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Ter, Ago

Foto/Imagem Ilustrativa

A atuação de pesquisadores vem ajudando a entender as características, o comportamento e as formas de propagação do novo coronavírus ao passo que levar este conhecimento científico até a população tem se mostrado, em muitos casos, uma estratégia eficiente contra o avanço da doença.

Nesta perspectiva, reproduzimos logo abaixo um texto produzido pelos professores doutores Emerson M.Girotto, Jesuí V. Visentainer e Jeane E. L. Visentainer, todos docentes da Universidade Estadual de Maringá (UEM). O artigo relaciona a umidade relativa do ar com a proliferação do Corona SARS-CoV-2, o novo coronavírus. Além de argumentos teóricos, os autores dão indicações práticas e de grande utilidade diante da atual pandemia.

Emerson Girotto e Jesuí Visentainer são ligados ao Departamento de Química e Jeane Visentainer ao Departamento de Ciências Básicas da Saúde.

Importante ressaltar que as pesquisas experimentais que resultaram no texto preparado pelos três professores não foram realizadas na UEM. Eles zeram uma busca de referências atuais sobre o tema e publicam de uma forma simplificada para a comunidade em geral, na forma de informativo de utilidade pública.

A umidade do ar e o coronavírus Sars-CoV-2

Até o momento, não há um número significativo de estudos científicos que leve à confirmação, sem sombra de dúvidas, de que as condições climáticas como, temperatura e umidade relativa do ar (UR), afetem a disseminação do novo coronavírus. Porém, estudos científicos anteriores (já publicados), feitos com outros tipos de coronavírus, mostraram que esses tipos de vírus têm sua disseminação dificultada conforme aumenta a UR.

A doença Covid-19 dissemina-se pelo ar por meio de microgotas, principalmente, quando são expelidas por pessoas infectadas quando tossem ou espirram, as quais podem “viajar” por metros antes de caírem ao chão (alguns estudos dizem que até 4,5 metros).

Estudos mostraram que quanto maior a umidade, maiores são as chances dessas microgotas se chocarem com outras microgotas de água, presentes no ar, ficando assim mais pesadas e caindo ao solo mais rapidamente. Obviamente, isso diminui a probabilidade de disseminação da doença pelo ar, que é um dos modos de disseminação mais importantes.

Além disso, é sabido que em condições ideais (UR entre 40 e 70%) as mucosas das vias aéreas superiores (nariz principalmente) funcionam melhor, barrando a entrada de poeira e microorganismos, sendo também um ambiente mais confortável e agradável para o ser humano, inclusive para pacientes com infecções respiratórias. Outro aspecto já comprovado é que ao contrário, ambientes de baixa umidade do ar podem comprometer a depuração mucociliar (transporte dos microorganismos em muco por meio do batimento dos cílios que revestem as vias aéreas) e a resposta imunológica inata por células, como macrófagos, que fagocitam e matam esses microrganismos, fatos estes que contribuem para a disseminação viral.

Portanto, há indícios na literatura de que uma umidade relativa acima de 40% seja mais uma arma na tentativa de diminuir a disseminação do novo coronavírus. E podemos conseguir esse ambiente fazendo uso de alguns métodos conhecidos, principalmente aqueles indicados quando estamos em época de estiagem e baixa UR (20-40%). Como exemplo, podemos usar climatizadores/vaporizadores, umidificadores ultrassônicos, ou outros métodos caseiros como bacias com água, toalhas úmidas estendidas ou recipientes de cerâmica porosa (similar a filtros de barro).

Em um estudo recente, pesquisadores mostraram que se pode aumentar a UR de ambientes internos em até 28% usando umidificador ultrassônico, 14% usando bacia com água, 17% usando toalha úmida e 16% usando recipiente de cerâmica porosa (lembrando que esses valores representam GANHO em UR). Porém, os autores alertam que os sistemas mais eficazes com relação à duração do ambiente úmido e tempo de resposta são os umidificadores ultrassônicos e os recipientes de cerâmica porosa.

Em suma, é impossível controlarmos as condições climáticas, mas podemos agir pró-ativamente controlando as condições ambientais internas, como em nossa casa, nos hospitais, postos de triagem, farmácias, supermercados, etc., na tentativa de reduzir a disseminação do SARS-CoV-2.

Observações:

1) Nada disso substitui as recomendações de lavar sempre as mãos (por pelo menos 20 segundos), usar álcool-gel 70% e manter a casa sempre limpa. Mantenha também a ventilação da casa para uma boa qualidade do ar.

2) Umidificador ultrassônico usado no experimento: tipo névoa fria, capacidade de 2 litros; Bacia usada no experimento: capacidade de 22 litros, 13 cm de altura, 60 cm de diâmetro, experimento feito com auxílio de ventilador elétrico para circulação da umidade; Toalha usada no experimento: 100% algodão, 70x135 cm, umedecida usando 2 litros de água, pendurada sem dobras, experimento feito com auxílio de ventilador elétrico para circulação da umidade; Recipiente de cerâmica porosa: construído com telhas de barro, capacidade de 2 litros, experimento feito com auxílio de ventilador elétrico para circulação da umidade.

Experimentos feitos em um quarto de alvenaria, fechado, de aproximadamente 12,5 m2 de área e volume de 37,6 m3. Para mais informações, consulte a fonte número 7.

Por Assessoria de Comunicação da Universidade Estadual de Maringá

https://gmconline.com.br/noticias/geral/umidade-do-ar-pode-interferir-na-propagacao-da-covid-19

Foto: Universidade Estadual de Maringá

Nesta quinta-feira, 25, a Farmácia Ensino de Manipulação da Universidade Estadual de Maringá (UEM) retomou a produção de álcool líquido 70%, que será destinado ao consumo interno do Hospital Universitário (HU) e alguns setores da UEM, para garantir a segurança dos servidores que permanecem trabalhando.

A retomada na produção foi possível porque a Usina Santa Terezinha (Usaçúcar), de Iguatemi, doou mil litros de álcool puro para a instituição. A matéria-prima foi transportada e armazenada, gratuitamente, pela Gopar, indústria de detergentes e desinfetantes, onde o produto foi acondicionado em embalagens adequadas e entregues à Farmácia Ensino de Manipulação.

De acordo com a responsável pela Farmácia de Manipulação, Marli Miriam de Souza Lima, todo produto manipulado deve seguir as Boas Práticas de Manipulação (RDC 067/2007-ANVISA), para garantir a qualidade. “Por isso o álcool 70% está sendo preparado na farmácia, pelas farmacêuticas responsáveis e não nos laboratórios de ensino. Ressaltando que este produto destina-se ao HUM para a desinfecção de superfícies, pisos, e mãos, cuja eficácia precisa ser assegurada” explica.

Ainda de acordo com ela, a Farmácia Ensino de Manipulação da UEM, vinculada ao Departamento de Farmácia, existe desde 1987 e tem sua Licença de Funcionamento autorizada pela Vigilância Sanitária renovada anualmente.

De acordo com a pró-reitoria de Extensão e Cultura, Débora Sant’ana, outras empresas de Maringá também colaboraram com a UEM, doando as embalagens onde o álcool será colocado para distribuição no HU. “A Copos e Brindes doaram três mil embalagens de 300 ml, a Biofórmula Farmácia de Manipulação, cem embalagens para álcool, e também recebemos as tampas dos frascos que foram doadas por uma empresa que preferiu não se identificar”, destaca.

https://gmconline.com.br/noticias/cidade/apos-doacao-de-usina-uem-retoma-producao-de-alcool-liquido

A Universidade Estadual de Maringá decidiu suspender todas as suas atividades por período indeterminado.A decisão começou a valer nesta quinta-feira, 19. A medida foi tomada por meio de uma portaria.

Nela, a Universidade Estadual de Maringá diz que as atividades administrativas e acadêmicas presenciais estão suspensas por tempo indeterminado. O regime de teletrabalho foi instituído.

Nos serviços considerados essenciais, o trabalho será feito pelo mínimo efetivo e por meio de sistema de rodízio e horário alternativo. O Hospital Universitário Regional de Maringá entra na categoria de serviços essenciais. Em decisão anterior, a UEM já havia suspendido as aulas de pós-graduação de forma presencial.

Em relação aos cursos de graduação graduação, o atual período é o de férias. A previsão é a de que as aulas retornem em abril, já que o calendário acadêmico está mantido.

Foto: Assessoria/UEM

https://gmconline.com.br/noticias/cidade/uem-suspende-todas-as-atividades-por-prazo-indeterminado

O Colégio de Aplicação Pedagógica da Universidade Estadual de Maringá suspendeu as aulas a partir da tarde desta terça-feira, 17. A medida foi tomada porque uma aluna do terceiro ano do ensino médio apresentou sintomas do coronavírus. Segundo a direção do CAP, a estudante e a família dela teriam tido contato com pessoas com suspeita da doença em Londrina há alguns dias.

O Governo do Paraná decretou suspensão das aulas a partir de sexta-feira, 20. Mas, no CAP, os alunos já faltaram nesta terça. Pela manhã, teve aula normal. Durante a tarde, houve a suspensão porque o colégio foi informado do caso da menina com suspeita, explicou um dos diretores do CAP, Sérgio Alvarez.

"Nós tivemos a informação no começo da manhã e procuramos saber o que estava acontecendo.

Conseguimos falar com a família por volta das 10h da manhã, e ela confirmou a situação. A aluna apresentou os sintomas após participar de um evento em Londrina. Ela foi hospitalizada ontem, por volta das 13h e ficou em isolamento, para cumprir os protocolos", declarou.

Existe a suspeita de teste positivo, mas é necessário aguardar que o Governo do Paraná divulgue os dados oficiais. O CAP também suspendeu as aulas para toda esta semana.

Foto: Ilustrativa/Assessoria/UEM
https://gmconline.com.br/noticias/cidade/cap-da-uem-suspende-aulas-por-causa-do-coronavirus

De acordo com a Polícia Militar de Umuarama, os ladrões exigiram as chaves dos veículos do Hospital. Foto: Divulgação/UEM

Bandidos fortemente armados e encapuzados invadiram o Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Maringá (UEM), em Umuarama, na madrugada desta quinta-feira, 20. Os criminosos amarraram dois vigilantes que estavam de plantão, furtaram alguns objetos e fugiram em seguida.

De acordo com a Polícia Militar de Umuarama, os ladrões exigiram as chaves dos veículos do Hospital, mas desistiram de levar os carros quando perceberam que alguns estudantes estavam chegando no hospital.

Os dois funcionários foram soltos pelos estudantes. A Polícia Militar fez buscas na região, mas até o momento, ninguém foi preso. A polícia não revelou o que os criminosos levaram.

https://gmconline.com.br/noticias/policial/bandidos-invadem-hospital-veterinario-da-uem-e-amarram-funcionarios

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