O Diário do Norte do Paraná
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Recorde de inscrições acontece no primeiro vestibular em que a prova de Redação pode ter diferentes estilos de texto e as questões discursivas são substituídas por somatórias

 

O número de candidatos inscritos para o Vestibular de Inverno da Universidade Estadual de Maringá (UEM) é maior do que a população de muitos dos municípios da região noroeste do Paraná.

O maior vestibular da história da Universidade, que será realizado de seis a oito de julho, tem 22.410 inscritos, três vezes mais, por exemplo, do que a população urbana do município de Santa Fé.

O recorde acontece no primeiro concurso seletivo sem questões discursivas e volta a adotar questões somatórias ao invés das objetivas.

Essa procura pelo Vestibular de Inverno da UEM obriga a instituição a adotar novas medidas para receber tamanho contingente, entre elas a realização de provas em outras cidades "para desafogar Maringá", como disse o presidente da Comissão do Vestibular Unificado (CVU), professor Doherty Andrade.

Segundo ele, dos mais de 22 mil inscritos, cerca de cinco mil farão provas nos campi de Umuarama, Cianorte, Cidade Gaúcha e Goioerê.

"Em todas essas cidades também aumentou o número de candidatos, tanto que em Umuarama a escola em que geralmente aconteciam as provas tornou-se insuficiente e tivemos que recorrer a mais uma escola", diz Andrade, frisando que desta vez a universidade realizará provas também em cidades em que não tem câmpus.

É o caso de Campo Mourão, Paranavaí e Apucarana. Segundo ele, muitos candidatos optaram por prestar as provas nessas cidades "para fugir do tumulto em que Maringá se transforma em todos os vestibulares".

Ele considera que nessas cidades os inscritos vão encontrar maior tranqüilidade para fazer as provas e ainda encontrarão um custo de vida inferior ao de Maringá nos dias de vestibular.

"Apucarana foi a cidade mais procurada por quem quer fugir da grande movimentação. Houve até caso de pessoas que haviam feito a inscrição para Maringá e depois pediram mudança para Apucarana".

O presidente da CVU acredita que essa procura pelo vestibular da UEM deve-se primeiramente ao alto conceito que a universidade tem alcançado.

Nos últimos meses, por exemplo, a UEM foi divulgada nacionalmente como uma das melhores universidades do Brasil e o curso de Medicina vem sendo considerado um dos melhores do País. A qualidade de vida na cidade é outro chamariz.

"As pessoas querem uma universidade com grife, porque isso pode abrir portas muito importantes no futuro".

Mesmo com um quarto dos inscritos fazendo provas fora de Maringá, a cidade deverá receber milhares de pessoas no primeiro fim de semana de julho, o que significa mudança no dia-a-dia da cidade, principalmente nas proximidades do câmpus da UEM.

A Associação de Moradores da Zona Sete quer que a Polícia Militar prepare um esquema especial para evitar que algumas ruas sejam tomadas pela algazarra que marcou vestibulares anteriores e os comerciantes preparam esquemas para melhorar o faturamento com a presença dos candidatos vindos de outros municípios.

Como a maioria das repúblicas das proximidades da UEM tem lotação garantida devido ao ano letivo, são os hotéis e pensionatos que esperam hospedar parte dos candidatos e acompanhantes durante os dias de prova.

Mesmo o comércio distante do câmpus terá esquema especial para os dias do vestibular. O Maringá Park Shopping Center (antigo Aspen) reúne seus condôminos nos próximos dias para definir como será o funcionamento e que tipo de atrativo terá para os visitantes.