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09
Dom, Ago

Gazeta do Povo
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Cerca de 1,5 mil professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) entraram em greve por tempo indeterminado na manhã desta terça-feira (21). A paralisação das atividades afeta cerca 10 mil alunos, de acordo com a Seção Sindical dos Docentes da UEM (Sesduem). A reivindicação é pela equiparação dos salários dos professores com o dos técnicos de nível superior das universidades estaduais do Paraná.

A adesão total dos docentes da UEM foi decidida em assembleia realizada em 16 de agosto e confirmada em nova reunião nesta terça-feira no Auditório do Dacese, no campus de Maringá. No início da manhã, alguns alunos foram para a aula, mas foram dispensados pelos professores, de acordo com a vice-presidente da Sesduem, Marta Belini.

Na segunda-feira (20), o projeto do reajuste salarial foi lido no plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Pela proposta, a equiparação dos vencimentos de professores e técnicos será feita em quatro anos, de outubro de 2012 a 2015, em parcelas de 7,14%. Para garantir uma aprovação rápida, haverá sessões extraordinárias ao longo do dia, a fim de apreciar a matéria em todas as votações necessárias. Além disso, eventuais emendas ao texto serão analisadas na hora, sem ser preciso o retorno às comissões temáticas.

Para a vice-presidente da Sesduem, o avanço nas negociações com o governo estadual pode antecipar o fim da greve na UEM e nas demais universidades estaduais que já paralisaram as atividades. No entanto, Marta explica que os grevistas precisam respeitar o intervalo de 48 horas desde a última assembleia para a realização de nova a votação para decidir pela retomada ou não do trabalho.

Votação em caráter de urgência

A Alep deve aprovar nesta terça-feira (21) a proposta de reajuste salarial de 31,73% prometida aos professores das universidades estaduais, que será aplicado em parcelas até 2015.

Em 21 de março deste ano, depois de um ano de negociações com a categoria e vários protestos dos professores, o governo prometeu enviar ao Legislativo até 1.º de maio um projeto de lei que equiparasse o piso salarial de um professor universitário ao de um técnico de nível superior das universidades estaduais. Mas a promessa não foi cumprida na data prevista. O governo alegou que precisava equacionar as contas para não ultrapassar o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O Tribunal de Contas do Estado apontou que o governo extrapolou o limite neste ano. Os argumentos, porém, não foram aceitos pelos grevistas.

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-universidade/conteudo.phtml?id=1288854