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Sáb, Ago

O Diário do Norte do Paraná
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Segundo economistas, sair do aluguel é o primeiro pensamento de quem passa a ter acesso a financiamentos. Depois vem consumo de bens duráveis

 

É quase um consenso entre os economistas que, com um maior acesso aos financiamentos habitacionais, a emergente classe C tem como prioridade a compra do primeiro imóvel. Só depois de sair do aluguel é que vem o investimento em bens duráveis, como os móveis e eletrodomésticos. De acordo com o economista Joilson Dias, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), pelo menos 30% da classe C maringaense ainda não realizou o sonho da casa própria.

Para essa parcela da população, que tem em média uma renda mensal familiar pouco acima de R$ 1 mil, o financiamento habitacional está pesando cada vez menos no bolso. 'Culpa' dos financiamentos a perder de vista, com possibilidade de parcelamento do imóvel em até 30 anos.

"Na média da classe C, a demanda por imóveis chega a 30%. Esse pessoal, com crédito, tende a sair do aluguel", comenta Dias. "Hoje, financiamentos acima de 20 anos são voltados a essas famílias, porque são parcelas que cabem no orçamento."

Em fevereiro deste ano, a Caixa Econômica Federal anunciou um pacote de investimentos em habitação superior a R$ 156 milhões, a serem distribuídos entre os 131 municípios da superintendência regional da Caixa em Maringá. Cerca de 30% desse valor, de acordo com estatísticas da instituição bancária, deve ser destinado a famílias que compõem a classe C.

"O financiamento em até 30 anos já é pensando na classe C, e também na D", explica o superintendente regional da Caixa, Mauro Satoru Fujiwara.


Vacas gordas

Em tempos de vacas gordas, Fujiwara garante que o crédito aberto pelo governo federal e a possibilidade de financiamentos mais longos faz do momento um dos melhores para investir em habitação.

Na prática, famílias que integram a classe C podem adquirir um imóvel entre R$ 50 mil e R$ 80 mil, para pagar em 30 anos, com parcelas de até R$ 500. "Tem cliente que financiou a casa própria em prestações de R$ 300", informa Fujiwara. Para muitos, isso representa menos do que o valor do aluguel.