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O Parque do Ingá, fechado há mais de 50 dias, poderá ser reaberto na próxima semana caso os institutos de pesquisa concluam, através de exames, as causas da morte de 18 macacos na reserva. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o parque só poderá ser reaberto se não forem confirmadas doenças transmissíveis ao ser humano. A prefeitura anuncia também que está sendo viabilizada a revitalização da reserva, que recebia de 3 mil a 4 mil pessoas aos finais de semana.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, foram feitos exames em 12 macacos no Instituto Adolpho Lutz e no Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP). Apesar dos exames a causa da morte dos animais não foi concluída.

Atendendo a recomendação do Estado, o Parque do Ingá permanecerá fechado até a determinação da causa das mortes dos primatas.

Foram pesquisadas e descartadas diversas doenças como causas da morte, como dengue, febre amarela, febre hemorrágica, encefalites equinas, herpes, entre outras.

Os estudos continuam no IBMP para encontrar a causa das mortes.
A Secretaria de Saúde do Estado do Paraná informa que está mantendo contatos permanentes com o IBMP, verificando os resultados dos exames, que vão continuar sendo feitos.

Obras

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, já existem equipes trabalhando nos projetos de revitalização do Parque do Ingá, em cima do plano de manejo elaborado há três anos pela Universidade Estadual de Maringá (UEM).

A prefeitura assumiu a frente nos trabalhos a fim de agilizar o início das obras de revitalização, que inclui principalmente a criação de atrativos turísticos e de lazer. Estas obras serão acompanhadas pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos.

De acordo com a assessoria de imprensa do município, por enquanto já foram liberados R$ 450 mil do Ministério do Turismo. Haverá também contrapartida da prefeitura e existe projeto na Caixa Econômica Federal.

No passado, a organização não-governamental Instituto de Árvore, de Maringá, venceu a licitação para administrar a reserva, mas, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, a empresa não se adequou às regras, o que agora levará a administração a assumir a realização das obras.

Os animais de grande porte, como leões, não serão atrativos no parque após a revitalização. Devem ser mantidos apenas pequenos animais, que já existem no local. A idéia é colocar outros atrativos, como trenzinho e lanchonetes.