Sidebar

05
Sex, Jun

Foto: Divulgação/UEM

Os 104 professores temporários da UEM, cujo contrato se encerrou no dia 31 de julho, estão mais tranquilos, ao menos momentaneamente. É que a prorrogação foi feita e agora o término é 31 de dezembro. Eles passaram o mês de julho em articulações e mobilizações juntamente a outros servidores desse regime nas outras estaduais do Paraná. No caso da Estadual de Maringá, um vídeo foi gravado e divulgado nas redes sociais; em nível estado, um abaixo-assinado foi feito.

O impasse chegou ao m, oficialmente, na sexta-feira (2). Naquele dia, com a suspensão da suspensão do calendário acadêmico, o funcionamento interno da UEM voltou ao normal. O contrato dos 104 temporários foi renovado.

O professor Rodrigo Bischo explicou que a renovação é tranqüilidade temporária. Porque, na prática, a situação é mais complexa e difícil. O fato de haver temporários é porque não há contratação de efetivos, o que precariza o ensino superior, por exemplo.

Para a UEM, o Governo do Paraná liberou 18 mil horas semanais de contratação de temporários. Ao todo, a universidade tem 450 servidores nesse regime, e pouco mais de 1100 efetivos. No decreto divulgado na semana passada, o Governo exigiu que a renovação fosse feita em universidades cujo calendário acadêmico estivesse em vigência. Não era o caso da Estadual de Maringá, que teve de chamar o Conselho de Ensino e Pesquisa para deliberar sobre o tema. Daí, a volta do calendário foi aprovada na quinta-feira (01) e os contratos foram renovados na sexta.

Para alguns, a medida do Governo foi para desmobilizar a greve. Para os sindicatos, não é bem assim. Calendário é uma coisa, a greve é outra.

https://gmconline.com.br/noticias/cidade/contrato-dos-temporarios-da-uem-esta-renovado

 

 

Caso governo envie proposta para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), a greve na Universidade Estadual de Maringá (UEM) pode terminar esta semana. É que com retomada do calendário a acadêmico, o movimento se enfraqueceu e, no campus, alguns estudantes estão tendo aulas.

A segunda-feira (5) começou com aula para alguns da Universidade Estadual de Maringá (UEM). A reportagem conversou com uma turma do curso de administração. Nem todos os alunos apareceram. É que por causa da greve muitos voltaram para as cidades de origem.

Principalmente aqueles que dependem da refeição servida no Restaurante Universitário (RU), que está fechado.

A informação de que as aulas podem voltar está circulando entre estudantes e foi citada na reunião desta segunda-feira do comando de greve. A greve continua normalmente, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), José Maria Marques, mas pode acabar caso o governo do Estado enviei para a Assembleia Legislativa o projeto com a proposta de reajuste parcelado.

A mesma proposta tinha sido rejeitada, mas se ela for para a Alep pode colocar m ao movimento, já que trata da reivindicação que legitima a greve, que é a data-base.

Na reunião do comando de greve, teve integrante que sugeriu trancar as salas para evitar que alguns professores deem aulas. Mas a ideia é considerada radical e não deve ser adotada. O comando pretende conversar com os professores que estão em sala de aula.

A CBN está tentando contato com o governo para saber se a proposta de reajuste será enviada à Alep.

Calendário acadêmico

A retomada do Calendário Acadêmico da Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi decidida na quinta-feira (1º), por maioria, em reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP). Cabe ressaltar que isto não coloca m à greve, nem estabelece um cronograma de reposição de aulas.

Foto: Divulgação

https://gmconline.com.br/noticias/cidade/greve-na-uem-pode-terminar-esta-semana-diz-comando

Após a greve, que começou em 26 de junho, o comércio próximo à Universidade Estadual de Maringá (UEM) perdeu, no período, em média 70% do faturamento. Com os servidores da universidade de braços cruzados, lojas e lanchonetes viram os clientes sumir. Para comerciantes, a paralisação é pior do que o período de férias.

Portões fechados, poucos acadêmicos circulando pela UEM. A principal avenida próxima ao campus, a Lauro Werneck, também está vazia. No local cam lojas, livrarias, papelarias e lanchonetes que dependem do movimento dos estudantes.

Assim, com a greve, os comerciantes amargam prejuízo. E não é pouco. O faturamento caiu em média 70%. Para alguns, a saída foi fechar as portas durante a paralisação.

A Elaine Bifon torce para que a greve termine logo. No caso dela a queda no movimento é de mais de 50%.

“Se olhar, você vai ver que tem portas que fecharam durante a greve e não abriram até hoje. Não tem movimento nenhum. A nossa rua é totalmente dependente do movimento na UEM. No recesso, a gente ainda tem um movimentozinho. A gente fecha uns 20 dias, volta e tem um movimento dos funcionários que trabalham sem as férias”, diz.

Na lanchonete da Regina dos Santos, o prejuízo é ainda maior. Ela diz que não há movimento algum.

"A gente abre por abrir. Mas vender, nada. Muito pior que recesso.

Não vemos ninguém passar por aqui. Estamos torcendo para a greve terminar logo. Uma confeitaria fechou por causa da greve”, revelou.

Se a UEM para, tudo para no comércio local diz Élcio Mendes, que está de braços cruzados por falta de cliente.

“Está bem parado. O movimento é praticamente quase que zero. A Zona 7 sobrevive em função da UEM. Se a UEM para, praticamente para tudo."

Foto: Luciana Peña/CBN Maringá

https://gmconline.com.br/noticias/cidade/greve-comercio-proximo-a-uem-ve-o-faturamento-despencar

O governo do Paraná publicou, nesta quarta (31), o decreto que autoriza o quantitativo de horas para a contratação de docentes temporários até 31 de dezembro de 2019.

Para a Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi autorizado o quantitativo de 18 mil horas semanais de trabalho docente, o que permite a renovação dos contratos dos 104 docentes que venceriam no dia 31 de julho e a manutenção dos docentes em regime especial (temporários) até o final do ano letivo.

No decreto o governo veda a renovação ou prorrogação de contratos e novas contratações de docentes temporários caso a universidade esteja com o calendário acadêmico suspenso.

A Reitoria da UEM convocou o Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP) que irá se reunir nesta quinta-feira, dia 1º de agosto, às 9 horas, no auditório do Bloco C-34, para deliberar sobre a retomada do calendário acadêmico.

Leia aqui o decreto do governo.

Foto: Divulgação/UEM
https://gmconline.com.br/noticias/cidade/publicado-decreto-que-autoriza-contratacao-de-professores-temporarios

O Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) aprovou retomada do calendário da instituição. A decisão ocorreu na tarde desta quinta-feira (1), após discussão pela manhã e pela tarde. A volta do calendário foi aprovada por 76 votos, dos 107 presentes na reunião.

A medida foi tomada principalmente por causa do contrato dos professores temporários. O Governo do Paraná liberou 68 mil horas para as instituições de ensino superior públicas no estado, para que servidores nesse regime tivessem o contrato renovado. No caso da UEM, eram 104 que aguardavam essa liberação. O Governo publicou o decreto nesta quarta-feira (31), condicionando a autorização da renovação dos contratos à volta dos calendários acadêmicos.

No caso da estadual de Maringá, a suspensão do calendário começou no dia 26 de junho. Naquele momento, a aprovação foi vista como vitória do movimento grevista. É que, para greve, o fato de não haver aula permite maior adesão de professores e servidores.

Na reunião desta quinta-feira (1), o que ficou definido é que o calendário volta a funcionar nesta sexta-feira (2). Não sei sabe como vão ficar as aulas de fato. É que os sindicatos permanecem em greve; e mesmo com a volta do funcionamento da UEM, será necessário discutir como a instituição deverá funcionar e se os portões serão abertos.

Foto: Divulgação/UEM

Nesta semana, Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Maringá (Sesduem) e Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringa (Sinteemar) disseram que não haveria assembleia para discutir a greve.

O que eles esperam é que o Governo do Paraná protocole uma proposta de reajuste na Assembleia Legislativa do Paraná. Servidores querem 4,94% de reajuste, relativo aos últimos 12 meses. O Governo apresentou um reajuste parcelado, de pouco mais de 5% em quatro anos.

Além disso, há pelo menos mais dois cenários postos ao longo do ano para as universidades. Um deles é a chamada Lei Geral das Universidades, proposta que está sendo debatida e muito criticada pela UEM.

A outra, é a ação que o Governo do Paraná fez e foi divulgado nesta semana. O Governo do Paraná condicionou a liberação de horas para contratar professores temporários a uma série de medidas. Uma delas é a vinculação da folha de pagamento ao Meta4, um sistema de gerenciamento estadual. Das sete instituições de ensino superior públicas, apenas duas estão nele: Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) e Universidade Estadual do Paraná (Unespar).

Além disso, o Executivo estadual pediu a redução de 10% de horas-extra e corte do Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (Tide) para quem não é servidor de carreira, entre outras medidas.

No caso da UEM, foram autorizadas 18 mil horas para o segundo semestre, o que permite a continuidade dos 450 servidores que atuam sob esse regime.

Segundo o Governo, a Secretaria da Administração e Previdência vai preparar um cronograma de execução para a inserção das universidades no Meta4. A possibilidade de eventual suplementação de recursos para outras despesas nas universidades vai ser condicionada ao cumprimento integral do calendário.

A questão envolvendo o Meta 4 deve ser uma nova dor de cabeça. O assunto há anos é debatido, e a estadual de Maringá considera que essa ação fere a autonomia universitária.

A UEM atende cerca de 15 mil alunos e tem próximo de quatro mil servidores, entre docentes e técnicos.

Ouça a reportagem na CBN Maringá.

https://gmconline.com.br/noticias/cidade/conselho-aprova-volta-do-calendario-academico-da-uem

Mais Artigos...