dado aos índios na universidade maringaense. "Alguns colegas me disseram que lá existe um envolvimento maior da universidade com as comunidades indígenas".

A avaliação sistemática do processo de inclusão e permanência dos indígenas, o desenvolvimento de projetos de ensino, pesquisa e extensão envolvendo os índios e a sensibilização da comunidade acadêmica acerca da questão indígena estão entre as atribuições da CUIA instituída pela Lei Estadual nº 13.134/2001 (e modificada pela Lei Estadual 14.995 de 2006). Atualmente, a comissão é presidida pela professora Ana Elisa de Castro Freitas, da UFPR.

As informações são da assessoria da UEPG.

http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/580940/?noticia=INDIOS+DEIXAM+ALDEIA+PARA+FAZER+PROVAS+DO+VESTIBULAR 

 

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