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Ter, Nov

O Diário do Norte do Paraná
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Um dos homicídios em ambiente de festa registrados este ano se deu durante a Expoingá, no Parque de Exposições. Um jovem de 22 anos, com ajuda de um amigo de 19, matou com uma facada outro garoto, de apenas 18, após desentendimento banal.

Em situações mais graves de violência, principalmente em casos envolvendo jovens, a polícia costuma associar a ocorrência ao envolvimento com drogas ou ao consumo excessivo de álcool. Contudo, para a socióloga da UEM Ana Lúcia Rodrigues, a raiz do problema é social.

Doutora em Sociologia Urbana pela PUC-SP, Ana Lúcia explica que as drogas e o álcool são apenas reflexo de um problema maior, não a causa. "O uso de qualquer tipo de droga não se explica em si mesmo, mas já é resultado de outro problema.

Isso vai nos levar ao fator determinante, que são os problemas sociais. Não dá para dizer que o problema está no uso de drogas ou no consumo de álcool", diz.

Segundo Ana Lúcia, a falta de expectativa, de oportunidades de trabalho, de estudo e a desigualdade social são alguns dos fatores que levam um sujeito - e os jovens são mais suscetíveis - a delinqüir.

Para ela, o problema é difícil de resolver, mas pode ser solucionado com investimentos maciços em educação. "Não podemos ver a criança e o adolescente na rua durante o dia, enquanto deveriam estar na escola em tempo integral", observa.

Estudos sociológicos, diz Ana Lúcia, apontam para o aumento da criminalidade nos próximos anos. A boa notícia é que sinalizam para a diminuição da violência a longo prazo, mas desde que haja um esforço crescente e contínuo pela melhoria da educação.

"A educação não está cumprindo o papel que é transmitir à criança e ao jovem o conhecimento integral da história da humanidade, em todas as áreas", diz a socióloga.