O Diário do Norte do Paraná
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Dados do Ministério do Trabalho mostram a cidade entre as 25 que mais geraram empregos com carteira assinada nos três primeiros meses do ano

 

Maringá fechou o primeiro trimestre do ano como a 22ª cidade que mais gerou empregos com carteira assinada no País, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Foram 3.818 postos de trabalho gerados no ano, 77% a mais que no mesmo período de 2007 e crescimento de 3,83% sobre o total de empregos formais que a cidade acumulava até o início do ano.

O desempenho do primeiro trimestre de Maringá é histórico. Segundo o Departamento de Economia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que acompanha os números do MTE desde 1996, a cidade nunca gerou tantos empregos em um começo de ano.

O acompanhamento nacional do nível de empregos, feito pelo MTE desde 1992, também aponta que o País quebrou recorde entre janeiro e março: foram 554.440 postos de trabalho no primeiro trimestre.

Outra mostra do aquecimento do mercado de trabalho pode ser sentido na Agência do Trabalhador de Maringá: até a tarde de ontem, havia 1.120 vagas à espera de candidatos.

No Estado, Maringá ocupa o segundo lugar, atrás de Curitiba e à frente de Londrina. A capital registrou 10.657 empregos no trimestre - crescimento de 1,93% sobre o estoque de janeiro -, ficando em 4º lugar no ranking nacional.

Já Londrina, com 170 mil habitantes a mais que Maringá, gerou 2.967 empregos - aumento de 2,62% em relação ao estoque -, ficando em 31º.

Para o secretário municipal da Indústria, Comércio e Turismo, Ercílio Santinoni, a superação sobre Londrina na geração de empregos era esperada para o ano passado.

Em 2007, Maringá passou a maior parte do ano à frente do segundo maior município do Estado, mas sofreu uma virada no final, ficando atrás nas estatísticas por 84 empregos: 5.907 a 5.991.

“A projeção era para já ter passado Londrina no ano passado, mas perdemos em dezembro. Neste ano, só não ficaremos à frente se acontecer alguma mudança muito brusca na economia”, diz Santinoni.

Para o secretário, a geração de empregos em Maringá é reflexo do bom momento da economia, investimento do empresariado local e gastos do consumidor no comércio da cidade. “O consumidor está comprando na própria cidade, o que fortalece a economia local”, avalia.

O cálculo do MTE sobre a geração de empregos é feito por meio da diferença entre contratações e demissões registradas mensalmente em cada município. Nos três primeiros meses do ano, Maringá teve 19.362 contratações, contra 15.544 demissões.

A prestação de serviços, com 1.782 novos empregos e a indústria de transformação, com 1.032 contratações, são os setores que mais geraram empregos em Maringá no primeiro trimestre.

Em terceiro lugar está o comércio (539 contratações), seguido de construção civil (412), agropecuária (25), extração mineral (16) e administração pública (12).