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Seg, Jul

Carlos Roberto Pupin (PP), prefeito eleito de Maringá, tomará posse do cargo com uma pendência jurídica em aberto. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entrou em recesso nesta quarta-feira (19) e o caso do político só será julgado após o retorno, em fevereiro do ano que vem.

Pupin aguarda decisão do pleno do TSE sobre o deferimento da própria candidatura. A decisão monocrática do ministro Marco Aurélio Mello anulou a inelegibilidade da candidatura de Pupin, que havia sido decretada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).

Ivan Amorin / Gazeta do Povo

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Diplomado, o prefeito eleito irá tomar posse no próximo ano sem saber o resultado do TSE

A indefinição pode gerar mudanças no quadro político de Maringá. Segundo o advogado Sergio Jacomini, mestre em Direito e professor da disciplina de Direito Constitucional na Universidade Estadual de Maringá (UEM), mesmo diplomado, Pupin segue com a incerteza da definição.

“O TSE pode votar a favor da impugnação mesmo após diplomado, a candidatura não seria registrada e os votos seriam anulados. Por ter sido o vencedor no segundo turno, significa que obteve mais de 50% dos votos válidos, então o TSE convocaria nova eleição”, explicou o advogado.

O juiz de direito da 66ª Zona Eleitoral, José Cândido Sobrinho, partilha da mesma posição. “A decisão do TSE prevalece no final. Se sair uma decisão que altere o atual quadro, prevalece tal vontade”, explicou Sobrinho, durante a diplomação de Pupin.

A situação, no entanto, não tira o sossego do prefeito eleito. “Isso é um assunto jurídico. Estou muito tranquilo, como sempre estive no primeiro para o segundo turno. O direito é muito forte do nosso lado. Isso me parece um resultado irreversível”, declarou Pupin.

http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=1329425&tit=Pupin-assumira-prefeitura-de-Maringa-com-pendencia-juridica 

 

Diariamente, 845,6 mil paranaenses saem de suas casas para estudar ou trabalhar em cidades vizinhas. Isso quer dizer que 8% da população do estado faz movimentos pendulares, como os especialistas chamam o deslocamento da população para trabalho e estudo em municípios que não o de residência. Em uma década esse número quase dobrou – passou de 478,6 mil para 845,6 mil –, enquanto a população do estado cresceu 9,2%, e houve uma desconcentração da movimentação em Curitiba. Os dados estão em uma pesquisa realizada pelo Ipardes com base em dados divulgados à imprensa ontem pelo IBGE.

A capital ainda é a cidade que mais recebe trabalhadores e estudantes – são quase 300 mil pessoas por dia. Em dez anos, a cidade descentralizou um pouco dessas entradas: em 2000, 42,75% da população em deslocamento no estado vinha para a capital, contra 35,42% em 2010. Além disso, Curitiba assumiu o posto de município que mais envia pessoas para outras localidades, somando cerca de 85 mil pessoas. Em 2000, era Colombo, na região metropolitana, a cidade com maior número de saídas.

Caminho com volta e despesas

William Kayser, da Gazeta Maringá

Rodrigo Lima da Silva, 27 anos, mora em Sarandi e trabalha em Maringá há dez anos. Os 12 quilômetros que separam os municípios nunca afetaram o bolso dele, mas sim as horas de sono. Nos primeiros anos inserido no mercado de trabalho, o recepcionista precisava de dois ônibus intermunicipais para chegar no serviço. Atualmente, com uma motocicleta própria, tudo mudou. “Ganhei uma hora a mais de sono [risos]. Com a moto é muito mais prático, chego em 20 minutos no trabalho.”

Enquanto ele já está adaptado às sua rotina, as estudantes Danielle Sanchez, 19 anos, de Campo Mourão, e Marcela Souza Cruz, 23 anos, de Paranavaí, ainda estão se acertando. Danielle, que estuda Moda no Cesumar, até arriscou morar com parentes em Maringá. Não deu certo. Para percorrer os 180 quilômetros entre ida e volta, ela gasta R$ 370 por mês e fica 3h30 em uma van.

O trecho de Marcela é mais curto: são 40 quilômetros a menos. Apesar disso, perde 4 horas no deslocamento. “A van pega as pessoas casa por casa, então eu chego a ficar uma hora rodando ainda na minha cidade”, contou a caloura no curso de Jornalismo do Cesumar, que gasta mensalmente R$ 260 com a locomoção. “Qualquer esforço vale a pena quando fazemos algo que gostamos”. Para mais comodidade no ano que vem, Marcela quer mudar para Maringá. O gasto será um pouco maior, mas o tempo perdido é menor.

Palavra Indústria

Em relação aos que se deslocam para trabalhar em cidades vizinhas, há de se considerar o aumento do emprego industrial e a busca por profissionais qualificados. Um exemplo é Cafelândia, no Oeste do estado. A cidade, com 14,6 mil habitantes, recebia cerca de 2,8 mil pessoas para trabalhar diariamente em 2010. O volume de trabalhadores é similar ao recebido por Cianorte, município com quase 70 mil habitantes e pólo da produção têxtil do estado.

36 km e pedágios

Acordar cedo, gastar além do planejado e perder horas de sono ou na estrada­­ são alguns dos desafios que muitas pessoas enfrentam diariamente para­­ ir e vir das cidades onde moram. Renan Pirath Ferro (fo­­to), de 22 anos, percorre diariamente os 36 quilômetros que separam Man­­­­daguari de Maringá, no­­ Noroeste do Paraná. “Quan­­­­­do vou de carro, por cau­­sa do estágio de tarde,­­ tem o problema do pedágio. Como não tem outro jei­­to, pago na ida e na volta”, conta o estudante do 4º ano de Educação Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM). O gasto­­ chega a mais de R$ 500 no mês.

A análise dos dados dos últimos dois censos ainda mostra uma tendência de consolidação de polos regionais, cidades de médio porte que têm atraído um grande contingente populacional. Para o professor de Economia da Unioeste e doutor em Demografia Ricardo Rippel, esse é um movimento típico do Brasil, com a despolarização das capitais, um fenômeno que ocorre em vários estados, especialmente em São Paulo. “É uma tendência, as cidades médias oferecendo emprego e melhor qualidade de vida”, avalia.

O sociólogo e pesquisador do Ipardes Paulo Roberto Delgado, coautor do estudo, aponta São José dos Pinhais como um caso emblemático da região de Curitiba. “Embora ainda tenha um número elevado de pessoas que saem para trabalhar em outro município, São José é hoje um importante receptor de mão de obra da região metropolitana, inclusive da capital”, analisa. Ou seja: algumas cidades da região metropolitana estão deixando de ser apenas cidades dormitório e se fortalecendo com a oferta de boas vagas de emprego e a instalação de novas empresas.

Interior

No interior, Londrina e Maringá continuam sendo os principais polos receptores, mas outras cidades estão se destacando. No caso de deslocamentos para estudo, os pesquisadores notaram um aumento na movimentação de entrada em Cascavel, no Oeste, e em Cornélio Procópio e Jacarezinho, no Norte Pio­­neiro. Pela faixa etária, é possível afirmar que grande parte são estudantes universitários ou de cursos técnicos. “Durante toda a década, houve várias iniciativas de fortalecimento das universidades estaduais, com campi em várias cidades”, analisa Delgado.

Morar na capital e trabalhar fora dela

O ir e vir entre a capital paranaense e as cidades da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) mudou na última década. Se antes as cidades da RMC eram dormitórios, hoje atraem muitos profissionais que optam por morar na capital, com sua infraestrutura completa, e trabalhar nos municípios vizinhos.

Esse é o caso de Theo Ma­­­rés, de 37 anos, que mora em Curitiba e trabalha em Pi­­­raquara, onde é procurador do município, e São José dos Pinhais, onde dá aulas de Direito em uma faculdade.

“Já pensei em mudar de cidade. Só não saio porque minhas filhas estudam e as melhores escolas estão em Curitiba. Minha família também está aqui”, conta. Dia­­riamente, ele leva cerca de duas horas se deslocando entre as cidades e é o trânsito o que mais o incomoda.

Esse trajeto entre a capital e uma cidade vizinha também é bem conhecido pela família da pedagoga Célia Bronguel, de 56 anos. Natural de Araucária, ela deixou a cidade para morar em Curitiba na época da faculdade. “Araucária era uma cidade pequena e não oferecia trabalho na minha área, então fui morar e trabalhar em Curitiba”, conta. Em 1991, ela prestou um concurso para atuar em Araucária e foi aprovada.

Começaram então as viagens diárias entre as cidades, que só terminaram quando a filha mais velha foi para a universidade e a família voltou para Araucária, por volta do ano 2000. O alto custo e o trânsito influenciaram na decisão da família.

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1329477&tit=8-da-populacao-estuda-ou-trabalha-em-outro-municipio 

 

Amanhã é o primeiro dia de prova do vestibular de verão da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que começará pontualmente às 8h50. Neste domingo, os candidatos terão até às 13 horas para responder a 40 questões de alternativas múltiplas de conhecimentos gerais. As provas serão aplicadas em Maringá e mais oito cidades paranaenses: Apucarana, Campo Mourão, Cianorte, Cidade Gaúcha, Goioerê, Ivaiporã, Paranavaí e Umuarama. As provas seguem na segunda e na terça-feira, último dia do concurso.

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1326053&tit=Provas-da-UEM-comecam-amanha-em-oito-cidades 

A beleza e a imponência do "grande olho" do Museu Oscar Niemeyer - parte mais evidente e mundialmente conhecida desta obra arquitetônica - inevitavelmente ofusca outros projetos e monumentos que o célebre arquiteto carioca projetou para o estado do Paraná.

O próprio museu curitibano foi pensado inicialmente, em 1967, pelo próprio Niemeyer, para abrigar o Instituto de Educação do Paraná. Nos onze anos que passaram entre o lançamento do projeto e a inauguração, em 1978, os planos mudaram e o espaço ganhou o nome de Edifício Humberto de Alencar Castello Branco - uma homenagem ao primeiro presidente da Ditadura Militar brasileira -, abrigando diversas secretarias do governo estadual.

Naquele mesmo ano, surgiu o projeto do terminal rodoviário de Londrina (Norte do PR), que ainda hoje tem o formato circular e as 50 plataformas de embarque idealizadas pelo arquiteto. O terminal foi concluído em 1988. Um ano antes (1987), Niemeyer já tinha na prancheta um projeto de urbanização para o Centro de outra cidade paranaense: a Ágora de Maringá. A ideia de montar uma imensa praça (cerca de 200 mil metros quadrados), encomendada pelo então prefeito Said Ferreira, acabou não sendo colocada em prática.

A professora do Departamento de Arquitetura da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Fabíola Castelo Cordovil, acredita que a cidade saiu perdendo ao deixar a ideia de lado. Ela orientou um projeto de iniciação científica da estudante Jeanne Christine Versari – co-orientado pelo professor Aníbal Verri Junior – que identificou que apenas dois itens do projeto foram postos em prática: o rebaixamento da linha férrea e a abertura de duas vias que facilitaram a ligação entre as zonas Norte e Sul da cidade.

“A área era pública, mas foi privatizada e hoje está ocupada por empreendimentos imobiliários na maior parte de sua extensão. A ideia do Niemeyer não era necessariamente o melhor projeto para integrar a cidade a partir daquele ponto, mas seria bem melhor do que a realidade que temos hoje”, comenta a professora.

Em 1998, a cidade de Santa Helena (Oeste do PR), ganhou um obelisco em homenagem à Coluna Prestes, movimento liderado pelo militar revolucionário Luís Carlos Prestes – entre 1925 e 1927 - que passou pela região. Já em 2001, um monumento também idealizado por Niemeyer foi erguido em Campo Largo, às margens da BR-277, para homenagear o agricultor sem terra Antônio Tavares, que fora assassinado um ano antes em um confronto com a Polícia Militar.

Em 2004 e 2005, o arquiteto chegou a projetar dois prédios para a usina hidrelétrica de Itaipu, que acabaram não saindo da prancheta. Desde 2010, numa área pertencente ao empreendimento, está sendo erguido o novo campus da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), com uma extensão edificada de mais de 150 mil metros quadrados.

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1320799 

 

O gabarito do Processo de Avaliação Seriada (PAS) deste ano da Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi divulgado na manhã desta segunda-feira (19) no site da instituição.

A prova do concurso foi aplicada no domingo (18) e terminou com 5,1% de ausência. Entre os 24 mil estudantes inscritos, 1.256 faltaram. Segundo o coordenador da Comissão Central do Vestibular Unificado (CVU), Emerson Arnaut de Toledo, o número é considerado baixo e é igual ao do ano passado. "Isso mostra o quanto alunos e as escolas estão levando a sério o processo."

O PAS seleciona futuros acadêmicos para 20% das vagas dos cursos de graduação por meio da aplicação de testes ao final de cada uma das três séries do Ensino Médio. Depois de concluídas todas as provas, as notas são somadas e o candidato é, então, aprovado ou não. O outro concurso utilizado pela instituição é o vestibular tradicional, cujas provas serão aplicadas em 9, 10 e 11 de dezembro.

No processo seletivo, a escolha do curso pretendido só é feita na inscrição para a terceira e última prova. Segundo nota enviada pelo Governo do Paraná , os alunos do terceiro ano representaram 16,6% entre o total de inscritos neste ano.

A maioria dos candidatos, porém, era iniciante e se inscreveu na primeira etapa: 54,2%. Entre os que estavam na terceira etapa, Medicina foi o curso mais concorrido, com 39,3 candidatos por vaga, seguido por Arquitetura e Urbanismo, com 25,4 candidatos/vaga, e Odontologia, 18,8 candidatos/vaga.

Resultado

O resultado dos aprovados será divulgado às 14 horas de 4 de janeiro de 2013, pelo site do PAS

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-universidade/vestibular/conteudo.phtml?id=1319645 

 

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