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"A Universidade para Todos os Brasileiros" é o título do vídeo produzido para discutir o sistema de cotas nas universidades públicas. Produzido pelo Grupo de Estudos Afro-brasileiros e de Relações Raciais, com apoio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o audiovisual está motivando o debate do assunto em cursinhos pré-vestibulares e escolas públicas de Londrina e região.

A política de cotas sociais e raciais foi implantada no vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2005, durante o mandato de reitora (2003 - 2006) da secretária de Estado Lygia Pupatto, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. "Em toda a minha vida eu lutei contra as injustiças sociais. Quando fui reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), achei que podia contribuir de uma maneira efetiva para que essas injustiças diminuíssem, e foi assim que nós instituímos o sistema de cotas para os alunos de escolas públicas e para os negros", disse.

O acerto da medida é demonstrado pelo bom desempenho dos cotistas. "Isto só vem reforçar o acerto da política de inclusão social do governo Roberto Requião", disse Lygia. O sistema de cotas da UEL reserva até 20% das vagas de cada curso para estudantes negros vindos de escola pública e até 20% para os demais estudantes da escola pública.

As cotas sociais e para afrodescendentes são adotadas também pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Na Universidade Federal do Paraná (UFPR) a primeira turma de cotistas sociais e afrodescendentes ingressou em 2005. Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), as cotas sociais estão em fase de implantação - em maio deste ano, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Estadual de Maringá (UEM) aprovou a regulamentação para a aplicação do Sistema de Cotas Sociais, que deve vigorar para os vestibulares de 2009 e que dará acesso aos estudantes em 2010.

O texto prevê a reserva de 20% das vagas dos cursos de graduação para candidatos classificados no concurso vestibular que tenham cursado o ensino fundamental e médio em estabelecimentos públicos e gratuitos. Além disso, a renda per capita da família do vestibulando deve ser de até 1,5 salário mínimo nacional.

A partir do próximo vestibular da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), já haverá sistema de cotas. Quarenta por cento das vagas serão destinadas aos alunos que tenham cursado as séries finais do ensino fundamental e médio em escolas públicas.