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Ter, Dez

Microalgas são aposta na geração de combustível

Daniel Castellano / Gazeta do PovoUma das pesquisas gerenciadas por André Mariano, na UFPR, estuda a produção de biocombustível a partir de algas.

Desde 2008, o Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Energia Autossustentável (NPDeas) desenvolve estudos sobre energias renováveis na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Segundo o gerente de programas do núcleo, André Bellin Mariano, a unidade foi criada a partir da iniciativa de professores de diferentes áreas e atua de forma multidisciplinar na criação de projetos e tecnologias sustentáveis.

“Desenvolvemos diversos projetos na área de energias renováveis e o principal fruto das pesquisas é a formação de mão de obra qualificada. Nesse sentido, vários alunos que passaram por aqui estão colaborando para o desenvolvimento direto de tecnologia de ponta em diversas universidades, empresas e centros de pesquisas”, ressalta Mariano.

Atualmente, um dos principais projetos do NPDeas consiste no uso de microalgas para a geração de energia. A ideia é fazer com que elas forneçam biocombustível com o auxílio de fotobiorreatores tubulares. “Utilizamos o óleo isolado que é produzido pelas microalgas para a transformação em biodiesel e o resíduo segue para outros fins, como produção de bioetanol, ração animal e biogás”, conta Mariano.

Integração

Conforme o mestrando em Engenharia e Ciência dos Materiais Bruno Miyawaki, 28 anos, um dos pesquisadores do núcleo, o diferencial das pesquisas do NPDeas está no trabalho integrado, com a participação de profissionais de várias áreas. “Cada integrante é responsável por uma parte do processo. A minha função atual é investigar a produção de biomassa de microalgas de forma compacta, com o objetivo de produzir biodiesel em grande escala”, explica. “A vantagem de usar as microalgas está na reprodução das mesmas, em velocidade muito superior às plantas que atualmente são usadas para a extração de óleos, como a soja”, acrescenta.

As pesquisas do NPDeas são financiadas pela Pinhais Nilko Tecnologia, pela PSA Peugeot Citroen Brasil e por incentivos públicos vindos da Capes e do CNPq. Mariano comenta que a principal dificuldade enfrentada para alavancar os projetos está na burocracia existente para utilizar recursos disponíveis para a pesquisa. (AD)

INTERATIVIDADE

Você conhece outras pesquisas relacionadas à geração de energia em desenvolvimento nas universidades do Paraná? Compartilhe o conhecimento conosco. Deixe seu comentário abaixo.

Em andamento

Conheça outros estudos em energias alternativas conduzidos no Paraná:

>>> Entre vários estudos, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) investe no projeto de manejo sustentável da palhada da cana-de-açúcar para otimização da produção de energia. O objetivo da pesquisa é testar a quantidade de palhada mais adequada na produção de cana-de-açúcar. A pesquisa é financiada pela Petrobras e está sendo realizada em nove núcleos distribuídos no país.

>>> A Universidade Estadual de Maringá (UEM) possui um grupo de pesquisadores que atua na área de adsorção e troca iônica para a purificação do gás natural. Desde 2009, o projeto tem convênio com a Petrobras e visa o desenvolvimento de tecnologia para a descontaminação do gás natural a ser produzido pelas unidades de exploração petrolífera do pré-sal.

>>> Um dos principais projetos que envolve energia alternativa na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) consiste no uso de biodigestores à base de dejetos animais e na utilização energética de resíduos sólidos urbanos.

A discussão de uma iminente crise energética no Brasil ganhou força nas últimas semanas devido ao baixo nível de água em reservatórios e ao consumo desenfreado de energia pela população. Em um cenário como esse, encontrar e desenvolver fontes alternativas e renováveis torna-se imprescindível e as universidades desempenham papel importante nesse processo. No Paraná, os setores público e privado têm apostado em estudos acadêmicos em busca de novos caminhos.

E alguns projetos já trazem resultados. É o caso do software Domus-Procel Edifica, desenvolvido na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), que possui outros sete projetos na linha de energia. Criado para simular a eficiência energética em edificações, o programa auxilia edifícios a receberem a Etiqueta de Eficiência Energética, concedida por órgãos credenciados pelo Inmetro.

Segundo o idealizador e coordenador do projeto, Nathan Mendes, o objetivo do software é fazer simulações com variáveis de umidade, calor, consumo e demanda de energia a fim de proporcionar o máximo de conforto, evitando o desperdício de eletricidade. “Nos Estados Unidos e na Europa, os softwares de simulação energética de edificações são utilizados desde 1970. Portanto, em vista desse panorama, na década de 1990, resolvemos iniciar o primeiro projeto nessa área no Brasil”, comenta Mendes.

Investimento

O coordenador lembra que faltavam recursos no começo da pesquisa, mas, por meio do apoio de órgãos como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Eletrobras firmou parceria com a instituição e investiu R$ 1,75 milhão no projeto. “É um grande ganho para a PUCPR, para os alunos que participaram e para a sociedade em geral. O Domus é um programa de interface simples inspirado em modelos internacionais, adaptado às necessidades do Brasil. Graças à parceria com a Eletrobras, o software está sendo usado em 26 unidades da federação e já possui reconhecimento internacional”, diz.

Para o mestrando Bruno Miyawaki, envolvido com pesquisas energéticas na Universidade Federal do Paraná (UFPR), mesmo com algumas parcerias, existe grande dificuldade de trabalhar com pesquisa em energias, já que ainda há distanciamento entre universidades e o setor produtivo. “Pesquisas de ponta necessitam de grandes investimentos, tanto em equipamentos como na formação de mão de obra qualificada. As indústrias brasileiras ainda não exploram o grande potencial presente nas instituições de ensino”, aponta.

Na UTFPR, foco é na energia solar

A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) também possui projetos relacionados a energias alternativas. De acordo com o professor dos cursos de Engenharia Elétrica e Engenharia de Automação Jair Urbanetz Junior, todas as pesquisas visam disseminar tecnologias que envolvem energias alternativas. “Trabalhamos em especial com a energia solar fotovoltaica, responsável em gerar energia elétrica diretamente da luz do sol e mostrar a viabilidade de utilização dessa fonte de energia no estado do Paraná”, diz Urbanetz.

Marcha lenta

Na opinião do pesquisador, os projetos com energias renováveis ainda se desenvolvem de forma tímida no Paraná. “Essas pesquisas trazem retornos baixos, mas acredito que, em curto prazo, o uso de fontes renováveis não convencionais de energia elétrica farão parte do nosso cotidiano. A maior dificuldade é falta de investimentos para que os projetos se desenvolvam com maior velocidade e com os recursos materiais e humanos adequados.”

Urbanetz conta que projetos da UTFPR têm despertado interesse na iniciativa privada e devem resultar em parcerias. “Por enquanto, os recursos ainda são escassos e pontuais”, lamente.

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-universidade/pesquisaetecnologia/conteudo.phtml?tl=1&id=1449195&tit=Energia-que-vem-da-universidade 

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) divulgou nesta sexta-feira (10) as relações dos aprovados no vestibular de verão 2013 e no Processo de Avaliação Seriada (PAS) da instituição. No vestibular, foram aprovados 1.514 estudantes – sendo 85,4% do Paraná e 40% com residência em Maringá.

A relação dos novos calouros da instituição pode ser vista aqui.

Todos os classificados deverão fazer a matrícula pelo site da Diretoria de Assuntos Acadêmicos (www.daa.uem.br) até o dia 13 de janeiro. A segunda chamada do concurso está prevista para o dia 24. As aulas começam em 3 de fevereiro.

O vestibular da UEM teve 15.413 inscritos, sendo que 2.574 (16,7%) não compareceram à prova.

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-universidade/vestibular/aprovados/conteudo.phtml?id=1438783 

Alunas da UEM desenvolvem projeto de moda inclusiva, que facilita o cotidiano de deficientes e colabora para a integração social

  • Apoena Caicy, estudante do 4º ano, desenvolveu peças íntimas para mulheres cegas

Aproximadamente 45,6 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, segundo o último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Destes, 13,2 milhões têm deficiência motora e outros 35,7 milhões, deficiência visual. Apesar dos números expressivos, as pessoas com deficiência ainda enfrentam problemas simples, como a falta de uma roupa adequada às suas limitações.

Atentas a essas necessidades, duas estudantes de Moda da Universidade Estadual de Maringá (UEM) desenvolveram projetos de moda inclusiva, que tem como objetivo facilitar o dia a dia e garantir autonomia aos deficientes. Mesmo que funcional, a moda é capaz de criar identidade e integrar um indivíduo socialmente, de forma adequada a cada ocasião. Os públicos-alvo das duas estudantes são crianças e adultos com paralisia cerebral e mulheres cegas.

Troca de roupa

Em quase dois anos de pesquisas dedicadas a um projeto de iniciação científica, Caroline Veronez, aluna do 3.º ano, desenvolveu peças exclusivas para pessoas com paralisia cerebral. As peças foram estudadas para atender diferentes tipos de comprometimentos motor. Em comum, o público-alvo da estudante tem a pouca flexibilidade, o que dificulta a troca de roupa.

Caroline precisou desenvolver peças com aberturas laterais, de fácil remoção, mas que fossem confortáveis. No entanto, soluções que inicialmente pareciam razoáveis se mostraram inadequadas. “Achava que se criasse blusas com aberturas frontais, com zíper, iria facilitar a troca da roupa.” Mas Caroline percebeu que fechos metálicos poderiam causar machucados. “Quem tem paralisia cerebral dificilmente consegue sustentar a coluna e a cabeça. Por isso, o zíper poderia criar um atrito e ferir a pele.”

A mãe de um dos voluntários do projeto, Fátima Sodi, conta que em dias de muito frio, o filho Thiago só conseguia sair de casa enrolado numa coberta. “A gente não consegue colocar uma blusa sobre a outra porque os membros dele são muito rígidos.” Caroline aponta o caso de Thiago como um dos exemplos da necessidade de adotar a moda inclusiva na vida dos deficientes. “Além de proteger do frio, a roupa adequada é capaz de integrá-lo socialmente também.”

Já a estudante do 4.º ano de Moda da UEM Apoena Caicy desenvolveu um projeto para mulheres cegas. Segundo Ana Caroline Martins, orientadora do projeto, o objetivo é dar autonomia a essas mulheres e resgatar memórias. A estudante desenvolveu estampas em braile, combinou tecidos de texturas diferentes e cheiros. “A Apoena utilizou a sinestesia para resgatar imagens gravadas na memória dessas mulheres”, explica a professora.

Mercado

Adaptações encarecem peças e afastam possíveis fabricantes

Para proporcionar conforto, Caroline Veronez lista uma série de detalhes que foram fundamentais para seu projeto de moda inclusiva: jeans com lavagem especial – para tornar o tecido mais macio e evitar assaduras – malha de bambu, mais fina e macia do que a de algodão, mangas e calças com aberturas laterais. Tudo foi desenvolvido a partir de materiais doados por fabricantes de roupas de Cianorte, cidade onde vive Caroline. “Se não fosse assim, seria inviável, já que o custo desses materiais especiais são muito caros.” O alto custo dos materiais e da produção das peças, além da baixa procura são apontadas como as causas para a falta de interesse dos fabricantes em produzir as peças funcionais.

Existe mercado

De acordo com o Sindicato da Indústria do Vestuário de Maringá, segundo maior polo de vestuário do país, não existe nenhuma fábrica no Brasil especializada em moda inclusiva para deficientes físicos. Tampouco existe uma fábrica especializada em lingerie para deficientes visuais, segundo as pesquisadoras da UEM.

Até o ano passado a professora do Serviço Nacional de Aprendizagem (Senai) de Cianorte Leny Gonçalves fazia roupas especiais sob encomenda. “Também não houve interesse por parte das empresas em investir em peças funcionais”, lamenta.

Ana Caroline Martins defende que o baixo investimento no setor o torna um bom nicho a ser explorado.

Atualmente, marcas europeias fazem peças para pessoas com deficiência. Mas o preço por lá também é alto. Um vestido de algodão da britânica Xeni, por exemplo, pode custar 180 libras, cerca de R$ 537.

http://www.gazetadopovo.com.br/m/conteudo.phtml?id=1433865&tit=Eles-tambem-tem-o-direito-de-estar-na-moda 

No total, 2.574 candidatos não compareceram nos três dias de provas do Vestibular de Verão da Universidade Estadual de Maringá (UEM). O índice corresponde a 16,7 de abstenção.

Segundo o presidente da Comissão Central do Vestibular Unificado (CVU), Emerson Arnaut de Toledo, o número está dentro do esperando. “Já tínhamos em mente que seria mais ou menos esse o número. Para falar a verdade, até surpreendeu”, comenta o presidente, referindo-se aos faltosos da edição do vestibular do ano passado, em que 19,4% desistiram das avaliações.


No domingo (8), os candidatos realizaram as provas de conhecimentos gerais. Na segunda-feira (9) foi a vez dos testes de línguas portuguesa, estrangeira, literatura e redação. Nesta terça-feira (10), a avaliação foi a de conhecimentos específicos.

Gabaritos

Os gabaritos do terceiro e último dia do Vestibular de Verão da UEM foram divulgados pela CVU, na tarde desta terça-feira (10). A consulta pode ser feita no site do vestibular.

Resultado sairá em janeiro

O resultado do vestibular será divulgado às 10 horas de 4 de janeiro, pelo site do vestibular. Os aprovados deverão efetivar a matrícula entre 5 e 7 de janeiro pelo site do Diretório de Assuntos Acadêmicos (DAA), no qual também será publicada a segunda chamada, em 25 de janeiro. O ano letivo terá início em 4 de fevereiro.

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-universidade/vestibular/conteudo.phtml?tl=1&id=1432234&tit=Vestibular-de-Verao-da-UEM-chega-ao-fim-com-167-de-abstencao 

 

Os gabaritos provisórios do segundo dia de provas do Vestibular de Verão da Universidade Estadual de Maringá (UEM) foram divulgados pela Comissão Central do Vestibular Unificado (CVU), na tarde desta segunda-feira (9).

Clique aqui e confira no site da UEM os gabaritos das provas de língua portuguesa, estrangeira e literatura.

As provas começaram no domingo (8) com aplicação da avaliação de conhecimentos gerais. Neste segundo dia, os candidatos foram cobrados por provas de língua portuguesa, estrangeira, literatura e redação.

Neste edição, a redação teve como tema “Qual é o segredo do vestibular: inteligência, saúde ou sorte?” Além disso, os vestibulandos também tiveram de argumentar, em até 15 linhas, a respeito da experiência de um ex-aluno que foi aprovado no vestibular, valendo-se de inteligência, do esforço e da sorte.

Temas, que, segundo o presidente da CVU, Emerson Arnaut de Toledo, fazem parte do cotidiano do candidato. “Não podemos dizer que os temas foram difíceis. É parte do dia a dia de quem concorre a uma vaga. Ainda mais com os textos de apoio, o aluno pode ter embasamento para uma resposta argumentativa.”

Na terça-feira (10), último dia do concurso, os candidatos vão responder às provas de conhecimentos específicos.

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-universidade/vestibular/conteudo.phtml?tl=1&id=1432000&tit=UEM-divulga-gabaritos-provisorios-do-segundo-dia-de-provas 

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