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Ter, Nov

O Diário do Norte do Paraná
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DCE propôs usar o local para promover atividades culturais e de lazer aos estudantes, mas queria vender bebida alcóolica; o que não foi aceito
 

A utilização da Vila Olímpica pelos candidatos do Vestibular de Verão, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), proposta pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) e que previa a venda de bebidas alcoólicas no local, foi negada pela força-tarefa montada para inibir algazarras e - justamente - a venda de bebidas nas imediações da instituição durante o processo seletivo.

A decisão foi tomada nesta terça-feira, em reunião na Prefeitura. O projeto previa a criação de cinco espaços - lazer, gastronômico, artesanato, cultural, esportivo e turismo - na esplanada da vila.

O DCE contrataria segurança particular, disponibilizaria 40 banheiros químicos e isolaria áreas como a das piscinas. Tudo a ser pago com o dinheiro vindo de parceiros, entre eles uma grande cervejaria.

"O DCE não quer transferir o problema da Zona 7 para a Vila Olímpica e sim criar um espaço de cultura, lazer e entretenimento aos vestibulandos", argumentou o presidente do DCE, Caetano Roma.

Embora a proposta tenha sido elogiada pelos presentes, o conteúdo não agradou. Pesou, em especial, a venda de bebidas - proposta da qual o diretório estudantil não abre mão.

Riscos

A administração municipal, com o consenso dos demais integrantes da força-tarefa, manteve a posição de só considerar a liberação da Vila Olímpica condicionada à não comercialização de bebida alcoólica.

"Partindo da informação de que haveria barracas para venda de bebida no espaço público, somos totalmente contra a utilização da vila", comentou o prefeito em exercício, Carlos Pupin (PDT).

Além dos riscos envolvendo a segurança pública e da algazarra que descontenta os moradores, foi levantado pelos integrantes da força-tarefa a possibilidade de depredações na recém-inaugurada Vila Olímpica.

"Com uma grande aglomeração de pessoas, será que esses estudantes terão a consciência de cuidar desse patrimônio, quando muitos nem são de Maringá?", questionou o tenente do 4º Batalhão de Polícia Militar, Rodrigo dos Santos Pereira, que indica o Parque de Exposições como a alternativa mais apropriada e segura para a festa estudantil.

Patrulha

De acordo com o tenente Oliver Spanghero, o número de policiais militares que vão atuar na força-tarefa, no próximo vestibular da UEM, será o mesmo do processo seletivo de inverno, realizado de seis a oito de julho. Naquela ocasião, cerca de 80 policiais militares intensificaram o patrulhamento na Zona 7.