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Ter, Set

O Diário do Norte do Paraná
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Desde que foi criado, em 1996, o Índice de Confiança do Consumidor de Maringá (ICCM) poucas vezes apresentou números tão promissores - durante o primeiro semestre do ano - como se vê agora. Medido mensalmente através de uma parceria entre Universidade Estadual de Maringá (UEM), Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) e Conselho de Desenvolvimento Econômico (Codem), o ICCM de março aponta para um índice de confiança do consumidor beirando o nível excelente.

O ICCM mede, entre vários tópicos, as expectativas dos consumidores para os três meses seguintes à pesquisa, utilizando uma classificação que varia de recessão (50 a 75 pontos) a uma confiança excelente na economia local (150 a 200).O estado de neutralidade é marcado por 100 pontos.

A aferição mais recente apresenta um índice de 148,5 pontos de expectativa de consumo, 16,6% a mais do que março de 2007. Em outras palavras, isso quer dizer que o consumidor maringaense está mais disposto a gastar.


Recorde

"Significa que temos mais pessoas propensas a consumir bens e serviços. Desde 1996, vemos uma ascensão muito grande, mas é a primeira vez que verificamos, no início do ano, uma capacidade de consumo próximo do excelente. Trata-se de um recorde para o primeiro semestre", avalia o economista da UEM e coordenador do ICCM, Joilson Dias.

O segredo da elevação da confiança do consumidor está na migração de classes sociais, com famílias ascendendo das classes D e E para a classe C, que compreende 52% dos maringaenses, de acordo com levantamento do ICCM de julho de 2007.

"As migrações das classes D e E para a C, e em menor número da C para a B, colaboraram muito para o aumento da expectativa de consumo", analisa o presidente da Acim, Carlos Tavares. "Isso vem alavancando as vendas e promovendo um circulo virtuoso de crescimento da economia local, com elevação da renda e criação de empregos", ele acrescenta.

Sem recessão

Superando a marca dos 150 pontos, Maringá estará, para efeitos de estatística, o mais distante possível de um risco de recessão - momento em que há uma forte desaceleração da economia, como ocorre atualmente nos Estados Unidos.

E uma pontuação ainda melhor é o que prevêem Dias e Tavares. "O consumidor maringaense está cada vez mais confiante", diz, otimista, o presidente da Acim. "Esperamos que no próximo trimestre alcancemos o nível de excelência na expectativa de consumo."