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Ter, Dez

O Diário do Norte do Paraná
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A reportagem de O Diário voltou às ruas, na tarde de ontem, para ouvir as reclamações da população acerca da utilização irregular das calçadas pelos estabelecimentos comerciais. Nas imediações da Universidade Estadual de Maringá (UEM), os entrevistados reclamaram dos barzinhos.

Técnica da biblioteca da UEM, Vanda de Paula Pereira, que mora na Zona 7 há 15 anos, disse que já perdeu as contas das vezes em que teve de transitar pela rua para desviar das mesas e cadeiras de bares vizinhos à universidade. Segundo ela, nas noites de quinta-feira a sábado, os fiscais da prefeitura teriam muito trabalho para fazer cumprir a lei.

"A maioria desses bares, quando o movimento aumenta, não reserva um espaço para o pedestre. E quando a gente reclama, os estudantes xingam", relatou. Na opinião dela, só a fiscalização não vai resolver o problema. "Essa situação vai mudar quando o povo se conscientizar."

Professoras da rede estadual, Marilaine Guilherme e Célia Pietrovski, que circulavam próximo à UEM, lamentaram a banalização do uso irregular dos passeios públicos. "A impressão que temos é que ficou instituído que a calçada pertence ao bar", disse Célia.

Ao ser questionado sobre o desrespeito à lei, na Zona 7, o secretário Walter Progiante informou que desconhecia o problema. "Não temos recebido reclamações sobre o uso indevido das calçadas pelos barzinhos perto da UEM. O pessoal precisa denunciar para que os fiscais possam dar o flagrante", orientou.

"Essa resposta do órgão público, de dizer que ninguém reclama, é uma forma de lavar as mãos", reclama a professora do Cesumar, Norma Jung, que atua voluntariamente em prol das pessoas que mais sofrem, segundo ela, com a ?invasão? das calçadas: os deficientes físicos. Para Norma, quem concede o alvará aos estabelecimentos comerciais tem de fiscalizar, independentemente do recebimento de denúncias.


Reclamações

156: Quem tiver denúncias sobre o uso irregular de calçadas deve ligar para esse número.