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Seg, Set

Após a greve, que começou em 26 de junho, o comércio próximo à Universidade Estadual de Maringá (UEM) perdeu, no período, em média 70% do faturamento. Com os servidores da universidade de braços cruzados, lojas e lanchonetes viram os clientes sumir. Para comerciantes, a paralisação é pior do que o período de férias.

Portões fechados, poucos acadêmicos circulando pela UEM. A principal avenida próxima ao campus, a Lauro Werneck, também está vazia. No local cam lojas, livrarias, papelarias e lanchonetes que dependem do movimento dos estudantes.

Assim, com a greve, os comerciantes amargam prejuízo. E não é pouco. O faturamento caiu em média 70%. Para alguns, a saída foi fechar as portas durante a paralisação.

A Elaine Bifon torce para que a greve termine logo. No caso dela a queda no movimento é de mais de 50%.

“Se olhar, você vai ver que tem portas que fecharam durante a greve e não abriram até hoje. Não tem movimento nenhum. A nossa rua é totalmente dependente do movimento na UEM. No recesso, a gente ainda tem um movimentozinho. A gente fecha uns 20 dias, volta e tem um movimento dos funcionários que trabalham sem as férias”, diz.

Na lanchonete da Regina dos Santos, o prejuízo é ainda maior. Ela diz que não há movimento algum.

"A gente abre por abrir. Mas vender, nada. Muito pior que recesso.

Não vemos ninguém passar por aqui. Estamos torcendo para a greve terminar logo. Uma confeitaria fechou por causa da greve”, revelou.

Se a UEM para, tudo para no comércio local diz Élcio Mendes, que está de braços cruzados por falta de cliente.

“Está bem parado. O movimento é praticamente quase que zero. A Zona 7 sobrevive em função da UEM. Se a UEM para, praticamente para tudo."

Foto: Luciana Peña/CBN Maringá

https://gmconline.com.br/noticias/cidade/greve-comercio-proximo-a-uem-ve-o-faturamento-despencar

O governo do Paraná publicou, nesta quarta (31), o decreto que autoriza o quantitativo de horas para a contratação de docentes temporários até 31 de dezembro de 2019.

Para a Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi autorizado o quantitativo de 18 mil horas semanais de trabalho docente, o que permite a renovação dos contratos dos 104 docentes que venceriam no dia 31 de julho e a manutenção dos docentes em regime especial (temporários) até o final do ano letivo.

No decreto o governo veda a renovação ou prorrogação de contratos e novas contratações de docentes temporários caso a universidade esteja com o calendário acadêmico suspenso.

A Reitoria da UEM convocou o Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP) que irá se reunir nesta quinta-feira, dia 1º de agosto, às 9 horas, no auditório do Bloco C-34, para deliberar sobre a retomada do calendário acadêmico.

Leia aqui o decreto do governo.

Foto: Divulgação/UEM
https://gmconline.com.br/noticias/cidade/publicado-decreto-que-autoriza-contratacao-de-professores-temporarios

O Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) aprovou retomada do calendário da instituição. A decisão ocorreu na tarde desta quinta-feira (1), após discussão pela manhã e pela tarde. A volta do calendário foi aprovada por 76 votos, dos 107 presentes na reunião.

A medida foi tomada principalmente por causa do contrato dos professores temporários. O Governo do Paraná liberou 68 mil horas para as instituições de ensino superior públicas no estado, para que servidores nesse regime tivessem o contrato renovado. No caso da UEM, eram 104 que aguardavam essa liberação. O Governo publicou o decreto nesta quarta-feira (31), condicionando a autorização da renovação dos contratos à volta dos calendários acadêmicos.

No caso da estadual de Maringá, a suspensão do calendário começou no dia 26 de junho. Naquele momento, a aprovação foi vista como vitória do movimento grevista. É que, para greve, o fato de não haver aula permite maior adesão de professores e servidores.

Na reunião desta quinta-feira (1), o que ficou definido é que o calendário volta a funcionar nesta sexta-feira (2). Não sei sabe como vão ficar as aulas de fato. É que os sindicatos permanecem em greve; e mesmo com a volta do funcionamento da UEM, será necessário discutir como a instituição deverá funcionar e se os portões serão abertos.

Foto: Divulgação/UEM

Nesta semana, Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Maringá (Sesduem) e Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringa (Sinteemar) disseram que não haveria assembleia para discutir a greve.

O que eles esperam é que o Governo do Paraná protocole uma proposta de reajuste na Assembleia Legislativa do Paraná. Servidores querem 4,94% de reajuste, relativo aos últimos 12 meses. O Governo apresentou um reajuste parcelado, de pouco mais de 5% em quatro anos.

Além disso, há pelo menos mais dois cenários postos ao longo do ano para as universidades. Um deles é a chamada Lei Geral das Universidades, proposta que está sendo debatida e muito criticada pela UEM.

A outra, é a ação que o Governo do Paraná fez e foi divulgado nesta semana. O Governo do Paraná condicionou a liberação de horas para contratar professores temporários a uma série de medidas. Uma delas é a vinculação da folha de pagamento ao Meta4, um sistema de gerenciamento estadual. Das sete instituições de ensino superior públicas, apenas duas estão nele: Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) e Universidade Estadual do Paraná (Unespar).

Além disso, o Executivo estadual pediu a redução de 10% de horas-extra e corte do Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (Tide) para quem não é servidor de carreira, entre outras medidas.

No caso da UEM, foram autorizadas 18 mil horas para o segundo semestre, o que permite a continuidade dos 450 servidores que atuam sob esse regime.

Segundo o Governo, a Secretaria da Administração e Previdência vai preparar um cronograma de execução para a inserção das universidades no Meta4. A possibilidade de eventual suplementação de recursos para outras despesas nas universidades vai ser condicionada ao cumprimento integral do calendário.

A questão envolvendo o Meta 4 deve ser uma nova dor de cabeça. O assunto há anos é debatido, e a estadual de Maringá considera que essa ação fere a autonomia universitária.

A UEM atende cerca de 15 mil alunos e tem próximo de quatro mil servidores, entre docentes e técnicos.

Ouça a reportagem na CBN Maringá.

https://gmconline.com.br/noticias/cidade/conselho-aprova-volta-do-calendario-academico-da-uem

Uma brecha de segurança na Universidade Estadual de Maringá (UEM) expôs dados pessoais de alunos e funcionários, além de documentos internos da administração. As informações estavam disponíveis em servidores da instituição e podiam ser acessadas por qualquer um por meio da internet, sem a exigência de senhas, credenciais de acesso ou qualquer tipo de verificação de segurança.

As informações são do Canaltech e foram publicadas nesta quarta-feira (31) em reportagem do site.

Conforme a reportagem, a falha foi reportada ao site de tecnologia pelo estudante de engenharia de software e pesquisador em segurança Giovanni Zadinello, que disse ter encontrado a brecha ao perceber que um diretório de provas dos vestibulares da UEM também possuía livre acesso.

Foi a partir daí que o especialista localizou a raiz do servidor vulnerável, com todos os dados disponíveis. O volume era grande, composto por dezenas de pastas que traziam as identificações de diferentes setores da UEM, indo desde departamentos financeiros e de planejamento até a biblioteca central, reitoria, pós-graduação e, no caso mais grave, registros de alunos e cadastros. Ainda, os backups de bancos de dados diários da instituição também podiam ser baixados.

Segundo a reportagem, o que torna a exposição de dados um pouco mais grave é que havia informações pessoais de alunos e funcionários plenamente acessíveis, como CPF, assinaturas e endereços de emails. 

O que diz a UEM

Ao Canaltech,  o corpo técnico da Universidade Estadual de Maringá informou que um erro de configuração no servidor permitiu a visualização e download dos arquivos “contornando a forma com que deveriam ser acessados”. A instituição disse não ser possível precisar por quanto tempo os dados estiveram disponíveis publicamente, mas disse acreditar que a exposição não durou mais de um mês.

A falha foi reportada por Zadinello ao Canaltech no dia 17 de julho, com o acesso aos servidores fechado cinco dias depois. Mesmo neste curto tempo, arma o pesquisador, é possível que um indivíduo malicioso tenha baixado os conjuntos de informações para, depois, utilizá-los em tentativas de golpe.

“Com um simples programa de força bruta em domínios, seria possível encontrar não apenas este, como mais diretórios abertos com bastante facilidade”, armou o especialista ao Canaltech. Não é possível, porém, saber com certeza se as informações foram baixadas por terceiros.

Por outro lado, a universidade minimiza os potenciais danos causados pela brecha, armando não ter localizado, no volume acessível, informações que já não estavam disponíveis em outras partes do portal da instituição. “Caso seja encontrado algum material sensível, os possíveis afetados serão imediatamente informados”, garantiu. 

Confira na íntegra o posicionamento da UEM:

"O Núcleo de Processamento de Dados (NPD) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) garante que a falha em um dos servidores da instituição não levou ao acesso de dados pessoais de alunos e funcionários, bem como a informações sensíveis da administração. A constatação se deu após uma cuidadosa análise das entradas registradas no servidor que apresentou, temporariamente, uma falha de segurança. Informando que o problema foi corrigido logo após ser detectado, o setor ainda esclarece que boa parte dos dados que estavam abertos são informações já disponíveis para consulta pública.

Além disso, a vulnerabilidade daquele servidor não atinge informações sigilosas do vestibular da UEM já a Comissão responsável pelo concurso possui uma rede interna própria, sem alcance externo. As consultas possíveis se restringem a dados estatísticos, provas já realizadas, editais, etc."

Leia a reportagem completa.

Foto: Divulgação/UEM

https://gmconline.com.br/noticias/cidade/brecha-expoe-dados-de-alunos-e-funcionarios-da-uem

Foto: ASC UEM

No dia 26 de junho, servidores da Universidade Estadual de Maringá aprovaram uma greve.

Foi durante uma assembleia unificada, composta por diversos sindicatos. O principal motivo foi a negativa do governo em dar a recomposição salarial com base na inação dos últimos 12 meses, de 4,94%.

Dias antes, com indicativo de greve aprovado na UEM e em algumas outras instituições estaduais, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior, disse que não aceitaria a pressão da categoria e que não daria o reajuste. Foi uma fala que deixou a mobilização ainda mais acirrada, e levou a aprovação da greve.

Um mês depois, pouca coisa mudou na UEM. O que aconteceu foi que em todas as universidades estaduais do Paraná a greve foi aprovada – algumas com mais adesão dos servidores do que em outras.

Até o momento, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) retomou as atividades e a Unespar não suspendeu o calendário acadêmico. Cada cidade tem o seu próprio sindicato, o que varia a mobilização de uma universidade para outra.

Durante o mês de greve, houve divergências dentro das próprias categorias de servidores públicos. A APP Sindicato, que representa os servidores de rede estadual de ensino, entrou e saiu da greve. Algumas outras categorias menores do funcionalismo também.

A primeira proposta do Governo, no dia 03 de julho, de 0,5% neste ano, foi rejeitada por todos. Novas discussões foram feitas. No caso das universidades públicas, no dia 08 de julho houve uma negociação entre sindicatos e governo, que não avançou.

Aí, após várias rodadas, o Governo propôs 5,08% de reajuste de forma parcelada: 2%, com pagamento em janeiro de 2020, e as outras duas 1,5%, com pagamentos em janeiro de 2021 e janeiro de 2022, se houver disponibilidade financeira no caixa do Estado. Os servidores da UEM rejeitaram e aprovaram a continuidade da greve.

O presidente da Sesduem, Seção Sindical dos Docentes da UEM, disse que o período em greve tem sido de discussões e análises sobre as situação das universidades. Quanto ao reajuste, ele espera que o Governo protocole na Assembleia Legislativa para que novos debates sejam feitos.

Por conta da greve, as aulas na graduação estão suspensas. Os programas de pós-graduação continuam. No Hospital Universitário não são mais agendadas consultas e cirurgias eletivas. O Pronto Socorro segue funcionando normalmente.

Os servidores querem reposição de quase 5% neste ano. Sem reposição desde 2015, eles afirmam ter perdido 17% do salário no período.

https://gmconline.com.br/noticias/cidade/greve-na-uem-ja-passa-de-um-mes

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