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O Diário do Norte do Paraná
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UEM realiza a partir desta quarta-feira, na Oficina de Teatro, a Primeira Mostra de Dança Moderno-Contemporânea; objetivo do evento é formar público na cidade

 

Não são muitos os maringaenses que conhecem dança contemporânea, mas a Universidade Estadual de Maringá (UEM) pretende mudar um pouco essa realidade. Tentar, ao menos.

Como? Com a Primeira Mostra de Dança Moderno-Contemporânea, que começa nesta quarta-feira e vai até sábado, na Oficina de Teatro da UEM.

O evento é aberto à comunidade e contará com a realização de quatro oficinas, cada uma custando R$ 10, e com a apresentação gratuita de grupos de Apucarana, Campo Mourão, Maringá, Londrina e São Paulo.

“A dança contemporânea não tem muita divulgação [em Maringá]. Precisamos formar platéia e divulgar esse estilo”, diz Aurilene Meneguetti, coordenadora da mostra.

Para o evento, a dança contemporânea estará bem representada. O D4, o Danceato, o Erastos, a Escola Experimental de Maringá, a Escola de Dança de Apucarana, o Oficina de Dança da UEM, o Soul Jazz, o Teia e o Verve serão os representates do estilo nos palcos da mostra.

Sempre a partir das 20h30, o show é deles.

“O convite foi todo por telefone. O pessoal está vindo para cá sem ganhar nada. Todos com a vontade de divulgar a dança contemporânea”, conta a coordenadora, adiantando também que a intenção da Universidade é realizar a mostra todos os anos.

Mas, o que é a dança contemporânea? Aurilene explica que é um estilo baseado no dia-a-dia das pessoas e que não segue a mesma técnica da dança clássica. Essa premissa define, por exemplo, o espetáculo “Tribuna Caos”, da Oficina de Dança da UEM, que se apresenta na sexta-feira.

Com elenco formado por filhos de servidores da Universidade, o grupo discute, por meio da coreografia, temas atuais, como os vícios, a violência, a corrupção, a saúde, a pobreza e o aquecimento global.

“São assuntos abordados pelos noticiários e que vamos expor por meio da dança”, destaca a coordenadora.

Um dos grupos mais conhecidos entre os partipantes é a Verve Cia de Dança, de Campo Mourão. Criado pelo artista plástico Fernando Nunes, a apresentação na quarta-feira será de maneira diferente: por meio da exibição do curta-metragem “Non Invito”.

Produzido ano passado e com 16 minutos de duração, os espectadores vão assistir a um espetáculo de dança que reuniu 90 pessoas entre produção, elenco, coadjuvantes e figurantes.

Oficinas

Como a intenção é de popularizar, não basta oferecer somente espetáculos. É preciso oportunizar a participação das pessoas.

É por isso que a mostra também vai oferecer quatro oficinas - Dança Contemporânea para Bailarinos (28/5), Técnica Contemporânea (29/5), Princípios da Desarticulação (30/5) e Corpo na Cena (31/5).

Para participar, é preciso se inscrever antes, no local onde as oficinas serão realizadas: na Sala de Dança, que fica no bloco A-34, na UEM. Todas as oficinas terão início sempre às 15 horas e são abertas a todos os interessados.

A duração das aulas é de três horas e os participantes receberão certificados. Cada turma tem 25 vagas.

Confira a programação da Primeira Mostra de Dança Moderno-Contemporânea da UEM:

Dia 28/5 - Quarta-feira

Verve Cia de dança (Campo Mourão)
Apresentação: Non Invito (Vídeo Dança - curta-metragem). Produzido em 2007. 16minutos
Projeto piloto experimental de curta-metragem. Após o primeiro minuto, toda a cena é feita em um único plano-seqüência. Participaram da produção 90 pessoas, incluindo o elenco da Verve, coadjuvantes e figurantes.
Direção, Concepção e Imagens: Fernando Nunes
Intérpretes criadores: Mariusa Bregoli, Austin Andrade, Chris Vine, Ryan Lebrão, Patrícia Zarske, Diego Oliveira e Rodolfo Greco.
Trilha Sonora: Chris Vine Vine
Design de Luz: SilvioVilczak
Assistente Técnico: Milton Lima

Grupo de Dança Erastos (Maringá)
Apresentação: Vecù
O espetáculo busca transportar o público ao passado. O trabalho trata da questão do tempo na filosofia de Maurice Merleau-Ponty (1908-1961). Parte-se da discussão da noção clássica da consciência e da percepção à luz do pensamento objetivo e causal e da reflexão crítica do tempo empírico da ciência como forma de chegar à noção da consciência enquanto subjetividade encarnada e situada no mundo.
Direção e coreografia: Nara Dutra

Escola Experimental de Maringá (Maringá)
Apresentação: “Ecos da Mata” e “Pastoral”
Na sua juventude, o compositor clássico Ludwig Van Beethoven (1770-1827) gostava de dançar. "Pastoral" data de 1808 e traduz magistralmente o ambiente bucólico dos arredores de Viena daquele tempo. Essa criação é uma homenagem, um tributo, ao coreógrafo, Milko Sparemblek.
Direção: Nielici Camargo
Coreografia: Sergio Oliveira

Dia 29/5 - Quinta-feira

Escola de Dança de Apucarana (Apucarana)
Apresentação: Vollutus Ex Vitta
O espetáculo Vollutus Ex Vitta é um estudo de movimentos usados na dança a fim de exemplificar o crescimento da raça humana desde o nascer até o fim de seus dias, passando por suas dores, anseios, amores e dessabores.
Músicas: Lorena Mackanet
Coordenação da escola: Edson Valdecir Barbosa
Diretor Cultural e Produção: Raphael Branco

Soul Jazz Grupo de Dança (Maringá)
Apresentação: Quase tudo no mundo de Laura é redondo e colorido
O espetáculo “Quase tudo no mundo de Laura é redondo e colorido” revela iniciativas de experimentação do grupo, misturando balé contemporâneo e breves performances teatrais. Na história da apresentação, Laura encontra no parque um pouco da alegria e fantasia que sua vida desprovida não proporciona. Então a distração característica de uma brincadeira passa de um descomprometimento confortável a uma necessidade até então desconhecida.
Direção e coreografia: Soul Jazz Grupo de Dança

Dia 30/5 - Sexta-feira

Grupo D4 (Maringá)
Apresentação: "Haicai"
Direção: Daisa Poltroniere
Coreografia: Sergio Oliveira

Projeto Oficina de Dança da UEM (Maringá)
Apresentação: "Tribuna Caos”
O grupo vai apresentar uma versão resumida do novo trabalho, no qual se mostra a realidade humana do cotidiano como os vícios, a violência, a corrupção, a saúde (dengue), a pobreza, o aquecimento global, entre outros. A intenção, por meio da dança, é levar até a comunidade fatos que estão presente na vida de todos.
Direção: Aurilene Meneguetti
Coreografia: Talita Oler

Curso de Contemporâneo da UEM (Maringá)
Apresentação: “Vem” (Samba de Verão)
Direção: Aurilene Meneguetti e Talita Oler
Coreografia: Talita Oler

Grupo Teia (Londrina)
Apresentação: Circular
Circular é o terceiro trabalho do grupo, desenvolvido a partir de movimentos de desarticulação corporal. Uma maneira de pensar o corpo em movimento permeando verticalidade, flexibilidade e longelinearidade, características da dança clássica, com desarticulação e movimentos não-controlados, buscando transferir os pontos de equilíbrio para a horizontalidade e a postura corporal para novas dimensões.
Direção: Wagner Rosa

Dia 31/5 - Sábado

Danceato (São Paulo)
Apresentação: “Três Momentos do Movimento”
O espetáculo é composto pela fusão de três trabalhos do grupo: Karoo - a terra dos primeiros, Covacha e Figuras de Van. A proposta tem como objetivo apresentar diferentes resultados de uma pesquisa que traz uma linha comum: a criação em dança a partir de alguma outra linguagem artística: escultura, pintura, poesia. Karoo - A terra dos primeiros é uma coreografia construída a partir de esculturas africanas anônimas que retratavam prováveis habitantes da região de Karoo, na África. Covacha tem na sua criação a influência das obras e de passagens da vida do poeta chileno Pablo Neruda. Já Figuras de Van foi inspirado pela pintura "Os comedores de batata", de Vincent Van Gogh.
Direção: Ana Bottosso

Oficinas

28 de maio - Dança Contemporânea para Bailarinos
29 de maio - Técnica Contemporânea
30 de maio - Princípios da Desarticulação
31 de maio - Corpo na Cena