Sidebar

26
Qui, Nov

O câmpus da Universidade Estadual de Maringá (UEM), no Noroeste do Paraná, é um celeiro de cores graças à pequena, mas significativa atitude de Rodolfo. Uma rápida passagem pelo lugar serve para notar a diversidade de espécies de árvores; são mais de cem. Algumas delas, com o toque do antigo reitor. Durante o tempo em que morou em uma casa na Avenida Humaitá, tinha por hábito pegar as sementes das árvores do seu pátio e levá-las para plantar no câmpus. “Fazia isso constantemente”, lembra um dos filhos, Gilberto.

Além do vermelho dos flamboyants, por exemplo, Purpur também foi responsável por alguns tons de cinza. Trouxe as construções pré-moldadas para o câmpus durante sua gestão, entre 1974 e 1978. “Serviriam por pouco tempo, mas são utilizadas até hoje em alguns blocos”, disse o filho. Além disso, Purpur se orgulhava de não ter deixado nenhum aluno da instituição ser preso durante a ditadura militar.

Nascido em Cambará, em 1932, na Fazenda Água das Antas, uma colônia de imigrantes da Iugoslávia, Purpur mudou-se com a família para Maringá na década de 50. Foi no município que criou apreço pela administração. Ele não foi político, mas por muito tempo foi empresário do povo. Assumiu o comando administrativo do Banco Del Paraná em 1987 e o devolveu ao então governador, Álvaro Dias, com as contas normalizadas. “Pegou o banco completamente arrebentado, mas devolveu com lucro em um ano.”

Entre uma partida de basquete e outra, no time de masters do Country Club de Maringá, Purpur teve cargos como a presidência da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) e foi um dos sócios fundadores da TV Cultura de Maringá, da RPCTV. Deixa a esposa, Izaura, três filhos e três netos.

Dia 8 de junho, aos 80 anos, em decorrência de um AVC.

* * * * *

CURITIBA

Alexandre Pydd, 37 anos, procurador, filho de Vandir Erni Pydd e Maria da Conceição Pydd. Sep. às 11 h, no Cemitério Parque Iguaçu, saindo da capela da 1.ª Igreja Batista de Curitiba – Batel.

Anasira Rossi dos Santos, 65 anos, zeladora, filha de Mário Antônio Rossi e Olinda Nunes Rossi. Sep. em horário e cemitério a serem designados, saindo da capela do cemitério municipal de Apucarana.

Antônio Borges de Oliveira, 56 anos, auxiliar de serviços gerais, filho de Sebastião Borges de Oliveira e Narcisa Borges de Oliveira. Sep. ontem.

Antônio Sikora, 71 anos, taxista, filho de Pedro Sikora e Maria Sikora. Víuvo de Maria de Lourdes Sikora. Sep. ontem.

Carlos Hamilton Lopes Siqueira, 58 anos, engenheiro, filho de Horácio Siqueira e Ana Maria Lopes Siqueira. Sep. ontem.

Carlos Signorelli Toledo, 58 anos, gerente de operações, filho de Josué Toledo e Teresinha Toledo. Sep. ontem.

Cássio Araújo Santos, 54 anos, filho de Adauto Araújo Santos e Alaíde Domingues Santos. Sep. às 10 h, no Cemitério Água Verde, saindo da capela 1 do mesmo.

Clemendes Alves da Silva, 67 anos, do lar, filha de Romalino Alves de Chaves e Tomazia Francisca de Liz. Viúva de Haroldo Campos da Silva. Sep. às 9 h, no Cemitério Padre Pedro Fuss (São José dos Pinhais), saindo da capela Bom Pastor – Pinhais.

Domingos de Meira, 66 anos, motorista, filho de Benedito José de Meira e Isaura Alves de Faria. Sep. ontem.

Elvira Rosente Túlio, 87 anos, do lar, filha de Santa Rosenete. Viúva de Geraldo Túlio. Sep. ontem.

Gerson das Neves, 38 anos, pedreiro, filho de Valdevino Joaquim das Neves e Castorina Teixeira das Neves. Sep. ontem.

Itamar da Costa Miranda, 61 anos, orçamentista, filho de Guilherme Izidio de Miranda e Josefa Herculano da Costa Miranda. Sep. ontem.

Ivonete Claudete Alberti de Quevedo, 54 anos, cabeleireira, filha de José Maurício Alberti e Irena Cheuminski Alberti. Sep. ontem em Francisco Beltrão.

Iza de Souza Nadovich, 72 anos, do lar, filha de Celso de Souza Vieira e Deonilia Rosa Vieira. Viúva de Francisco Nadovich. Sep. ontem.

João Baptista Paschotto, 82 anos, vigilante, filho de Victor Paschotto e Catharina Vanzella. Sep. ontem.

João Eloir Nogueira, 43 anos, eletricista, filho de Manoel Matoso Nogueira e Teresa Alves dos Santos. Sep. ontem.

João Torquato da Rocha, 86 anos, filho de Manoel Torquato da Rocha e Daria Ferreira Rocha Reis. Sep. às 10 h, no Cemitério Jardim da Saudade I, saindo da capela do mesmo – Portão.

José Ademir Sales, 39 anos, soldador, filho de João Francisco de Sales e Maria Dulcineia de Sales. Sep. em horário e cemitério a serem designados, saindo da capela do Cemitério Nossa Senhora do Carmo – São Carlos, SP.

Jucimara de Brito, 48 anos, diretora, filha de Orlando de Brito e Maria de Lourdes Siqueira Brito. Sep. ontem.

Laudemir Freitas dos Santos, 74 anos, taxista, filho de Antônio Orlando dos Santos e Laudemira Freitas dos Santos. Viúvo de Diomar Roggenbaum dos Santos. Sep. ontem.

Lauro David de Oliveira, 72 anos, funcionário público municipal, filho de Waldemiro de Oliveira e Pureza de Oliveira. Sep. ontem.

Leontina Caminha Bonora, 84 anos, do lar, filha de Aurélio Caminha e Sebastiana Soler. Viúva de Sebastião Bonora. Sep. ontem.

Luís Carlos Moreira de Lima, 41 anos, pedreiro, filho de Valdir Moreira de Lima e Melinda Maria de Lima. Sep. ontem.

Luiz de Oliveira, 80 anos, lavrador, filho de Braulino de Oliveira e Emília de Souza Oliveira. Sep. ontem.

Michel Corrêa Pinto, 68 anos, metalúrgico, filho de João Ferreira Pinto e Francisca Corrêa Pinto. Sep. às 16 h,em cemitério a ser designado.

Samoel de Oliveira, 37 anos, eletricista, filho de Donizete de Oliveira e Cleusa dos Santos Oliveira. Sep. ontem.

Sandra Maria Vilarinho Roth, 67 anos, professora, filha de Joaquim Mires Vilarinho e Catarina Farah Vilarinho. Sep. ontem em Paranaguá.

Sueli Maria Lemes Lopes, 61 anos, do lar, filha de Nelson Barbosa Lemes e Sinda Lemes. Sep. às 11 h, em cemitério a ser designado, saindo da capela 2 do Cemitério Água Verde.

LONDRINA

Antônio Mendes Cardoso, 86 anos. Sep. em horário a ser designado, no cemitério municipal de Uraí, saindo da capela do mesmo.

Francisca Apparecida dos Santos, 76 anos. Sep. ontem em Cambé.

Gelindo José Santi, 60 anos. Sep. ontem em Alvorada do Sul.

José Salviano de Souza, 89 anos. Sep. às 17 h, no Cemitério Jardim da Saudade, saindo da capela 2 do mesmo – Londrina.

Josué Stein Theodoro, 37 anos. Sep. ontem em Londrina.

Kyozi Nagaya, 77 anos. Sep. ontem em Londrina.

Maria Aparecida Alexandre da Silva, 57 anos. Sep. ontem em Londrina.

Maria de Lourdes Marques da Silva, 57 anos. Sep. ontem em Ibiporã.

Natalia Pedroso Pinheiro, 80 anos. Sep. ontem em Londrina.

Osleno Neves Cavalheiro Ortiz, 77 anos. Sep. ontem em Londrina.

Umbelina Pereira da Silva, 77 anos. Sep. ontem em Jataizinho.

MARINGÁ

Dionizio Quizolini, 78 anos. Sep. ontem em Doutor Camargo.

Encarnação Orejana Faria, 71 anos. Sep. às 16 h, no cemitério municipal de Mandaguari, saindo da Av. Amazonas, 70 – Centro – Mandaguari.

Francisco Pereira dos Santos, 54 anos. Sep. ontem em Arapongas.

Hilda Maria do Nascimento, 80 anos. Sep. às 10 h, no cemitério municipal de Astorga, saindo da Praça Chitãozinho e Xororó – Centro – Astorga.

Isabel Flores Vieira, 75 anos. Sep. ontem em Maringá.

Izaura do Nascimento dos Santos, 68 anos. Sep. em horário a ser designado, no cemitério municipal de Farol, saindo da Rua Alagoas, 64 – Centro – Farol.

José Maria Aparecido de Araújo, 50 anos. Sep. ontem em Campo Mourão.

José Quintino Neves, 97 anos. Sep. ontem em Maringá.

Luiz Alcaria, 76 anos. Sep. ontem em Loanda.

Regina Rosseto Rodrigues, 68 anos. Sep. ontem em Mandaguari.

Sebastião Manoel Cirilo, 81 anos. Sep. ontem em Campo Mourão.

Sidnei Máximo de Oliveira, 49 anos. Sep. ontem em Maringá.

FOZ DO IGUAÇU

Maria Apolinária de Resende, 76 anos. Sep. ontem em Foz do Iguaçu.

Salvador Faustino do Nascimento, 52 anos. Sep. ontem em Foz do Iguaçu.

* * * * *

As publicações neste espaço são gratui­tas. Faça contato com a Central de Redação, pelo fone (041) 3321-5832, ou por e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..As informações constantes na relação de falecimentos são fornecidas pelo Serviço Funerário Municipal. Fones: 3224-7707 e 3324-9313.

http://www.gazetadopovo.com.br/falecimentos/conteudo.phtml?tl=1&id=1382321&tit=As-cores-da-UEM 

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) é a grande vencedora da 5ª edição do Prêmio Caixa de Projetos Inovadores com Aplicabilidade na Indústria Metalúrgica, Mecânica, Eletrônica, Materiais Elétricos e Construção Civil.

O grande vencedor da noite, que recebeu um prêmio de R$ 10 mil, foi o projeto “Concreto Autoadensável com Cinza do Bagaço da Cana-de-Açúcar”, dos alunos da UEM: Rafael Germano Dal Molin Filho, Marisa Fujiko Nagano e Hugo Sefrian Peinado; e orientados pelo docente Romel Dias Vanderlei.

Na 2ª colocação, com um prêmio de R$ 5 mil, ficou o projeto “Linha de Montagem para a Produção de Habitações em Light Steel Frame”, do aluno da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), André Luiz Vivan, e orientado pelo professor José Carlos Paliari.

O terceiro colocado, que recebeu o prêmio de R$ 3 mil, foi o projeto “Bicicleta Movida a Ar”, do aluno da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Jackson Krinski, e orientado pelo docente Edemir Luiz Kowalski.

O Prêmio Caixa de Projetos Inovadores é uma promoção dos realizadores da EletroMetalCon: Sindimetal Londrina, Sinduscon Norte/PR e Senai Paraná, e conta com o patrocínio oficial da Caixa Econômica Federal.

A 6ª edição do Prêmio já está definida e será realizada em 2014, durante a 10ª EletroMetalCon - que acontecerá no período de 6 a 9 de maio. Mais informações sobre o Prêmio Caixa de Projetos Inovadores podem ser consultadas no website: www.eletrometalcon.com.br

http://www.gazetadopovo.com.br/economia/empreender-pme/conteudo.phtml?id=1379044 

O Brasil tem 28 universidades entre as 100 melhores da América Latina segundo o ranking divulgado nesta terça-feira (28) pela QS Quacquarelli Symonds Limited, organização britânica especializada na avaliação de universidades. A Universidade de São Paulo (USP) manteve a liderança e aparece como melhor instituição de ensino superior do continente. Três paranaenses também se destacam na lista. A Universidade Federal do Paraná (UFPR), na 37.ª colocação; a Universidade Estadual de Londrina (UEL), 64.ª; e a Universidade Estadual de Maringá (UEM), na posição 84. Cada uma delas registrou progresso de cinco pontos na classificação de 2012 para 2013.

O reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho, ainda não teve acesso ao relatório detalhado sobre a instituição, mas supõe que o crescimento se deve, principalmente, à ampliação da pós-graduação e ao aumento do número de doutores na universidade. “Nos últimos quatro anos, criamos 29 novos cursos de mestrado e 12 novos cursos de doutorado”, diz. O reitor também cita o bom aproveitamento do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), o que viabilizou a contratação de 200 novos professores, a maior parte com doutorado.

Para a professora Nádina Moreno, reitora da UEL, a diminuição de professores temporários com o consequente aumento de efetivos foi importante para o avanço. Além disso, há alguns anos a universidade passou a exigir titulação de mestre em concursos públicos, fator que teria impulsionado a produção de artigos acadêmicos.

Top 10

Além da USP, o país tem outras três instituições no top 10. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aparece na terceira posição, a mesma registrada em 2012. Também não houve mudanças na colocação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a 8.ª melhor em 2012 e 2013. A novidade da lista é a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que aparece no top 10 pela primeira vez. No ano passado a instituição mineira ficou na 13.ª posição.

Considerando a lista de 300 instituições que aparecem no ranking, a representatividade dos países em número de universidades é de: Brasil (81), México (50), Colômbia (42), Chile (30), Argentina (30), Perú (17), Equador (9), Venezuela (8), Cuba (5), Uruguai (4), Costa Rica (4), Paraguai (3), Panamá (5), Guatemala (3), República Dominicana (3), El Salvador (2), Porto Rico (2), Honduras (1). As dez primeiras colocações são dominadas por Brasil, Chile, Colômbia e México.

Metodologia

O QS University Rankings: Latin America usou sete indicadores para fazer sua classificação. Reputação acadêmica, reputação como empregador, artigos produzidos por professores, citações em artigos, relação do estudante com a faculdade, proporção de doutores no corpo docente e impacto das pesquisas na web.

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-universidade/conteudo.phtml?id=1376530&tit=Ranking-coloca-28-universidades-do-Brasil-no-top-100-da-America-Latina 

O Brasil tem 28 universidades entre as 100 melhores da América Latina segundo o ranking divulgado nesta terça-feira (28) pela QS Quacquarelli Symonds Limited, organização britânica especializada na avaliação de universidades. A Universidade de São Paulo (USP) manteve a liderança e aparece como melhor instituição de ensino superior do continente. Três paranaenses também se destacam na lista. A Universidade Federal do Paraná (UFPR), na 37.ª colocação; a Universidade Estadual de Londrina (UEL), 64.ª; e a Universidade Estadual de Maringá (UEM), na posição 84. Cada uma delas registrou progresso de cinco pontos na classificação de 2012 para 2013.

O reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho, ainda não teve acesso ao relatório detalhado sobre a instituição, mas supõe que o crescimento se deve, principalmente, à ampliação da pós-graduação e ao aumento do número de doutores na universidade. “Nos últimos quatro anos, criamos 29 novos cursos de mestrado e 12 novos cursos de doutorado”, diz. O reitor também cita o bom aproveitamento do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), o que viabilizou a contratação de 200 novos professores, a maior parte com doutorado.

Para a professora Nádina Moreno, reitora da UEL, a diminuição de professores temporários com o consequente aumento de efetivos foi importante para o avanço. Além disso, há alguns anos a universidade passou a exigir titulação de mestre em concursos públicos, fator que teria impulsionado a produção de artigos acadêmicos.

Top 10

Além da USP, o país tem outras três instituições no top 10. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aparece na terceira posição, a mesma registrada em 2012. Também não houve mudanças na colocação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a 8.ª melhor em 2012 e 2013. A novidade da lista é a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que aparece no top 10 pela primeira vez. No ano passado a instituição mineira ficou na 13.ª posição.

Considerando a lista de 300 instituições que aparecem no ranking, a representatividade dos países em número de universidades é de: Brasil (81), México (50), Colômbia (42), Chile (30), Argentina (30), Perú (17), Equador (9), Venezuela (8), Cuba (5), Uruguai (4), Costa Rica (4), Paraguai (3), Panamá (5), Guatemala (3), República Dominicana (3), El Salvador (2), Porto Rico (2), Honduras (1). As dez primeiras colocações são dominadas por Brasil, Chile, Colômbia e México.

Metodologia

O QS University Rankings: Latin America usou sete indicadores para fazer sua classificação. Reputação acadêmica, reputação como empregador, artigos produzidos por professores, citações em artigos, relação do estudante com a faculdade, proporção de doutores no corpo docente e impacto das pesquisas na web.

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-universidade/conteudo.phtml?tl=1&id=1376530&tit=Ranking-coloca-28-universidades-do-Brasil-no-top-100-da-America-Latina 

Assunto recorrente nas relações trabalhistas, o assédio moral também é um problema nas universidades. O ato pode ocorrer via comentários, gestos ou até por uma indiferença sistemática, mas está sempre carregado de hostilidade. Entre professor e aluno, o abuso de poder por vezes adota estratégias sofisticadas para evitar flagrantes e provoca graves consequências psicológicas ao agredido.

Como a prática não é tipificada como crime no Brasil, a definição do assédio moral fica a cargo de conceitos vindos da academia. Para o psicólogo e doutor em Educação Raymundo de Lima, professor na Universidade Estadual de Maringá (UEM), trata-se de um comportamento abusivo que pretende constranger, humilhar ou isolar o alvo da agressão, causando algum dano à dignidade da vítima.

As manifestações mais comuns

Em um artigo publicado em 2003, o doutor em Psicologia pela USP José Augusto Dela Coleta publicou, a partir de 1.104 relatos de alunos e professores universitários, um estudo a respeito das manifestações mais frequentes de assédio moral. Confira algumas:

Agressão verbal: uso de termos pejorativos e palavras de baixo calão.

Intimidações: ameaçar de reprovar a turma, expulsar o aluno etc.

Acusação agressiva e sem provas: alegar que os alunos copiaram trabalhos ou estão colando sem ter como comprovar.

Comentários depreciativos, preconceituosos ou indecorosos: normalmente sobre orientação sexual, credo religioso, habilidade, profissão ou nome dos alunos.

Tratamento discriminatório e excludente: conceder benefícios a alguns alunos e desvantagens a outros.

Rebaixamento da capacidade cognitiva: comparar, de forma irônica, os próprios alunos com estudantes de outras instituições ou outros grupos de ensino; ridicularizar erros em provas e trabalhos; ler, em voz alta, as notas, enfatizando, com comentários depreciativos, os alunos que obtiveram baixo rendimento.

Uso inadequado de instrumentos pedagógicos: aplicar prova com prazo mais curto do que o necessário para resolvê-la; aumentar o nível de dificuldade das questões, como forma de punição.

Recusar-se a ensinar: negar-se a esclarecer as dúvidas, alegando que a pergunta é desnecessária ou que já havia explicado a questão antes.

Fonte: O rebaixamento cognitivo, agressão verbal e outros constrangimentos e humilhações: o assédio moral na educação superior, publicado na 26ª edição da Revista da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação.

Diferentemente do bullying, entendido como um tipo de intimidação entre iguais, no assédio moral há uma relação hierárquica. “Trata-se de uma violência que não é física, mas principalmente psicológica, e que deixa estragos profundos na personalidade, como depressão, medo e isolamento”, diz Lima. Como as manifestações de hostilidade por vezes são ambíguas, a vítima chega a ficar confusa. “Há quem não identifique o motivo pelo qual está sofrendo tanto e passe a se considerar culpado pelas humilhações”, acrescenta.

Manifestação

As formas de manifestação são variadas. Lima cita exemplos como o de um professor que ignora as opiniões de um aluno contrário às suas afirmações, enquanto exalta, de modo desproporcional, aquelas de outros alunos que reforçam o que o docente disse. O uso de ironia em comentários sobre preferências ideológicas, políticas ou religiosas também seria comum. Até mesmo gestos simples, como o de cumprimentar frequentemente alguns alunos e não a outros, podem ser manifestações de assédio.

Nem toda intimidação de professores contra alunos, no entanto, ocorre com sutileza. Em 2010, a estudante Daniele Cristina Novak discutiu publicamente com o então coordenador de seu curso, fazendo críticas à administração. Segundo ela, os desentendimentos se tornaram frequentes até que, durante uma aula, foi chamada à sala da coordenação e coagida a parar com as críticas, sob a ameaça de não concluir o curso.

Depois da conversa, Daniele conta que voltou para a sala e chorou. “Ali eu pensei em desistir, mas os colegas que souberam do ocorrido me deram muito apoio”, conta. Hoje, já formada, ela revela que chegou a consultar um advogado e foi aconselhada a não entrar na Justiça para permanecer no curso, devido às represálias que poderiam ocorrer. “Escolhi ficar na minha e evitar o professor”, conta.


Lacuna na Justiça limita punição

A ausência de uma legislação específica para tratar do assédio moral leva a Justiça brasileira a julgar casos desse tipo com base em jurisprudências e doutrinas, explica o professor do curso de Direito no Centro Universitário Curitiba Clayton Reis. Ele conta que, ao menos na esfera trabalhista, os tribunais vêm condenando agressores com indenizações por danos morais, invocando o princípio da dignidade da pessoa.

O professor lamenta essa lacuna e cita a legislação portuguesa como um exemplo a ser seguido. “Eles têm dispositivos específicos para casos de assédio moral, independentemente de onde ocorra”, diz.

Sem provas

A sutileza das manifestações de assédio torna difícil a comprovação material do ato. Para o professor Raymundo de Lima, da UEM, a luta contra essa prática seria mais eficaz com a exposição do problema. “O combate ao bullying ganhou destaque depois que a academia e a mídia passaram a falar muito desse tema. É preciso que o mesmo ocorra com o assédio”, afirma.

Para ele, a universidade tem a obrigação de estudar o assunto, já que se trata de um problema tão presente no cotidiano da instituição. Apesar disso, o volume de pesquisa sobre o assunto é inexpressivo, diz Lima. (JDL)

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-universidade/conteudo.phtml?id=1371514&tit=Assedio-moral-uma-violencia-sem-flagrantes 

Mais Artigos...