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Sáb, Jan

Umuarama - Os participantes da Associação dos Pais e Amigos dos Deficientes Visuais (Apadev) visitaram ontem o horto medicinal do curso de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) do Campus de Umuarama. A visita faz parte do projeto do professor de Agronomia Douglas Seijum Kohatsu, para beneficiar os deficientes e universitários.
Segundo Kohatsu, a intenção é proporcionar uma atividade diferenciada para os participantes da Apadev, como também estimular seus sentidos como o olfato e tato. “Devido à deficiência os outros sentido devem ser estimulados para conseguir se portar no mundo. Além do benefício para os associados da Apadev, os alunos da UEM também puderam exercer suas obrigações sociais”, ressaltou.
Para a professorada da Apadev, Rosana Urbanski Rodrigues, a visão é responsável por 85% da identificação para os seres humanos, sem esse sentido o cérebro tem que ser educado para realizar essas identificações. “Os deficientes visuais precisam reestruturar sua psique. E a estimulação dos sentidos é o caminho para isso”, disse.
Ainda segundo Rosana, a visita no horto auxilia o desenvolvimento do olfato e o tato devido aos cheiros e as texturas das plantas medicinais. “O cheiro é uma das formas dos deficientes visuais conseguirem se localizar nos ambientes. O projeto ajuda muito, como também proporciona uma interação com os mais jovens”, ressaltou.
Ao todo foram 12 deficientes visuais, do grupo da terceira idade da Apadev, que puderam conhecer as propriedades de mais de 20 plantas medicinais. Os alunos de Agronomia também repassaram aos visitantes os perigos do uso indevido de algumas plantas conhecidas de todos os brasileiros.
Murilo Prieto, estudante do 4º ano de Agronomia, foi um dos palestrantes e avaliou como positiva a ação com os visitantes. Para Prieto, o contato os deficientes visuais revela um lado da vida, que muitas vezes, passa desapercebido para as pessoas saudáveis. “Foi uma experiência muito boa. Tivemos um contato diferente, pois realizamos caminhos paralelos para as abordagens. Podemos conhecer um novo mundo”, relatou.

http://www.ilustrado.com.br/jornal/ExibeNoticia.aspx?NotID=46314&Not=Deficientes%20visuais%20da%20Apadev%20participam%20de%20projeto%20com%20alunos%20de%20Agronomia%20da%20UEM 

 

Umuarama - A UEM foi classificada como a 14ª melhor instituição do Brasil no quesito Inovação, de acordo com o Ranking Universitário Folha (RUF) 2013, divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (9). A Universidade ainda ficou em 22º no ranking geral, dentre 192 instituições reconhecidas como universidades pelo Ministério da Educação (MEC), garantindo a melhor colocação de uma instituição estadual fora do eixo Rio-São Paulo.
Nos outros quesitos considerados para a elaboração do ranking, a UEM ficou em 17º em Ensino (26.54 pontos de 32 possíveis), 22º em Pesquisa (36.67 pontos de 40 possíveis), 47º em Internacionalização (3.72 pontos de 6 possíveis) e 57º em Mercado (12.52 pontos de 18 possíveis). Também foi levada em conta a média ponderada das notas dos cursos de graduação (pelo Enade) e de pós-graduação (pela avaliação da Capes), por meio do Índice Geral de Cursos (IGC) do MEC (4 pontos de 5 possíveis). As médias em cada um dos quesitos resultaram em uma nota final, de 0 a 100 (no caso da UEM, 80.93).
O assessor para Inovação Tecnológica da UEM, Marcelo Farid Pereira, diz que a posição de destaque da Universidade no quesito inovação se deve a uma sólida base científica. “A estrutura de pesquisa da UEM está consolidada, com corpo docente e técnico qualificado, possibilitando a geração de novos processos e produtos”, explica. Ainda segundo Pereira, a instituição deverá figurar em posições ainda melhores nos próximos rankings, pois tem se firmado em outras atividades relacionadas à inovação e ampliado a interação da Universidade com empresas e órgãos públicos.
De acordo com o reitor Júlio Santiago Prates Filho, a 22ª colocação geral da UEM “vem num momento oportuno. Temos que comemorar, mas sem ufanismo, sabedores de que existe muito a ser feito”. Para ele, a UEM vem confirmando a sua vocação regional, mostrando, ao mesmo tempo, uma grande inserção nacional e internacional.
Ainda segundo Prates Filho, a boa colocação da UEM no Ensino e na Inovação, por exemplo, mostra a força da Universidade Estadual de Maringá, que coloca, a serviço da população, os seus melhores talentos. De acordo com o reitor, a boa posição geral da UEM no ranking da Folha também vem afirmar e confirmar a UEM como uma instituição de excelência no sistema de ensino superior do Paraná. Prates Filho atribui a colocação da UEM ao trabalho e dedicação de professores, alunos e agentes universitários.
 

Pesquisa, Ensino...

Para a elaboração da nota no quesito Pesquisa, foram considerados sete subindicadores: trabalhos científicos publicados pela instituição; citações desses trabalhos em outras pesquisas; proporção de citações por publicação; publicações por docente; publicações em revistas científicas nacionais; e recursos captados nas agências de fomento. Segundo o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UEM, Mauro Ravagnani, “já era de se esperar que a Universidade figurasse em uma boa posição no ranking, pois sabemos da qualidade da nossa produção científica”.

No quesito Ensino, foram quatro subindicadores: pesquisa Datafolha com 464 professores que avaliam os cursos de graduação para o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); professores com doutorado; professores com dedicação integral; e nota do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). De acordo com a pró-reitora de Ensino da UEM, Ednéia Rossi, "o ranking reafirma positivamente o desempenho da Universidade e do ensino em particular. O resultado dá uma importante visibilidade à comunidade do trabalho que se realiza no ensino da UEM, ao mesmo tempo em que serve como base para reflexão e para o reconhecimento do papel do ensino. Temos fragilidades que precisamos superar, mas contamos com a dedicação de alunos, professores e agentes universitários, que construíram e constroem este patrimônio público chamado UEM", disse.
http://www.ilustrado.com.br/jornal/ExibeNoticia.aspx?NotID=46215&Not=UEM%20est%C3%A1%20entre%20as%20melhores%20%20em%20inova%C3%A7%C3%A3o%20do%20pa%C3%ADs

 

No final deste mês, entre os dias 23 e 27, o câmpus da Universidade Estadual de Maringá de Umuarama realiza a III Seatama – Semana de Engenharia Ambiental e Tecnologia em Meio Ambiente. O tema desta edição é Paradigmas Ambientais: pensar para agir.
A programação conta com palestras, minicursos, workshop e mesa redonda. O evento também abre espaço para comunicações orais. O prazo das inscrições vai até o dia 19, sendo que aqueles que pretendem apresentar trabalhos devem encaminhá-los até sexta-feira, dia 13.
Outras informações no site do Departamento de Tecnologia www.dtc.uem.br ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

http://www.ilustrado.com.br/jornal/ExibeNoticia.aspx?NotID=46112&Not=UEM%20de%20Umuarama%20realiza%20a%20III%20Seatama 

Nos dias 16 a 20 de setembro será realizada no Parque de Exposições a Semana de Agronomia (SEAGRO), que este ano tem como tema central “Agricultura: Produção e Sustentabilidade”, em torno do qual vai acontecer a programação de trabalhos e pesquisas a serem apresentadas.
Esta semana acadêmica do curso de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) – campus Umuarama é o maior evento científico da área na cidade e contará com a presença de docentes, pesquisadores, funcionários e, sobretudo, estudantes de graduação e pós-graduação, bolsistas de iniciação científica e extensionistas dos diversos projetos e programas da UEM e outras instituições de ensino.
A exemplo das dez edições anteriores, o evento contará com a realização de palestras, seminários e mesas redondas. A Semana de Agronomia da UEM, dessa forma, como um todo, se mostra fundamental para a formação acadêmica e para a produção agrícola.
E sempre deve ser destacada a importância desta realização para a região do Arenito Caiuá, uma vez que ela que possui grande potencial para a nossa agricultura, mas que necessita de técnicos capacitados e o uso de novas tecnologias. 

http://www.ilustrado.com.br/jornal/ExibeNoticia.aspx?NotID=45943&Not=Umuarama:%20UEM%20prepara%20o%20maior%20evento%20cient%C3%ADfico%20de%20Agronomia 

Umuarama - Produtor de leite na região de Xambrê, a 23 quilômetros de Umuarama, Elber Antônio Vieira, de 53 anos, encontrou na tecnologia de manejo uma saída para sua pastagem degradada. O pequeno agricultor faz parte dos estudos de produção intensa de pastagem da Incubadora de Empreendimentos Econômicos e Solidários (IEES) da Universidade Estadual de Umuarama (UEM) - Campus de Umuarama - com apoio dos alunos do curso de Agronomia.
Segundo dados dos setores agrícolas municipais, Umuarama e região contam com 70% das pastagens degradadas devido ao longo tempo de uso do solo sem reposição de nutrientes. Vieira, proprietário de um sítio de cinco alqueires, era um desses pequenos que vivem à beira da falência, sem pastagem e recursos para alimentar seus animais. “Em 2010 meu pasto era todo degradado e estávamos em uma situação complicada”, disse o produtor.
Ainda em 2010, por meio de sua filha, Camila Vieira, naquela época estudante de Agronomia da UEM/Umuarama, Antônio Vieira teve contato com estudos feitos pela IEES. “A minha salvação veio da UEM. Minha filha fazia curso de Agronomia e junto com os universitários da UEM e a Incubadora, abri as portas para trabalharem em um alqueire na minha propriedade”, contou.
Segundo o coordenador do projeto de manejo de pastagem, o zootecnista Max Emerson Rickli, a ideia inicial dos estudos começou entre 2007 e 2008 devido à falta de pasto durante inverno para o gado de corte e gado de leite na região. O estudo consiste em adubação, irrigação, iluminação, semeadura da aveia e a escolha da espécie de pastagem. “Tínhamos o objetivo de melhorar a qualidade de vida do pequeno produtor, por meio de qualidade de produção e renda”, explicou.
Hoje, após três anos seguindo as orientações da IEES, o pequeno produtor de leite comemora o aumento da produção e está trabalhando para ampliar o sistema de adubação e irrigação de pastagem. “Antes do projeto produzia 70 litros de leite no verão e apenas 20 no inverno. Hoje estou ordenhando 140 litros no verão e 70 litros no inverno. Esse projeto é a salvação da lavoura. Pena que ainda não consegui ampliar, mas estou trabalhando para isso”, informou Vieria.
 

Pilares do projeto
Rickli explica que o foco do projeto é diminuir o déficit de pastagem no inverno e nos períodos de estiagem. “A base para um bom pasto é adubação, irrigação, iluminação. No estudo também pesquisamos a espécie ideal de pastagem para o local e usamos a semeadora da aveia no meio da grama”, noticiou.
Na propriedade de Xambrê os alunos e o coordenador, em 2010, começaram as melhorias da pastagem pela correção do solo degradado utilizando a adubação para repor as propriedades perdidas, em seguida foi instalado o sistema de irrigação e semeadura da forragem. “Hoje fazemos apenas uma adubação de manutenção para repor o que foi tirado pela forragem”, esclareceu o zootecnista.
Além dos alunos de Agronomia e do coordenador, também estão envolvidos o professor Eder Pereira Gomes da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), professor Ulysses Cecato da UEM de Maringá e Elir de Oliveira do IAPAR.


Conscientização
A falta de contato com a tecnologia e a simplicidades de alguns produtores é um dos empecilhos para o desenvolvimento de suas propriedades. Os envolvidos no programa contam que existe uma resistência com as novas tecnologias no campo, mas esses estudos devem ser introduzidos aos poucos para o produtor aprender exatamente o manejo.
“Pegamos uma propriedade totalmente degrada para fazer a recuperação da pastagem e aos poucos transformá-la em produtiva conforme as possibilidades do produtor. Pois o manejo correto da irrigação e da adubação, não é simplesmente jogar adubo. O agricultor vai aprendendo aos pouco. Hoje o seu Elber tem uma consciência diferente de antes”, contou Rickli.


Desabafo do especialista
Ainda segundo o Rickli os produtores gastam de quatro a cinco horas do dia apenas cortando cana para alimentar o gado no período do inverno, devido a pastagem degrada. Com a adubação, esse período de trabalho reduziria para meia hora por dia. “Com mais tempos livre o produtor poderia cuidar das finanças da propriedade, uma situação impossível hoje. Eles também poderiam ler e estudar a respeito da sua produção, Porém hoje o produtor de gado e leite se transforma em um cortador de cana e sem rentabilidade.

http://www.ilustrado.com.br/jornal/ExibeNoticia.aspx?NotID=45064&Not=Tecnologia%20aumenta%20produ%C3%A7%C3%A3o%20e%20melhora%20qualidade%20de%20vida%20do%20pequeno%20produtor 

 

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