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Qua, Nov

O Hospital Universitário de Maringá (HUM) aguarda duas situações para resolver os problemas apontados em relatório após vistoria, que culminou no ato indicativo de interdição ética do Pronto-Socorro emitido pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) e entregue na quinta-feira (20).

Uma é o repasse de verba do governo estadual para contratar profissionais e comprar equipamentos e insumos. A outra é local, com o remanejamento de pacientes para outros hospitais da cidade. "Já até procuramos o Ministério Público para expressar o nosso desconforto com esses problemas", comentou o reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Julio Damasceno, em entrevista coletiva realizada na manhã de hoje (21) no HUM.

Ele apontou que o remanejamento de pacientes já foi abordado em reuniões do grupo formado pelo HUM, 15ª Regional de Saúde e Secretaria de Saúde de Maringá. Com isso, o HUM receberia só casos mais graves e não seria mais referenciado como porta de entrada para os casos mais simples - que seriam atendidos em postos de saúde, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), entre outros. "Um dos problemas é que tem que tirar o médico que está atendendo um caso de alta complexidade para atender a porta do Pronto Socorro que poderia ser encaminhado a outro lugar", compara o diretor médico do HUM, Esmeraldo Ribeiro da Costa Filho.

Mas isso também não é simples e não deve ser definido logo, já que a UPA, por exemplo, também tem problema de atendimento, sendo comum pacientes chegarem no começo da noite e saírem no meio da madrugada por conta da grande demanda, o que causa por vezes demora no atendimento.

“Será preciso uma contrapartida do HU para retirada dessa demanda deles”, comentou o secretário municipal de Saúde, Jair Biato. No caso, a prefeitura tem demanda de cirurgias eletivas e parte seria passado para o HUM. Eles negociam nas reuniões. A outra solução para o HUM é aguardar o governador eleito Ratinho Junior "reanunciar" e liberar a verba de R$ 52 milhões que foi anunciada pela governadora Cida Borghetti no começo desse mês. Como o mandato já está terminando, não há tempo hábil para os procedimentos burocráticos para usar o dinheiro.

Falta

O HUM precisa resolver o deficit de servidores. Esse é o principal ponto do relatório do CRM. A direção do hospital aponta 137 funcionários que saíram por exoneração, morte, aposentadoria ou licença e não foram repostos desde 2014, sendo 38 médicos, 48 técnicos de enfermagem, sete enfermeiros, entre outros.

A questão financeira influencia diretamente. Hoje o HUM banca R$ 900 mil com recursos próprios para pagar 236 servidores credenciados, que cumprem uma carga horária menor que um efetivado. Esse dinheiro poderia ser usado para comprar equipamentos e insumos, mas é aplicado na contratação de profissional para atender as demandas de atendimento.

Também participaram da coletiva de hoje o superintendente do HUM, Vicente Kira, e o vice-reitor, Ricardo Dias.

O CRM deu 120 dias para o HUM resolver os problemas listados em nove itens no relatório que tem 116 páginas. Caso a situação permaneça, o conselho não pode pedir o fechamento do hospital, mas pode determinar que os médicos não mais atendam no hospital. E, com isso, não haveria serviço médico no local. Isso já aconteceu em janeiro de 2012 na Santa Casa de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Direção do HUM explicou, em coletiva, o que pode ser feito para a suspensão do ato indicativo de interdição ética do Pronto-Socorro. - ANDYE IORE

https://maringa.odiario.com/maringa/2018/12/hum-precisa-de-verba-e-remanejamento-de-pacientes-para-atender-crm/2537728/

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) realizou ontem (20) ato de indicativo de interdição ética no pronto-socorro do Hospital Universitário (HU) de Maringá. A determinação dá um prazo de 120 dias para que as irregularidades apontadas pelo CRM-PR sejam sanadas, caso contrário, os médicos da unidade serão impedidos de trabalhar no local.

Na tarde de ontem, quatro representantes do CRM-PR estiveram no HU e afixaram um documento que aponta as razões pelos quais o procedimento foi adotado - sendo vedada sua remoção.

De acordo com o gestor do departamento de fiscalização do Conselho, Carlos Roberto Naufel, um grupo de médicos enviou uma carta ao órgão em novembro deste ano informando as condições de trabalho a que estão submetidos. Entre as questões levantadas, estão o déficit de médicos e enfermeiros - o que gera sobrecarga -, e falta de estrutura física, de equipamentos e insumos.

"Esse indicativo de interdição é uma ferramenta que o Conselho encontrou para tentar mobilizar os gestores e a sociedade organizada a prover os recursos necessários para a melhora do atendimento. Não temos a prerrogativa de fechar o hospital, mas se em 120 essas situações apontadas não forem resolvidas, temos a prerrogativa de fazer uma interdição ética, que proíbe o médico de atender neste hospital, porque o local não reúne as condições necessárias para o bom atendimento do paciente", explica Naufel.

"Esperamos que a situação se resolva nesses 120 dias. Pode ser que não completamente, mas que pelo menos se tome um viés de melhora. Até porque sabemos que no setor público, muitas vezes 120 dias não é o tempo necessário, principalmente nesse período de transição de governo", acrescenta.

Segundo o reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Julio Damasceno, o documento do ato de indicativo de interdição será analisado pela instituição.

"Vamos estudar esse material, que é bastante volumoso e detalhado. Conhecendo os pontos que foram levantados, tomaremos as devidas providências. É importante ressaltar que já existe um grupo de trabalho constituído por profissionais aqui da UEM, do HU, do município e da 15ª Regional de Saúde, buscando soluções para melhorar a prestação de serviço para a nossa população", conta.

"Também queremos tranquilizar a população. O HU não será fechado. É apenas um indicativo de interdição ética, levantando alguns pontos que precisam ser melhorados", ressalta Damasceno.

Esta é a segunda vez que o pronto-socorro do Hospital Universitário de Maringá recebe o indicativo de interdição ética do CRM-PR. A primeira vez ocorreu em dezembro de 2015, mas irregularidades foram sanadas e os médicos não foram impedidos de atender.

 

O reitor Julio Damasceno, e o superintendente do hospital, Vicente Massaji Kira, irão se manifestar sobre o caso hoje (21), às 9h30, em coletiva de imprensa que será realizada no prédio administrativo do Hospital Universitário.

https://maringa.odiario.com/maringa/2018/12/crm-se-reune-com-direcao-do-hu/2537607/

Uma equipe do Conselho Regional de Medicina (CRM - PR) está a caminho de Maringá para apresentar na tarde de hoje (20) um relatório sobre os motivos do indicativo de interdição ética do Pronto Atendimento do Hospital Universitário de Maringá (HUM). Está agendada uma reunião às 13h30 no hospital e o CRM xará na entrada do HUM um aviso público sobre os pontos levantados pela fiscalização do CRM. O hospital terá 120 dias para resolver os problemas.

"Não fomos acionados pelo CRM e eu ainda não sei quais os pontos e motivos", diz o reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Julio Damasceno. "A todo instante buscamos otimizar nossa equipe, mas é uma situação complicada sobre estrutura, equipamentos e pessoal".

O caso não é novo. Já houve uma situação parecida em 2015. O novo indicativo teve origem na reclamação de médicos por carta datada do dia 24 de outubro desse ano. Neste documento são apontados problemas no hospital que comprometem o atendimento à comunidade.

O departamento de fiscalização do CRM fez uma vistoria no início desse mês, registrando falta de médicos e enfermeiros, o que dificulta fechar a escala de plantões. Também está no relatório problemas de estrutura física, equipamentos e insumos.

O indicativo de interdição ética é para que o hospital tome as medidas a fim de regularizar o atendimento aos pacientes. E é uma maneira de prevenir desvios éticos por parte dos médicos, segundo a assessoria de comunicação do CRM.

Deficit

O reitor Julio Damasceno lamenta o deficit de 140 profissionais que o HUM tem hoje - por aposentadorias, licenças, entre outros motivos. E que essas saídas não foram repostas. Outro problema é que a verba de R$ 59 milhões anunciada pela governadora Cida Borghetti no começo do mês não deve ser usada, já que é final do mandato, não há tempo hábil para procedimentos burocráticos e precisará ser "reanunciada" pelo governador eleito Ratinho Junior a partir de janeiro de 2019.

A superintendência do HUM concederá uma entrevista coletiva amanhã (21) de manhã para comentar a notificação do CRM.

Equipe

Estarão em Maringá hoje o gestor do departamento de fiscalização do CRM, Carlos Roberto Naufel Junior; o secretário-geral do CRM, Luiz Ernesto Pujol; o assessor jurídico, Martin Palma. E ainda o conselheiro de Maringá, Márcio de Carvalho, acompanhando a equipe que vem de Curitiba.

O Ministério Público também foi comunicado pelo CRM. Maringá não é a única no estado com esse indicativo. Também receberam o alerta Sarandi, Rolândia, Foz do Iguaçu e Curitiba com duas unidades: o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná e a Maternidade Victor Ferreira do Amaral.

https://maringa.odiario.com/maringa/2018/12/chefia-do-crm-esta-a-caminho-de-maringa-para-comunicar-os-motivos-do-indicativo-de-interdicao/2537401/

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) promove hoje (20) um ato de indicativo de interdição ética do pronto-socorro do Hospital Universitário de Maringá. A determinação estabelece um prazo de 120 dias para a unidade solucionar os problemas encontrados nas vistorias e que, de acordo com o CRM-PR, "colocam em risco a atividade médica e a saúde dos pacientes".

Na tarde de hoje, uma comitiva do CRM-PR estará nas dependências da instituição e irá oficializar o ato por meio de um relatório. De acordo com a Assessoria de Imprensa da Universidade Estadual de Maringá (UEM), o reitor, Julio Damasceno, e o superintendente do HU, Vicente Massaji Kira, irão se manifestar em coletiva de imprensa amanhã (21), às 9h30, no auditório do hospital. Consta, em nota enviada à Redação, que "a direção do hospital vai analisar o documento para então se manifestar sobre o assunto".

Segundo o Conselho Regional de Medicina, o pronto-socorro do HU passou por fiscalização no início deste mês, após ser oficiado por profissionais da instituição a respeito das condições de trabalho a que estão submetidos. Em nota, o CRM-PR explica que "entre as questões levantadas pelo Conselho estão o número insuficiente de profissionais médicos e de enfermagem, o que gera sobrecarga e impossibilita o correto preenchimento das escalas de trabalho, além da falta de estrutura física, de equipamentos e insumos, prejudicando o atendimento à população".

Consta ainda, na nota, que "apesar do prazo de quatro meses, caso o serviço não demonstre possibilidade funcional ou ética e imponha risco à saúde dos usuários, poderá ser decretada a sua efetiva interdição a qualquer tempo".

Esta é a segunda vez que o pronto-socorro do HU recebe o indicativo de interdição ética do CRM-PR. Segundo o órgão, em dezembro de 2015, "após sucessivas denúncias da equipe e a não observância das recomendações originadas de vistorias do Conselho para solução dos problemas, a instituição recebeu prazo de 180 dias para fazer adequações na estrutura do pronto-socorro, entre outros itens. O indicativo foi retirado em junho do ano seguinte, após cumpridas as determinações do Conselho".

Déficit de médicos

A falta de médicos no Hospital Universitário de Maringá ficou evidente em novembro, quando quatro ambulâncias com pacientes ficaram paradas no local por mais de uma hora. Os socorristas foram informados de que o hospital não os receberia por falta de um médico cirurgião plantonista. O atendimento só aconteceu porque o superintendente da unidade, Vicente Massaji Kira, que é urologista, assumiu o plantão.

Na ocasião, o reitor da UEM, Júlio Damasceno, enfatizou a urgência da contratação de médicos concursados, que aguardam a nomeação do Estado. Por meio de nota enviada à Redação, a Assessoria de Imprensa da secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) informou que "está trabalhando com empenho para que as novas nomeações ocorram o mais breve possível".

https://maringa.odiario.com/maringa/2018/12/hu-recebe-indicativo-de-interdicao/2537344/

O Hospital Universitário de Maringá (HUM) tem 120 dias para sanar as irregularidades, sob pena de médicos e diretores ficarem impedidos de exercer a medicina, nas suas dependências. É o que consta no ato indicativo de interdição ética do Pronto-Socorro do HU, que será afixado na porta do HUM pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), na tarde desta quinta-feira (20).

Membros do CRM de Curitiba e de Maringá estão reunidos no HUM com o superintendente da unidade, Vicente Kira, e com o reitor da Universidade Estadual de Maringá, Julio Damasceno, para cientificar o hospital sobre o ato indicativo e entregar o relatório com os apontamentos das irregularidades encontradas em vistoria realizada pelo conselho, no início deste mês. O secretário municipal de Saúde, Jair Biato, também participa da reunião às portas fechadas, assim como o conselheiro de Maringá, Márcio de Carvalho.

A vistoria é uma resposta à reclamação de médicos do HUM, feita por carta, dando conta da falta de profissionais e da sobrecarga de trabalho. Além disso, o CRM avalia que a falta de insumos e equipamentos também colocam em xeque a qualidade do atendimento à população.

Estão em Maringá, o gestor do departamento de fiscalização do CRM do Paraná, Carlos Roberto Naufel Junior; o secretário-geral do CRM, Luiz Ernesto Pujol; e o assessor jurídico, Martin Palma. O conselheiro de Maringá, Marcio de Carvalho, acompanhando a equipe que vem de Curitiba.

De antemão, o reitor informou que se manifestará sobre o caso apenas emc oletiva de imprensa agendada para a manhã de sexta-feira (21), após tomar conhecimento do relatório com os apontamentos do CRM.

(Com informações e fotos de Lethícia Conegero)

https://maringa.odiario.com/maringa/2018/12/se-irregularidades-nao-forem-sanadas-medicos-ficarao-impedidos-de-trabalhar/2537482/

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