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O Diário do Norte do Paraná
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Cidades  |  Ensino  | Atualizado Quarta-feira, 30/04/2008 às 02h00

 

O Conselho Universitário está analisando criação do novo órgão. Devem ser oferecidas atividades de ação social, ensino e pesquisa aplicada a idosos

 

O Conselho Universitário da Universidade Estadual de Maringá (UEM) deve analisar nos próximos meses a proposta de criação da Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati).

O projeto foi elaborado por uma comissão da própria UEM e entregue ao reitor Décio Sperandio que, juntamente com o vice-reitor, Mário Neves, teve a iniciativa de implantar o novo órgão. A Unati deve ser instalada como órgão suplementar, ligado à reitoria.

A Unati já existe em 13 Estados do Brasil e é utilizada pelas universidades como um programa que oferece cursos de atualização à população idosa. "A proposta que estamos desenvolvendo funcionará como órgão, porque permite mais autonomia, permanência e arrecadação de recursos fora da universidade", explica o vice-presidente da comissão instituída para criação e implementação da Unati, professor Cláudio Stielties.

O novo órgão desenvolverá atividades de extensão (ação social junto ao idoso), ensino (aulas, cursos e oficinas destinadas aos idosos) e pesquisa (referentes à gerontologia e geriatria). Na área de ensino, serão cinco os eixos temáticos fundamentais: Artes e Cultura, Procedimentos Comunicativos, Saúde Física e Mental, Direito e Cidadania e Meio Físico e Social.

"Vamos trabalhar com educação permanente, que consiste em conhecimento de vida, e não com a educação continuada, que visa a atualização profissional, porque nosso objetivo é unir ensino e promoção de saúde para o idoso manter vida ativa e criativa", explica Stielties, ao afirmar que essas atividades retiram o idoso do isolamento social, levando-os para o convívio com outras gerações.

O aposentado Fernando Moura elogia a iniciativa. "Conhecimento é sempre bom, nunca é demais", comenta. "Se algum tema não interessa a mim, interessa a outro". Já o aposentado Orlando Federico Sisnero diz que não voltaria a estudar porque já não está ativo no mercado de trabalho. Mas acredita que participaria das atividades esportivas e de lazer "porque precisamos desfrutar de novas amizades".

De acordo com o professor Stielties, a meta do projeto é justamente promover a inclusão dos idosos. Por isso, estará aberto a todas as classes sociais e a pessoas com necessidades especiais. O público beneficiado é de adultos maduros e idosos, que estejam com 55 anos ou mais, e aposentados de qualquer idade.

Além disso, não serão estabelecidos parâmetros de grau de escolaridade, bem como não acontecerá seleção através de vestibular. Para participar da Unati, basta fazer a inscrição. Quem tiver ensino médio completo poderá freqüentar aulas de cursos da UEM.

"Vamos oferecer também inclusão digital", acrescenta o vice-presidente, que considera importante que os idosos expressem suas necessidades para que sejam adequadas as atividades da grade curricular. Um memorial prevê a construção de um prédio de 2 andares, no campus da universidade, para abrigar as atividades da Unati.