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Podemos não perceber, mas há um grande número de terroristas cotidianos que tem assolado nossas vidas. Eles se instalam em meio aos eventos que estão dando certo. No caminho do que funciona eles atravessam para buscar atenção. Uma carência que custa caro. Diariamente os prejuízos ligados aos atos dos vândalos se acumulam

 

Um fato recente chamou a minha atenção. Um grupo de invasores atacou uma atividade do curso de psicologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Eles falaram frases obscenas e cenas obscenas. Destruíram a atividade educacional que estava em andamento. Lamentável constatação cotidiana e que no mundo virtual tende a piorar.

 

Eles também estão no mundo físico. Você observa que há a presença desses alucinados nas ruas. Eles atravessam a nossa frente, muitas vezes literalmente, só para nos causar transtorno e se possível irritação. Se comprarmos a briga é aí que seus desejos se realizam e a excitação aumenta ao nos ver descontrolados. Como eles amam incomodar. Temos que tomar cuidado para não cair na armadilha de comprar a briga por pouca coisa. De nos vendermos por um preço muito baixo para os derrotistas de plantão. Sempre temos que avaliar o prejuízo que nos causa ficar se irritando com o ser “pequeno” que nos invade. Há muito a perder por muito pouco.

 

Contudo, também temos que entender que estamos vivendo um momento tenso. A Covid-19 nos faz pagar um preço emocional caro. Para alguns, um valor insuportável, difícil de administrar. Angustiados, irritados, depressivos e revoltados, o lema de muitos dos terroristas de plantão é propagar a infelicidade para o maior número de pessoas possíveis. Se não estou bem, o bem-estar não pode ser de mais ninguém, este é o lema para muitos dos revoltados e terroristas da vida cotidiana. Se por um lado não podemos nos abalar, por outro não podemos deixar de agir para incluir. Muitos destes revoltados precisam de ajuda. Temos que criar possibilidades. Não devemos porém conceder e tolerar o terrorismo. Estas invasões sem lógicas e que promovem apenas problemas e não apontam soluções. A civilidade ainda é a melhor saída, por mais que nem todos entendam a importância do respeito ao outro na vida em sociedade.

 

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