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Ter, Out

O Diário do Norte do Paraná
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Violonista Lucas Assumpção Lolis, de apenas 14 anos, ganha um dos mais importantes prêmios do País; concurso foi realizado em São Paulo

Os dedilhados do violinista maringaense Lucas Assumpção Lolis, 14 anos, parecem a coisa mais simples do mundo pela com que ele manusea o violão. Mas, é algo que exige anos de prática, habilidade nas mãos e muito talento.

A técnica do jovem maringanese foi reconhecida com um dos mais importantes prêmios de música do País. Ele ficou em primeiro lugar, na categoria até 14 anos, do XIX Concurso de Violão Souza Lima, em São Paulo, realizado nos dias primeiro e dois deste mês.

"Fiquei feliz por vencer", declara Lolis.

"Toquei bem o que tinha ensaiado e não fiquei nervoso".

Ele ganhou troféu, certificado e um violão novo.

O concurso disputado pelo maringaense teve 35 concorrentes divididos em cinco categorias por idade e com duas fases em que cada músico apresentava duas canções.

Lolis venceu com "Courante", de C. G. Baron, e "Valsa Op.8 nº3", de Agustin Barrios Mangoré, na primeira etapa. Na final tocou "Lamento do Morro", de Garoto, e "Cello Suite nº 3 e Allemande", de Bach.

A tranqüilidade na fala reflete como o jovem é quando está com o instrumento nas mãos.

Lolis é o dono da situação ao executar músicas complexas de Barrios, Bach, Villa-Lobos, Leo Brouwer, João Pernambuco, entre outras influências musicais estranhas aos amigos de escola, fãs da música pop difundida pela mídia.

"Os meus amigos não conhecem música clássica e perguntam se eu canto também", comenta com um discreto sorriso.

Lucas Lolis começou a tocar aos nove anos com um violão emprestado de uma vizinha. Em seguida, o pai comprou um violão e o menino não parou mais.

Hoje, ele é aluno da Escola de Música da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e há quatro anos tem aula com o professor Roberto Aparecido Baldassi, 42 anos, um admirador confesso do talento do jovem violonista.

"Ele é muito dedicado e esse prêmio vai abrir portas para ele na música", acredita Baldassi.

Para o professor, o prêmio do concurso foi importante pois Lolis foi avaliado por uma banca julgadora formada por músicos respeitados no meio, como os violinistas Henrique Pinto e Sidney Molina e o concertista Fábio Zanon.

Baldassi acredita que para desenvolver alunos como Lolis, seria interessante a realização mais freqüente de eventos como festivais para os alunos da escola. Isso ajudaria a melhorar o nível dos músicos já que haveria um intercâmbio de técnicas, repertório e novos estímulos.

Porém, nem sempre há orçamento disponível para esses eventos. Enquanto isso, os jovens talentos maringaenses buscam outras opções. No caso de Lucas Lolis, o violonista maringaense anunciou que vai participar de outros festivais e concursos musicais.

Cursando a 8ª série, Lolis ainda não decidiu qual carreira profissional vai seguir. Mas, se tivesse que escolher hoje, seria a de violinista.

Saiba Mais

A Escola de Música da UEM foi criada no início da década de 80 e conta hoje com aproximadamente 200 alunos em cursos como piano, violão, saxofone, flauta (doce e transversal), canto e teoria.

Mais informações pelo número de telefone 44 3261-4563.